Há mais queixas de violência física no namoro do que no casamento

Outubro 20, 2015 às 9:01 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de outubro de 2015.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Violência doméstica 2014 – Relatório anual de monitorização

Ana Henriques

Ministério da Administração Interna divulga relatório anual sobre violência doméstica que estava pronto desde Agosto. Estatísticas mantêm-se semelhantes às dos anos anteriores.

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As queixas apresentadas às autoridades em 2014 por violência física nas relações de namoro superam as das pessoas casadas. A informação consta do mais recente relatório de monitorização de violência doméstica do Ministério da Administração Interna, um documento que, apesar de estar pronto desde Agosto passado, só agora foi divulgado.

“Constata-se que a proporção mais elevada de casos em que foi assinalada violência física se registou nas situações de violência doméstica entre namorados”, pode ler-se no relatório. Trata-se de um conceito alargado de namoro, que engloba não apenas adolescentes mas também parceiros com mais idade: a média etária dos casos analisados situa-se nos 28 anos. O surgimento, nas estatísticas, da violência no namoro poderá ser, porém, apenas a revelação pública de um fenómeno que, segundo uma responsável da associação União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), Elisabete Brasil, sempre ocorreu: “A violência no namoro não é uma novidade. O que acontece é que dantes estas agressões não eram contabilizadas como violência doméstica”.

Só em Fevereiro de 2013 o Código Penal passou a considerar crime de violência doméstica as agressões entre namorados e também entre ex-namorados. E se as mais recentes estatísticas dão conta de uma elevada proporção de participações apresentadas às autoridades por violência física no namoro – 89% de todas as queixas relativas a agressões no namoro referem-se a agressões físicas -, as queixas por violência psicológica não ficam muito atrás: somam 73%. Já na violência entre cônjuges as agressões psicológicas reportadas à PSP e à GNR têm primado, ainda que não muito significativo, sobre as físicas. No caso do namoro, a explicação para as queixas pode ser simples: ainda não passou tempo suficiente para as vítimas se acomodarem à agressão. “Há situações de violência doméstica que começam logo no namoro e continuam no casamento”, descreve Elisabete Brasil, a quem já algumas mulheres disseram que sentem como mais devastador o impacto das agressões psicológicas do que o das físicas. E se a violência física foi uma constante de 70% dos casos reportados em 2014, a psicológica motivou ainda mais queixas.

Quer numa situação quer noutra, o problema é prová-las: 77% dos inquéritos abertos pelo Ministério Público por este tipo de crime são arquivados, na maioria das vezes por falta de provas. O relatório anual do Ministério da Administração Interna descreve o destino dos poucos casos que conseguem chegar às salas de audiências dos tribunais, para serem julgados: “De um total de 2954 sentenças transitadas em julgado entre 2012 e 2014, cerca de 58% resultou em condenação e cerca de 42% em absolvição. Na maioria das condenações (96%) a pena de prisão foi suspensa”.

A especialista da UMAR pensa que nesta matéria há ainda muito a fazer, mesmo sendo impossível, pelo sistema jurídico penal português, inverter o ónus da prova – isto é, ser o suspeito a ter de provar em tribunal que não praticou as agressões de que é acusado. Elisabete Brasil aponta sobretudo para as perícias forenses que podiam ser feitas às vítimas, quer para indiciar os maus tratos psicológicos de que tenham sido alvo quer para validar os seus testemunhos no tribunal.

Além da violência física e psicológica, o trabalho do Ministério da Administração Interna identifica ainda a violência doméstica do tipo económico – muitas vezes praticada contra ascendentes, por filhos e netos que se apropriam das suas pensões, por exemplo – e do tipo social. É o caso do marido que tenta limitar ao máximo os contactos sociais da companheira, as suas saídas à rua, promovendo o seu isolamento para melhor a controlar.

No que a estes tipos de crimes concerne, as mulheres são as vítimas mais típicas, mas não as únicas: nos escalões etários abaixo dos 18 anos a taxa de feminização da violência doméstica é de apenas 63%, contra 91% no escalão etário imediatamente seguinte, dos 18 aos 24 anos. Os homens são sobretudo vítimas de violência doméstica em crianças, constituindo muitas vezes danos colaterais das agressões do pai contra a mãe, e depois mais tarde, quando chegam a velhos e os filhos os maltratam.

Em termos globais, a violência doméstica manteve-se estável entre 2014 e 2015, mostra o relatório, que apresenta já estatísticas do primeiro semestre deste ano. Assim, neste último período foram apresentadas às forças de segurança 12.998 participações. “Comparativamente ao período homólogo de 2014 verificaram-se menos 73 participações, o que corresponde a uma taxa de variação negativa de -0,6%”, indica o estudo. Uma tendência contrariada, porém, nalguns distritos do país: Portalegre, que registou um aumento de queixas superior a 40%, Santarém e Évora. Beja destacou-se pela positiva nos primeiros seis meses de 2015, com menos violência reportada que no período homólogo anterior. Já no que à taxa de incidência por mil habitantes diz respeito, a região autónoma dos Açores destacou-se no ano passado a nível nacional por bater recordes de queixas de agressões.

Seja como for, as ocorrências participadas no distrito de Lisboa representaram em 2014 mais de um quinto do total nacional, que se cifrou em 27.317 participações às autoridades. Seguem-se o Porto, Setúbal, Aveiro e Braga. O relatório destaca o contraste de um país dividido, também nesta questão, entre o litoral e o interior: “Nos primeiros são registadas mais participações”.

Os meses de Verão são os mais propícios à violência doméstica, tal como os fins-de-semana. “Quase metade das situações tiveram como consequência para a vítima ferimentos ligeiros e em 56% dos casos foi registada a ausência de lesões”, refere o mesmo documento, que não contabiliza, porém, os casos de homicídio, uma vez que já não são da competência do Ministério da Administração Interna, que tutela a PSP e a GNR, e sim da Polícia Judiciária, que depende do Ministério da Justiça. Em 38% dos casos os episódios de violência foram presenciados por menores.

A violência doméstica parece ser mais praticada por pessoas empregadas do que por desempregadas, apresentando-se como menos comum entre aqueles que frequentaram o ensino superior e também entre quem vive em união de facto.

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A separação de pais e filhos: uma eterna tarefa!

Outubro 20, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto de Sofia Nunes da Silva, publicado no http://lifestyle.publico.pt/ de 28 de setembro de 2015.

Por Sofia Nunes da Silva

“Temos o desejo secreto de que precisem sempre de nós…”

Pipa é mãe de Francisca (17 meses). Em casa, Pipa lancha com a prima Catarina, que se fez acompanhar por Gui (sete meses), enquanto Francisca brinca no seu quarto. Pipa: Ele está tão querido! Parece um coelhinho a gatinhar… Catarina: Sim, olha mas tivemos que tapar todas as tomadas lá de casa porque punha as mãos em todo o lado! Francisca volta do quarto, com o seu coelhinho inseparável pela mão, abraça a mãe, e sai novamente a correr para brincar. Pipa: Sim, nós tivemos que fazer o mesmo. Mas espera pela fase em que começar a andar, não chegam todos os olhos que temos! Catarina: Acredito. E aí começam a deixar de ser os nossos bebés… ai… Pipa: É verdade, mas não te preocupes porque vão continuar a precisar muito de nós, só que de forma diferente… Francisca entra na sala com o seu coelhinho ao colo a quem dá biberon Catarina: Que mãe tão responsável, Francisca! Ele estava com fome? Francisca sorri e acena que sim com a cabeça. Volta a correr para o quarto. Pipa: Agora é assim, vai e vem, sempre com o seu coelhinho. Mas já consegue passar mais tempo no quarto sozinha. No outro dia, devia estar distraída a brincar, veio a correr para ver onde estávamos porque não havia barulho, e desatou a chorar. Catarina: Pois, a independência custa a ganhar! Pipa: Mas é verdade, ainda hoje faço esse exercício em relação aos meus pais. Não é fácil, e dura a vida toda… Catarina: Acho mesmo que é das tarefas mais difíceis para os pais. Pipa: Sim, e para os filhos. Mais ainda para os que também são mais dependentes…é muito ambivalente. Queremos que eles aprendam a fazer as coisas sozinhos, mas temos o desejo secreto de que precisem sempre de nós… Sorriem e bebem um golo de chá.

O processo de separação pais-criança começa desde o nascimento e vai-se construindo ao longo de toda a vida. É nos primeiros anos da criança que pais e filhos se confrontam com esta difícil, mas necessária e desejável tarefa.

As conquistas que realiza ao nível motor, o gatinhar e a marcha ajudam a separação e levam à descoberta do mundo à sua volta. A criança começa por fazer breves afastamentos, e sempre que se afasta um pouco mais, sentirá a falta, a ausência e sentir-se-á triste e/ou ansiosa. Precisa de sentir estas emoções para que gradualmente vá suportando com mais tranquilidade a ausência dos pais, e ao mesmo tempo adquirir o sentimento de competência de estar e fazer sozinha. O coelhinho da Francisca parece ajudá-la neste processo, fazendo-a sentir-se mais acompanhada e segura.

A difícil tarefa para os pais é conseguirem presenciar algumas reacções de ansiedade ou tristeza dos filhos perante os seus movimentos de autonomia. Torna-se importante deixar que a criança se confronte com a sua angústia, que estará presente em muitas fases da vida, sobretudo nas que exigem mudanças ou readaptações. Naturalmente, os pais terão a capacidade, pelo conhecimento que já têm do filho, de distinguir a necessidade de intervir caso a criança não esteja realmente a adaptar-se à situação.

Se os pais não permitem que experimente a sensação de perda e/ou angústia face ao seu afastamento, correndo a aliviá-la a todo o momento, ela não aprenderá a conviver com estes sentimentos. Agirá de forma a evitá-los, necessitando chamar alguém ou recorrer a algo sempre que ao longo da vida, se depare com situações que lhe causem angústia ou insegurança, impedindo-a de evoluir no seu crescimento rumo à autonomia, independência e responsabilidade que lhe permitirá atingir uma identidade mais coesa e segura.

Falamos aqui de uma tristeza/angústia que são positivas, e que a criança tem que experimentar para se separar com tranquilidade. Quando nos substituímos ela aprenderá a chamar pelos pais assim que antecipa a angústia e as dificuldades, o que a impede de chegar a senti-la e vivê-la. Desta forma, interiorizará as figuras parentais como substitutas dessa tensão necessária na aprendizagem para encarar a vida.

Tal como os pais, também os flhos vão sentindo como difícil a tarefa da gestão deste caminho de separação, que tantas vezes se faz acompanhar de sentimentos de profunda ambivalência. Em algumas fases do ciclo de vida a necessidade de afastamento parece ser vivida com maior afirmação e sem grande hesitação, como por exemplo a adolescência ou a fase de jovens adultos onde o início da vida amorosa se torna mais efetiva. Nestes períodos parece haver a certeza de que a defesa de uma intimidade é fundamental para fazer escolhas mais livres e conscientes. No entanto, também recordamos vivências que inspiraram pronúncio de perigo e nos empurraram hesitantemente para o colo dos pais ou avós confidentes, tal como acontecia nos anos mais precoces. Mas se pensarmos na fase de formação de uma nova família, com o nascimento de filhos pequenos há geralmente uma vontade maior de aproximação dos pais, agora avós. Se por um lado há uma procura de referências para o desempenho deste delicioso, mas também assustador papel da parentalidade, por outro lado, há também o desejo de provar a autonomia e segurança na vivência destes papéis.

 

Formar para prevenir a exclusão de jovens e crianças – Notícia do JN com uma entrevista de Dulce Rocha do IAC

Outubro 20, 2015 às 2:39 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 18 de outubro de 2015.

A notícia contém uma entrevista da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

clicar na imagem

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Se der uma contribuição igual ou superior a 10€ recebe um exemplar desta bonita agenda!

Outubro 20, 2015 às 1:05 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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Vimos solicitar o seu apoio numa campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) que tem por objetivo a produção da Agenda 2016 do Instituto de Apoio à Criança (imagens em anexo), uma brochura lúdico-pedagógica que pretende ajudar as crianças a compreender melhor os seus direitos e a adotar condutas mais seguras e livres de riscos no seu dia-a-dia. As verbas auferidas com a posterior venda da Agenda IAC 2016 serão canalizadas para o desenvolvimento de novos projetos ligados à prevenção de situações de violência entre os jovens. Destina-se a crianças, jovens, pais, avós, educadores, responsáveis de instituições que trabalham com crianças, entre outros.
Para saber mais e apoiar a Campanha de Crowdfunding  do CEDI Instituto de Apoio à Criança, aceda ao link

http://ppl.com.pt/pt/causas/agenda-iac-2016

 

Na causa “Agenda IAC 2016 Pela Defesa e Promoção dos Direitos da Criança”  introduza o valor do seu contributo, clicando  posteriormente em CONTRIBUIR. Continue o processo seguindo os passos que constam do formulário. Aconselhamos a selecionar a opção” Desejo doar o valor a este promotor, mesmo que a campanha não angarie a totalidade dos fundos“ para que possamos dispor de qualquer verba angariada e, desta forma, concretizar o nosso objetivo. A plataforma do PPL irá gerar uma Referência Multibanco para que possa fazer o seu contributo à campanha. A partir de 10 euros receberá uma RECOMPENSA do IAC. Se der uma contribuição superior a 10€, além de receber as recompensas que já apontámos no PPL, recebe igualmente um exemplar desta bonita agenda.

AJUDE-NOS A AJUDAR! Muito obrigado!

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A Maior Lição do Mundo – recursos educativos digitais para crianças dos 8 aos 14 anos, sobre os novos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável

Outubro 20, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações:

http://maiorlicao.unicef.pt/

To My Bully – Vídeo

Outubro 20, 2015 às 10:45 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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http://agirllikehermovie.com/

https://www.youtube.com/channel/UC0Y3nLdabRSpfZtzMGYWveA

 

 

Professor e alunos criam associação para combater o bullying

Outubro 20, 2015 às 10:06 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de outubro de 2015.

Fábio teixeira

Hugo Morgadinho

Projecto de docente e jovens de Braga também visa apoiar as vítimas de agressão e intimidação nas escolas.

Sensibilizar os mais novos para a questão do bullying e apoiar aqueles que tenham sido vítimas – e que raramente se queixam – deste tipo de violência física e psicológica é o objectivo da Associação Anti-bullying com Crianças e Jovens, um projecto criado por um professor e um grupo de jovens, em Braga. A associação foi lançada esta segunda-feira, dia em que se assinala o Dia Mundial de Combate ao Bullying.

A vontade de criar um projecto que alertasse a comunidade em geral para a questão da violência nas escolas surgiu quando Paulo Costa, hoje professor e investigador na Universidade do Minho, ainda dava aulas no Agrupamento de Escolas de Real, em Braga, e foi confrontado com um episódio de bullying. Nessa altura, este professor de Educação Física que estava a iniciar o doutoramento na Universidade do Minho decidiu que o bullying seria o tema da sua tese. Este episódio aconteceu em “2008 ou 2009”, mas, conta o professor, é semelhante a muitos outros que acontecem nas escolas portuguesas. Os resultados da investigação de doutoramento de Paulo Costa referem que “37,1% das crianças e jovens auscultados foram vítimas de comportamentos agressivos e intimidatórios na escola”, lê-se no comunicado da Associação Anti-bullying com Crianças e Jovens (AABCJ).

Foi por essa razão que o investigador decidiu criar, em conjunto com alguns dos seus antigos alunos, a AABCJ que esta segunda-feira foi apresentada no Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), em Braga. O projecto visa prevenir situações de violência nas escolas portuguesas e, para tal, procurará sensibilizar alunos, professores, funcionários e pais, promovendo eventos como palestras, peças de teatro ou eventos desportivos nos estabelecimentos de ensino.

“Os jovens são responsáveis [por episódios de bullying] mas eles podem ser a solução”, diz Paulo Costa ao PÚBLICO. A estratégia da AABCJ passa, por isso, pela promoção “nas crianças e jovens de atitudes pró-activas face a situações de violência”, acrescenta o investigador, explicando ainda que a associação vai auxiliar e acompanhar as vítimas de bullying.

O investigador defende que “a temática do bullying deve ser incluída na formação de professores” e sugere ainda realização de um estudo no município de Braga, em parceria com as escolas e a Universidade do Minho, que funcione como “modelo” e possa ser adaptado “a nível nacional”. As redes sociais são também uma ferramenta que a AABCJ quer utilizar para chegar ao maior número de pessoas possível, não se limitando apenas a Portugal. Ao PÚBLICO, o investigador disse ainda que a associação já é seguida por muitas pessoas de vários países onde se fala português e até já aconselhou um jovem angolano que contou ter sido vítima de violência escolar.

Na sua tese de doutoramento, Paulo Costa observou que 75% das vítimas de bullying “referiu não ter dito nada a ninguém”. Em relação ao género, não se detectaram diferenças “significativas” entre as vítimas, porque os alunos do sexo feminino e masculino se “socializam hoje de forma mais próxima e tendem a adoptar os mesmos comportamentos”, explica ao PÚBLICO. Apesar disso, os casos de bullying homofóbico tiveram “maior prevalência” entre rapazes.

 

 

 

 

Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço? Atividade para futuras e recentes mães e pais na Biblioteca dos Coruchéus

Outubro 20, 2015 às 9:01 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço?

Aprendizagem ao longo da vida para Adultos na Biblioteca dos Coruchéus sábados 24 outubro | 7 e 21 de novembro | 5 de dezembro às 15H00

Atividade para futuras e recentes mães e pais

Para futuras e recentes mães e pais, com a colaboração de vários parceiros, Vai nascer… já nasceu! E agora o que é que eu faço? pretende disponibilizar esclarecimentos e ferramentas que permitam as mães e os pais aprender a lidar de forma consciente e tranquila em todo o processo de pré e pós parto.

PROGRAMA

24 de outubro

15h00-16h00

Atelier: “Quartos de Bebés com Feng Shui!” por Sofia Lobo Cera 16h30-17h30

Técnicas de apoio ao relaxamento de futur@s e recentes mães e pais (EFT/Tapping) – Aprendizagem e prática de algumas técnicas simples aplicáveis em situações de maior tensão e stress na pré e recém paternidade. Aplicável a pais e a bebés Cármen Santos (Take Care of You)

7 de novembro

15h00-16h00

“E o pai onde fica?” – O papel do pai no pré e pós-parto pela Dra. Isabel Borges (Wonderfeel) 16h30-17h30 Desmitificação de Mitos da gravidez e pós-parto por Cármen Santos (Take Care of You)

21 de novembro

15h00-16h00

Yoga para Grávidas por Sofia Matinhos (BLX)

16h30-17h30

Parentalidade por Santa Casa da Misericórdia

5 de dezembro

15h00-16h00

Yoga Pós-parto por Sofia Matinhos (BLX)

16h30-17h30

“Tristeza e depressão Pós-parto. Verdades e Mitos” pela Dra. Madalena Resende

– Wonderfeel

Parceiros: Wonderfeel – um novo bem-estar 217 976 539

| info@wonderfeel.pt | http://www.wonderfeel.pt/

Santa Casa da Misericórdia

Santa Casa da Misericórdia | http://www.scml.pt/pt-PT | secretaria-geral@scml.pt | 213235000 |

Take Care of You | wtcy.tcy@gmail.com | 913 698 193 | http://wtcyou.wix.com/takecareofyou

Sofia Lobo Cera | geral@sofialobocera.com | https://www.sofialobocera.com/

Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.

Tel. 21 817 20 49

bib.corucheus@cm-lisboa.pt

 

 

E se o seu filho lhe bater ou disparar um dardo para o olho da irmã?

Outubro 20, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Público de 2 de outubro de 2015.

público

Catarina Gomes

Na maior parte das vezes disciplina-se os filhos “em piloto automático”. Mas com castigos e ameaças muitas vezes apenas se está a “espicaçar o lagarto”, dizem os autores de Disciplina Sem Dramas, que explicam como a neurociência tem tudo a ver com birras.

O nosso filho de nove anos atinge o olho da irmã de cinco anos com um dardo disparado por uma arma de brincar à queima-roupa. Uma taça de cereais é atirada ao ar, salpicando a parede toda da cozinha. Um filho de quatro anos bate na mãe com a mão, a seguir pontapeia-lhe a canela. Depois de uma compra contrariada, o seu filho atira-se para o chão do supermercado a gritar.

Reacções típicas de pais a cenas deste teor ou parecido: “Pára já com isso!, “Acalma-te imediatamente”, “Foste mal criado”. Há também o “vai para o quarto pensar”, “ficas uma semana sem consola”, “vais para a cama mais cedo” ou até “um par de palmadas”. Às vezes a cena é rematada com “o eterno ‘porque eu mando’”. Em resumo, descrevem os autores, ameaças e castigos.

Cenas deste tipo terminam muitas vezes também com adultos a berrar. Um drama, portanto. Um cocktail destas reacções automáticas é o que muitos pais entendem como “disciplina”, quando a origem da palavra nada tem a ver com castigar mas sim com “ensinar, aprender, dar instrução”, dizem os autores do livro Disciplina sem Dramas (editado pela Lua de Papel), que esta semana chegou às livrarias.

Reconhece-se nalguma das reacções típicas destes pais? O que os autores nos dizem é que se os seus filhos fazem birras ou têm este tipo de “mau comportamento” não porque são inerentemente “maus”, ou “mal-educados”, ou porque quem os educa são pais incompetentes, mas porque lhes é muito difícil agir de forma diferente, por razões biológicas. O que Daniel J. Siegel, professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, e Tina Payne Bryson, psicoterapeuta de crianças e adolescentes, pretendem explicar no seu livro é que neurociência têm muito a ver com a educação dos filhos.

Vejamos: Uma criança arremessa um brinquedo e atinge outra criança, o pai responde “em que é que estavas a pensar quando fizeste isso?”. Temos uma ideia de como pensaria um adulto equilibrado: saberia, à partida, que não se atiram objectos quando se está frustrado com alguém porque o acto não resolve o problema e até pode agravá-lo, pode até acabar por estragar o seu próprio brinquedo e ainda pode magoar gravemente a outra pessoa, fazendo com que ela tenha de ser hospitalizada em estado grave com um hematoma ou uma fractura, não falando em perigos de sequelas a longo prazo.

O exemplo não está no livro, mas a ideia é que o que passa pela cabeça de uma criança quando atira um brinquedo porque está frustrada não tem nada a ver com o raciocínio de um adulto. Melhor dizendo, tem pouco de raciocínio, porque a parte do cérebro humano onde estão “as competências de pensamento que permitem ao ser humano tomar decisões acertadas” não está desenvolvida, lê-se.

“Tudo isto significa que, embora gostássemos que os nossos filhos se portassem sempre bem, como se fossem adultos, com equilíbrio emocional e moral, a verdade é que isso lhes é impossível enquanto são muito jovens. Pelo menos não lhes é sempre possível”, escrevem os autores.

Estimular “o andar superior”

O que Daniel J. Siegel e Tina Payne Bryson explicam numa linguagem simples é que educação tem tudo a ver com neurociência, ou seja, com a forma como o cérebro humano funciona.

Os autores norte americanos comparam o cérebro de uma criança a uma casa em construção. Existe “a parte inferior do cérebro, constituída pelo tronco cerebral e pela região límbica” – frequentemente designadas como “cérebro reptiliano” ou “primitivo” – assim designado porque é responsável pelas “operações neurais fundamentais: as emoções fortes, instintos como a protecção dos filhos; e as funções básicas como respirar, regular os ciclos de sono e vigília e a digestão”. Este “andar inferior” é a parte responsável pela atitude de uma criança que atira um brinquedo ou morde em alguém, quando não consegue levar a sua avante. É “a fonte da nossa reactividade” e esta é uma parte do cérebro que está bem desenvolvida por altura do nascimento.

Já “a parte superior do cérebro, responsável por processos mais sofisticados e complexos, encontra-se subdesenvolvida por altura do nascimento e começa a desenvolver-se durante a infância”. E é nesta parte que estão “as competências de pensamento, emocionais e relacionais, que permitem ao ser humano tomar decisões acertadas e de planeamento, regular emoções e o corpo, a introspecção, a flexibilidade e a adaptabilidade, a empatia e a moral.”

“Uma criança de quatro anos bate no pai enquanto está à espera. É desejável? Não. É própria nesta fase de desenvolvimento? Absolutamente.”. Seria melhor que “ela se acalmasse e declarasse com compostura: Mãe, estou a sentir-me frustrada por estares a pedir-me para continuar à espera; e neste momento, estou a sentir o impulso fortíssimo e agressivo de te bater – mas optei por não o fazer e, em vez disso, por manifestar-me com palavras”, ironizam.

O nosso filho de nove anos atinge o olho da irmã de cinco anos com um dardo disparado por uma arma de brincar à queima-roupa. Uma taça de cereais é atirada ao ar, salpicando a parede toda da cozinha. Um filho de quatro anos bate na mãe com a mão, a seguir pontapeia-lhe a canela. Depois de uma compra contrariada, o seu filho atira-se para o chão do supermercado a gritar.

Reacções típicas de pais a cenas deste teor ou parecido: “Pára já com isso!, “Acalma-te imediatamente”, “Foste mal criado”. Há também o “vai para o quarto pensar”, “ficas uma semana sem consola”, “vais para a cama mais cedo” ou até “um par de palmadas”. Às vezes a cena é rematada com “o eterno ‘porque eu mando’”. Em resumo, descrevem os autores, ameaças e castigos.

Cenas deste tipo terminam muitas vezes também com adultos a berrar. Um drama, portanto. Um cocktail destas reacções automáticas é o que muitos pais entendem como “disciplina”, quando a origem da palavra nada tem a ver com castigar mas sim com “ensinar, aprender, dar instrução”, dizem os autores do livro Disciplina sem Dramas (editado pela Lua de Papel), que esta semana chegou às livrarias.

Reconhece-se nalguma das reacções típicas destes pais? O que os autores nos dizem é que se os seus filhos fazem birras ou têm este tipo de “mau comportamento” não porque são inerentemente “maus”, ou “mal-educados”, ou porque quem os educa são pais incompetentes, mas porque lhes é muito difícil agir de forma diferente, por razões biológicas. O que Daniel J. Siegel, professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, e Tina Payne Bryson, psicoterapeuta de crianças e adolescentes, pretendem explicar no seu livro é que neurociência têm muito a ver com a educação dos filhos.

Vejamos: Uma criança arremessa um brinquedo e atinge outra criança, o pai responde “em que é que estavas a pensar quando fizeste isso?”. Temos uma ideia de como pensaria um adulto equilibrado: saberia, à partida, que não se atiram objectos quando se está frustrado com alguém porque o acto não resolve o problema e até pode agravá-lo, pode até acabar por estragar o seu próprio brinquedo e ainda pode magoar gravemente a outra pessoa, fazendo com que ela tenha de ser hospitalizada em estado grave com um hematoma ou uma fractura, não falando em perigos de sequelas a longo prazo.

O exemplo não está no livro, mas a ideia é que o que passa pela cabeça de uma criança quando atira um brinquedo porque está frustrada não tem nada a ver com o raciocínio de um adulto. Melhor dizendo, tem pouco de raciocínio, porque a parte do cérebro humano onde estão “as competências de pensamento que permitem ao ser humano tomar decisões acertadas” não está desenvolvida, lê-se.

“Tudo isto significa que, embora gostássemos que os nossos filhos se portassem sempre bem, como se fossem adultos, com equilíbrio emocional e moral, a verdade é que isso lhes é impossível enquanto são muito jovens. Pelo menos não lhes é sempre possível”, escrevem os autores.

Estimular “o andar superior”

O que Daniel J. Siegel e Tina Payne Bryson explicam numa linguagem simples é que educação tem tudo a ver com neurociência, ou seja, com a forma como o cérebro humano funciona.

Os autores norte americanos comparam o cérebro de uma criança a uma casa em construção. Existe “a parte inferior do cérebro, constituída pelo tronco cerebral e pela região límbica” – frequentemente designadas como “cérebro reptiliano” ou “primitivo” – assim designado porque é responsável pelas “operações neurais fundamentais: as emoções fortes, instintos como a protecção dos filhos; e as funções básicas como respirar, regular os ciclos de sono e vigília e a digestão”. Este “andar inferior” é a parte responsável pela atitude de uma criança que atira um brinquedo ou morde em alguém, quando não consegue levar a sua avante. É “a fonte da nossa reactividade” e esta é uma parte do cérebro que está bem desenvolvida por altura do nascimento.

Já “a parte superior do cérebro, responsável por processos mais sofisticados e complexos, encontra-se subdesenvolvida por altura do nascimento e começa a desenvolver-se durante a infância”. E é nesta parte que estão “as competências de pensamento, emocionais e relacionais, que permitem ao ser humano tomar decisões acertadas e de planeamento, regular emoções e o corpo, a introspecção, a flexibilidade e a adaptabilidade, a empatia e a moral.”

“Uma criança de quatro anos bate no pai enquanto está à espera. É desejável? Não. É própria nesta fase de desenvolvimento? Absolutamente.”. Seria melhor que “ela se acalmasse e declarasse com compostura: Mãe, estou a sentir-me frustrada por estares a pedir-me para continuar à espera; e neste momento, estou a sentir o impulso fortíssimo e agressivo de te bater – mas optei por não o fazer e, em vez disso, por manifestar-me com palavras”, ironizam.

Quando é que o processo termina? “Lamentamos informar que a parte superior do cérebro só fica totalmente desenvolvida por volta dos 25 anos”.

Okay, então as crianças ainda não são muito boas a fazer escolhas acertadas. Solução? Aceitar passivamente que o seu filho se atire para o chão? Que chame nomes e arremesse brinquedos?

Não, respondem o psiquiatra e a psicoterapeuta. A ideia é mudar de estratégia porque a tradicional, aquela que é familiar e automática para a maioria dos pais, é contraproducente.

“Se perante uma birra monstruosa no supermercado se inclina sobre a criança, de dedo em riste e lhe diz, entre dentes cerrados, ‘acalma-te imediatamente’, está ‘a espicaçar o lagarto’, desencadeando uma reacção na parte inferior do cérebro.” Isto porque a criança assimila na linguagem corporal e nas palavras da mãe uma ameaça que acciona, em termos biológicos, “o circuito neural que lhe permite sobreviver a uma ameaça”. A saber: entra em modo de luta ou de fuga.

O psiquiatra e a psicoterapeuta explicam que não podemos estar, ao mesmo tempo, num estado reactivo e receptivo, e que se a mãe quer apelar à parte do cérebro superior talvez esta não seja a atitude mais correcta. Mais ainda, “os castigos e os sermões são ineficazes quando a criança está perturbada e incapaz de ouvir os ensinamentos que lhes estiver a transmitir.”

A boa notícia é que se é verdade que o cérebro da criança está em construção e o do adolescente em “auto-reformulação”, os pais podem ajudá-los a estimular cada vez mais “a competência interna de acalmar a tormenta e reflectir sobre o que está a passar-se no interior”.

Estratégia possível perante a birra: Descer ao nível dos olhos das crianças, “tentar fazer ligação com ela”, perguntando-lhe algo como “porque é estás assim?”

Mas, atenção, dizem os autores, “fazer ligação não é o mesmo que permissividade. É tentar que ela consiga ficar de novo receptiva a ouvi-lo. E, no processo, fazer com que a criança se sinta compreendida nas suas emoções.” E, durante o processo, pode acabar por perceber o porquê do seu comportamento: “Eu sei que é difícil esperar. Queres muito que vá brincar contigo e estás zangado porque eu estou no computador. Não é verdade?”. “Sim”. É um dos diálogos do livro.

Isso é tudo muito bonito mas…

O facto de o cérebro estar em mudança não é motivo para ignorar os maus comportamentos, é aliás mais uma razão para que os pais imponham limites definidos, defendem. “Porque não têm barreiras internas precisamos de as impor externamente. As crianças precisam de ajuda a compreender o que é permissível e o que não é.”

Depois de conseguir acalmar a tempestade, é tempo de passar a mensagem moral, de explicar o que é correcto e não correcto, o que os autores chamam de “redireccionar”. Explicar-lhe que em vez de bater há alternativas como dizer porque está zangado.

O que os autores preconizam é que estes momentos de crise são oportunidade para estimular “uma bússola moral”, para que, “mesmo quando não esteja presente um adulto, as crianças aprendam a ser ponderadas, saibam gerir as suas reacções à frustração e aprendam a capacidade de se colocarem no lugar do outro.” Daniel J. Siegel e Tina Payne Bryson defendem que é possível ensinar a desenvolver a empatia, introspecção e da compaixão,  base da inteligência emocional e social.

Mas para isso, quando se disciplina, os pais têm de trabalhar para compreender os pontos de vista dos filhos, o seu estádio de desenvolvimento e aquilo que eles são capazes de fazer. Muitos dos castigos são injustos porque se baseiam em expectativas irrealistas sobre a forma como os filhos são capazes de reagir, notam.

Isso é tudo muito bonito mas… “Eu trabalho! Tenho outros filhos! E o jantar para preparar! E aulas de piano, ballet, treinos de futebol e centenas de outras coisas para fazer”. São respostas que estes profissionais de saúde mental ouviram muitas vezes. Dizem-lhes que o seu método é “um luxo” para pessoas com tempo.

“Percebemos tudo isso, pois ambos trabalhamos, os nossos cônjuges trabalham e somos ambos pais empenhados”. Nem sempre se consegue, admitem, e até “um perito em parentalidade perde a cabeça”, confessam.

Tina Payne Bryson, mãe de três filhos e directora de relações parentais no Mindsight Institute, conta aquela vez em que o filho de três anos lhe bateu e ela respondeu como deve ser, de forma afectuosa e compreensiva, “as mãos são para ajudar e amar, não para magoar”. “Ele bateu-me outra vez”. De uma forma talvez um pouco terna disse “Au! Isso magoa a mamã”. À terceira agressão: “Nós não batemos. Se estás zangado precisas de utilizar as tuas palavras”. E ele bateu-lhe outra vez. Aí a especialista em desenvolvimento infantil na Saint Mark’s School mandou-o de castigo para o quarto e ele deu-lhe um pontapé na canela. “E foi então que me mostrou a língua”.

“Em resposta, a parte superior do meu cérebro, racional, empática, responsável, capaz de resolver problemas, foi sequestrada pela parte inferior do meu cérebro, primitiva e reactiva e eu gritei: “Se puseres a língua de fora mais uma vez eu vou arrancá-la da tua boca”.

“Este não foi um bom momento parental”. “O meu filho atirou-se para o chão a chorar. Eu tinha-o assustado e ele só dizia “És uma mamã má!”. Pausa.

“Ajoelhei-me, segurei-o perto de mim e disse que estava arrependida. Deixei-o falar sobre o quanto ele não tinha gostado do que se tinha acabado de passar. Voltámos a contar a história do que se passou para ele tirar sentido da situação e reconfortei-o”. “Acontece à maior parte de nós”. Para disciplinar “sem dramas” é preciso treinar.

Alguns conselhos para evitar “erros de disciplina que até os melhores pais cometem”

Não disciplinar “em piloto automático”

Quando se disciplina “em piloto automático” concentramo-nos tanto nos castigos que estes se tornam o objectivo final. O objectivo da disciplina não é uma consequência ou um castigo, “é ensinarmos os nossos filhos a viver bem no mundo.”

Ir aos porquê

Qualquer médico sabe que “um sintoma é apenas um sinal de que uma outra coisa precisa de ser tratada”, dizem os autores. O comportamento irá repetir-se “se não estabelecermos uma ligação com os sentimentos dos nossos filhos e com as experiências subjectivas que levaram a esse comportamento”. “Concentramo-nos demasiado no comportamento e não o suficiente no porquê por detrás do comportamento”, escrevem.

Disciplina com afecto

Estes dois aspectos da parentalidade podem e devem coexistir. “É possível combinar limites claros e consistentes com uma empatia terna.” Não subestime o poder de um tom de vez gentil, aconselham.

Falar demasiado

Muitas vezes, quando as crianças estão reactivas e têm dificuldades em ouvir, precisamos apenas de estar calados. Quando falamos e falamos estamos a dar-lhes “imensos estímulos sensoriais que podem desregulá-los ainda mais”. Em vez disso, utilizar mais a comunicação não verbal: “abrace-os, sorria”.

Não disciplinar para a audiência “A maior parte de nós preocupa-se com o que as outras pessoas pensam, especialmente no que toca à forma como educamos os nossos filhos. Chame o seu filho à parte e fale sossegadamente com ele”.

Não presumir o pior

“Não me importa. Não quero ouvir. Não há razão, nem desculpa”. “Antes de condenar uma criança pelo que parece óbvio, descubra o que ela tem para dizer. Então, pode decidir a melhor forma de responder.”

Não disciplinar em resposta a hábitos

“Por vezes atacamos o nosso filho porque estamos cansados, ou porque foi isso que os nossos pais fizeram connosco. É necessário reflectir sobre o nosso comportamento e responder apenas ao que está a ter lugar naquele instante.”

Peritos e instintos

Os autores põem na categoria de “peritos” tanto autores como eles, como amigos e familiares com opiniões sobre como devemos educar os nossos filhos. “É importante que evitemos disciplinar os nossos filhos com base no que as outras pessoas pensam”. “Encha a sua caixa de ferramentas disciplinar com informação de muitos peritos (e não peritos), depois ouça os seus próprios instintos quando for para seleccionar a melhor abordagem à sua família e ao seu filho.”

 

 


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