Conferência “Como o nosso cérebro processa informações quando lemos e escrevemos : habilidades e competências envolvidas”

Outubro 12, 2015 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dislexia

programa no link:

http://www.appdae.net/img/img_2015/Jaime_ZORZI_APPDAE.pdf

Inscrições gratuitas para sócios mediante inscrição para  appdae@gmail.com

mais informações:

http://www.appdae.net/index.html

Infância difícil altera formação cerebral

Outubro 12, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de setembro de 2015.

Os estudos citados na notícia são os seguintes:

Effect of Early Adversity and Childhood Internalizing Symptoms on Brain Structure in Young Men

Neural Correlates of Face Familiarity in Institutionally Reared Children With Distinctive, Atypical Social Behavior

clicar na imagem

expresso_cortado

VII Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social – Figueira da Foz, 13 e 14 de outubro, assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Outubro 12, 2015 às 3:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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vii

Neste sentido, a EAPN Portugal pretende, a partir do contexto atual, suscitar o debate interno e a reflexão crítica por parte dos mais vulneráveis em torno dos direitos fundamentais dos cidadãos e a construção de uma sociedade que respeita e tem presentes esses mesmos direitos. Neste sentido, iremos promover o VII Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, que decorrerá na
Figueira da Foz, nos dias 13 e 14 de outubro, assinalando assim o Dia Internacional para a Erradicação
da Pobreza.

O dia 14 de outubro está aberto à participação do público em geral, a partir das 14 horas (ficha de inscrição em anexo a enviar até 12 de outubro para mj.vicente@eapn.pt) onde todos poderão participar num debate aberto sobre cidadania, direitos humanos e a construção de uma sociedade para todos. Este painel intitula-se “À conversa com os cidadãos”.

mais informações:

http://www.eapn.pt/agenda_visualizar.php?ID=871

 

2016 está à porta. Olhe que vai precisar de uma agenda gira e original!

Outubro 12, 2015 às 12:50 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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agenda_IAC_ex_1

A Agenda do IAC 2016 é um produto muito útil, pois, para além de permitir lembrar tarefas futuras, anotar compromissos, escrever listas, planear o dia, a semana e o mês, registar ideias e acompanhar projetos, lembrar datas especiais como aniversários, contém dicas de segurança sobre a utilização da internet, a proteção da imagem, prevenção do cyberbullying, hábitos de conduta livres de riscos (prevenir raptos) e denúncia de abusos sobre a criança. A abordagem destas temáticas e respetivas dicas de segurança serão complementadas por alguns jogos pedagógicos. A par desta vertente utilitária, a Agenda IAC 2016 proporciona agradáveis momentos de leitura através de  maravilhosos poemas e contos da autoria de conceituados escritores portugueses como Alice Cardoso, António Torrado, José Fanha, Fernando Cardoso, Luísa Ducla Soares, Margarida Fonseca Santos, Raquel Palermo, Sara Rodi e Sílvia Alves. Cada mês apresenta um poema ou um conto alusivo à Criança. As ilustrações são criadas a partir dos desenhos das crianças apoiadas pelo IAC.

É uma agenda com um formato que facilita a sua utilização (14×14) e com capas de proteção transparentes que garantem a sua durabilidade.

Destina-se a crianças, jovens, pais, avós, educadores, responsáveis de instituições que trabalham com crianças, entre outros.

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O nosso projecto de crowdfunding “Agenda 2016 do Instituto de Apoio à Criança”, cujo objetivo inicial é angariar verba para a produção da agenda e a motivação final é o desenvolvimento de novos projetos ligados à prevenção de situações de violência entre os jovens, necessita do seu apoio. Se o seu donativo for superior a 10€, além das recompensas enumeradas no PPL, vai receber também um exemplar da agenda. Mas 1€ já é uma ajuda. Euro a euro…

Para apoiar a Campanha de Crowdfunding do CEDI Instituto de Apoio à Criança, aceda ao link

http://ppl.com.pt/pt/causas/agenda-iac-2016

Na causa “Agenda IAC 2016 Pela Defesa e Promoção dos Direitos da Criança” introduza o valor do seu contributo, clicando posteriormente em CONTRIBUIR. Continue o processo seguindo os passos que constam do formulário. Aconselhamos a selecionar a opção” Desejo doar o valor a este promotor, mesmo que a campanha não angarie a totalidade dos fundos“ para que possamos dispor de qualquer verba angariada e, desta forma, concretizar o nosso objetivo. A plataforma do PPL irá gerar uma Referência Multibanco para que possa fazer o seu contributo à campanha.

Agradecemos que divulgue a nossa iniciativa.

Os nosso agradecimentos

O Centro de Documentação do Instituto de Apoio à Criança

E se os tablets estiverem a ser usados como chuchas?

Outubro 12, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do Público a Ivone Patrão no dia 12 de outubro de 2015.

Patricia Martins

Catarina Gomes

Investigadora Ivone Patrão diz que há estudos internacionais que dão conta de baixo controlo parental sobre dispositivos móveis em crianças pequenas. Há pais que substituem a sua presença pela entrega de um smartphone ou de um tablet para conseguir fazer outras tarefas.

A psicóloga clínica Ivone Patrão coordenou recentemente um estudo onde encontrou quase três quartos de adolescentes e jovens dos 14 aos 25 anos com sinais de dependência da Internet. Coordenadora da linha de investigação sobre comportamentos online no ISPA-Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, em Lisboa, onde é professora, lança-se agora numa investigação que vai estudar o uso de dispositivos móveis em crianças dos três aos cinco anos. A motivação veio do que observa no consultório e à sua volta, em que vê tablets e smartphones a serem usados para acalmar, como uma chucha, mas com muitos mais riscos associados.

Por que decidiu começar a investigar o uso de dispositivos móveis dos três aos cinco anos?

[A decisão] Decorre dos resultados que tivemos na investigação com adolescentes e pré-adolescentes nas áreas das dependências online e também porque, na minha clínica diária, encontro pais com dificuldades em controlar o uso de smartphones, tablets nestas idades. As crianças com cinco ou seis anos já lhes conseguem mexer, são muito fáceis, são touch. Eles têm uma memória visual fantástica e rapidamente estão a jogar um jogo, estão a aceder à Internet, conseguem aprender caminhos de pesquisa sem saberem muito bem o que estão a fazer.

Não sabendo sequer ler.

Apercebi-me de miúdos de quatro e cinco anos que sabem imensas palavras em inglês por causa dos jogos. Vão associando, o start, o open, o okay. O problema é que estamos a estimular a memória visual muitas vezes em detrimento de outro tipo de concentração e atenção para outras tarefas que, por exemplo, a leitura vai requerer, a interpretação de um texto. Se lhes damos estímulos rápidos, em que percebem rapidamente como se faz, depois, quando quisermos que se concentrem para aprender a escrever e a ler, eles já não vão estar tão motivados. A satisfação não é tão imediata como estar a jogar um jogo.

O que pretendem com o vosso estudo nestas idades?

Estamos a fazer questionários para pais para avaliar como fazem a gestão dos smartphones e dos tablets em casa. Numa fase posterior acompanharemos os miúdos ao longo do tempo, na escola, na socialização, entre os seis e os 10 anos, já no 1º ciclo.

O que diz a investigação já existente sobre o uso destes dispositivos nestas idades?

Está-se no início da investigação. Mas os estudos que existem dão conta de baixo controlo parental sobre estes dispositivos nestas idades, e também que há pais que substituem a sua presença, e eu diria o seu afecto, com um smartphone ou de um tablet, às refeições e nas horas livres que eles têm para brincadeiras.

Que problemas isso coloca?

Eu pergunto: que tempo é que eles têm para passar com os pais? Uma das perguntas que vamos fazer é se lhes contam uma história ao final do dia. Estou um pouco chocada porque já tenho metade desta amostra a dizer que não o fazem e que a hora de deitar é problemática.

É problemática por causa do uso deste tipo de dispositivos?

[As crianças] Estão numa excitação a olhar para um dispositivo que emana uma luz tão intensa, sobre a qual alguns estudos dizem que as crianças a esta proximidade não são capazes de fazer a destrinça entre a luz de um ecrã e a luz do dia. Há estudos que nos dizem que, se não fazemos o corte, estamos a emitir informação para um cérebro de uma criança de três, quatro e cinco anos que pensa que ainda é de dia. E depois, passados dois minutos, dizemos-lhe “vamos deitar”.

Mas isso também era verdade para a televisão.

A televisão está a uma distância diferente. Na televisão eles têm tendência a focar às vezes o olhar num ponto, mas vêem brinquedos à frente e vêem o mano, e chega alguém e eles vêem. Os dispositivos são uma coisa de interacção deles com a máquina a uma distância muito próxima, sem outro campo de visão. Estão tão focados ali que o cérebro não percebe o que está à volta. Com a televisão apercebem-se do meio envolvente, [e percebem] que ficou noite.

Isso tem repercussões no sono?

Temos aqui um grande risco porque isto altera-lhes o ritmo do sono. Outros estudos dizem-nos que as crianças que dormem menos horas têm um comportamento mais irritável na sala de aula. Neste caso, com três, quatro ou cinco anos – as ditas idades das birras – provavelmente os educadores e os pais terão mais dificuldade em relacionar-se com eles e isto começa a ser uma pescadinha de rabo na boca – então se faz birras “toma lá e cala-te”. Estamos a reforçar positivamente uma acção, o estar online, com imensas consequências do ponto de vista físico, do desenvolvimento e psicológico, porque eles, naquele momento, não estão em interacção, estão em interacção com eles próprios e com uma máquina.

Quis avançar com este estudo por causa dos casos que lhe chegam ao consultório…

Às vezes, na própria consulta, se estou mais dirigida para os pais e a criança está ali, e ainda que na consulta haja espaços de brincadeira e de jogos, há puzzles, desenhos, há uma mala lúdica, a criança tem também a tendência a querer falar e há uma entrega, às vezes quase automática, da mãe ou do pai – “olha, toma lá, cala-te um bocadinho que eu estou aqui a falar com a doutora”. E eu tento desviar este comportamento e propôr aos pais e à criança “então e um desenho? E ali o puzzle? Depois podes vir-nos mostrar o desenho”. Mas, claro, não posso desautorizar os pais. E obviamente, as crianças aceitam o telemóvel .

Por que é que os miúdos preferem automaticamente uma coisa à outra?

É muito mais estimulante, tem muito mais animação, e tem gratificação imediata: eles rapidamente conseguem subir de nível, e nos mais pequeninos, às vezes, o jogo até bate palmas e há uma voz que diz “uau, ganhaste”. Isso tem uma gratificação muito mais imediata do que fazer um puzzle ou um desenho.

Porque são mais difíceis?

Podem ser mais desafiantes. O puzzle e o jogo provavelmente estimulam as mesmas áreas, que têm a ver com o raciocínio, mas o puzzle não interage, não dá gratificação. Na consulta, eles vão ter que esperar que eu, ou os pais, digam “ai que giro, conseguiste fazer”, “ai o desenho está tão bonito”. Aquilo é mais automático. Eles têm a certeza que vão ter gratificação e nem sempre os adultos, perante uma coisa que a criança faça, dão gratificação.

O jogo também desenvolve o raciocínio. Que vantagens trouxeram estes dispositivos?

Claro, não podemos ver isto numa perspectiva de 8 ou 80. Existem estudos que, pelo contrário, nos dizem que o uso de tecnologia é muito importante para a estimulação do desenvolvimento de competências e capacidades nos jovens. Existem aplicações online para o desenvolvimento da linguagem para crianças autistas, ou ao nível motor.

Refere-se a vantagens apenas para crianças com dificuldades?

Uma criança sem dificuldades também pode usufruir se houver controlo parental, se houver horas específicas de controlo que não ultrapassem outras actividades, que não sejam uma substituição de actividades de socialização e de actividades físicas essenciais para o bem-estar da criança e para o seu desenvolvimento. Também vai estimular o seu raciocínio lógico, a linguagem, a aprendizagem de outra língua, percebem que existem outras palavras para dizer as mesmas coisas do que em português.

Com que idade é que um miúdo deve começar a manusear um tablet? Na televisão fala-se dos dois anos.

As recomendações apontam para que seja partir dos dois anos para a televisão e também para o uso de todos estes dispositivos com luz, rápidos na imagem.

Porquê essa idade?

Tem a ver com o desenvolvimento cognitivo, mas também da visão, da compreensão. Se reparar, uma criança com menos de dois anos, tem muita tendência, numa televisão, a fixar-se num ponto e alhear-se. E, até aos dois anos, têm muitas coisas para se desenvolver. Se estiver um período largo do seu dia em frente a um televisor não vai estar a experimentar o andar, o cair, a interacção com os outros, não vai estar a experimentar palavras porque vai estar ali centrada só naquela estimulação.

Vê muitas crianças com menos de dois anos com estes dispositivos na mão?

Acho que vemos todos. Basta estar em qualquer sítio público para vermos carrinhos de bebés com crianças de telemóvel na mão, como se fosse um novo brinquedo que é dos adultos mas que também passou a ser para as crianças.

Por que é que os pais agem assim. Porque estão cansados?

Do ponto de vista clínico apercebemo-nos de que os pais têm sempre estes dispositivos com eles. Já saíram do trabalho ou ainda estão a ir para o trabalho de manhã mas já estão a responder aos emails ou a mandar mensagens e os miúdos também se apercebem disso. Estes pais têm isto na mão, facilmente o entregam. Percebem que têm aplicações e formas de entreter as crianças se começar uma birra. Com um brinquedo, geralmente é necessário haver interacção. Com os dispositivos móveis basta explicar uma vez. A interacção é entre o telemóvel e a criança, não é preciso o adulto estar presente.

É uma forma de os entreter em momentos de espera?

Há uma impaciência que precisa logo de ser acalmada. Nos estudos com adolescentes temos um dado que é um contra-senso: encontramos níveis de stress, ansiedade e depressão moderados a elevados mas com níveis elevados no bem-estar geral. Eles isolam-se, têm menos contacto social, estão mais tristes ou ansiosos mas, ao mesmo tempo, sentem-se bem quando estão a jogar. São geralmente miúdos com índices de dependência da Internet graves que nos dizem “mas eu não preciso de ajuda”, porque se continuarem a jogar sentem-se sempre bem. Pela idade, os mais pequeninos têm muito menos auto-controlo e, se lhes vamos dando isso, não treinamos a sua resistência à frustração, a paciência, a espera, a ideia que às vezes as coisas não acontecem como nós queremos. Damos-lhes alguma coisa que lhes dá sempre bem-estar. Vamos estar a criar uma dependência de estarmos sempre a sentir-nos bem e não podermos nunca sentir-nos frustrados, tristes.

Com que idades começaram a usar a Internet miúdos que agora têm dependências online?

Com uma amostra dos 12 aos 25 anos vemos que os universitários, na faixa dos 20, começaram a usar a Internet nos 12, 13 anos. Os de 12, 13 anos já começaram a usar a Internet aos oito anos.

Quanto tempo passam os mais novos no uso destes dispositivos?

Usam-nos ao pequeno-almoço e depois de virem da escola, [em momentos] intercalados com banhos e a hora da refeição. Se formos quantificar dá umas três horas por dia, em média, o que para uma criança destas idades é muito. E a questão não é apenas o ser muito, é o ser sem interacção dos pais. É para ver se vai cumprindo todas as tarefas que tem que cumprir com aquilo agarrado. Lembro-me de uma mãe que me dizia que “às vezes ele vai da cozinha para o quarto agarrado àquilo a dizer ‘é só mais um bocadinho’”. A questão que coloco é quais são os momentos da conversa?

Às vezes o castigo surge precisamente com a privação do dispositivo. “Fizeste isto ficas sem o tablet…”

A Kimberly Young, uma autora americana que foi das primeiras a fazer investigação nesta área, diz que é preciso negociar os usos com a criança, desde pequena: quais são as horas mais adequadas, o tempo, o que vamos lá fazer, quais podem ser as excepções e planear os castigos. Entre os três aos cinco anos é muito importante o time out. Em vez de dizer “agora não mexes mais nisto”, é mais importante dizer “agora sentas-te um bocadinho no sofá e pensas no que fizeste”. Se lhes retiramos a chucha eles não pensam em mais nada. O que se quer com o castigo é que pensem no comportamento menos adequado e indiquem soluções, mais do que dizer “não mexes mais nisto”.

Quer dizer que os dispositivos estão de alguma forma a ser usados como uma chucha?

Penso que sim. Estes dispositivos acabam por ser a forma de eles também se acalmarem só que é uma forma com muito mais riscos do que uma simples chucha.

 

 

Biblioteca Municipal de Sesimbra promove uma Noite das Bruxas para crianças 10 e os 13 anos – 31 de outubro

Outubro 12, 2015 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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noite

Depois do sucesso das Noites Mistério, que juntaram 50 crianças em cada uma das 4 edições anteriores, a Biblioteca Municipal de Sesimbra sugere este ano uma Noite das Bruxas.

A aventura inicia-se às 21.30 do dia 31 de outubro e termina às 12 horas do dia 1 de novembro. O desafio desta vez é lançado a jovens com idades entre os 10 e os 13 anos, que terão à sua espera um programa “de arrepiar”, onde se inclui uma passagem pelo Castelo de Sesimbra e a já habitual noite na Biblioteca.

Esta experiência, “assombrosa”, promete ser bem diferente e divertida, sobretudo para quem gosta de seguir pistas, decifrar enigmas e correr contra o tempo para resolver um mistério.

Não te esqueças que esta é uma noite de bruxas, por isso ninguém sabe ao certo o que pode acontecer… Regista já na tua agenda: inscrições entre 6 e 16 de outubro, na Biblioteca Municipal.

Nota: 

– a participação é limitada a 40 crianças;

– as inscrições deverão ser, obrigatoriamente, realizadas pelos encarregados de educação.

Folheto

Biblioteca Municipal de Sesimbra

Avenida da Liberdade, n.º46 2970-635 Sesimbra

21 228 85 88

biblioteca@cm-sesimbra.pt

Terça a sexta-feira, das 9.30 às 12.30 e das 14 às 17.30h Sábado, das 10 às 18h (as salas de leitura encerram das 13 às 14h)

OMS: Suicídio já mata mais jovens que o HIV em todo o mundo

Outubro 12, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.bbc.com/portuguese de 22 de setembro de 2015.

BBC

Valeria Perasso Repórter especial do Serviço Mundial

“As pessoas simplesmente pensam que é um crime ter pensamentos suicidas. Não deveria ser assim”, diz Lauren Ball, uma mulher de 20 anos que já tentou se matar várias vezes.

Seis, para ser mais preciso. A mais recente tentativa foi no ano passado.

“Sei que foi muito difícil para minha família”, contou Ball ao programa de rádio Newsbeat, da BBC, voltado para o público jovem.

‘Gatilhos’

Gabbi Dix sabia que sua única filha, Izzy, estava sofrendo com a chegada da adolescência, mas não imaginou que o suicídio rondasse seus pensamentos.

“Acho que nunca vou conseguir superar isso”, conta a mãe da adolescente de 14 anos, que em 2012 deu fim à própria vida, numa cidade costeira do sul da Inglaterra.

Para muitos especialistas, o suicídio juvenil tem contornos epidêmicos. E, para a Organização Mundial de Saúde, precisa “deixar de ser tabu”: segundo estatísticas do órgão, tirar a própria vida já é a segunda principal causa da morte em todo mundo para pessoas de 15 a 29 anos de idade – ainda que, estatisticamente, pessoas com mais de 70 anos sejam mais propensas a cometer suicídio.

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No Brasil, o índice de suicídios na faixa dos 15 a 29 anos é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes, uma taxa relativamente baixa se comparada aos países que lideram o ranking – Índia, Zimbábue e Cazaquistão, por exemplo, têm mais de 30 casos. O país é o 12º na lista de países latino-americanos com mais mortes neste segmento.

“O suicídio é um assunto complexo. Normalmente, não existe uma razão única que faz alguém decidir se matar. E o suicídio juvenil é ainda menos estudado e compreendido”, diz Ruth Sunderland, diretora do ramo britânico da ONG Samaritanos, que se especializa na prevenção de suicídios.

De acordo com a OMS, 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas.

“Para a faixa etária de 15 a 29 anos, apenas acidentes de trânsito matam mais. E se você analisar as diferenças de gênero, o suicídio é a causa primária de mortes para mulheres neste grupo”, diz à BBC Alexandra Fleischmann, especialista da OMS.

Diferenças

O Brasil, neste ponto, passa pelo fenômeno oposto: índice de suicídios nesta faixa etária para mulheres é de 2,6 por 100 mil pessoas, mas a taxa salta para de 10,7 entre a população masculina. Mas, entre 2010 e 2012, o mais recente período de análise de dados da OMS, o índice feminino cresceu quase 18%.

Em termos globais, uma variação chama atenção: 75% dos suicídios ocorrem em países de média e baixa renda. E as diferenças socioeconômicas parecem ter impacto mais forte entre adolescentes.

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Análise de gráficos sobre suicídios mostra picos dramáticos entre a população de 10 a 25 anos em países de baixa renda.

Tais “saltos” não são vistos em sociedades mais afluentes, o que sugere maior risco de suicídio entre populações mais pobres.

Ainda no segmento juvenil, a OMS diz que mais homens cometem suicídio que mulheres.

“A masculinidade e as expectativas sociais são os principais motivos para essa diferença”, explica Fleischmann.

Mas essa diferença entre os gêneros é menor em países mais pobres, onde mulheres e jovens adultos estão particularmente vulneráveis.

Em países mais ricos, homens se matam três vezes mais que mulheres, mas em países de média e baixa renda, a relação cai pela metade.

A intensidade também tem variações regionais.

Para especialistas, suicídios são mais do que fatalidades. Pesquisas acadêmicas revelam que pelo menos 90% dos adolescentes que se matam têm algum tipo de problema mental. Eles variam da depressão – a principal causa para suicídios neste grupo – e passam por ansiedade, violência ou vício em drogas.

mata

Mas há “gatilhos” que podem ser sutis como mudanças no ambiente familiar ou escolar, passando por crises de identidade sexual.

Por isso, os especialistas recomendam prestar atenção nos sinais iniciais. E, não por acaso, a mais recente campanha dos Samaritanos foi dirigida a estudantes britânicos iniciando o período letivo nas universidades.

Também recomenda-se atenção a questões com o bullying, incluindo suas manifestações pela internet. Especialistas também argumentam que o sensacionalismo na mídia pode encorajar imitações.

“Neste caso, um efeito positivo inverso seria encorajar as pessoas a procurar ajuda”, argumenta Sutherland.

Grupos envolvidos com a questão também argumentam que o suicídio deveria se tornar uma questão de saúde pública. No entanto, apenas 28 países têm estratégias nacionais de prevenção.

“A Finlândia, por exemplo, em uma década viu seus índices caírem 30%”, conta Fleischmann.

 

 


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