13 lições sobre maternidade que o primeiro filho ensina para a mãe

Outubro 7, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br de 22 de setembro de 2015.

Reprodução Sex And The City

Elas cometem erros na primeira vez, mas não repetem na segunda, na terceira, na quarta…

Texto Luiza Monteiro, Bebê.com.br

  1. Para ser uma boa mãe, é preciso estar bem por inteira.

Desde a gravidez, a maternidade exige um exercício diário de paciência, confiança, calma… Caso contrário, todas as inseguranças, medos e nervosismos da mãe serão passados, de alguma forma, para o bebê – o que pode prejudicar não só o seu desenvolvimento emocional e social, mas também sua saúde. De acordo com um relatório da Academia Americana de Pediatria, divulgado em 2012, a exposição excessiva da criança a conflitos tende a afetar, entre outras coisas, o seu sistema imunológico, abrindo portas para infecções, por exemplo. Felizmente, muitas mamães aprendem isso com a maturidade e, na segunda gravidez, se fortalecem muito mais!

  1. Não é possível dar conta de tudo.

Não adianta: você não vai conseguir cuidar do bebê, deixar a casa sempre limpa, se dedicar 100% ao trabalho e ainda manter cabelo, pele e unha impecáveis. Pelo menos não dá para fazer tudo isso da melhor forma possível. Daí a importância de estabelecer prioridades e fazer planejamentos. Especialistas indicam que o ideal é criar metas de curto, médio e longo prazo, que incluem desde tarefas do dia a dia até a formação de crianças íntegras.

  1. É normal a criança chorar.

Quando se é mãe de primeira viagem, qualquer lágrima derramada pelo seu filho torna-se um verdadeiro desespero. Depois, você aprende que o choro nada mais é do que a maneira que o bebê tem de manifestar seus desejos, sentimentos e sensações, como cólica, fome e sono.

  1. Palpites alheios nem sempre são bem-vindos.

“Esse menino está muito magro!”, “Nossa, mas você dá esse tipo de comida para o seu filho?”, “Ele deve estar com frio”… Tantas opiniões de avós, amigas e tias deixam qualquer mãe doidinha. Com o segundo filho, não há comentário que seja mais válido do que a sua própria experiência!

  1. Variar o cardápio do bebê é fundamental.

Por mais que essa seja a recomendação do pediatra, muitas mães não aguentam o fato de o filho rejeitar certos alimentos – e até refeições inteiras. E aí, acabam dando apenas o que o bebê gosta. Com isso, aumenta a probabilidade de essa criança se tornar extremamente seletiva para comer. Na segunda experiência como mãe, muitas já sabem: variar o cardápio e as preparações são atitudes fundamentais para que o pequeno seja bom de garfo desde cedo.

  1. A superproteção pode ser prejudicial.

Amor, carinho e proteção são ingredientes essenciais na criação de um filho. Mas, como tudo na vida, é preciso saber dosar! Mães superprotetoras podem acabar criando pessoas inseguras, dependentes e que não têm espaço para desenvolver e mostrar sua personalidade.

7. O bebê não vai usar tantas roupas e sapatos.

É difícil resistir a tantas coisinhas lindas nas vitrines de lojas de bebês. Mas vá com calma! Eles crescem rápido e a chance de não usarem boa parte dos itens do enxoval. Com o segundo filho, dá para aproveitar algumas peças – e, mesmo se não for possível, você já sabe que precisa se controlar!

8. Amamentar não é um bicho de sete cabeças.

É claro que cada filho é diferente um do outro. Às vezes, a amamentação do segundo não é tão tranquila quanto a do primeiro. Mas uma coisa é certa: na segunda experiência como mãe, questões como a melhor posição para dar de mamar e a pega correta não são mais um grande problema.

9. Exagerar na comida durante a gravidez não faz bem.

A fome na gravidez é tanta que fica difícil se controlar. Mas está provado que ganhar muito peso durante a gestação não faz bem nem para a futura mamãe nem para o bebê. Além de facilitar o surgimento de problemas como o diabetes gestacional, estudos mostram que filhos de grávidas obesas estão mais propensos a desenvolver, entre outras coisas, autismo, doenças cardiovasculares e também obesidade.

  1. Crenças populares são verdadeiras balelas.

Beber cerveja preta aumenta a produção de leite materno, azia é sinal de que o bebê é cabeludo, a mudança da lua influencia no parto… São tantas crendices que uma mãe inexperiente pode facilmente acreditar nelas. Mas nada que as vivências da gestação e dos cuidados com o bebê não desmistifiquem por si mesmas.

  1. Tudo tem hora para acontecer durante a gestação.

Por que ainda não estou sentindo enjoos? Quando o bebê deve começar a mexer? Essas são algumas dúvidas que afligem mamães de primeira viagem. Na segunda gestação, essas respostas já estão na ponta da língua!

  1. Cada criança tem seu tempo de desenvolvimento.

Comparar o seu filho com outras crianças é algo que muitas mulheres fazem na primeira vez que são mães. Mas quando novos membros chegam na família, fica claro que isso não está certo – cada indivíduo vai crescer e se desenvolver no seu tempo e à sua maneira.

  1. Na hora de dormir, é importante que a criança tenha o espaço dela.

Nos primeiros meses de vida, muitos pais se preocupam em ver se está tudo bem com o bebê durante a noite e, assim, trazem o pequeno para dormir com eles. O problema é que, não raro, esse hábito se torna um vício e a criança não consegue mais pegar no sono sozinha. Além de isso ser um risco para o bem-estar do neném, o casal também sai perdendo, pois não tem mais tempo nem espaço para momentos a dois.

 

 

 

Normas para publicar fotos de niños en las redes sociales

Outubro 7, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://computerhoy.com de 20 de setembro de 2015.

normas_fotos_menores_redes_sociales

Juan Antonio Pascual

Es una tendencia natural sentirse orgulloso de tus hijos y querer que todo el mundo vea lo guapos, simpáticos y divertidos que son.

Muchos padres acostumbran a publicar fotos de sus hijos pequeños en las redes sociales, fotos aparentemente inocentes que pueden caer en redes de pornografía infantil o poner a los niños en el blanco de los depredadores sexuales.

Internet no es el lugar más adecuado para mostrar al mundo cuánto quieres a tus hijos, sus bromas o sus ocurrencias. Aún así es perfectamente posible subir fotos de tus hijos u otros conocidos menores de edad, si se hace con responsabilidad, poniendo límites y respetando una serie de normas básicas.

La abogada de la Asociación de Internautas Ofelia Tejerina, experta en el tema, ha publicado nueve normas para descubrir si debes publicar o no fotos y vídeos de tus hijos en Facebook, WhatsApp, Twitter, YouTube, y otras redes sociales.

* Normas para publicar fotos de niños en redes sociales

  • Respeta la intimidad del menor. Ante todo, ten siempre presente que debes respetar la intimidad de los menores y que ellos quizás no quieran (ahora o en el futuro) que otros vean esos momentos que, aunque puedan ser divertidos, sólo interesan al seno de la familia o a círculos de amigos muy cercanos. ¿Querrá el niño ver esas fotos en la Red cuando sea mayor? Recuerda, en Internet todo se queda para siempre.
  • No publiques nunca fotos de los niños desnudos. En ninguna circunstancia: ni en la playa, ni en la piscina ni dentro de casa. Aunque para ti sean momentos muy tiernos, esas imágenes pueden caer en manos de redes de intercambio de pornografía infantil.
  • No compartas diariamente. Cada vez que vayas a publicar una foto de tus hijos, hazte esta pregunta: ¿De verdad esto resulta de interés para la mayoría de mis contactos? De esta forma, seguro que limitas de forma notable las imágenes que subes a Internet.
  • Utiliza el email. Si lo que quieres es compartir fotos con amigos íntimos y familiares, es más aconsejable utilizar el correo electrónico y evitar su publicación en las redes sociales.
  • Limita la difusión. Ajusta la privacidad de los perfiles en los que vas a compartir esas fotos, ya sea en las redes sociales o en programas de mensajería instantánea como WhatsApp. De este modo, acotarás al máximo el público que verá esas imágenes.
  • No des pistas. Nunca detalles en las imágenes datos concretos del lugar o la hora en que se han tomado. Así no difundirás las rutinas de tus hijos, sus horarios habituales ni los sitios en los que pueden encontrarse a una determinada hora del día. De igual modo, procura que en esas fotos no se vea el nombre de tu calle, la entrada del colegio de los niños, la matrícula de tu coche.
  • No etiquetes. En las fotos, no etiquetes a los menores con sus nombres y apellidos. Así evitarás que sean indexadas en los buscadores y que cualquiera pueda asociar las caras de los niños con su identidad real.
  • Pide permiso. Si vas a compartir imágenes en las que el menor sale con otros amigos, siempre debes preguntar a los padres de esos niños si están de acuerdo en subir esas fotos a la Red.
  • Pregunta al outro progenitor. Ambos progenitores tenéis que estar de acuerdo a la hora de subir las fotografías de vuestros hijos.

Son normas sencillas de seguir y recordar, pues se basan en el sentido común. Cúmplelas a rajatabla porque como hemos comentado, una vez subida a Internet una foto no se puede borrar. Aunque la elimines de tu cuenta, se habrá difundido y permanecerá para siempre en la Red.

[FuenteAsociación de Internautas]

 

 

Uma Biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente – dramatização musical do livro de Mafalda Milhões na Ludobiblioteca da Areia Guincho

Outubro 7, 2015 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ludo

https://www.facebook.com/Ludobiblioteca.EB1JIAreia.Guincho

A Pequena Coruja Branca – Hora de Conto para Famílias na Biblioteca Municipal dos Olivais

Outubro 7, 2015 às 9:15 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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coruja

Hora de Conto para Familias
A Pequena Coruja Branca

PARA FAMÍLIAS, com crianças dos 4 aos 10 anos

A Pequena Coruja Branca de Tracey Corderoy, ilustrado por Jane Chapman.
É uma contadora de histórias que nunca se sente só pois tem uma imaginação fervilhante. Mas só no dia em que se aventura pelo mundo é que descobre a verdadeira força que as histórias encerram…

Num tapete narrativo a história salta das páginas do livro e as suas personagens tornam-se ainda mais reais (e palpáveis), materializando-se em bonecos de pano.
Dinamização do livro seguida de atividades de expressão plástica.

N.º Mínimo e Máximo: 6 a 20 participantes.

Biblioteca Municipal dos Olivais – serviço Bedeteca

Data: 2015-10-10 às 15:00

Contactos: Tel. 964 440 314
inesblanc.96@gmail.com

Observações: Preço: 3€ por pessoa | preço especial no âmbito do Programa de Promoção da Leitura e das Literacias da Rede BLX

Promoção da Saúde Mental em Contexto Escolar – Formação Avançada em Psicologia

Outubro 7, 2015 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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porto

16, 23 e 29 de outubro das 17h30 às 20h30
6, 13 e 20 novembro
das 17h30 às 20h30
4 e 18 dezembro das 17h às 21h

Segundo a Organização Mundial de Saúde (2001), 1 em cada 5 jovens irá passar, ao longo da sua vida, pela experiência de um problema da saúde mental. Os professores, enquanto agentes educativos preponderantes, e a escola, como local onde os jovens passam a maioria do seu tempo – assumem-se como elementos de elevada relevância na promoção de conhecimentos sobre saúde mental. Neste sentido, considera-se fundamental dotar os professores de literacia em saúde mental, para que a escola, por seu lado, se assuma como um local promotor do bem estar dos jovens.  

25 h

* Curso acreditado pelo CCPFC com o registo CCPFC/ACC-73425/13. Atribuição de um crédito aos participantes que cumpram os requisitos estipulados ao nível da assiduidade e avaliação.

Professores (ensino básico e secundário) e psicólogos

Católica Porto, campus Foz

mais informações:

http://www.porto.ucp.pt/pt/central-oferta-formativa/formacao-avancada-em-psicologia?esp=3

 

Prostituídas e exploradas: a dura realidade de crianças imigrantes abandonadas na Europa

Outubro 7, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.bbc.com/portuguese de 22 de setembro de 2015.

Getty

Katya Adler Editora de Europa da BBC

A sensação de “estar sozinho no mundo” é difícil para qualquer ser humano. Mas para uma criança, em um mundo ideal, essa situação deveria ser inimaginável.

Enquanto os líderes europeus discutem medidas para conter o enorme fluxo de refugiados e outros imigrantes para a Europa – e não parece haver solução imediata para o problema -, os mais vulneráveis são os que mais sofrem com a situação.

O número de crianças que buscam asilo ou refúgio na Europa aumentou 74%. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), durante os primeiros seis meses de 2015, cerca de 106 mil crianças solicitaram asilo ou refúgio na Europa.

Os mais novos, com menos de 10 anos, geralmente embarcam na jornada para a Europa junto com outro membro da família, mas a porcentagem de crianças desacompanhadas que têm chegado ao Velho Continente tem aumentado drasticamente.

Algumas são órfãs de guerra. Outras perderam a família na “odisseia” que enfrentaram para chegar à Europa.

Muitas outras foram “escolhidas” por suas famílias para tentar uma vida melhor no continente europeu, com a esperança de poderem enviar dinheiro ou mesmo abrirem as portas para um futuro mais promissor para todos.

Mas infelizmente a Europa não está suficientemente preparada para receber tantas crianças.

Agora, elas chegam à Grécia – a Hungria também se inseriu nessa rota -, mas, há dois anos, era a Itália o principal destino de imigrantes levados por traficantes de pessoas.

Muitos dos menores vinham de Síria, Eritreia e Afeganistão, e viveram toda espécie de horrores no trajeto para a Europa.

Alguns deles sofreram ataques e abusos durante a travessia, mas sempre mantinham esperanças de que quando chegassem lá, sua sorte mudaria.

Mas em muitos casos, não foi o que aconteceu.

Com as autoridades italianas sem saber como lidar com a grande quantidade de imigrantes desembarcando em sua costa, os criminosos se aproveitaram da situação.

Sem refúgio seguro

A consequência disso foi que muitas crianças acabaram sendo exploradas desde o primeiro momento que chegaram na Europa.

Crianças significam “oportunidades de negócios” no sul da Itália, e alguns centros de acolhida chegam a receber a até 75 euros diários por cada criança que abrigam – e 35 euros por cada adulto.

Sobrecarregadas com volume de imigrantes chegando, as autoridades italianas permitiram a abertura de abrigos privados para crianças, mas sem nenhum controle sobre suas atividades.

A reportagem da BBC visitou um centro desses na cidade de Giarre, na Sicília, e se deparou com condições precárias de saneamento básico, cabos elétricos expostos e descaso com relação às crianças que estavam ali.

Com resultado dessa investigação e depois de outra denúncia oficial feita por parlamentares italianos, o centro foi fechado há alguns dias.

No entanto, o problema não se resume aos centros privados. Há relatos também sobre maus-tratos a crianças em centros públicos, e sobre vínculos destes com a máfia italiana.

Fabio Sorgoni, que trabalha para a ONG italiana On the Road, disse à BBC que “o tempo é muito curto para que os italianos consigam proporcionar um refúgio seguro às crianças que chegam ali”.

“A lei permite que os menores saiam dos centros de acolhida durante o dia e, assim, eles ficam mais suscetíveis ao crime organizado, que acaba explorando essas crianças”, explicou.

Abandonadas

Pouquíssimos centros de acolhida italianos contam com tradutores suficientes para se comunicar com as crianças em seu idioma.

Além disso, não há profissionais capacitados para reconhecer vítimas de exploração sexual nesses lugares.

Inseguras e desprotegidas, milhares de crianças acabam fugindo dos centros de acolhida na Itália e perdendo-se nas ruas.

Sem ninguém disposto a tomar conta delas, essas crianças são abandonadas à sua própria sorte – e farão de tudo para tentar sobreviver.

A estação Termini de Roma – a principal estação ferroviária da cidade – se tornou um dos principais destinos das crianças abandonadas do Oriente Médio, quando elas não têm nenhum lugar para ir.

Alguns deles têm apenas 11 anos. São jovens vulneráveis, expostos à maldade alheia. A BBC acompanhou alguns deles durante alguns meses.

Uns foram presos, outros saíram dali em direção a outros países do norte da Europa. Mas suas histórias têm coincidências tristes.

Drogas e prostituição

Khaled, de 14 anos, nos contou que começou a vender drogas para comprar comida. “Fiz isso para evitar o que eu sabia que outras crianças estavam fazendo: mantendo relações sexuais com homens italianos”.

“Eu vi isso com meus próprios olhos. Meninos egípcios, tunisianos, marroquinos, que cobram 50 euros ou até 30 euros por sexo com homens.”

Na estação de trem, Khaled mostrou à reportagem da BBC como funciona esse negócio.

Ele foi a um café local – muito conhecido por homens que buscam esse tipo de serviço – e conversou com um homem de meia idade que estava ali.

A maioria dos jovens que conhecemos na estação eram muçulmanos e vinham de famílias conservadoras. Nenhum deles admitiu que se prostituía.

Um ficava apontando para o outro, mas Lassad, um voluntário ítalo-tunisiano que passa vários dias da semana na estação tentando tirar os meninos da vida criminal, disse à BBC que a maioria deles roubam, vendem drogas para gangues e, eventualmente, também se prostituem.

“O que esperam?”, questionou. “De que outra maneira eles poderiam pagar suas dívidas com os traficantes de pessoas? Como vão conseguir se alimentar? Alguns deles sequer têm onde dormir. As pessoas sabem que esses meninos estão desesperados e se aproveitam deles. É um mercado.”

O jovem Hamid chegou a ser preso por vender drogas. Ele diz que liga para sua mãe toda semana e mente sobre sua situação. Dormindo em ônibus à noite e passando dificuldades, o garoto nos mostra a fonte onde costuma tomar banho.

“Viemos aqui pensando que iríamos para a escola, que teríamos um lugar seguro para dormir e que encontraríamos trabalho”, relata Hamid. “Mas não é assim. Nós trabalhamos por uma miséria nos mercados, outros que vieram vendem drogas e outros vendem a si mesmos.”

“Se soubéssemos disso antes, jamais teríamos vindo aqui.”

Para muitas dessas crianças, a rota de fuga para a Europa acaba se tornando um caminho para o inferno.

A maioria das crianças que chegam sozinhas ao continente europeu são meninos, mas viajando de Roma a Abruzzo, no centro da Itália, descobrirmos a situação desesperadora de meninas nigerianas no país.

Escravidão por dívida

O problema do tráfico sexual de mulheres nigerianas é um problema que existe há muito tempo na Europa, mas com a chegada de mais imigrantes pelo Mediterrâneo, a prostituição de meninas do país têm aumentado bastante – incluindo adolescentes.

As meninas deixam suas casas com a ideia de trabalhar na Europa como cabeleireiras ou cuidadoras.

Uma vez que terminam a árdua jornada até a Líbia, são mantidas em cativeiro por traficantes, que abusam sexualmente delas, antes de enviá-las em lanchas com destino à Itália.

Quando chegam, eles obrigam as meninas a se prostituírem, dizendo que elas lhes devem entre 50 mil e 60 mil euros (R$ 223 mil a R$ 267 mil) somente pelo pagamento do trajeto até a Europa. Assim, essas jovens mulheres – algumas de até 13 anos – viram “escravas” para pagar suas dívidas.

O valor pago por sexo em Abruzzo é de 15 euros (o equivalente a R$ 67), o que faz com que essas meninas precisem de anos para juntar o dinheiro suficiente para pagar a dívida.

As meninas com quem conversamos conseguiram escapar – e agora estão sob tutela estatal. Elas contaram que os traficantes as ameaçavam caso demorassem muito para pagar o que deviam.

Durante a noite, vimos meninas muito jovens nas ruas – uma delas, Annie, estava se prostituindo ao lado de uma lata de lixo. Ela nos contou que tinha acabado de chegar à Itália em um barco e parecia bem nervosa.

Essas meninas muitas vezes oferecem sexo apenas em troca de um prato de comida.

A legislação europeia e a legislação internacional defendem a proteção de menores. Mas enquanto os líderes europeus não definirem como lidar com os refugiados e imigrantes que chegam, milhares de crianças ou adolescentes estão sendo abandonadas em condições precárias dentro de suas próprias fronteiras.

 

 

 


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