Os 10 tipos de pais mais temidos pelos professores

Setembro 29, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 14 de agosto de 2015.

O novo ano letivo aproxima-se a passos largos e é tempo de preparar os próximos meses. Compram-se livros e demais materiais escolares, conhecem-se os colegas de turma e os horários e aguarda-se para saber que professores vão acompanhar as crianças nos próximos meses.

Se a antecipação é comum nas famílias, também os docentes a experimentam. Na maior parte das vezes, as expetativas são positivas, mas também há quem tema encontrar alguns tipos de pais. A professora norte-americana de ensino básico Jessica Bowers elencou, para a edição online da revista “Parenting”, os dez tipos de adultos. E eles são:

 

1 – “O meu filho é ultra-especial” = “Todos os meus alunos são especiais, mas nenhum é especial o suficiente para ser dispensado das tarefas atribuídas à turma, de chegar permanentemente atrasado ou de fazer os trabalhos de casa. As regras existem para serem cumpridas por toda a gente. Este tipo de pais são aqueles que estão convictos de que a sua criança nunca comete erros”.

2 – “Quero melhores notas, sem mais trabalho” = “Todos os pais gostam de ver as notas a subir, mas estes não se querem dar ao trabalho de ajudar os filhos a consegui-las. Estão sempre à procura de um truque que não envolva estarem atentos e apoiar os esforços dos mais novos”.

 

3 – “Vou queixar-me ao diretor!” = “A minha porta está sempre aberta para os pais. Por isso mesmo acho altamente frustrante e diminuidor quando um encarregado de educação decide ignorar isso e ir fazer queixas a ‘instâncias superiores’ quando, na esmagadora maioria dos casos, a situação poderia ser ultrapassada com uma conversa franca entre adultos”.

 

4 – “Vou ficar mais um bocadinho” = “É natural que, nos primeiros dias ou semanas, os pais gostem de observar o início do dia. Mas um adulto que decide permanecer na sala depois de todos os outros saírem, não só perturba o trabalho da turma como, muitas vezes, significa que estão a envergonhar a sua própria criança. Em especial quando lhe abrem os livros e cadernos e lhe afiam os lápis!”

 

5 – “Não tenho tempo para ir à escola” = “Este é outro extremo que me causa desconforto. Por vezes, só sei que a pessoa existe porque assina o boletim de notas. Compreendo que as exigências laborais ou outras podem ser pesadas, mas vale a pena fazer o esforço e acompanhar a vida escolar dos filhos. Nem que seja enviando-me um mail de vez em quando”.

 

6 – “Enviei-lhe mais uma coisinha…” = “E depois existem os encarregados de educação que acham normal, ou exequível, que um professor responda a telefonemas ou múltiplos emails às 11 horas da noite ou ao fim-de-semana, habitualmente por temas absolutamente inócuos ou triviais. O meu desejo? Que limitem os contactos ao que é realmente importante e que escolhem criteriosamente o ‘timing’ dos mesmos”.

 

7 – “Temos custódia partilhada” = “Longe de mim fazer qualquer comentário ou apreciação sobre a organização familiar dos pais separados dos meus adultos. Mas é difícil fazer o que me compete se pai e mãe estão constantemente a transmitir informação e diretrizes distintas. Parece que estão numa competição constante e, em último caso, as grandes prejudicadas são as crianças”.

 

8 – “Você trabalha para mim” = “Este tipo de encarregado de educação não vê os professores dos filhos como parceiros educativos, mas como alguém que está abaixo numa espécie de ‘hierarquia imaginária’ na qual o papel principal lhes compete. Isto significa que, quando surge uma diferença de opinião, não há qualquer lugar para debate, só para imposições que, naturalmente, não são atendidas de forma frequente pelos docentes. Estes são os pais que usam frequentemente o argumento: ‘eu pago-lhe o ordenado com os meus impostos!”.

 

9 – “A culpa é da professora” = “Muitas vezes me pergunto o que poderá ter acontecido no passado para que este adulto não goste de docentes. Terá tido uma má experiência enquanto crescia? O facto é que tudo o que acontece de menos positivo é responsabilidade da professora que, na sua imaginação, só dá aulas porque não conseguiu encontrar um trabalho melhor, porque tem meses de férias no verão e está permanentemente a arquitetar planos para prejudicar a sua criança”.

 

10 – “O que aconteceu? Que horror!” = “A especialidade deste tipo de pais é pegar em algo que se passou de menos bom e distorcer os factos para levar a sua avante. Tudo é um problema, tudo está prestes a implodir e só se dão por satisfeitos quando envolvem todos na confusão e quanto toda a gente lhes dá razão. Mesmo que só o façam porque estão fartos de dramas”.

 texto original:

10 Types of Parents That Teachers Secretly Hate

 

 

 

O preço do silêncio

Setembro 29, 2015 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Expresso de 26 de setembro de 2015.

O artigo contém declarações da Dra. Cláudia Manata do Outeiro do IAC-CEDI (Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança).

O preço do silêncio

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Comemoração dos 25 anos da Convenção dos Direito da Criança – Sábado temático na APEI

Setembro 29, 2015 às 11:41 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://apei.pt/formacao/plano-formacao/index.php?idf=545

Guiné-Bissau, o país onde ainda se sacrificam os bebés deficientes

Setembro 29, 2015 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 22 de setembro de 2015.

ver o vídeo da reportagem no link.
http://videos.sapo.pt/Mrw8ZmhZOeDCHC10yCEZ

amigos

VEJA O VÍDEO e leia a reportagem da Agência Lusa, na Guiné-Bissau, por ocasião dos 42 anos da independência a antiga colínia portuguesa

Lusa – Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico

Na Guiné-Bissau é raro ver crianças deficientes porque “são muito cedo exterminadas”, sacrificadas em cerimónias, relata à Lusa, Laudolino Medina, secretário-executivo da Associação dos Amigos da Criança da Guiné-Bissau (AMIC).

“Essas crianças não existem porque são muito cedo exterminadas através de cerimónias tradicionais”, logo à nascença ou até com vários meses de vida – “às vezes com dois ou três anos”, acrescenta.

Muita da população não tem acesso a informação (a maioria dos guineenses não sabe ler nem escrever) e segue crenças animistas e religiosas: face aos sinais de deficiência “diz-se que criança é um mau espirito, que não é deste mundo e por isso tem que voltar à sua origem”.

Organizam-se cerimónias à beira de rios em que os bebés são lançados à corrente.

“Este tipo de infanticídio não é tomado em consideração como tal, o que para nos é extremamente grave”, refere Laudolino Medina, poucos dias depois de ter tentado demover uma família. “Há dois dias aproximei-me de familiares depois de saber que houve várias tentativas de liquidar uma criança”, portadora de deficiência.

Uma criança “que devia beneficiar de apoio redobrado devido à sua condição”, mas, “pelo contrário, é vítima das pessoas que a deviam proteger”.

Nos casos em que as crianças são poupadas surgem outros problemas, “porque não existem estruturas sociais para acolher esse tipo de casos”.

Laudolino Medina lança um grito de alerta: “não há nenhuma legislação que condene isto taxativamente e de forma vigorosa”, porque “o código de assistência jurisdicional dos menores que vigorava na altura colonial é o mesmo” da legislação guineense atual.

Isto faz com que, na prática, persistam “muitos aspetos contrários às convenções internacionais assinadas pela Guiné-Bissau” ao longo dos 42 anos de Independência e que deviam assegurar a proteção as crianças.

Francisca Conceição, missionária brasileira, dirige o orfanato Lar Betel, em Bissau, e parte das 39 crianças que acolheu foram “vítimas da superstição”.

Umas porque têm um irmão gémeo e há tradições segundo as quais um deles é “um mau espírito”, outras porque a mãe morreu no parto, logo, o bebé não é aceite.

O orfanato de Francisca ainda não conseguiu reunir um grupo de doadores fixos e vive das ajudas pontuais de amigos e algumas entidades.

“O que queremos? É simples: profissionalizar a instituição e entregar os filhos da Guiné-Bissau ao seu próprio país”, refere à Lusa.

O cenário é assustador, mas Laudolino Medina acredita que hoje “há um campo de trabalho mais favorável à proteção das crianças” do que há 42 anos, quando a Guiné-Bissau se declarou independente.

“Há vários magistrados, trabalhadores sociais, professores e educadores formados, que receberam formação em matéria dos direitos da criança”, conhecimento que se reflete no dia-a-dia.

“Há um nível mais elevado de conhecimento dos direitos e quando é assim as pessoas reclamam. Hoje todos os dias recebo queixas de casamentos forçados e outros abusos” contra menores, algo impensável há 21 anos, quando Laudolino começou a trabalhar na AMIC.

Na altura, “era impensável receber queixas. Tínhamos que ter os nossos observadores no terreno”, conclui.

 

 

 

 

Crianças portuguesas estão mais sedentárias e com menos liberdade para brincar

Setembro 29, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 26 de setembro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Children’s Independent Mobility: An International Comparison

sobre Portugal:

Children’s Independent Mobility in Portugal 2011/2012

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Estudo sobre mobilidade infantil em 16 países concluiu que Portugal está na cauda da tabela

Redação / DC

Um estudo sobre mobilidade infantil em 16 países concluiu que Portugal está na cauda da tabela, e isso tem consequências graves para o aproveitamento escolar e, sobretudo, para a saúde pública, alerta o coordenador do estudo português.

“Estamos numa situação caótica. As nossas crianças estão fechadas, amarradas, em casa, não têm liberdade de ação, não vão a pé para a escola, não brincam na rua. Estamos a viver uma situação insustentável, o que designo por sedentarismo infantil”, disse à Lusa o coordenador do estudo português, Carlos Neto, professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.

O estudo português – Independência de Mobilidade das Crianças – data de 2012, mas só em agosto foi publicado, integrado num estudo internacional pelo instituto britânico Policy Studies Institute, denominado Independent Mobility: An International Comparison (Mobilidade Independente: Uma Comparação Internacional).

O estudo português concluiu que há alterações necessárias de políticas públicas “mais ousadas”, pensadas para as crianças para inverter a atual situação: políticas que permitam aos mais novos brincar e desfrutar do espaço exterior, que permitam uma maior harmonização entre a vida familiar, escolar e em comunidade, e políticas urbanas que incluam uma planificação “mais amiga” das crianças e as encare como parte integrante e participante da sociedade.

“[…] não temos cidades preparadas para as crianças. Não há qualquer convite à atividade física. […] Temos as crianças muito sentadas e pouco ativas. Precisamos de uma verdadeira revolução na forma como podemos tornar as crianças mais ativas e com mais saúde, física e mental”, disse à Lusa Carlos Neto.

O coordenador do estudo defende que em Portugal as crianças têm cada vez menos liberdade para serem crianças e fazerem coisas necessárias ao seu crescimento como correr, nadar, dançar, subir às árvores. Afirma que se estão a criar crianças “imaturas e sedentárias” e que as consequências se vão pagar a médio e longo prazo.

“Não é só a obesidade, são também as doenças cardio-vasculares, as relacionadas com o foro emocional e afetivo, e, acima de tudo, com uma socialização difícil para as crianças do nosso país poderem fazer. Temos que mudar a escola, o estilo de vida das famílias. […] Estamos convencidos que isto tem consequências no sucesso escolar e no grau de felicidade das crianças, porque vão ter dificuldades de adaptação na vida adulta”, disse.

O professor da Faculdade de Motricidade Humana recordou que “estudos demonstram que crianças mais ativas e com maior socialização no recreio aprendem mais dentro da sala de aula, têm mais sucesso escolar”.

Um dos aspetos estudados neste trabalho, o trajeto casa-escola, mostra que apenas 35% das crianças com 8 ou 9 anos vão a pé para a escola e que nesta faixa etária nenhuma vai de bicicleta. As que são levadas de carro são a grande maioria (56%).

“Aqui vai tudo de carro para a escola. As crianças visualizam o espaço físico pelo vidro do automóvel. Estamos a criar uma situação desesperada. Valia a pena por isto em discussão em campanha eleitoral”, defendeu Carlos Neto.

Só por volta dos 12 anos a grande maioria das crianças portugueses inquiridas neste estudo (80%) teve permissão para ir sozinha para a escola, ou atravessar sozinha estradas municipais. Só aos 15 anos a maior tem autorização para andar sozinha de transportes públicas ou para circular de bicicleta sem supervisão em estradas principais.

O estudo demonstra também que as diferenças entre litoral e interior são cada vez mais esbatidas e que ao nível do sedentarismo os comportamentos são os mesmos.

Os 16 países que integraram este estudo foram, e por ordem de classificação em termos de mobilidade independente das suas crianças, a Finlândia, a Alemanha, a Noruega, a Suécia, o Japão, a Dinamarca, a Inglaterra, França, Israel, Sri Lanka, Brasil, Irlanda, Austrália, Portugal e Itália (empatados em 14.º lugar) e África do Sul.

“O estudo português realizou-se em seis áreas diferentes de Portugal que se consideram ser representativas de cinco tipologias territoriais distintas: centro da cidade (centro de Lisboa); urbano (Matosinhos e Linda-a-Velha); suburbano (Brandoa), pequena cidade (Silves) e rural (Redondo). Nesta investigação participaram 16 escolas e 1099 crianças e respetivos encarregados de educação. […] questionários foram aplicados a crianças e jovens do 3.º ao 10.º ano de escolaridade, com idades entre os 8 e os 15 anos”, explica a ficha técnica do estudo.

 

 

 


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