Guia para equilibrar o uso de tecnologia em casa

Setembro 4, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://aprendercomosdedos.com de 18 de agosto de 2015.

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É hora de jantar, e a sua família em vez de estar a ter uma conversa à moda antiga, olhos nos olhos, está de cabeça inclinada, “agarrada” a telemóveis, tablets, ou outro qualquer dispositivo electrónico ligado à internet.

Se este cenário lhe é familiar, então significa que está na hora de agir, e começar a delinear estratégias para conseguir que todos os elementos ( mesmo todos, incluindo o pai ou a mãe que estão a ler este artigo) possam conseguir moderar o tempo passado atrás de um ecrã.

Não basta criar regras para limitar o acesso e utilização de smartphones e tablets às crianças e adolescentes, é necessário que os pais se disponibilizem também a fazer uma verdadeira reflexão, sobre os seus próprios hábitos, sobre a sua relação e utilização dos mesmos dispositivos.

Guia para equilibrar o uso de tecnologia em casa

1. Encarar o problema de frente e descobrir efectivamente quantas horas por dia, os elementos da sua família passam à frente de um ecrã

Poderá criar uma tabela em Excel e tentar motivar cada elemento a monotorizar com a sua ajuda o tempo que passa ligado a um ecrã.

O tempo de ecrã, inclui o tempo passado ao telemóvel, tablets, computador, e-readers…

Já existem algumas aplicações, que se podem instalar nos Tlm e tablets e que também a podem ajudar.

Vai surpreender-se!

Apesar da American Academy foi Pediatrics (AAP), recomendar que as crianças e adolescentes estejam não mais de duas horas por dia a utilizar media de entretenimento, a verdade é que nos Estados Unidos, estão ligados uma média de 8 horas por dia.

Segundo um artigo do jornal, The New York Times, as crianças já estão a experiênciar consequências negativas, físicas como emocionais provocadas por esse excesso. Começam a apresentar dores no pescoço e pulso, isolamento social, depressão, dificuldades de aprendizagem…

Depois de fazer as contas e perceber o tempo efectivo que a sua família passa à volta de dispositivos de entretenimento, vai sem dúvida sentir-se mais motivada para seguir algumas das sugestões aqui apresentadas.

2. Depois das aulas, reforce momentos de actividade física

A criança/adolescente que esteve todo o dia em aulas, sentado na cadeira a ouvir o professor, necessita de fazer algum tipo de actividade física. Se combinar uma hora livre de dispositivos electrónicos e televisão, vai naturalmente encorajá-la a realizar mais actividade física, a brincar mais – o que sem dúvida, vai estimular a sua criatividade e aumentar o seu sentimento de bem-estar.

Por outro lado, também pode aproveitar as obrigações naturais da escola, como a realização dos trabalhos de casa, para limitar ou proibir a utilização de tecnologia (a não ser que necessite da mesma para a realização de alguma tarefa escolar). A bem do rigor, rapidez e atenção é importante evitar multitasking na hora de fazer os deveres.

3. Defina zonas da casa “livres de dispositivos”

Um dos espaços mais importantes, a definir como livre de dispositivos é a mesa de jantar. O momento do jantar, reúne num só espaço toda a família, e pode ajudar a reforçar a comunicação, a criar um elo de conexão entre os seus diferentes membros, especialmente quando não estão disponíveis dispositivos móveis à mesa.

Quando for a um restaurante, leve uma bolsa e combine com todos os elementos sentados à mesa, que coloquem o telemóvel em silêncio dentro do saco, que deverá ficar arrumado até ao final do jantar.

4. Aproveite pequenas deslocações de carro para conversar mais

O banco do condutor, também é uma boa zona para designar ” livre de dispositivos”, além de ajudar a prevenir falar e mandar sms enquanto conduz (segurança) faz com que a sua atenção esteja mais disponível para conversar com os seus filhos, sobre acontecimentos da escola, fazer planos para o fim-de-semana…

5. Combine uma hora para “adormecer” os dispositivos

Muitas vezes as crianças vão para a cama, mas não vão dormir! Hoje em dia, com um tablet ou smartphones e acesso à internet é possível estar nas redes sociais, jogar, visualizar o que se quiser, quando quiser (séries, filmes). Para além de potencialmente as crianças se deitarem mais tarde, a própria luz dos aparelhos contribui para o aumento de insónias. É tempo de voltar a hábitos antigos, os pais devem esforçar-se para conseguir incutir nos filhos, que ir para a cama é para dormir e que esse momento deverá ser o mais relaxante possível. Uma das formas de o fazer, poderá ser encorajar todos os membros a desligar todos os dispositivos (telemóveis e tablets) uma hora antes de ir para a cama. Também poderá criar numa zona controlada pelos pais, um espaço de carregamento, onde todos os dispositivos deverão ser deixados durante a noite.

6. Mude de hábitos, dê o exemplo

Observe o seu comportamento, quais as Apps, jogos ou redes sociais que lhe estão a tomar o seu tempo, para além daquilo que é razoável? Identifique as suas fraquezas e dê o exemplo! Faça uma lista negra de todas as Apps e sites que poderão estar a consumir demasiado o seu tempo e energia. Experimente apagar essas Apps. Quando estiver em casa, em família, experimente colocar o telemóvel em silêncio, desligar as notificações das redes sociais, para evitar sentir-se tentada a verificar todos os alertas e a prejudicar o tempo que quer dedicar à família.

Estabeleça limites/regras entre a sua vida pessoal e trabalho. Faça “greve” entre as 19:00 e 21:00 para poder dedicar-se de corpo e alma, às necessidades da sua família.

Depois de deitar as crianças, poderá voltar ao trabalho, navegar sem restrições na internet, redes sociais ou a perder-se no Candy Crush…

7. Aproveite o bom tempo e os fins-de-semana para inovar, ter novas experiências em família

Esteja atento ao boletim meteorológico, quando o tempo permitir, escolha um dia do fim-de-semana para inovar, consulte agenda cultural da sua cidade ou cidade mais próxima, tenha ideias, faça planos. Evite selfies, utilize o telemóvel para registar momentos engraçados ou interessantes do grupo.

8. Escreva as novas regras, celebre um contrato

Depois das regras estarem definidas e acordadas, celebre um contrato. Faça um compromisso de honra entre todos os membros. Para aumentar a adesão e motivação, poderá inclusivamente criar um sistema de prémios com o objectivo de reforçar positivamente os elementos cumpridores.

Juntos, vai ver que vão conseguir usar a tecnologia com mais moderação, e redescobrir o prazer de criar boas memórias em família em “tempo real”.

Fonte: http://life.familyeducation.com/kids-and-cell-phones/table-manners/76292.html?utm_source=FE_Your-Child_0-6_2015-08-17&utm_medium=e-newsletter&utm_campaign=FE_Your-Child_0-6

 

 

 

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Prémio do Parlamento Europeu para Manuela Eanes, veterana na luta pelos Direitos das Crianças

Setembro 4, 2015 às 1:26 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Manuela Eanes recebe esta sexta-feira o Prémio Cidadão Europeu 2015 pelo seu trabalho à frente do Instituto de Apoio à Criança. O prémio é (apenas) uma medalha, “mais do que merecida”, por ter dado voz a esta combate quando ninguém falava dele. Mário Ruivo e o Instituto Marquês de Valle Flôr também são homenageados.

Para alguns, Manuela Eanes, pode ser apenas a mulher de Ramalho Eanes ou a mais jovem primeira-dama da Democracia portuguesa. Para os eurodeputados portugueses José Inácio Faria [Partido da Terra], Ana Gomes [PS], Inês Zuber [PCP] e Sofia Ribeiro [PSD], ela é a grande “percursora” no combate pelos Direitos das Crianças, merecendo por isso esta homenagem das instituições europeias que só peca por ser “tardia”.

A iniciativa de propôr o nome de Manuela Eanes, presidente do Insituto de Apoio à Criança (IAC), partiu de José Inácio Faria, mas rapidamente contou com o apoio das suas colegas do PS, PCP e PSD: “A Ana Gomes foi uma grande entusiasta desta candidatura, e a Marisa Matias do Bloco de Esquerda só não apoiou o nome de Manuela Eanes porque já tinha apoiado a candidatura de Mário Ruivo ao mesmo prémio”, disse José Inácio Faria ao Expresso.

Os países “podem apresentar vários candidatos; cada candidato tem de ser apoiado por um grupo mínimo de quatro eurodeputados”, explica José Inácio Faria; isto justifica que sejam igualmente distinguidos (em 2015) o investigador e oceanógrafo Mário Ruivo, e o Instituto Valle Flôr.

“O trabalho de Manuela Eanes tem beneficiado crianças em Portugal e noutros países. Ela é percursora na luta por estes direitos dos mais desfavorecidos. Desde que fundou o IAC nunca mais parou este trabalho, esta luta”, acrescenta José Inácio Faria.

O impacto da jovem mulher do Presidente

Maria Manuela Duarte Neto Portugal Ramalho Eanes tinha 37 anos quando o marido foi eleito Presidente da República, por sufrágio universal, a 27 de Junho de 1976. Esta mulher jovem, vistosa e licenciada, acabou por encarnar um novo modelo de cônjuge do Presidente na história portuguesa e, à época, foi uma lufada de ar fresco mesmo ao nível das suas homólogas de outros países.

Era mãe de uma criança pequena [Manuel] e estava a construir uma carreira profissional na área da ação social. Para completar este clima de renovação, foi mãe de Miguel a 20 de Outubro de 1977. O nascimento do mais novo dos dois filhos do casal Ramalho Eanes teve direito a uma menção especial em toda a imprensa da época e emprestou uma providencial simpatia à imagem distante e austera do então Presidente. O bebé foi batizado na capela do Palácio de Belém, e o irmão foi o padrinho.

Um namoro que começou num 25 de abril…

Manuela conheceu o seu futuro marido num jantar organizado no Dia de Reis de 1969, na Academia Militar, onde António era director dos Serviços Culturais, e começaram a namorar no dia 25 de abril desse mesmo ano. Ela tinha acabado de completar 30 anos, e ele estava prestes a ser considerado um solteirão inveterado.

A cumplicidade entre os dois surgiu quase que de imediato. e começaram a encontrar-se esporadicamente nos concertos da recentemente inaugurada Fundação Calouste Gulbenkian.

Nessa época, ela trabalhava no Instituto de Obras Sociais do Ministério da Segurança Social. Enquanto estudante da Faculdade de Direito de Lisboa foi presidente da Juventude Universitária Católica Feminina, facto que haveria de marcar a sua vida, atitude, pensamento, discurso, bem como a sua forma de intervir em termos políticos e sociais.

Os anos de Belém

Quando Ramalho Eanes foi eleito Presidente, o casal decidiu continuar a residir na vivenda do Bairro da Madre de Deus, onde ainda moram. A instabilidade política que então se vivia, depressa mostraria que a casa – com porta direta para a rua – não tinha condições de segurança adequadas. Quando se mudaram para Belém, o Palácio estava muito degradado e escasseava o dinheiro para a sua renovação.

A ‘equipa’ Ramalho Eanes teve de vender um apartamento de férias que possuía na Costa da Caparica para arredondar o orçamento; o Presidente da República, naquela época, ganhava menos do que o seu ajudante de campo.

A infeliz expressão primeira-dama

Tal como a sua ‘sucessora’ em Belém, Maria Barroso, Manuela nunca gostou da expressão Primeira Dama: “Nunca gostei dessa expressão” [retirado do texto “As Primeiras Damas da Democracia, parte de um livro editado pelo Museu da Presidência sobre as mulheres dos Presidentes]. “A designação é importada e não tem cabimento jurídico, não faz parte da nossa tradição cultural e soa-me sempre a algo de artificial”.

Orgulha-se de ter patrocinado, à época da sua passagem pelo Palácio de Belém, os Encontros sobre Literatura Infantil na Fundação Calouste Gulbenkian.

A nível internacional, acompanhou o marido num número significativo de visitas oficiais, das quais a própria destaca as viagens aos PALOP.

Na função de mulher do Presidente, participou – entre muitas outras reuniões – em abril de 1985, na Conferência de Primeiras Damas que Nancy Reagan promoveu em Washington com o objectivo de debater o problema da Droga. A sua juventude [em comparação com as restantes] fez com que fosse escolhida como “porta-voz” do discurso de todas as “primeiras damas” convidadas para este encontro. Betty Boyd Caroli, autora do livro “First Ladies”, escreve que esta conferência “teve destaque de 1ª página em todo o país”.

Fundação do IAC e da Linha SOS Criança

A sua grande preocupação com os problemas da Criança teve o seu momento alto com a criação do Instituto de Apoio à Criança (IAC), em 1983. Trinta e dois anos passados, o IAC é uma instituição firmada na sociedade portuguesa – com projecção internacional – que desenvolveu projectos tão importantes como a Linha SOS Criança e o Projecto Rua, entre muitos outros.

Aos 76 anos, Manuela continua a presidir ao Instituto, e a travar uma dura luta pela obtenção do financiamento necessário ao trabalho da instituição…. que desde a intervenção da troika tem mais solicitações e menos recursos.
O casal Ramalho Eanes legou todos os presentes recebidos no desempenho das funções de representação do Estado. Em 1980, a sala de jantar do Palácio de Belém, que nunca era utilizada, foi transformada naquilo que seria o primeiro museu da Presidência; ali ficaram expostos os presentes oferecidos ao Presidente da República por Chefes de Estado em visitas oficiais.

Nas presidenciais de 1986, apoiou Salgado Zenha, e participou em inúmeros comícios deste fundador do PS. Empenhou-se também nas campanhas do Partido Renovador Democrático, fundado em 1985 por um grupo de eanistas; este partido [já extinto] chegou a eleger 45 deputados.
Uma mulher persistente

Dignidade, respeito e solidariedade, são palavras que todos os que se cruzam com Maria Manuela Neto de Portugal Ramalho Eanes ouviram repetir vezes sem conta. E é pela sua luta em defesa desses valores e dos direitos dos mais desfavorecidos que o Parlamento Europeu homenageia esta sexta-feira esta porta-voz dos direitos das crianças. E, também, a mulher que sempre correu em pista própria, mesmo que essa corrida tenha sido feita ao lado [e com] do marido nos últimos 45 anos.

 

Expresso, em 4 de Setembro de 2015

Seminário Anual da Rede Construir Juntos (RCJ) “A Maioridade de uma Rede – Paradigma do Presente, Perspetivas de Futuro”

Setembro 4, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Seminário Anual da Rede Construir Juntos (RCJ) “A Maioridade de uma Rede – Paradigma do Presente, Perspetivas de Futuro” irá decorrer em Braga, no dia 8 setembro, organizado pela instituição parceira da RCJ, Centro Cultural e Social de Santo Adrião. Lembramos que este ano a Rede completa 18 anos. A ficha de inscrição deverá ser remetida para o nosso email:

iac-fcj@iacrianca.pt

Programa

Ficha de Inscrição

As origens do universo contadas em banda desenhada

Setembro 4, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Livros | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 13 de agosto de 2015.

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“Cosmicomix” é uma obra de banda desenhada assinada pelo astrofísico Amedeo Balbi e pelo desenhador Rossano Piccioni.

Em 1978, os radioastrónomos Arno Penzias e Robert Wilson receberam o Nobel da Física por terem descoberto o sinal fóssil que prova que o universo começou numa explosão. A história da descoberta é recordada agora numa banda desenhada.

“Cosmicomix”, publicada este mês em Portugal pela Gradiva, é uma obra de banda desenhada assinada pelo astrofísico Amedeo Balbi e pelo desenhador Rossano Piccioni, ambos italianos, e descreve as teorias e investigações científicas ao longo do século XX que levaram a uma explicação comprovada sobre o “Big Bang”, as origens do universo.

O livro, no qual surge o físico Albert Einstein, o matemático Alexander Friedman ou o astrónomo Edwin Hubble, foi publicado originalmente em 2013 e a edição portuguesa tem revisão científica do físico Carlos Fiolhais.

“Todo o imenso universo que conhecemos esteve comprimido em algo do tamanho… de quê? De um átomo?”, pergunta Albert Einstein numa conversa com o sacerdote Georges Lemaître, em Bruxelas em 1927, recriada no livro.

Ao longo da obra, o autor da banda desenhada vai explicando, “com a maior fidelidade e rigor possíveis”, as teorias que foram sendo desenvolvidas – complementares e opostas – sobre o universo.

“A ciência que encontramos neste livro é correta e reflete os nossos conhecimentos atuais de cosmologia”, escreve Amedeo Balbi no posfácio.

Todas as personagens que surgem na banda desenhada são figuras de destaque da investigação científica e algumas estão ainda vivas. Os autores recorreram a artigos, livros, entrevistas, depoimentos, para reconstituírem os passos de todos, nas cenas retratadas.

Ao longo de 150 páginas, explicam, por exemplo, a teoria defendida nos anos 1940 por Fred Hoyle, Hermann Bondi e Thomas Gold, da criação contínua de matéria no universo – que não prevê nenhum momento inicial – e a teoria de Alexander Friedmann, Georges Lemâitre e George Gamow, que pressupõe que houve uma explosão que levou ao aparecimento de matéria.

Sem provas, estes três cientistas previram que essa explosão, o “Big Bang”, teria de ter deixado um resíduo “sob a forma de radiação térmica”.

A demonstração desta teoria só aconteceu na década de 1960, com Arno Penzias e Robert Wilson, que conseguiram medir, através de uma gigante antena rotativa, esse “sinal fóssil” transmitido pela universo, quando da explosão inicial.

“Uma fração minúscula do zumbido que ouvimos quando sintonizamos uma rádio entre duas estações provém de há quase 14 mil milhões de anos. Tínhamos encontrado a prova decisiva da existência de um Big Bang”, afirma Arno Penzias, o narrador desta obra.

No epílogo, o autor Amedeo Balbi recorda que “a descoberta da radiação cósmica de fundo por Penzias e Wilson marcou uma linha divisória na nossa compreensão do Universo: há um antes e um depois”, embora “Cosmicomix” se tenha concentrado no primeiro.

mais informações no link:

http://www.gradiva.pt/?q=C/BOOKSSHOW/8148

 

 

 

 

Como duas crianças transformam papel em poços que salvam vidas

Setembro 4, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 17 de agosto de 2015.

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Duas irmãs norte-americanas, Isabelle e Katherine, de 11 e 9 anos, conseguiram angariar cerca de 585 mil euros para ajudar países de terceiro mundo que não têm acesso a água potável, através da venda de origamis.

O pai das duas meninas, de origem japonesa, Ken Adams explicou ao Huffington Post, que o projeto começou em 2011, quando a filha mais nova, Katherine, começou a perceber que havia milhares de crianças no mundo que não tinham acesso a água potável.

Em novembro do mesmo ano, quando já havia origamis espalhados por toda a casa, as duas irmãs decidiram organizar uma venda no Starbucks de Dallas, Texas, de modo a juntar dinheiro e financiar a construção de um poço na Etiópia. O objetivo era conseguir o equivalente a 450 euros. O sucesso foi tal que as peças esgotaram numa noite e num mês as meninas conseguiram angariar 8 mil euros.

Desde então Katherine e Isabelle presidem à organização sem fins lucrativos Paper for Water  e já conseguiram angariar cerca de 585 mil euros e providenciar 70 poços com água potável em países como o México, o Quénia, a Etiópia, a Índia, o Peru, o Uganda, o Zimbabwe e a Libéria.

 

 

 

 

 


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