Com quantos anos uma criança pode ter um smartphone?

Agosto 18, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.brasilpost.com.br de 1 de agosto de 2015.

Memory is very important, the memory of each photo taken, flowing at the same speed as the event. During the work, you have to be sure that you haven’t left any holes, that you`ve captured everything, because afterwards it will be too late.  Henri Cartier-Bresson

Memory is very important, the memory of each photo taken, flowing at the same speed as the event. During the work, you have to be sure that you haven’t left any holes, that you`ve captured everything, because afterwards it will be too late.
Henri Cartier-Bresson

The Huffington Post  |  De Leigh Weingus

Você quer saber se chegou a hora de dar um celular para seu filho? Normal. Faz sentido que você queira que seu filho esteja conectado com você 24 horas por dia. Além do mais, muitas crianças têm celular.

Infelizmente, o uso de celulares está associado a diminuição da atenção, dores nos punhos e problemas de sono. A chave para evitar esses problemas é fazer um uso consciente do aparelho, o que exige um nível de responsabilidade e autocontrole que só vem com a idade. Como decidir se chegou a hora?

Conversamos com John Breyault, da Liga Nacional dos Consumidores. Em 2012, ele trabalhou num estudo sobre crianças e celulares. O estudo indicou que 56% dos pais de crianças entre 8 e 12 anos deram um celular para os filhos, mas Breyault afirma que é difícil recomendar uma idade específica.

“Não acho que exista uma hora ‘certa’ para uma criança ter um celular. Os pais é que devem decidir se ela está pronta para essa responsabilidade”, disse Breyault ao The Huffington Post.

“Algumas perguntas que os pais devem se fazer incluem: ‘Por que meu filho precisa de um celular?’ e ‘Será que ele é maduro o suficiente para usar o telefone de maneira responsável, sem acessar ou enviar conteúdos inadequados?’. Fazer essas perguntas (para si mesmo e para seus filhos) antes de sair às compras pode evitar dores de cabeça na hora de escolher o aparelho e o plano certos, além de garantir que o celular será usado da forma certa”.

Também consultamos Michael Rich, professor da Escola de Medicina de Harvard e fundador e diretor do Centro de Mídia e Saúde da Criança no Hospital da Criança de Boston. Rich estudou extensivamente o impacto da mídia nas crianças. Eis o que você precisa saber sobre celulares e crianças:

Quando seu filho precisa de um smartphone?

A função mais importante do aparelho é manter a criança em contato com os pais. Apesar de “tecnicamente” seus filhos nunca precisarem de um smartphone, você decide qual é a hora certa.

“Como toda mídia, de TVs a computadores, celulares são ferramentas”, disse Rich ao The Huffington Post. “Elas são eficazes para certas tarefas, e as crianças só ‘precisam’ de celulares quando eles forem a melhor ferramenta para determinada tarefa, como ligar para casa depois de um treino para os pais irem buscá-la.”

Quais são os potenciais problemas?

Como mencionado acima, há vários problemas associados ao uso de smartphones. “Há muita preocupação em relação a atividades danosas, como o cyberbullying e as mensagens de texto de caráter sexual”, explica Rich. “O maior risco para o bem estar e o desenvolvimento de longo prazo é que as crianças se distraiam das pessoas e experiências reais.”

E os benefícios?

O smartphone tem seu lado bom. Como nota Rich, o que importa não é o telefone, mas sim de como ele é usado. “Se as crianças aprendem a fazer um uso consciente, focado e efetivo do aparelho e não distraem de experiências mais produtivas e significativas, os smartphones podem ser usados sem maiores riscos”, afirma Rich.

Antes de tomar a decisão, tenha uma conversa.

Se você tem planos de comprar um celular para seu filho no futuro próximo, certifique-se de estabelecer as regras primeiro. Se você não quer que ele use certos aplicativos, por exemplo, deixe isso claro.

“Os pais têm de mostrar para as crianças qual é o uso correto do celular, e qual é o uso incorreto, além das consequências do mau uso.”

Apesar do que você possa ter ouvido, o mundo não vai acabar se seu filho tiver um smartphone. Basta deixar as regras bem claras.

(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

 

O direito à participação das crianças é dos mais difíceis de conseguir – entrevista de Dulce Rocha ao Boletim da Ordem dos Advogados

Agosto 18, 2015 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, ao Boletim da Ordem dos Advogados,  N.º 127, Junho 2015, pág. 36-41.

descarregar o boletim no link:

https://www.oa.pt/upl/%7B860010e2-242a-4e1f-a53f-d8a9e956c231%7D.PDF

boletim ordem advogados

Dulce Rocha, vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, participou na cerimónia do dia 1 de junho e, no passado dia 17, foi a oradora convidada na conferência promovida pelo IAPI – Instituto de Advogados em Prática Individual, a propósito das alterações recentes do processo tutelar educativo, abordando a questão dos maus-tratos e violência sobre as crianças. Nesta entrevista fala-nos precisamente da importância dos programas de prevenção que afastem as crianças de cenários de violência e da prática de comportamentos desviantes. Defende que as crianças devem ser escutadas e as suas opiniões valorizadas e que referência da criança é por excelência a mãe.

Iniciativa quer botão que apague o passado online dos jovens

Agosto 18, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt de 3 de agosto de 2015.

pplware

Criado por Marisa Pinto

Atualmente quase todos os jovens têm alguma conta na Internet e, os menos consciente e talvez menos informados, muitas vezes utilizam a Internet para os desabafos mais pessoais, conflitos, exposição de conteúdo mais íntimo, etc.

Assim, uma iniciativa na Grã-Bretanha, pretende que se crie um botão que apague, definitivamente, o passado dos jovens na Internet.

Já imaginaram que bastava clicar num botão para que tudo o que acabaram de publicar na Internet, fosse apagado definitivamente?

Pois é essa a intenção de uma iniciativa da Grã-Bertanha, designada iRights, que defende que os jovens devem ter a possibilidade de apagar facilmente conteúdos que publicaram na Internet e que, com o tempo, ficaram desadequados e que até lhes possam causar vergonha e mal-estar.

Esta iniciativa é apoiada pelo Ministério de Segurança do país para que os jovens tenham poder sobre o que publicam e o que têm no mundo virtual.

Beeban Kidron, líder do projeto, afirma que os adolescentes muitas vezes publicam sem pensar e, por passarem por muitas mudanças sociais e de desenvolvimento, não seria justo serem julgados/criticados por coisas que fizeram ou escreveram quando tinham apenas 14 ou 15 anos.

Kidron é da opinião que o que fazemos na infância/adolescência, não deveria ser marcado permanentemente na Internet pois, nestas idades, a experimentação de situações é mais que normal, pois só assim se aprende e se desenvolve, mas a Internet nunca esquece nem corrige o que lá colocamos.

Assim, o botão para eliminar o passado online pretende dar o poder, aos menores de 18 anos, de determinarem que conteúdos seus querem ver expostos na Internet.

Apesar de as redes sociais, entre outros locais, permitirem que se apaguem conteúdos, estes não ficam definitivamente eliminados na Internet e até há quem guarde as publicações, fotos, etc, muitas vezes para o fim de cyberbullying.

Mas a iniciativa, como seria de esperar, não agrada a todos e alguns especialistas afirmam que será improvável que este botão possa vir a ser criado, implementado e regulado.

Por sua vez, Kidron mostra-se mais otimista e afirma que a tecnologia já existe para a criação do botão… basta agora apenas criá-lo.

Apesar de tudo, ainda têm um longo caminho pela frente, no sentido de conquistar mais adeptos para esta ideia e conseguir o apoio de empresas e instituições para parcerias, como forma de se protegerem os jovens do mundo online.

Nestas parcerias já contam vários nomes fortes como é o caso de bancos internacionais, organizações de comunicação e a comunidade Mozilla.

Nós por cá vamos esperar por mais desenvolvimentos e novidades sobre esta iniciativa.

Concordam com a criação de um botão que elimine o passado digital dos jovens?

 

 

 

Por que as crianças têm amigos imaginários?

Agosto 18, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do site http://www.noticiasaominuto.com de 31 de julho de 2015.

DR

Devem os pais ficar preocupados? Não.

Entre 50% a 65% das crianças tem ou já teve um amigo imaginário, uma companhia que não vê mas com a qual tem conversas iguais. Um amigo que não existe fisicamente mas que completa a sua mente.

Ao El Mundo, o psicólogo educacional Jesus Ramirez explica que é normal uma criança ter amigos imaginários e que estes surgem entre os dois e os oito anos, podendo ser ‘pessoas’, ‘animais’, ‘brinquedos’ ou idealizações de personagens que assistem nos desenhos animados.

Embora admita que não existe ainda uma “relação direta”, a psicóloga espanhola Silvia Álava Sordo diz que a tendência de ter amigos imaginários é maior nas crianças que estão “isoladas”, isto é, quando não existem com regularidade outras crianças por perto ou quando são frequentes os ambientes apenas com adultos.

Dos estudos até hoje realizados, todos mencionaram uma caraterística comum entre as crianças com amigos imaginários: a imaginação. E esta imaginação infantil pode dar origem a faculdades cognitvas no futuro, como uma melhor capacidade linguística, maior empatia e melhoria da criatividade.

Mas, quando é que o amigo imaginário ‘vai embora’? Quando a criança entra na idade da razão, diz Ramirez, referindo-se às idades superiores a seis anos, momento em que o pensamento começa a ser mais lógico e racional e em que a criança faz amigos de carne e osso (pois coincide com a entrada na escola).

Devem os pais ficar preocupados com a existência de um amigo imaginário? Não. Contudo, este não pode ser um facto rejeitado ou ignorado. Para os especialistas ouvidos pelo El Mundo, os pais jamais devem tomar o amigo imaginário como algo adquirido, isto é, sair de junto do filho para que este brinque com o amigo imaginário ou não lhe dar atenção porque está ‘entretido’ com a sua criação mental.

Embora estas fantasias ocorram em ambientes mais privados, quando a criança está sozinha, é importante os pais tentarem perceber se existe ou não um amigo imaginário e se, por algum motivo, pode estar a interferir com a vida social e capacidade de interação da criança, em especial com outras crianças.

mais informações na notícia do El Mundo:

Por qué surgen los amigos imaginarios en la infância?

 

 

 

 

 


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