Famílias à descoberta de Lisboa

Agosto 17, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de agosto de 2015.

As personagens do roteiro são inspiradas nos três sócios da I Play My City

As personagens do roteiro são inspiradas nos três sócios da I Play My City Ricardo Santo

 

Rita Pimenta

Dez mapas e um livro fazem de Explorar Lisboa um roteiro eficaz para as famílias partirem à descoberta da cidade. Numa lógica de peddy paper, os exploradores ficarão a conhecer ruas, jardins, recantos, artistas, escritores e muitas histórias. É aconselhável levar roupa e calçado confortáveis, um chapéu, uma garrafa de água, uma máquina fotográfica, um lápis e um caderno. Tudo a postos? Que comece a expedição. Primeiro destino: Belém O mapa que inaugura a visita a Lisboa propõe um circuito que durará cerca de três horas e fará com que a família exploradora percorra cinco quilómetros na zona de Belém, mas sem pressas. Ao desdobrar-se o mapa, logo se avisa que o grau de dificuldade é alto. Mas isso é para quem não estiver atento ao que vem descrito no Livro do Explorador, que pode ser lido antes de se começar esta prova pedestre ou ser consultado durante o passeio.

Depois da indicação “inicia o percurso na Rua de Belém, junto aos Pastéis de Belém”, vem o primeiro desafio: “Para poderes avançar, tens de dizer com que especiaria é que se comem estes famosos pastéis.” Há três hipóteses: “canela”, “erva-doce”, “pimenta”. De seguida, diz-se aos exploradores: “Segue em direcção ao Mosteiro dos Jerónimos e vira na segunda rua à direita, no Beco do Chão Salgado. Aqui encontras um padrão. Quantos anéis tem?”

Hão-de seguir-se perguntas sobre o significado das cores da bandeira de Portugal, sobre a nascente do Tejo ou o significado da expressão “velho do Restelo” e ainda um pedido para identificar uma constelação.

“A ideia de dar ferramentas aos miúdos para aprenderem sobre cidades já era antiga”, conta ao PÚBLICO Maria João Baeta, uma das responsáveis pelo projecto e que cuida da parte comercial. “A escolha do formato foi variando”, continua. “Pensámos em tapetes com carros, que atraem bastante os rapazes, mas, ao mesmo tempo, era muito ‘parado’ e tornava-se redutor para os adultos”, explica a ex-funcionária da Câmara de Lisboa e que actualmente é proprietária da loja de brinquedos Nas Nuvens, no Saldanha Residence.

Explorar Lisboa foi apresentado durante a Feira do Livro deste ano, no Parque Eduardo VII, e a equipa conseguiu vender perto de mil exemplares. “Para começar, foi muito bom”, diz Maria João Baeta. No entanto, para já, não consegue definir o perfil dos interessados. “Apareceram alguns avós que compraram o pack para os netos e também vários educadores que adquiriram o Explorar Lisboa para utilizarem nas suas creches e escolas”, descreve a comercial.

O que se tornou claro foi a ligação imediata dos miúdos às ilustrações, cujos protagonistas são três crianças inspiradas em retratos de infância dos sócios do projecto: a própria Maria João Baeta, a arquitecta Márcia Xavier e o publicitário Francisco Leite.

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Mapa 2: Da Casa dos Bicos ao Castelo

Já passeaste por Alfama nesta altura? Há uma planta, muitas vezes chamada “erva dos namorados”, que se vende nesta data e que os rapazes oferecem às namoradas. Sabes como se chama?

Quem é o santo padroeiro de Lisboa: São Vicente ou Santo António?

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O autor das ilustrações, Ricardo Santo, conta ao PÚBLICO, por email, a partir de Barcelona, onde vive actualmente, como foi esta escolha das imagens dos pequenos exploradores: “Tinha lógica que se utilizasse personagens com que eles [os sócios] se identificassem. Foram eles que o sugeriram e eu achei que fazia algum sentido. Se fosse uma coisa totalmente minha, os personagens seriam seguramente outros!”

Designer industrial, de 38 anos, diz que o mais difícil neste trabalho foi desenhar “os mapas dos bairros mais antigos, por terem ruas sinuosas e labirínticas”. E especifica: “Tive de os refazer várias vezes, porque nem sempre as proporções batiam certo. Foi uma luta rua a rua, quase!”

À pergunta sobre se ficou satisfeito com o resultado final, responde assim: “Nunca se está totalmente satisfeito com nada, acho eu. Sinto sempre que há uma quantidade de coisas que podia ter feito diferente, se tivesse a oportunidade de refazer o trabalho. Cada projecto é um degrau na nossa escada evolutiva e a satisfação vem mais de ver o trabalho concluído e de saber que se fez o melhor que se conseguiu. Sabendo também que o próximo trabalho, à partida, tem tudo para sair melhor.”

E o próximo trabalho será sobre a cidade do Porto, a que se seguirá Paris. “A ideia de internacionalizar esteve presente desde o início”, já tinha explicado Maria João Baeta quando nos justificou o nome não português da editora, I Play My City. “Mesmo as cidades portuguesas terão versões noutras línguas, para as famílias de outras nacionalidades que as visitem.” Há também uma espécie de lema que norteia estas explorações urbanas: “Every city is a playground”, que podemos verter livremente para português como “todas as cidades são um parque de diversões”.

Por enquanto, Explorar Lisboa (que custa 14,9 euros) está à venda, na capital, na Edicare Editora, na livraria Pó dos Livros, na loja Nas Nuvens, na Capitão Lisboa e no Museu Arqueológico do Carmo, mas também em Cacilhas, na Casa da Avó Berta. O objectivo, segundo Maria João Baeta, é conseguir ter rapidamente distribuição nacional.

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Mapa 8: Jardim da Estrela

Dirige-te à entrada do jardim. Atenção aos carros: atravessa sempre na passadeira.

Sabes qual é o verdadeiro nome do Jardim da Estrela? Assinala a resposta certa: Jardim da Basílica; Jardim Guerra Junqueiro; Jardim do Coreto

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Para Ricardo Santo, Explorar Lisboa foi um bom exercício profissional: “Foi um projecto onde aprendi alguma coisa do ponto de vista da concepção e comercialização de um produto. Enquanto designer que é ao mesmo tempo ilustrador, quaisquer projectos onde possa explorar e conciliar estas duas vertentes têm para mim o máximo interesse. O que se passa muitas vezes com as pessoas que, como eu, estão mais ligadas à parte da criação, é que nos falta um bocado o contacto directo com essa componente mais comercial. E esse contacto directo abre-nos os olhos para questões das quais normalmente estamos alheados. Há sempre uma certa tendência para complicarmos e para nos perdermos em detalhes.”

O designer – que já tinha criado alguns guias juvenis de museus, para o projecto Museu, Espelho Meu! do Alto-Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural, mas que enquanto ilustrador está “mais virado para a banda desenhada e para um público adulto” – valoriza a interactividade neste tipo de produtos. “O facto de ser um jogo que, além de educativo, estimula os mais novos a irem para a rua e a serem curiosos é muito importante.”

Ricardo Santo gostaria de ter mais possibilidades de ilustrar para o universo infantil. “Infelizmente, oportunidades que valessem a pena tive poucas. Em compensação, já tive muitíssimos convites para trabalhar de graça!”, conta o ilustrador, que foi viver para Barcelona porque a sua companheira teve uma proposta de trabalho irrecusável. “Para mim, foi uma oportunidade de me livrar de uma espiral de contratos de trabalho cada vez mais intermitentes e precários.”

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Mapa 10: Jardim da Gulbenkian

Inicia o percurso na Praça de Espanha.

Estás a ver uma estátua de um pássaro muito grande com um senhor sentado aos seus pés?

Sabes que ave é esta? Uma águia; Um melro; Um falcão

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Belém; Da Casa dos Bicos ao Castelo; Chiado; Da Graça a Santa Clara; Do Príncipe Real à Glória; Dos Restauradores ao Marquês de Pombal; Do Cais do Sodré à Praça do Comércio; Jardim da Estrela; Do Carmo à Baixa e Jardim da Gulbenkian são os dez mapas que irão orientar as famílias (portuguesas ou não) que queiram conhecer a cidade e dela se apropriarem enquanto passeiam. Alegremente.

Mais fotos dos mapas no link.

http://www.publico.pt/local/noticia/familias-a-descoberta-de-lisboa-1703525

 

51 dias 51 crianças – Intervenção Humanitária da Unicef em Gaza

Agosto 17, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança, Divulgação | Deixe um comentário
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© UNICEF SoP Eyad El Babatexto do Facebook da Unicef Portugal de 17 de agosto de 2015.

51 dias 51 crianças – Dia 21: Maryam, 10 anos “Vivo numa casa minúscula no campo de refugiados de Khan Younis. Durante o Verão, fica muito quente no interior da casa; e no exterior não há nenhum sítio seguro para brincar porque há muita gente no campo. Gosto muito de vir à praia, onde posso brincar e diverti-me, mas fica longe de casa. Queria muito que, um dia, o meu campo tivesse um parque e um espaço para brincar.”

‪#‎51days51children: ao fim de um ano, as crianças palestinianas em Gaza continuam a tentar recuperar da devastação causada por 51 dias de confrontos no Verão do ano passado, agravada pelo ritmo lento da reconstrução. As crianças com mais de seis anos já assistiram a três conflitos nas suas vidas ainda tão curtas, e os que têm mais de nove anos apenas não sabem o que é viver sem ser em situação de bloqueio. A UNICEF está no terreno com intervenções humanitárias para ajudar as crianças a recuperar. ‪#‎gaza4children © UNICEF SoP/Eyad El Baba

Via Unicef State of Palestine

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Jogos e atividades para fazer com o seu filho

Agosto 17, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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imagem retirada do Facebook:

Serviço de Consulta Psicológica da UMa

 

 

O que fazer quando as birras tomam proporções épicas?

Agosto 17, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://maegazine.com de 31 de julho de 2015.

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Sabem aquelas crianças que se atiram para o chão aos gritos, a chorar descontroladamente, a bater com as mãos serradas e os pés no chão? Daquelas para quem provavelmente olham para os pais com olhar reprovador, por terem criado semelhante criatura?

Sabem, não sabem? Eu também sei. Tenho uma assim em casa.

(abraço solidário para todos os que me lêem e se revêem nestas cenas)

As birras surgem sobretudo na faixa etária próxima dos 2 anos (por vezes até cerca dos 5). Porquê? Vamos por partes:

  1. Desenvolvimento – o cérebro de uma criança destas idades desenvolve-se a um ritmo alucinante (basta pensarmos nas suas gigantescas aquisições cognitivas, nomeadamente de linguagem). Estão a tentar perceber o mundo. Têm uma visão brutalmente egocêntrica – vêem o mundo à maneira delas – e as capacidades sociais estão ainda pouco desenvolvidas
  2. Personalidade – há crianças que têm um feitio mais fácil, são naturalmente mais obedientes ou calmas ou bem-dispostas. E há os que são mais reactivos, mais assertivos, mais refilões, mais difíceis. É assim, uns têm olhos castanhos e outros verdes ou azuis. Nada a fazer, nasce connosco.

Por isso encontramos birras de diferente amplitude numa escala de intensidade. E há crianças que fazem birras de proporções épicas.

A que se deve a birra?

Diz quem sabe que é uma necessidade por satisfazer. Pode ser medo, fome, falta de descanso, ou uma súbita e imperiosa vontade de fazer uma  coisa qualquer. Mas essa coisa é válida aos seus olhos. E até mesmo importante!

Quando nos vemos numa situação destas, como a acima descrita, sentimos igualmente um turbilhão de emoções, da irritação à vergonha (por ser o nosso filho a fazê-lo), passando pela cólera. As emoções são contagiosas e o mais imediato é respondermos na mesma moeda. Chama-se a isto reactividade emocional.

Vai daí e temos vontade de levantar a voz, dar uma palmada no rabo, arrastar a criança para fora do local onde está a fazer a triste cena ou estas coisas todas ao mesmo tempo. Mas muitas vezes apenas serve para amplificar a birra e a já extravasada emoção da crianças.

Como reagir então?

  1. Manter a cabeça fria (é muuuuito difícil mas essencial). Respirar fundo e contar interiormente até 10 se for preciso
  2. Identificar o que causou a birra – fome? ser contrariado? termos dito que não a qualquer coisa? medo?
  3. Colocarmo-nos na pele da criança para perceber o que está a acontecer. As birras não surgem porque nos querem chatear de propósito. Surgem porque, na sua perspectiva, sentem que o mundo está errado. Pensarmos como seria se estivéssemos no seu lugar (criar empatia) ajuda a percebermos o seu ponto de vista.
  4. Verbalizar e etiquetar a violenta emoção que está a ser vivida:

Estás a sentir-te frustrado porque… Gostavas de ficar aqui mais tempo, não era? Sentes uma grande raiva por não poder… Estás com um bocadinho de medo de… Gostavas de comer aquilo, não era?

  1. Avaliar a nossa própria postura – vale a pena manter o não, ou vale a pena ceder? Há coisas negociáveis e não negociáveis, é preciso ver qual se aplica caso a caso
  2. Mostrar disponibilidade e firmeza. Pode parecer antagónico, mas ambas são essenciais. É tudo o que menos nos apetece, mas muitas vezes um abracinho ou miminho é o que precisam. É provável que não tenham vontade nenhuma de nos dar um abraço (nós ainda menos…), mas estarmos disponíveis para um mal queiram fazê-lo. Eis um exemplo:

Eu sei que gostavas de ficar um bocado mais, mas está na hora de regressarmos. Gosto muito de ti, mas não gosto desta gritaria que estás a fazer. Vamos acalmar? Dás-me um abracinho? 

clica na imagem para guardares o pdf com estas dicas:

Muitas vezes reagimos a quente e fazemos o exacto oposto do que deveríamos, só para descarregarmos a nossa própria frustração. Palmadas, chantagens emocionais (já não gosto de ti se…) e colarmos a acção à pessoa (és mesmo feia/má em vez de dizer agora estás a portar-te muito mal, sei que és capaz de bem melhor) podem resultar a curto prazo, mas vão minando a relação de confiança e segurança entre o nosso filho e nós. Acaba por ser pouco saudável.

A teoria é bem mais simples que a prática, como em quase tudo… Mas a realidade é que não deixamos de gostar do nosso filho por estar a fazer uma fita monumental. Que tal passamos a mostrar isso, mesmo durante uma birra de proporções épicas?

Aqui no Mãegazine vou publicando artigos que me ajudam a ser melhor mãe (e pessoa em geral). Se quiseres segue através do Facebook ou subscreve por mail!

Apesar deste texto ser original, as sugestões são do Doutor Justin Coulson, fantástico psicólogo australiano cujo livro recomendo vivamente e que dá para acompanhar através do Facebook

ilustração de Yin Jun

 


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