Seminário “Queremos ter direito. De ser crianças!”, 11 de setembro, Águeda

Agosto 13, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cpcj

mais informações:

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição, pelo que deve ser feita enviando um e-mail para: cpcjagueda@gmail.com. No caso dos workshops, deve ser indicado qual o tema pretendido e o número de pessoas interessadas.

Qualquer esclarecimento adicional poderá ser remetido para: cpcjagueda@gmail.com ou através do telemóvel: 961954492.

 

24ª Ação de Formação para Animadores – Prevenção de Riscos em Intervenção Social Uma Questão de Direitos

Agosto 13, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança, nomeadamente o Setor Projecto Rua, vai promover de 8 a 10 de Outubro, a 24ª Ação de Formação para Animadores, cujo tema será “Prevenção de Riscos na Intervenção Social – Uma Questão de Direitos”.

A Ação de Formação tem como principais objectivos:

– Adquirir e reforçar conhecimentos teórico práticos que permitam melhorar a intervenção; – Promover a reflexão acerca do papel do técnico enquanto pessoa e profissional; – Promover o conhecimento de estratégias de prevenção do risco; – Partilhar experiências de intervenção com outros profissionais; – Disseminar a metodologia de intervenção do Projecto Rua

Esta ação destina-se a todos os interventores sociais, particularmente a estudantes e profissionais da área das ciências sociais e humanas.

O local será a Quinta das Águas Férreas, em Caneças, e decorrerá em regime residencial/acantonamento. O valor da inscrição é de 50 Euros, estando incluído o alojamento e refeições. Vimos por este meio divulgar o Programa (ainda provisório), o qual se encontra em anexo, enviando também a ficha de inscrição.      As fichas de inscrição devem ser enviadas até o dia 2 de Outubro e devem vir acompanhadas do comprovativo de pagamento por transferência bancária.

Para mais informações, contactar: Paula Paçó, Isabel Porto e Bruno Pio

Tel. 21 781 85 90 Fax: 21 781 85 99 E-mail: iac-prua@iacrianca.PT

Programa

Ficha de Inscrição

Como chegar

 

 

 

 

 

 

 

PsicoBelém para crianças jovens e adultos na Junta de Freguesia de Belém

Agosto 13, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://www.jf-belem.pt/

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Impactos da doença crónica na criança

Agosto 13, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://uptokids.pt/  de 25 de julho de 2015.

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Quando o corpo se torna um lugar de sofrimento

A doença crónica na criança traz alterações no dia-a-dia, com repercussões psicológicas como: angústia, sentimento de anormalidade em relação a outras crianças, culpa sobre os pais, ou mesmo depressão. Com efeito, toda a doença crónica, na criança ou no adulto, coloca questões psicológicas importantes que influenciam e também são influenciadas pelo somático (corpo).

Na doença crónica o corpo torna-se lugar de sofrimento e menos de prazer. É objecto de preocupação e vigilância constantes que implicam alterações de hábitos quotidianos e de qualidade de vida, impacto financeiro, social, escolar, ocupacional e, mais ansiogénico, eminência de morte.

Aquando do diagnóstico da doença, as crianças podem ter diferentes reacções:

– dissociam-se da doença no seu conjunto;

– dissociam-se do que está doente no seu corpo;

– revoltam-se contra a situação que estão a viver e recusam os cuidados (muitas vezes, em negação do seu estado de saúde);

– recebem a terapêutica passivamente, refugiando-se até no sono e mesmo na falta de acção;

– tornam-se mais dependentes dos pais e dos técnicos de saúde;

– assumem a doença, integrando tanto as causas como os efeitos e o respectivo tratamento.

O que de um modo geral se acaba por verificar é que todos estes mecanismos de defesa ou estratégias tendem a atenuar-se aos poucos e estas crianças acabam por encontrar um equilíbrio entre a aceitação do seu estado inevitável e a adaptação (o menos dependente possível), a um elemento novo.

Em termos cognitivos e afectivos verifica-se também empobrecimento da capacidade imaginativa e intelectualidade mais diminuída, o que deriva essencialmente de:

-maior agressividade e dependência por desejo de retorno à figura materna;

– a figura masculina (habitualmente identificada com a autoridade) tende a causar maior ansiedade e inibição na criança;

– relação menos concisa com a imagem corporal;

– incerteza relativamente ao futuro.

A primeira rede de acolhimento, de suporte e de alívio da dor, serão os pais. A criança esperará dos seus progenitores elos de segurança, presença física, amor, tolerância, capacidade de escuta, contenção para a sua angústia.

Então, é expectável que a doença crónica na criança atinja não só esta mas também a sua família. E surgem assim modificações e novas exigências no contexto familiar. Daí que a terapêutica deva prever as relações entre criança – família – técnicos de saúde.

Na criança, a doença crónica (seja ela qual for) pode ser sentida pelos pais como agressão, culpa e até potencial elemento reactivador de (outros) problemas pessoais. Decorre daqui, frequentemente, estados depressivos relacionados com essa decepção, auto acusação, falha narcísica (o bebé / criança imaginário para os pais é substituído pelo bebé / criança real comprometendo, nas suas crenças, a transgeracionalidade).

Igualmente no geral consideram-se as seguintes fases de adaptação psicológica à doença, por parte da família:

– negação da doença no momento do diagnóstico;

– desorganização da família e consequente necessidade de reajustamento familiar às novas rotinas;

– adaptação à doença e aos seus efeitos tendo em conta as características da doença, questões de doenças na família, idade da criança, características da sua personalidade.

Torna-se relevante assumir que a forma como a criança vai lidar com a própria doença depende também da forma como os pais transmitem a sua angústia. Daí muitos autores defenderem que o ajustamento da criança à doença pode depender mais do funcionamento familiar do que da doença em si.

Na fase dos tratamentos é habitual verificar-se uma alteração na relação entre a criança e os pais, uma vez que aquela passa a encarar os médicos e restante pessoal de saúde como figuras de dependência, papel que antes estava só atribuído aos progenitores. Mais uma vez, tal pode exaltar a vivência de problemas de cariz narcísico por parte dos pais.

Estudos revelam que, estatisticamente, são as mães que mais frequentemente acompanham a doença da criança, as que sentem mais as exigências da criança doente e as que se sentem menos apoiadas pelos parceiros e também são elas que, de um modo geral, deprimem mais frequentemente. Ainda considerando as estatísticas, no ajustamento psicológico à doença de um filho, os pais envolvem-se menos (por questões ocupacionais ou por estratégia) e têm níveis de ansiedade mais baixos.

Do lado da criança, na fase do tratamento, esta não deixa de passar por situações potencialmente ou efectivamente traumáticas, sendo aconselhável a presença dos familiares junto da criança.

Já na fase de estabilidade ou de restabelecimento, continua a ser importante o estilo securizante por parte dos pais, o que, sabe-se, nem sempre é fácil conseguir-se, pois estes também necessitam de tempo para adaptação à sua criança restabelecida, além de que a preocupação com o fantasma da repetição do quadro de doença possa levar a comportamentos de oposição do lado dos pais. Nesta altura, a aposta deverá ser a merecida retoma da criança à sua vida do mesmo modo que as outras crianças e privilegiando-se a independência.

Alice Patrício, Psicóloga Clínica, para Up to Kids®

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