Xixi na cama | O que os pais podem fazer?

Julho 30, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://uptokids.pt de 17 de julho de 2015.

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Enurese noturna

Fazer xixi, acidentalmente, na cama durante o sono (enurese noturna), é uma situação relativamente comum em crianças pequenas e não é, necessariamente, um sinal de alarme.

Cada criança tem o seu ritmo e há que respeitá-lo. Poderá ser necessária alguma atenção se existirem outros sintomas, se permanecer com o avançar da idade ou se surge com recorrência e após uma fase em que a criança já foi continente.

Para um melhor enquadramento do problema, importa distinguir entre enurese noturna primária e secundária. No primeiro caso a criança nunca chegou a controlar a urina durante a noite, enquanto que na enurese secundária a criança já conseguiu permanecer “seca”, por um período superior a 6 meses. Sendo situações distintas, há que compreendê-las de forma diferenciada.

No recém-nascido e bebés pequenos, a micção é uma função involuntária muito associada ao ato de mamar. Só a partir, sensivelmente, dos dois anos é que a criança começa a desenvolver a capacidade neurológica de controlar a urina. Colocar a criança no bacio antes dessa altura apenas a ajudará a desenvolver o hábito, ou seja, o comportamento de fazer xixi fora da fralda, mas não garante uma desabituação mais rápida ou mais precoce. Pelo contrário, se houver muita ansiedade ou pressão dos pais para antecipar o controlo da urina pode até ser contraproducente, uma vez que a criança pode desenvolver sentimentos de incompetência.

Sendo, regra geral, a continência diurna adquirida mais cedo do que a noturna, estima-se que cerca de 85% das crianças com mais de 5 anos já conseguem dormir à noite sem molhar a cama. Se o seu filho pertence ao grupo dos restantes 15%, não fique alarmada/o, regra geral a situação acaba por se resolver sem necessidade de intervenção, mas talvez seja útil expor a situação (sem medo de julgamentos e sem vergonha) ao seu pediatra, para que se possadespistar, eventuais, causas biológicas.

Se o seu filho já controlava a urina e sem razão aparente fica novamente incontinente, várias vezes na semana e de forma prolongada no tempo, para além de se recomendar o mesmo despiste médico, no sentido de validar se biologicamente tudo está bem, há que olhar para o problema numa perspetiva mais psicológica ou psicossocial.

Pense um pouco. O seu filho:

  • Foi recentemente para a escola ou jardim-de-infância?
  • Mudou de escola ou de turma?
  • Nasceu um irmão/irmã?
  • Um dos pais (ou familiar próximo) saiu de casa, ou foi, por algum motivo para longe?
  • A dinâmica familiar alterou, ou a família está a passar por um período de vida mais difícil?
  • Algum familiar ou pessoa significativa morreu?

Se a resposta a uma ou mais destas questões for sim, não é fatídico que algo se passe com o seu filho mas, também, não se pode descartar a hipótese de a causa ter uma base psicológica.

Os estudos apontam para uma associação elevada entre a enurese secundária e problemas emocionais, que podem ir desde dificuldades mais ligeiras e contextuais até à depressão ou estados ansiosos graves.

Então, o que pode fazer para ajudar o seu filho?

  • Em primeiro lugar, liberte-se de todos os pensamentos associados a vergonha ou sentimentos de culpa. Enquanto mãe/pai não terá feito nada de errado. Cada criança tem as suas particularidades e reage de forma diferenciada às mudanças de contexto e às contrariedades.
  • Evite evidenciar demasiada preocupação ou ansiedade em resolver o problema. É comum os pais dizerem ao jantar: “não podes beber água senão fazes xixi na cama”. Regra geral, o nosso cérebro “avisa” que é preciso ir à casa de banho e a criança acorda. Se beber menos líquidos vai urinar menos, mas não impede a micção involuntária durante a noite, em particular, nas situações de enurese secundária.
  • Não ralhe, não castigue e não permita que a criança de sinta humilhada. Durante a manhã, a pressa para ir para a escola e para o trabalho, combinada com a frustração ou sentimento de insucesso perante a evidência de mais dia em que o filho molha a cama, pode desencadear respostas mais agressivas por parte dos pais. Evite deixar-se levar pela reatividade e tenha presente que o seu filho não faz (conscientemente) de propósito ou para a/o aborrecer. Lembre-se que ninguém se sentirá pior do que ele.
  • Atue de forma positiva, especialmente e em dose reforçada, sempre que não haja incidentes noturnos. Não deixe de mostrar ao seu filho o quanto o ama, mesmo quando molha a cama e tente promover momentos em que a criança se sente confortável para falar do que sente, do que a estará a assustar ou a preocupar. Aceite e seja solidário, por muito menor que a situação lhe possa parecer. Evite fazer comparações com outras crianças, em particular com os irmãos. Isso só contribuirá para diminuir a sua autoestima e pode levar a que se sinta, ainda pior.

Na dúvida, procure um apoio especializado. Em situações de enurese secundária, um técnico de psicologia clínica poderá ser um bom aliado na resolução do problema.

Helena Coelho, Psicóloga Clínica Psicomindcare, para Up To Kids®

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Fundação Rui Osório de Castro promove campanha no Dia Internacional da Amizade: seja “Amigo do Xi”

Julho 30, 2015 às 3:01 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Infantolatria: as consequências de deixar a criança ser o centro da família

Julho 30, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.contioutra.com  de 7 de maio de 2015.

contioutra

Por Raquel Paulino – especial para o iG São Paulo

Além das complicações na vida dos filhos, como dificuldade de socialização e insegurança, deixar a criança comandar a dinâmica familiar pode prejudicar – e muito – o casal

As atividades da família são definidas em função dos filhos, assim como o cardápio de qualquer refeição. As músicas ouvidas no carro e os programas assistidos na televisão precisam acompanhar o gosto dos pequenos, nunca dos adultos. Em resumo, são as crianças que comandam o que acontece e o que deixa de acontecer em casa. Quando isso acontece e elas já têm mais de dois anos de idade, é hora de acender uma luz de alerta. Eis aí um caso de infantolatria.

“O processo de mudança nos conceitos de família iniciado no século 18 por Jean-Jacques Rousseau [filósofo suíço, um dos principais nomes do Iluminismo] chegou ao século 20 com a ‘religião da maternidade’, em que o bebê é um deus e a mãe, uma santa. Instituiu-se o que é uma boa mãe sob a crença de que ela é responsável e culpada por tudo que acontece na vida do filho, tudo que ele faz e fará. Muitos afirmam que a mulher venceu, pois emancipou-se e foi para o mercado de trabalho, mas não: é a criança que entra no século 21 como a vitoriosa. Esta é a semente da infantolatria”, explica a psicanalista Marcia Neder, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Psicanálise e Educação da Universidade de São Paulo (Nuppe-USP) e autora do livro “Déspotas Mirins – O Poder nas Novas Famílias”, da editora Zagodoni.

Em poucas palavras, Marcia define infantolatria como “a instituição da mãe como súdita do filho e o adulto se colocando absolutamente disponível para a criança”. E exime os pequenos de qualquer responsabilidade sobre o quadro: “Um bebê não tem poder para determinar como será a dinâmica familiar. Se isso acontece, é porque os pais promovem”.

Reinado curto

A verdade é que existe um período em que os filhos podem reinar na família, mas ele é curto. “Quando o bebê nasce e chega em casa, precisa ser colocado no centro das ações, pois precisa ser decifrado, entendido. Ele deve perder o trono no final do primeiro, no máximo ao longo do segundo ano de vida, para entender que existe o outro, com necessidades e vontades diferentes das dele”, esclarece Vera Blondina Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A infantolatria ganha espaço quando os pais não sabem ou não conseguem fazer essa adequação da criança à realidade que a cerca e a mantêm no centro das atenções por tempo indefinido. “Em uma família com relacionamento saudável, o filho entra e tem que ser adaptado à dinâmica da casa, à rotina dos adultos”, afirma a psicóloga.

Segurança ou insegurança?

Na casa da analista contábil Paula Torres, é ao redor de Luigi, de cinco anos, que tudo acontece. Entre os privilégios do garoto estão definir o canal em que a TV fica ligada e o dia do fim de semana em que será servida pizza no jantar. “Acho importante a criança se sentir amada e saber que suas vontades são relevantes para a família”, opina.

Ela conta que seu marido, o também analista contábil Luiz André Torres, não gosta muito disso e constantemente reclama que o filho é mimado demais. “Mas bato o pé e defendo essa proteção. Quando o Luigi crescer, será mais seguro para lidar com os adultos, já que suas opiniões são levadas em consideração pelos adultos com quem ele convive desde já”, acredita.

Não é o que as especialistas dizem. “Se o filho fica no nível dos pais, acaba criando para si uma falsa sensação de poder e autonomia que, em um momento mais adiante, se traduzirá em uma profunda insegurança. Ele sentirá a falta de uma referência forte de segurança de um adulto em sua formação”, explica Vera.

Marcia diz ainda que, ao chegar à idade adulta, esse filho cobrará os pais. “Ele olhará ao redor e verá outras pessoas se realizando independentemente dele. A criança que acha que o mundo tem que parar para ela passar não consegue imaginar isso acontecendo e não está preparada para lidar com a mínima das frustrações. Em algum ponto, acusará os pais de terem sido omissos”.

Para Vera, supervalorizar os pequenos e nivelá-los aos adultos “é o resultado de uma projeção narcísica dos pais nos filhos, que se veem nas qualidades que enxergam em suas crianças”. Marcia concorda: “Isso tudo tem a ver com a vaidade da mãe, que considera aquele filho uma parte melhorada dela própria e, por isso, a criatura mais importante do mundo”.

Os alertas do dia a dia

Muitas vezes, os pais não se dão conta de que estão tratando os filhos como reis ou rainhas, então precisam levar uns chacoalhões da realidade fora de suas casas. “Eles geralmente caem em si quando começa a sociabilização. A escola reclama porque o aluno não respeita as regras, a criança tem dificuldade para fazer amiguinhos porque as outras, com autoestima positiva, não querem ficar perto de alguém que ache que manda em todos”, aponta Vera.

“Em um futuro bem imediato, as reações dos colegas podem fazer a criança perceber que precisa mudar. Ela se comportará com eles como faz com a família e receberá a não-aceitação como resposta. Terá de lidar com isso para ter amigos”, afirma Marcia.

Mesmo assim, ela ainda correrá o risco de não conseguir rever seus comportamentos devido a uma superproteção parental, adverte Vera: “Em alguns casos dá para ela se salvar, mas muitos pais preferem culpar o ‘mundo injusto com seu filho perfeito’, o que impede que ela entenda as necessidades dos outros e reforça seus problemas de inadequação para a adaptação social”.

E como fica o casal?

Além de todas as complicações causadas pela infantolatria na vida dos filhos, ela prejudica – e muito – o casal que a promove. “Na relação saudável, o casal continua sendo o mais importante na família mesmo com a chegada da criança. Se os pais mantêm o filho no centro por mais tempo do que o necessário, acabarão se afastando”, alerta Vera.

“Some o casal. O ‘marido’ e a ‘mulher’ passam a ser o ‘pai’ e a ‘mãe’. E se em uma casa a mãe é a santa e o filho é o deus, onde fica o espaço do pai?”, questiona Marcia. “Muitos tentam entrar, reconquistar seu espaço, mas outros simplesmente caem fora”, constata.

O futuro da infantolatria

Sabendo disso tudo, os pais têm condições de se preparar para evitar os estragos na criação dos filhos. Marcia conta que percebe que as pessoas têm encontrado em sua análise uma saída para a tirania infantil.

“Não sou adivinha, mas creio que o novo arranjo familiar, em que os pais também assumem funções na criação dos filhos e as mães seguem carreiras por prazer, vá ajudar a mudar o panorama, assim como os arranjos homoparentais que começam a ser mais comuns”, diz, para complementar: “Creio que todos os comportamentos continuarão existindo, mas temos a obrigação de trabalhar para reverter esse quadro. O filho não é o centro porque quer, mas porque o adulto permite”.

Vera enxerga o futuro da situação de forma um pouco diferente. “Nossa sociedade é muito apressada e, no geral, não dá espaço para a preocupação com o outro. Isso tende a potencializar esse tipo de problema, a naturalizar para a criança o fato de que ela é o que mais importa, como aprendeu em casa com o comportamento dos pais em relação a ela”, finaliza.

 

Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas – 30 de julho

Julho 30, 2015 às 11:44 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dia

mais informações nos links:

2015 World Day against Trafficking in Persons UNODC

http://www.unodc.org/endht/

El 27% de las víctimas de trata son niños o niñas

 

http://plataformadeinfancia.org/el-27-de-las-victimas-de-trata-son-ninos-o-ninas/

Trafficking in Persons Report 2015

http://www.state.gov/j/tip/rls/tiprpt/2015/index.htm

Notícia do site da Câmara Municipal de Avis sobre Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas

http://www.cm-avis.pt/menu-1/691-dia-mundial-contra-o-trafico-de-seres-humanos-30-de-julho

Mais vale rico que inteligente. Estudo mostra que família rica é fator mais importante para sucesso

Julho 30, 2015 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 27 de julho de 2015.

Brad Flickinger

Um estudo que acompanhou as vidas de 17 mil pessoas mostrou que as crianças ricas tinham maior probabilidade de sucesso do que as pobres mesmo que fossem menos inteligentes.

As crianças que nascem e crescem em famílias ricas têm maior probabilidade de serem bem-sucedidas do que as crianças de famílias pobres, mesmo que as crianças desfavorecidas sejam mais inteligentes. A conclusão é de um estudo realizado no Reino Unido pela Comissão para a Mobilidade Social e Pobreza Infantil, revelado esta segunda-feira.

O estudo analisou as vidas de 17 mil pessoas que tinham nascido na mesma semana em 1970, comparando o que essas pessoas tinham conseguido aos 42 anos. Concluíram que mesmo quando as crianças, aos 5 anos, se tinham saído mal em testes cognitivos, tinham maior probabilidade de ser bem-sucedidas se fossem ricas do que crianças de famílias desfavorecidas que tinham bons resultados nesses testes.

As crianças de famílias ricas tinham 35 por cento maior probabilidade de virem a ganhar bem na sua vida adulta do que crianças mais inteligentes nascidas em famílias pobres. “Existe uma vantagem clara para as crianças que estudam em escolas privadas”, lê-se no estudo, que também encontrou uma correlação entre o nível de educação dos pais e o futuro sucesso das crianças nas suas carreiras.

“Se os políticos estão a falar a sério acerca do seu desejo de aumentar a mobilidade social no Reino Unido, precisam de lidar com as barreiras que impedem as crianças de atingir o seu potencial total, e de remover as barreiras que bloqueiam a mobilidade social para baixo”, acrescentam os investigadores da Comissão que realizou o relatório.

Com o termo “mobilidade social para baixo”, os investigadores referem-se à dificuldade que existe em mudar de classe social para uma menos favorecida quando se pertence a famílias muito ricas. Tal como é difícil para as crianças pobres alcançarem estatutos socioeconómicos superiores ao longo da vida, existe aquilo a que chamam um “chão de vidro” que impede que as crianças de famílias ricas sejam significativamente menos bem sucedidas que as famílias, mesmo que sejam menos inteligentes que as restantes.

 

 

Escola de Verão Crianças e Jovens – condições de vida, problemas e riscos (31 Agosto a 4 de Setembro)

Julho 30, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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jovens

De 31 de Agosto a 4 de Setembro no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

mais informações:

http://www.opj.ics.ul.pt/index.php/noticias/268-escolas-de-verao#anc2

Nas sociedades contemporâneas, crianças e jovens vivem entre vários palcos sociais (família, escola, grupo de pares, entre outros), cujos valores e práticas nem sempre são convergentes. Acresce que as sociedades são, hoje, mais multiculturais – facto potenciado, aliás, pelas novas tecnologias de informação e comunicação. Esta ampliada diversidade de experiências sociais por parte de crianças e jovens suscita, em alguns casos, tensões e conflitos que podem configurar problemas sociais complexos. O conhecimento cientificamente fundamentado destes fenómenos revela-se ferramenta fundamental para a construção de novas respostas sociais a tais problemas.

O objetivo central desta Escola de Verão é proporcionar formação atualizada sobre a atual complexidade e pluralidade dos mundos da infância e juvenis, bem como promover a capacitação de recursos humanos aptos a desenvolver, em diferentes níveis, modelos de abordagem a problemas sociais complexos

Esta escola de Verão é dirigida a alunos de mestrado e doutoramento, investigadores, jornalistas, profissionais de saúde, técnicos do serviço social, professores do ensino básico e secundário, técnicos superiores e funcionários da administração pública, de associações públicas, privadas e cooperativas, membros de organizações não-governamentais, bem como quadros de empresas – especialmente envolvidos, no seu quotidiano profissional, com crianças e jovens.


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