Crianças abandonadas são uma das faces humanas da crise na Grécia

Julho 25, 2015 às 4:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 22 de julho de 2015.

ouvir a reportagem no link:

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=4693440&page=-1

Reuters

Cada vez há mais pais que entregam os filhos nos orfanatos, porque não têm dinheiro para os alimentar. Mas muitas das crianças são abandonadas.

EM desespero devido à crise, muitos pais tornaram-se alcoólicos, toxicodependentes, violentos ou suicidaram-se, acabando por abandonar os filhos.

A Sky News conta que ainda este mês um pai optou por matar-se deixando os 3 filhos com um familiar.

Numa das maiores instituições de caridade para os mais novos quase não há dinheiro para dar uma vida digna às quase 400 crianças que lá vivem. O presidente, que criou a instituição a pedido de um filho que morreu, conta que anda a contactar cidadãos gregos no estrangeiro para ver se podem ajudar.

Também os hospitais se depararam com o mesmo problema: as grávidas dão à luz e deixam os filhos para trás.

Durante 6 meses essas crianças mantém-se sem nome e numa ala especial do hospital.

Os médicos e enfermeiros ainda têm a esperança de que os pais possam voltar, mas esses são os casos raros, o mais certo é estes bebés seguirem para um orfanato.

O diretor de um dos hospitais disse à Sky News que aos gregos juntam-se as migrantes grávidas e que usam a Grécia como ponte para outros países e quase todas deixam os filhos par trás.

Margarida Serra

 

 

 

 

Pintura revela menino defensor dos direitos de crianças com deficiência

Julho 25, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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© UNICEF Mocambique, 2015, Julio Dengucho

© UNICEF Mocambique, 2015, Julio Dengucho

William, de 14 anos de idade, retratou a sua visão pessoal dos direitos das crianças, durante o Atelier de Pintura promovido pelo UNICEF, no quadro da “Festa da Música”.

Maputo Cidade, CCFM, 30 de Junho de 2015 – “Pintei este quadro representando uma criança numa cadeira de rodas, na sala de aulas, porque tenho uma vizinha com deficiência física, que quando tinha 8 anos ainda não ia à escola porque os pais não lhe deixavam”.

William, de 14 anos de idade, retratou a sua visão pessoal dos direitos das crianças, durante o Atelier de Pintura promovido pelo UNICEF, no quadro da “Festa da Música”, no passado dia 20 de Junho, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, onde participaram cerca de 100 crianças mobilizadas pela Rede da Criança, para fazer pinturas sobre os direitos da criança em Moçambique.

Com o seu pincel, William retratou a história da vizinha, cujo direito à educação não era exercido por ter deficiência. Ao não deixá-la ir à escola, os pais pretendiam evitar que outras crianças isolassem ou gozassem a sua filha.

“Eu disse para a minha avó que a minha vizinha tinha direito à educação, apesar de ter deficiência. Pedi que aconselhasse os pais a levarem-na à escola. Ela falou-lhes dos desafios que ela teria no futuro sem educação, e encorajou-lhes a matricularem-na. Eles acabaram por aceitar. No ano seguinte, ela começou a estudar.”

Graças à Associação Pastoral Tintsalo, voltada ao apoio comunitário e, sobretudo, à consciencialização sobre os direitos da criança, William tornou-se um grande defensor dos seus pares. “Antes de estar na associação, eu só falava dos nossos direitos, mas agora aprendi a defendê-los, para que sejam cumpridos”.

O pintor de palmo e meio também defende que as crianças com deficiência devem beneficiar da educação formal. “Há muitas crianças com deficiência física que só ficam em casa. Isto não é bom”, disse William. “Os seus encarregados devem levá-las à escola porque também são o futuro do nosso país e merecem os mesmos direitos que as outras”.

Neste dia, para além do Atelier de Pintura, vários momentos caracterizaram a ocasião, como a actuação musical da cantora Neyma, Embaixadora Nacional do UNICEF, e a apresentação da peça teatral com fantoches sobre os direitos da criança e o casamento prematuro.

 

UNICEF Moçambique


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