Um em cada dez alunos do secundário nunca leu um livro até ao fim

Julho 18, 2015 às 4:01 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site http://pagina1.sapo.pt de 10 de julho de 2015.

O estudo revela ainda que 14% das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa.

Cerca de 10% dos alunos do secundário nunca leram um livro até ao fim, revela um estudo realizado em 15 escolas secundárias do programa “Ler+Jovem”, apresentado esta sexta-feira em Lisboa.

“No ensino secundário, num nível de ensino em que muitos pretendem aceder ao ensino superior, 10% dos alunos nunca leu um livro até ao fim. É um dado que nos deve pôr a pensar”, diz à Lusa Leopoldina Viana, da Universidade do Minho e responsável pelo estudo.

O estudo decorre desde 2013 no âmbito da iniciativa “Ler+Jovem” e será apresentado esta sexta-feira à tarde, em Lisboa, no primeiro encontro nacional de escolas participantes neste programa.

A ideia é, segundo a responsável, perceber o que é que os alunos lêem, onde lêem e quais as suas preferências.

Globalmente, adiantou Leopoldina Viana, os alunos lêem e, desde que é feito o estudo, não se têm registado grandes variações em termos de leitura.

14% das famílias sem livros

O estudo revela ainda que 14% das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa e que um quarto dos alunos afirma que não gostava de ler em criança porque tinham dificuldade de compreender o que liam.

“É um dado importante para investir mais na compreensão da leitura nos anos iniciais”, afirma Leopoldina Viana.

Leopoldina Viana manifesta ainda preocupação pelo facto de o professor como motivador de leitura aparecer em último lugar entre as motivações dos alunos para lerem. “Dá-nos a entender que há trabalho a fazer e que o professor tem que ter um papel mais activo nesta área.”

A procura do conhecimento e de actualização são as principais motivações apontadas pelos alunos para ler, bem como a influência do grupo de amigos.

Os alunos do secundário lêem literatura sobretudo nos tempos livres e nas férias, conclui ainda o estudo, que revela, contudo, um “uso intensivo das bibliotecas escolares”.

O livro continua a ser o suporte preferencial de leitura e, entre 2013 e 2014, registou-se uma diminuição do número de alunos que acede à internet e que tem computador.

“Provavelmente tem que ver com a crise e as dificuldades económicas”, refere Leopoldina Viana.

Leopoldina Viana sublinha ainda que os alunos escolhem por vezes um tipo de literatura que não é aconselhada pela escola, o que leva os professores a pensarem que os alunos não são leitores.

“Há muitos jovens que lêem bastante, lêem um tipo de literatura que não é muito consagrada do ponto de vista académico e relativamente à qual os professores fazem tábua rasa. Se calhar é preciso que a escola pense nesta leitura e possa integrar este tipo de leitura para seduzir o leitor”, disse.

 

Ler+Jovem

http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/projectos.php?idTipoProjecto=57

 

124 milhões de crianças e adolescente no mundo não têm acesso à escola

Julho 18, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Cerca de 124 milhões de crianças e adolescente a nível mundial não têm acesso à escola, quando a ajuda internacional à educação continua abaixo dos níveis de 2010, denunciou a UNESCO num relatório hoje divulgado.

De acordo com o Relatório de Observação Global da Educação para Todos, uma publicação independente autorizada pela UNESCO, o número de crianças e adolescentes que nunca entraram numa sala de aula “aumentou para níveis preocupantes” nos últimos anos.

Dos cerca de 24 milhões de crianças nesta condição, as mais desfavorecidas são raparigas, sendo que, só no sudoeste asiático, 80% dos menores suscetíveis de continuarem fora da escola são do sexo feminino, em comparação com 16% dos rapazes, refere o estudo.

Face aos resultados do estudo, a diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Irina Bokova, apelou aos países para que “assumam compromissos sérios” no sentido de aumentar a ajuda à educação.

A responsável da agência da ONU considerou que caso a ambiciosa meta traçada pela comunidade internacional, de garantir o acesso livre e equitativo da qualidade de educação por 12 anos, não seja cumprida, a iniciativa poderá “permanecer indescritível para milhões de crianças e jovens” afetados.

Também o diretor do Relatório de Observação Global, Aaron Benavot, considerou que “a menos que os doadores levem a sério a questão do financiamento, as metas e as promessas de progresso não são suscetíveis de serem cumpridas”.

Aaron Benavot destacou que, apesar de ter havido um aumento de 6% na ajuda à educação, os níveis de investimento são 4% mais baixo hoje do que em 2010 e há risco de estagnação nos próximos anos.

A UNESCO estima que são necessários 35 mil milhões de euros para garantir a educação gratuita para todos em países em subdesenvolvimento e assinala que, para colmatar o défice, os doadores devem aumentar seis vezes a sua ajuda para o setor.

 

Lusa/SOL


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