Gravidez na adolescência: muitas desejam ser mães

Julho 6, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt de 29 de junho de 2015.

Alenka 16 mãe solteira

Alenka 16 mãe solteira

O projecto fotográfico “Teen Mom” resulta de quatro anos de trabalho de Christian Rodriguez no acompanhamento de casos de mães adolescentes em três países da América Latina: o Brasil, o México e o Uruguai, onde a gravidez adolescente atinge proporções preocupantes. Rodriguez é filho de uma mãe adolescente e o assunto sempre o interessou. “Quando dei início a este projecto já sabia que seria um projecto para muitos anos. Todos os projectos que desenvolvo no campo da fotografia documental têm uma relação com a minha história pessoal.” Durante a sua investigação, Christian Rodriguez conheceu casos muito díspares, mas com um denominador comum, o abandono escolar, que aponta como a verdadeira origem do problema. “Estes países são essencialmente machistas e há preferência pelos rapazes, para que estudem, e para que as raparigas fiquem em casa a limpar e a tratar da roupa e dos filhos.” A falta de objectivos ou de perspectivas de futuro leva algumas adolescentes a desejar ter um filho logo que possível. “Ser mãe, ter um bebé, para ela significa ter algo, ter um projecto”, disse o fotográfico uruguaio ao P3, que segue, agora, em direcção à Nicarágua, onde dará início a uma nova etapa do projecto. Lê a entrevista aquiAna Maia

mais fotos no link:

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/17009/gravidez-na-adolescencia-muitas-desejam-ser-maes

 

Dar de mamar é normal, seja num jardim ou num lago

Julho 6, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/  de 26 de junho de 2015.

Ivette Ivens

Dar de mamar é uma “coisa completamente normal”. Pode ser “desconfortável, confuso, por vezes até doloroso”, mas não deveria estar reservado à privacidade do lar ou de outras quatro paredes. Deveria ser um acto público, considera a fotógrafa Ivette Ivens. Por isso, em “Breastfeeding Goddesses” retrata mulheres a amamentar os seus bebés em todo o lado. Vemos mães no meio de jardins, florestas, cidades ou lagos, sem vergonha ou incómodo. Para lutar contra o estigma que ainda rodeia a amamentação em público, como conta a fotógrafa ao Huffington Post. “Esqueçam o cobrir o peito, o amamentar numa casa-de-banho pública, as restrições de idade. É entre a mãe e o seu filho.” Ivette sabe do que fala. Com 25 anos, é mãe de dois filhos: “Amamentei-os onde queria. Da igreja a festas, de mercados agrícolas a lojas de design de luxo. Acredito que as mães devem dar de mamar aos seus filhos sempre que eles querem.” A fotógrafa, nascida na Lituânia mas a viver em Chicago, é também uma defensora da amamentação prolongada, tema ao qual dedicou a sua última exposição. Ela própria deu de mamar a um dos seus filhos até aos três anos de idade. “As crianças sabem quando é a altura certa para o desmame. As mães também. Os estranhos não sabem, por isso não se deveriam importar.” No livro “Breastfeeding Goddesses“, que será lançado no final deste ano, Ivette Ivens retrata “o que cada mulher sente ao dar de mamar”: um acto “puro, belo, santo e celestial”.

 

mais fotos no link:

http://p3.publico.pt/cultura/exposicoes/17273/dar-de-mamar-e-normal-seja-num-jardim-ou-num-lago

Jornadas Luso-Brasileiras sobre Parentalidade: “Intervenções no âmbito do Direito da Família – A Conflitualidade Parental” realiza-se amanhã

Julho 6, 2015 às 10:53 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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(c) Lapencia | Dreamstime.com

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A ASOS – Associação Soltar os Sentidos e o Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados organizam conjuntamente as Jornadas Luso-Brasileiras sobre Parentalidade com o título “Intervenções no âmbito do Direito da Família – A Conflitualidade Parental”, tendo o apoio da Sociedade Brasileira de Psicologia Jurídica e da Associação Brasileira Criança Feliz.

Estas jornadas realizar-se-ão no dia 07 de Julho pelas 15h00 no Auditório do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados.

A entrada é livre mas com inscrição obrigatória através do link:
https://docs.google.com/forms/d/1bnaTn41mQOTvECj7jTd5NdnV2hLAXbHfMgs0Ly4lXpA/viewform?c=0&w=1

Pretende-se um momento de reflexão e partilha de conhecimentos sobre alguns aspectos do fenómeno da Conflitualidade Parental e as suas derivações, que de forma emergente vêm assolando os Tribunais de Família e Menores e para os quais a sua resposta e a dos profissionais intervenientes não tem estado à altura da rápida e assertiva necessidade de protecção das Crianças.

Abordar-se-á o fenómeno da Alienação Parental e a sua caracterização, haverá um exercício de direito comparado entre Portugal e o Brasil sobre a égide da prevenção da conflitualidade parental e suas derivações, será igualmente abordada a questão das perícias psicológicas forenses no âmbito da regulação das responsabilidades parentais e por último será apresentado um study-case português, correspondendo a um dos mais graves casos conhecido publicamente de conflitualidade parental levado ao extremo.

Os destinatários são: advogados, advogados estagiários, magistrados, profissionais da psicologia, serviço social, mediadores familiares, educadores, estudantes, investigadores com interesse na temática e outros profissionais que se dediquem à conflitualidade parental e alienação parental.

Por que é que o país da école maternelle é tão “confortável para se ter filhos”?

Julho 6, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Público

Andreia Sanches (texto, em França), Miguel Manso (fotografia), Vera Moutinho (vídeo) e Joaquim Guerreiro (infografia)

A França é hoje o país mais fértil da União Europeia: quase 2 filhos por mulher. Portugal, país de filhos únicos, não passa dos 1,21. Em 2014, o concelho de Alcoutim registou a mais baixa taxa bruta de natalidade do país e nos últimos 20 anos perdeu 20% da sua população.

Portugal tem o mais baixo índice de fecundidade. A França, que nos anos 1990 tinha visto o número de filhos por mulher baixar, tem hoje o mais alto. De que forma pode o país da école maternelle inspirar Portugal a resolver um dos seus problemas mais estruturais?

Solen Bodilis trabalha em part-time — 80% do horário normal, “o que também significa 80% do salário e 80% das férias”, mas é uma forma de ter as quarta-feiras livres para estar mais tempo com os quatro filhos. A geóloga de 45 anos fez uma escolha bem mais comum em França do que em Portugal: um terço das francesas trabalha a tempo parcial. Nascida na Bretanha, é casada com António Pires da Cruz, um engenheiro mecânico português de 44 anos. Vivem em Rueil-Malmaison, cidade tranquila de 80 mil habitantes, na margem esquerda do Rio Sena, a poucos quilómetros de Paris.

Ao fim da tarde, o centro é invadido por mães e pais com carrinhos de bebé e crianças a andar de bicicleta. Na montra de uma pastelaria, cheia de bolos de cores garridas, há um letreiro que convida a comprar um doce para oferecer no Dia das Mães, que aqui se assinala no último domingo de Maio. Estamos em França, o país com o maior índice de fecundidade da União Europeia. Portugal está no outro extremo: é o menos fértil.

Com uma média de dois filhos por mulher, que se tem mantido estável, a França consegue estar na confortável situação demográfica de ter “a substituição das gerações garantida”, nota Claude Martin, responsável pela cadeira de Protecção Social na Escola de Altos Estudos em Saúde Pública, em Rennes, e director do Centro de Investigação da Acção Política na Europa, que tem sede na Universidade de Rennes 1.

Desde o início da década de 30 do século passado que as políticas de família francesas se baseiam na promoção da natalidade , explica Claude Martin. Mesmo assim, ao longo dos anos de 1970, o país ainda assistiu, como outros europeus, a uma quebra, “com a generalização dos métodos contraceptivos e da ideia de que havia que concentrar energias num número menor de crianças”. Em 1995, o índice de fecundidade atingiu os valores mais baixos: 1,65 filhos por mulher. Depois, algo mudou. E muito: “A recuperação assumiu estes números: de 760 mil nascimentos em 1995, para 808 mil, em 2000, e 833 mil, em 2010.”

França seguiu, portanto, o sentido inverso de Portugal que, em 2013, o último ano para o qual há dados, apresentava um índice de fecundidade de 1,21. O que explica a retoma francesa? Essa é a pergunta difícil, diz Claude Martin. Mas foi essa que fomos fazer a famílias e especialistas no assunto. E mais esta: de que forma pode a França inspirar Portugal a resolver um dos seus problemas mais estruturais?

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Mais tempo com os filhos
Regresso a Solen Bodilis e António Pires da Cruz, em Rueil-Malmaison. Com a família a crescer, o casal trocou um apartamento de 70 metros quadrados, no centro, por uma bem mais espaçosa moradia alugada, com um jardim nas traseiras e um balouço. Recebem-nos com Tiago, 16 anos, Anna, 15, Aël, 9, e Sara, 5 — todos frequentam escolas públicas.
Há uns anos chegaram a ter em casa uma ama, que partilhavam com outra família para que os 1400 euros que ela ganhava não pesassem tanto no orçamento familiar. O Estado ajudava a pagar parte dos encargos sociais da funcionária (Segurança Social, seguros, etc…) e parte do salário dela era deduzível nos impostos.

Solen trabalha numa empresa em Paris, a “40 minutos de comboio se tudo corre bem”, e António faz investigação na área de motores automóveis, num instituto semi-público, a poucos minutos de bicicleta. Organizaram-se com outras famílias para que cada dia da semana seja uma diferente a levar de carro os miúdos mais velhos ao Lycée International de Saint Germain en Laye — todas têm carros onde cabem seis ou sete crianças. Só Aël e Sara não precisam desta boleia, a escola delas é perto de casa.

Esta organização informal entre famílias é comum em França. Outro exemplo: em várias cidades vêem-se sinais de “Pédibus” nas ruas  — são uma espécie de sinal de trânsito, colocado nos passeios, onde a uma hora pré-determinada as crianças se juntam com a certeza de que há um pai ou uma mãe que levará todos para a escola, a pé, em segurança. Lê-se num desses sinais que assim se evita o caos (“e a poluição”) dos carros parados junto aos portões das escolas à hora das entradas e das saídas.

Foi quando Aël nasceu que Solen decidiu trabalhar menos horas por semana. “É um direito em França”, sublinha. Os empregadores não podem recusar, têm de manter o posto de trabalho de quem quer gozar o chamado “complément de libre choix d’activité” (em 96% dos casos mulheres) e o trabalhador pode reduzir o horário, ou até cessar totalmente a actividade, até ao terceiro ano de vida do filho.

A Caisse Nationale des Allocations Familiales (Caf) — o braço familiar da Segurança Social francesa — encarrega-se de pagar ao trabalhador o dito “complément”, uma espécie compensação para minimizar a redução ou a perda de salário.

“Eu recebia 100 e tal euros por mês e foi assim até aos 3 anos da Aël”, conta Solen. “Depois fiquei sem receber algum tempo, mas mantive o part-time. Depois, voltei a receber após o nascimento da Sara, outra vez até aos 3 anos.” Com alguma polémica à mistura, a lei mudou no ano passado e as regras e duração do “complément” encurtaram, mas isso já não afecta Solen.

Findo o período legal desta licença, o empregador pode dizer que não quer que o trabalhador continue a part-time. “Mas isso não aconteceu comigo”, continua. E não acontece com muitas outras mulheres de profissões mais qualificadas que, diz, mesmo estando a 70% ou 80%, acabam por fazer quase o mesmo trabalho que fariam com um horário completo. Às quartas-feiras, quando não vai trabalhar, a geóloga mantém muitas vezes o computador de casa ligado.

No ano passado, 480 mil famílias optaram, após a licença de maternidade , por reduzir ou parar a sua actividade e receberem o “complément”.

 

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 Ler o resto da reportagem e ver o vídeo no link:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/por-que-e-que-o-pais-da-ecole-maternelle-e-tao-confortavel-para-se-ter-filhos-1699999

 


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