Portugal tem seis mil crianças com doenças incapacitantes

Junho 29, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da SIC Notícias de 20 de junho de 2015.

Ver a reportagem no link:

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-06-20-Portugal-tem-seis-mil-criancas-com-doencas-incapacitantes

sic

Em Portugal há seis mil crianças com doenças incapacitantes que precisam de cuidados de saúde continuados. O apoio ao domicilio não chega a todas e muitas famílias enfrentam dificuldades para cuidar destas crianças. Algumas acabam abandonadas nos hospitais ou em instituições.

 

Maria de Lourdes Levy. Morreu a matriarca da pediatria portuguesa

Junho 29, 2015 às 1:09 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 29 de junho de 2015.

2015-06-29-levy

A pediatra Maria de Lourdes Levy (1921-2015) D.R.

Pedro Cordeiro

Segunda mulher a doutorar-se em Medicina em Portugal, tinha 93 anos e dedicou a vida às crianças. Foi múltiplas vezes premiada e envolveu-se em inúmeras organizações ligadas à saúde dos mais novos.

Morreu no sábado, em Lisboa, a pediatra Maria de Lourdes Levy, antiga diretora do serviço de pediatria do Hospital de Santa Maria e referência na medicina portuguesa. Nascida há 93 anos em São Tomé e Príncipe, Maria de Lourdes Levy veio para Lisboa com 14 meses de idade. O local de nascimento deveu-se ao facto de o pai, também médico, estar no arquipélago de passagem para Luanda. Grande defensora da humanização dos cuidados hospitalares, foi a segunda mulher doutorada em medicina em Portugal, em 1958 depois de Cesina Bermudes.

Moderna e independente, sofreu, então, “as agruras de ser uma mulher” a querer ascender a tal grau académico, contou ao Expresso o seu filho, o também pediatra António Levy Gomes. Embora aprovada com classificação média, ouviu o professor Almeida Lima, membro do júri, dizer que faria melhor em ser dona de casa. Só depois do 25 de Abril de 1974 assumiu um papel mais proeminente, quando convidada a prosseguir a carreira académica pelo amigo – e também pediatra – Mário Cordeiro e por Carlos Salazar de Sousa, outro vulto da pediatria. Veio a ser uma figura respeitadíssima dentro e fora do país, quer pelo seu percurso profissional quer pelas qualidades humanas e a afabilidade que o autor destas linhas (declaração de interesses) teve a sorte de testemunhar desde criança.

Professora catedrática na Universidade de Lisboa, Maria de Lourdes Levy deu a cara pela Carta da Criança Hospitalizada, um documento que defendia perante os seus alunos e que visava, nomeadamente, melhorar as condições das visitas e do acompanhamento que os pais podiam dar aos filhos internados. A criança maltratada e a degradação da qualidade dos serviços em tempos de cortes orçamentais foram outras grandes preocupações suas. Foi pioneira ao dedicar-se à Medicina dos Adolescentes, Genética e Pediatria Social.

Reforma não a fez parar

A pediatra reformara-se em 1991 e, já depois disso, recebeu o grau de grande oficial da Ordem de Mérito (entregue em 1992 pelo Presidente Mário Soares), a medalha de prata do Ministério de Saúde e a medalha de Mérito da Ordem dos Médicos (2003), entre outras distinções. Também foi dirigente da Revista Portuguesa de Pediatria e duas vezes presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, além de fundadora da Liga Portuguesa contra a Epilepsia e da Sociedade de Doenças Metabólicas. Pertenceu ao Conselho das Ordens de Mérito Civil durante a presidência de Jorge Sampaio.

Sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança (IAC), Maria de Lourdes Levy foi membro de um grupo de trabalho para a Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança e do Grupo de Trabalho. “A minha maior motivação é ajudar os outros, porque não gosto de ver a vida parada. Custa-me ver as coisas à nossa mão e as pessoas não olharem nem se servirem delas”, disse à revista Activa quando nomeada por esta para mais um galardão. O IAC e a Escola Superior de Educação João de Deus, a cujo Conselho Científico presidiu, foram as instituições a que mais se entregou nos últimos anos. “Foram muito importantes para se sentir útil e ainda ligada a esta vida”, garante o filho António Levy Gomes.

Maria de Lourdes Levy foi casada com o médico António Ferreira Gomes, precocemente falecido em 1974. Mãe de António Levy Gomes e da também pediatra Leonor Levy Gomes, teve quatro netos e três bisnetos. Apesar da origem judaica do seu apelido, dizia-se sem religião e nunca quis militar em partidos políticos. Deixou vasta obra publicada aquela a quem o também pediatra José Miguel Ramos de Almeida chamou, apropriadamente, “matriarca da pediatria portuguesa”.

 

 

 

 

 

 

 

Campanha alarmante mostra que crianças não conhecem legumes

Junho 29, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.hypeness.com.br de junho de 2015.

Já pensou em pedir para seu priminho mais novo, sobrinho ou filho desenhar qual sua comida preferida? Para muitas crianças, a resposta certa inclui muita gordura e praticamente nenhuma fruta ou vegetal. Quer dizer… batata frita pode ser considerada vegetal?

O problema fica exposto em um vídeo criado pela Amil para conscientizar os pais sobre a obesidade infantil, que é um reflexo direto da má alimentação aprendida em casa. No vídeo, a nutricionista Ana Maria Roma alerta sobre a falta de conhecimento da crianças: “as crianças não conhecem a origem dos alimentos. A origem dos alimentos são os pacotes”.

E a prova disso é que, quando convidados a desenhar seus alimentos preferidos, os pequenos não têm dúvidas na hora de colocar pizzas, chocolates e batatas fritas no papel. Mas nenhuma delas parece saber exatamente o que é uma beterraba, uma rúcula ou um inhame. Olha só:

 

A educação já não quer (só) o quadro preto, o lápis e o caderno

Junho 29, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Observador de 20 de junho de 2015.

Getty Images

Catarina Marques Rodrigues

Ensinar o corpo humano com vídeos do YouTube e fazer resumos das aulas com um tweet. Demorar cada aula pelo tempo que cada aluno demora a aprender. A educação já não é o que era?

Estamos a assistir a uma revolução na forma de educar os nossos alunos? Os exemplos e as opiniões de especialistas dizem que sim. A mudança não só é uma realidade, como uma necessidade. A Quartz debruça-se sobre o conceito de blended learning — um programa de educação em que o estudante aprende, pelo menos em parte, com recurso a conteúdos pela via digital e dos media. Estendendo este conceito ao máximo, temos a base da Khan Academy, que disponibiliza vídeos online sobre todas as disciplinas e para todos os anos, com explicações interativas. Dos mais de dois mil vídeos, consta, por exemplo, um sobre “o que são as células” e outro sobre “o que é a inflação”.

Em vez de se medir o tempo passado na sala de aula (duas horas de português, duas horas de matemática, duas horas de ciências da natureza), há quem esteja a propor que a educação se vá orientando pelo tempo que o aluno demora a aprender cada matéria. Ou seja, se o aluno aprender os conteúdos de português numa hora e os de matemática em três, então essa adaptação vai-se fazendo de forma personalizada, em vez de se cumprir o tempo definido a passar na sala de aula. Este é um modelo já seguido em algumas escolas de New Hampshire (EUA), conta a publicação.

A revolução do digital já está em todo o lado e motivou académicos e especialistas a escrever a “Open Letter on the Digital Economy” (Carta aberta sobre a economia digital). Os subscritores recomendam uma série de políticas públicas aos EUA para aproveitarem as vantagens das ferramentas digitais. Uma das áreas em destaque é precisamente a educação. “Temos de reinventar a educação, sobretudo nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Temos de nos afastar de uma aprendizagem mecânica e temos de nos basear mais nas nossas capacidades tão únicas, como a criatividade e as relações interpessoais”, lê-se no texto.

“Durante as últimas décadas o nível de educação estagnou e, ao mesmo tempo, a necessidade de competências que estão ligadas à explosão das tecnologias digitais continua a aumentar”, recomendam os subscritores, entre os quais estão professores da Universidade de Toronto, da Harvard Business School e os vencedores do Prémio Nobel de Economia de 2007 e 2013. “Temos de redesenhar a forma como educamos em todos os níveis, e usar o poder das tecnologias digitais”.

A resistência à mudança sente-se também em Portugal. Em outubro, David Rodrigues denunciava na conferência “A Inclusão nas Escolas” que os professores estão muitas vezes “pouco disponíveis para modificar a sua forma de ensinar”. Em entrevista ao Observador, o professor catedrático na Universidade Portucalense e diretor da revista “Educação Inclusiva” referia que os docentes deviam usar a internet, as redes sociais e os dispositivos móveis para ensinar, já que são ferramentas próximas dos alunos. E exemplificava. “Há professores nos Estados Unidos que pedem um resumo da aula aos alunos com um tweet.

David Rodrigues sugere que se use filmes do YouTube para explicar uma matéria ou que se use o Facebook para comentar uma fotografia e falar sobre um assunto. “Não coloquem as novas tecnologias fora da escola. Aceitem-nas para que elas possam contribuir”, pede o especialista.

Há professores a pensar: ‘como é que eu vou dar o corpo humano?’ Não é nada difícil, há cinco mil vídeos no YouTube sobre o corpo humano”, explica

“A maior parte dos professores pensa; ‘uma coisa é aula, que tem o livro, o caderno de fichas e o quadro preto, e outra coisa são os smartphones e os tablets. Errado. A escola do século XXI tem de ser diferente porque os alunos são diferentes”, remata o professor.

 

 


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