Crianças e Jovens: Uma responsabilidade de todos – Gavião – CineTeatro Francisco Ventura

Junho 25, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cartaz

Data limite inscrições 3 de julho

Inscrições e informações no link:

http://www.cm-gaviao.pt/pt/2012-10-04-09-52-36/lista-de-eventos/icalrepeat.detail/2015/07/08/404/-/criancas-e-jovens-uma-responsabilidade-de-todos

 

Exposição O Capuchinho Vermelho nas Línguas da União Europeia

Junho 25, 2015 às 12:28 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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exposição

Esta iniciativa, de entrada livre, decorre de 24 de junho a 3 de julho nas instalações do Espaço Europa, centro de informação europeia do Gabinete do Parlamento Europeu e da Representação da Comissão Europeia em Portugal, no Largo Jean Monnet, n.º 1, R/C, em Lisboa.

A inauguração da exposição realiza-se no dia 24 de junho de 2015, pelas 18h00. A sessão contará com um momento de leitura da obra em várias línguas.

Os funcionários da Direção-Geral da Tradução, da Comissão Europeia, destacados em cada um dos Estados-Membros resolveram reunir este conto nas 24 línguas que atualmente são as línguas oficiais da União Europeia. Trata-se de uma forma de sensibilizar o público não só para a diversidade cultural da Europa mas também para a sua vertente multilingue.

Esta exposição representa um esforço de aproximar a Europa dos seus cidadãos através de um dos seus aspetos mais diferentes: as línguas. Estes livros, tal como o próprio conto em si, têm viajado um pouco por toda a Europa e está previsto que continuem a ser lidos por falantes de cada uma das línguas. Trata-se de uma oportunidade única de ver, tocar e ouvir, num só local, o mesmo conto nas suas diferentes versões e, sobretudo, em línguas mais ou menos diferentes.

Representação da Comissão Europeia em Portugal

 

Como a pobreza afeta o crescimento do cérebro

Junho 25, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 22 de junho de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Family income, parental education and brain structure in children and adolescents

D.R.

Se havia indícios nesse sentido, agora sabe-se com certeza científica: as crianças em condição de pobreza têm o cérebro 6% mais pequeno do que as restantes. Agora é preciso apurar as causas.

TEXTO LUCIANA LEIDERFARB

Era conhecido que as crianças sujeitas ao chamado ‘risco ambiental’ — lares desestruturados, contexto socioeconómico desfavorável, fraca intervenção do adulto — podiam apresentar sinais de atraso cognitivo. Sabia-se também que as deficiências nutricionais se faziam sentir nos resultados escolares e nos comportamentos. O que não se sabia era que a pobreza tem efeitos diretos no cérebro desde a primeira infância, senão desde o útero materno.

Em março, um estudo publicado pela revista “Nature Neuroscience” veio demonstrar, sem margem para dúvidas, que as crianças nascidas em famílias com rendimentos muito baixos possuem uma superfície cerebral 6% mais pequena do que as vindas de meios economicamente mais favorecidos.

A descoberta é arrepiante e deve fazer-nos tremer: não abrange apenas o lado do mundo ao qual se costuma colar a etiqueta de ‘miséria’ — África, Ásia ou América do Sul. Abrange também Portugal, onde a pobreza atinge uma em cada cinco pessoas, ou seja, dois milhões de seres humanos.

O estudo, o maior alguma vez realizado neste campo, juntou durante três anos investigadores de nove hospitais e universidades americanas e incidiu sobre um grupo de 1.100 crianças e adolescentes dos 3 aos 20 anos. Estes foram submetidos a testes de ADN e a ressonâncias magnéticas, além de serem considerados os rendimentos das famílias e o seu nível de educação.

Analisado o córtex — a camada exterior do cérebro que controla as funções cognitivas mais sofisticadas, como a linguagem, a leitura ou a capacidade de decisão — e o tamanho do hipocampo — a ‘casa’ das memórias de curto prazo —, concluiu-se que o cérebro das crianças cujas famílias auferiam menos de 25 mil dólares anuais (22 mil euros) era não só mais pequeno, como o seu hipocampo também se afigurava menor.

O contexto molda-nos

“O cérebro é o produto da genética e da experiência, e a experiência é particularmente poderosa para moldar o seu desenvolvimento durante a infância”, disse Kimberly Noble, da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e autora principal do estudo, ao “The Guardian”, continuando:

“Intervenções para melhorar as condições socioeconómicas, a vida em família e as oportunidades em termos de educação podem fazer uma enorme diferença.”

Outra das autoras, Elizabeth Sowell, que dirige o laboratório de imagiologia neurológica e desenvolvimento cognitivo do Children’s Hospital de Los Angeles, comentou no mesmo sentido: “A mensagem não é: ‘se és pobre, o teu cérebro será menor e não há nada a fazer sobre isso’. Melhorar o acesso a recursos que enriqueçam o contexto de desenvolvimento pode mudar as trajetórias do desenvolvimento cerebral, mesmo em crianças e adolescentes da faixa etária que estivemos a estudar.”

A toxicidade da pobreza

Mas como é que a pobreza altera o cérebro? Quais as verdadeiras causas para que tal aconteça? O estudo não fornece uma resposta cabal, mas há anos que é procurada por diversos investigadores, apontando-se a nutrição deficiente ou os altos índices de stress como fatores capazes de deixar marcas severas mesmo antes do nascimento. Patt Levitt, neurocientista que no passado estudou as sequelas da exposição à cocaína em fetos e recém-nascidos, hoje debruça-se sobre os efeitos biológicos da pobreza. E descobriu que situações como “sobrelotação, barulho, más condições de alojamento, violência ou tumulto familiar”, enquanto formas extremas de stress, podem ser tóxicas para o cérebro em fase de crescimento, tal como o são as drogas ou o álcool.

Hoje diretor do National Scientific Council of the Developing Child, Levitt constatou que essas circunstâncias fazem disparar o cortisol, hormona benéfica quando presente em pequenas quantidades, mas cujo descontrolo pode ser desastroso. Na mulher grávida, por exemplo, esta hormona “entra na placenta, influenciando o cérebro do bebé e adulterando os seus circuitos”, disse este mês à revista “The New Yorker”. Mais tarde, esse mesmo bebé continua a ser afetado pelo cortisol produzido pelo seu próprio corpo.

Inverter a marcha

A descoberta de que as condições económicas incidem sobre o tamanho do cérebro é um primeiro passo num caminho de correlações que necessitam de uma causa para se poder agir. Kimberly Noble assim o reconhece:

“Correlação não é causa. Podemos falar de elos entre a educação dos pais, o rendimento familiar e a estrutura do cérebro das crianças, mas não podemos dizer com certeza que essas diferenças são a causa das modificações na estrutura cerebral.”

Por esta razão, a cientista vai agora dar início a uma nova investigação que visa afinar os resultados da anterior. Recrutando 1.000 mães americanas com rendimentos baixos, a ideia é dar a metade uma soma de 333 dólares mensais (293 euros), enquanto as restantes recebem apenas 20 dólares (17 euros), durante três anos. No fim, procurar-se-á aferir em que medida essa mudança influencia o desenvolvimento dos seus filhos nos primeiros três anos de vida. Aquilo que norteia este projeto é a certeza de “nada é imutável” e que “o cérebro é incrivelmente plástico e capaz de ser moldado pela experiência”. E os seus resultados “podem informar diretamente a política pública sobre as vantagens de beneficiar famílias de baixos rendimentos com filhos pequenos”.

 

 

 

 

Crianças rodeadas de espaços verdes com melhor rendimento

Junho 25, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 16 de junho de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Green spaces and cognitive development in primary schoolchildren

foto Marcos Borga Arquivo Global Imagens

Dina Margato

As zonas verdes dos parques e jardins têm um papel revelante na aprendizagem das crianças, conclui um estudo espanhol, desenvolvido pelo programa Contaminação Atmosférica do Centro de Investigação em Epidemiologia Ambiental.

O estudo, que envolveu 2600 crianças, foi publicado pela revista “Preceedings of the National Academy of Sciences” e comparou o desempenho dos miúdos que frequentam escolas com jardins ou situadas na proximidade de espaços verdes com o de outros impedidos desse contacto.

Primeiro analisou-se o nível de cognição dos miúdos pertencentes a diferentes escolas e colégios de Barcelona. Numa segunda parte do trabalho, os investigadores encaixaram essa informação no mapa das áreas arborizadas, recorrendo a imagens fornecidas via satélite.

A principal conclusão foi a de que o contacto com zonas verdes estimulava o desempenho cognitivo em 5%. E as características mais diferenciadoras referem-se à rapidez no processamento de informação simples e complexa. A memória também ganha 6% face ao grupo privado de parques naturais.

Os investigadores descobriram ainda que o défice de atenção diminuía e isso independentemente da etnia, educação da mãe ou emprego dos pais.

Na explicação de Mark Nieuwenhuijsen, um dos coordenadores do estudo, “quando olhas para um parque o cérebro relaxa e isso influi nele”. Por outro lado, realça ainda as vantagens adjacentes: “estimulam a actividade física, promovem o contacto social e ajudam a reduzir o stress”.

Apoiando-se nas conclusões, os investigadores propõem a expansão de espaços verdes no interior das escolas e na sua proximidade.

 

 

 

 


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