Entenda as reações das crianças diante da morte

Junho 24, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.ebc.com.br  de 15 de junho de 2015.

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Por Compreendendo a Infância

As crianças têm respostas diferentes em relação ao processo de falecimento e à morte, de acordo com suas idades e experiências interiores. Não existem estágios definidos, nenhuma sequência correta, nenhum tempo determinado para a duração do sofrimento. Portanto, não tente pensar a respeito do assunto em termos de “o modo adequado” de sofrer.

A idade da criança afeta as maneiras pelas quais ela provavelmente irá expressar seus sentimentos e o tipo de apoio que irá necessitar dos adultos que a circundam. É importante para as crianças não se sentirem sob pressão para demonstrar sinais mais convencionais de sofrimento, e que lhes seja permitido sofrer de sua própria maneira e no seu próprio tempo.

Os pais precisam estar preparados para ver as crianças menores alternando estados de sofrimento de uma maneira tal que pode transtorná-los e ser mesmo um choque para os adultos entristecidos.

  • Elas podem alternar as lágrimas e a tristeza sentida em um momento com a necessidade de alimento e guloseimas em outro – algo muito difícil de um adulto entender ou empatizar.
  • Elas podem solicitar coisas de formas que um adulto pode considerar insensíveis – “Já que a vovó morreu, posso ficar com o seu colar azul?”; “Posso dormir no quarto do João, já que ele morreu?”

É de ajuda conhecermos algumas reações típicas que podem ser observadas nas crianças:

Crianças pequenas e bebês

Quando alguém querido falece e temos uma criança com menos de dois anos passando por essa experiência,ela não terá vocabulário suficiente para expressar sua perda. No entanto, mesmo crianças muito pequenas e bebês estão cientes de que pessoas que lhes eram caras se foram e experimentam a nítida sensação de que elas não mais voltarão, de que a morte é permanente.

Para as crianças muito pequenas, que ainda não falam, a morte pode ser descrita como um receio ou apreensão sem definição. Você sabe como uma criança que se sente insegura pode chorar inconsolavelmente quando um dos pais sai do quarto e a deixa lá por um período mais longo do que ela pode suportar. Se o ser amado não retorna, as crianças pequenas podem acabar por sentir temor por sua própria sobrevivência.

Geralmente os adultos podem consolar as crianças quando eles próprios não estão por demais tristes. Mesmo os bebês serão afetados pelo estado emocional de seus pais. Uma morte na família pode perturbar os cuidados com as crianças e daí surgirem efeitos  colaterais. Tente minimizar as perturbações e mudanças. Com o tempo, com uma atmosfera estável e amorosa ao redor, a perda pode até certo ponto ser reparada.

É importante que a criança e aqueles que cuidam dela mantenham vivas as lembranças da pessoa que se foi. Ao crescer, a criança terá muitas oportunidades para entender melhor o que sentiu antes de que pudesse se expressar com palavras.

Crianças entre 2 e 5 anos

As crianças com idade entre dois e cinco anos têm uma vaga noção de que a morte é permanente e que a pessoa falecida não voltará mais. É difícil para elas reconhecer isto na sua totalidade, pois ameaça a segurança de seu mundo familiar, tão bem estruturado. No fundo, qualquer separação por tempo prolongado demais deixa um sentimento de receio pela própria sobrevivência.

Durante esses anos, as crianças construirão diversas ligações muito importantes com adultos e outras crianças. Um desenvolvimento normal lhes dará uma imagem razoavelmente segura daqueles a quem ama – um tipo de “mamãe e papai em sua mente” -, que lhes fornecerá consolo durante as separações.

Se a perda não é de um parente próximo, elas podem ficar curiosas e serem afetadas pelo evento, mas, provavelmente, conseguirão absorver tudo em suas brincadeiras e atividades diárias. Se, tragicamente, se tratar do falecimento de alguém importante para elas, passarão por um processo de sofrimento similar ao dos adultos.

Crianças de 6 a 12 anos

As crianças nessa faixa etária começam a desenvolver uma compreensão mais madura da vida e da morte, a se conscientizar de que um dia todos morrem, e que isso também vai ocorrer com elas. Elas querem saber mais a respeito da real causa da morte – “Por que câncer?”, “Por que suicídio?”.

Elas podem apelar para a negação, tornando-se incapazes de demonstrar seus sentimentos. Caso dêem a impressão de estarem estagnadas, sem capacidade de expressar a dor, talvez precisem da ajuda de um profissional – alguém que possa aceitar a sua negação -, principalmente se os adultos importantes em sua vida também estiverem sofrendo.

* Para saber mais sobre o assunto, acesse o folheto “Perdas” do projeto Compreendendo a Infância do Instituto de Psicologia da Usp.

Saiba mais:

Saiba como ajudar a criança a lidar com a perda de um ente querido

 

 

Novas regras no álcool. “Não podemos impedir menores de 16 anos de entrar”

Junho 24, 2015 às 3:09 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do i de 22 de junho de 2015.

Bruno Simões castanheira

Marta F. Reis

A 15 dias da entrada em vigor da nova lei as discotecas equacionam alterações. Associação antevê novo regime muito pouco eficaz.

Na Discoteca Pacha, em Ofir, um dos espaços de animação nocturna mais populares no Norte do país, o assunto ainda está em aberto. A pergunta será a mesma em muitos outros estabelecimentos: “Se os menores de 16 anos podem entrar, como é que os vamos distinguir lá dentro para saber o que servir?”, questiona Miguel Marinho. Podem ter cartões diferentes consoante forem ou não maiores de idade, mas mesmo assim seria preciso pedir a identificação a todos. E como se controla os que bebem as bebidas que outros amigos mais velhos foram comprar? Por agora ultima-se a programação e a festa de abertura de Verão desta discoteca está marcada para 4 de Julho.

O mesmo se passa com outros espaços de diversão que se preparam para a temporada de festas noite dentro. Na Kadoc no Algarve, com uma experiência também sazonal, Custódio Guerreiro não antevê contudo qualquer mudança face ao que faziam até aqui para controlar a venda de bebidas brancas a menores de 18 anos, a proibição que estava em vigor desde 2013. “Quando parecem mais jovens, o barman tem indicação para pedir a identificação”, explica o responsável, admitindo que em alguns casos é difícil fazer a distinção.

Para António Fonseca, presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, o veredicto é muito claro: “Esta lei não vai ter eficácia do ponto de vista pedagógico, como a anterior não tinha.” A grande dificuldade é distinguir as idades: “Se já havia adolescentes de 15 anos que passam por 18, a diferença dos 17 para os 18 então é menor”, avisa, defendendo que, para proibir a entrada de quem tem menos de 18 anos em discotecas e bares seria preciso terem feito essa lei. É que o diploma que regula o funcionamento de espectáculo de natureza artística, revisto o ano passado, também é claro quanto a isso: a frequência de discotecas e similares é para maiores de 16 anos.

Como distinguir um vodka-cola? Para o representante de mais de 600 bares e discotecas, a lei que proíbe a venda e o consumo de qualquer bebida alcoólica em espaços públicos está destinada a não ter efeito prático. E segundo António Fonseca isso nada tem a ver com a forma como os estabelecimentos venham a gerir a questão: “Resultaria se houvesse uma fiscalização eficaz.” Desta forma – avisa – só vai penalizar os estabelecimentos que cumprem a lei e promover o botelhão, o consumo na rua. “E nesses casos como se vão sancionar as mercearias que se venderem aos jovens? Temos como sempre tivemos um défice de fiscalização e o país tenta resolver essa lacuna com mais leis”, defende o responsável, que diz concordar com o princípio de saúde pública e promoção da saúde dos jovens inerente à lei, mas não com uma limitação em que os diferentes agentes acabam por não estar todos sujeitos à mesmo pressão.

Dentro dos estabelecimentos quem está habituado à noite antevê outras dificuldades. “Numa fiscalização, como se vai distinguir uma Coca-Cola de um vodka-cola? Os fiscais vão ter de provar a bebida ou usar um dispositivo.” Mais fácil, prevê, vai ser punir quem não tenha os avisos afixados com a nova proibição mal a lei entre em vigor dentro de 15 dias. “Geralmente é no que a eficácia das autoridades é maior”, ironiza.

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Férias em Movimento 2015 | Período de inscrição de jovens já começou

Junho 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Ferias-Mov-resumo

Data: 28-05-2015 a 04-09-2015

Agenda: Nacional

Local: Todo o país

Promotor: IPDJ, I.P.

Contactos: Linha da Juventude 707 20 30 30

Descrição

Estão abertas as inscrições para jovens dos 10 aos 17 anos que queiram ocupar os seus tempos livres em atividades de Campos de Férias. Existem campos de férias  residenciais e não residenciais que decorrem em todas as regiões do Pais de 15 de junho a 4 de setembro, nas áreas desportivas, ambientais, saúde, culturais e lúdicas.

Se estiveres interessado em participar nos Campos de Férias faz a tua inscrição online até 5 dias antes da realização do campo e pagar uma inscrição que varia de campo para campo entre os 4,50 euros e os 15 euros. Acede aqui a mais informação.

Podes consultar os campos e fazer a tua inscrição neste link: http://fm.juventude.gov.pt/

Encontro de formação – Estratégias Criativas de Gestão na Sala de Aula

Junho 24, 2015 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sala

ENCONTRO no dia 3 de Julho de 2015!  Inscrições abertas! 

ESTRATÉGIAS CRIATIVAS DE GESTÃO DA SALA DE AULA  – Encontro  acreditado pelo CCPFC composto por 7 h presenciais (no Auditório do IPDJ – Parque das Nações, Lisboa) + 18h online = 25 h ).  Este a ação encontra-se acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua para Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário mas está também aberta a quem não seja professor.

Informações e inscrições em ENCONTRO

 

Comunicado do CNJ sobre a Violência Escolar

Junho 24, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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cnj

Nas últimas semanas, vários órgãos de comunicação social divulgaram diversos casos de violência em contexto escolar, levantando o véu sobre uma realidade que infelizmente continua a estar presente no sistema educativo nacional. No seguimento da apresentação, no dia 20 de maio, na Assembleia da República, das primeiras conclusões do Grupo de Trabalho sobre Indisciplina Escolar criado no ano passado pela Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, o CNJ, enquanto plataforma de organizações nacionais de juventude, não pode deixar de dar o seu contributo para a discussão e resolução de um problema que continua a afligir muitos jovens em todo o país.

Segundo um estudo realizado, em 2012, pela Associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social, 62% dos alunos declararam ter conhecimento de episódios de violência escolar (mais comummente conhecida por bullying) na sua escola, sendo que 77% declararam ter sido espetadores e 20% vítimas. O mesmo estudo aponta ainda para o facto de muitos atos de violência serem considerados “normais” pelos alunos, podendo estas estatísticas não revelar por completo a verdadeira dimensão deste fenómeno. O CNJ reitera a necessidade de um combate mais eficaz a este fenómeno, muitas vezes escondido, que afeta a qualidade de vida e o desenvolvimento pessoal e emocional de muitos jovens portugueses, com consequências potencialmente devastadoras no futuro destes indivíduos. O combate a este problema tem necessariamente de passar por:

– Reforçar os meios das escolas, tanto a nível financeiro como a nível da formação dos docentes, para a prevenção e gestão de situações de conflito;

– Aumentar o investimento ao apoio à vítima de bullying, através de um aumento de psicólogos e de assistentes sociais presentes nas escolas mas sem descurar o acompanhamento e a reabilitação dos bullies;

– Uma maior regularidade das campanhas de prevenção e sensibilização para o problema da violência escolar junto dos alunos.

O combate à violência escolar não pode somente restringir-se ao espaço escolar, estando provado que este fenómeno é, em muitos casos, uma manifestação de um mal-estar vivido fora da escola (instabilidade familiar, contextos socioeconómicos frágeis, historiais de violência, incapacidade dos pais estarem presentes na educação dos filhos, etc.). Por esta razão, o CNJ realça:

– A necessidade do envolvimento mais direto da comunidade local na vida escolar;

– A necessidade de promoção de políticas de conciliação de vida profissional e familiar de modo a proporcionar aos pais mais tempo para se envolverem na vida e na educação dos seus filhos;

– O papel importante que as associações de juventude e estudantis, enquanto espaços de educação entre pares, podem ter no desenvolvimento de soluções para o problema da violência na escola, podendo contribuir para a criação de espaços de diálogo seguros e abertos a todos em torno deste tema.

O combate à violência escolar é um combate que requer convicção e uma intensa colaboração entre todas as partes envolvidas – o governo, as escolas, os docentes, os alunos, a comunidade local – para descobrirem as melhores soluções para este problema que afeta muitos jovens no nosso país. O CNJ está convicto de que as associações de juventude podem também dar um valioso contributo na procura destas soluções devendo ser mais envolvidas nos processos de decisão em torno desta questão. Assim, juntos poderemos contribuir para a criação de escolas mais seguras e que promovam a tolerância, o respeito e o diálogo como alicerces principais da nossa vida em sociedade.

 descarregar o comunicado no site do CNJ no link:

http://www.cnj.pt/site/index.php/home-2/item/591-comunicado-da-dire%C3%A7%C3%A3o-do-cnj-sobre-a-viol%C3%AAncia-escolar.html

 


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