Ver a Rua Sésamo era tão educativo quanto o ensino pré-escolar

Junho 16, 2015 às 9:14 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 8 de junho de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Early Childhood Education by MOOC: Lessons from Sesame Street

STAN HONDA AFP Getty Images

Um estudo americano afirma que ver a série ajudou as crianças no percurso académico. As conclusões abrem portas ao desenvolvimento de programas educativos em outros meios de comunicação eletrónicos.

Sara Otto Coelho

Milhões de crianças em todo o mundo – portuguesas incluídas – de diversas gerações riram com o Popas, o Egas e o Becas, de Rua Sésamo. Mas não só. De acordo com um estudo que vai ser publicado esta segunda-feira, a vertente pedagógica do programa infantil era forte ao ponto de perdurar além dos ensinamentos da escola.

Phillip Levine, economista na Universidade de Wellesley, e Melissa Kearney, economista na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, quiseram ver até que ponto A Rua Sésamo cumpriu a função de preparar as crianças do ensino pré-escolar para a entrada no ensino básico. De acordo com o estudo, que o Washington Post considera ser o de “maior autoridade” no que toca ao impacto do programa, este foi especialmente benéfico para rapazes, para a comunidade não hispânica, negros e crianças inseridas em meios com problemas económicos.

As conclusões mostraram que assistir às aventuras do Monstro das Bolachas e restantes personagens foi tão proveitosa para estas crianças quanto frequentar o ensino pré-escolar. Os dois investigadores não sugerem, contudo, a substituição da pré-primária pela série, mas sim a complementaridade entre ambas.

A partir das conclusões do estudo, Phillip Levine e Melissa Kearney querem olhar para o futuro. “Se conseguimos isto com a Rua Sésamo na televisão, podemos potencialmente conseguir o mesmo com todo o tipo de meios de comunicação eletrónicos”, disse Kearney, citada pelo Washington Post. “É encorajador porque significa que podemos fazer progressos reais” de forma acessível.

A série televisiva estreou nos Estados Unidos em 1969, numa altura em que os estímulos eram muito diferentes daqueles a que as crianças têm acesso hoje em dia, pelo que comparar os efeitos nas crianças de agora pode dar resultados diferentes. É por isso que Diane Whitmore Schanzenbach, uma economista que teve acesso ao estudo antes da publicação e que foi dando feedback aos autores, prefere destacar a importância da educação pré-escolar no percurso académico das crianças.

Afinal, as horas passadas a ver o Conde de Contar não foram só diversão.

 

 

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