13º Colóquio Internacional de Psicologia e Educação subordinado ao tema “Diversidade e Educação: Desafios Atuais”

Junho 16, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Número de abortos diminui pelo terceiro ano consecutivo

Junho 16, 2015 às 6:25 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de junho de 2015.

Alexandra Campos

Desde 2008, fizeram-se mais de 133 mil interrupções de gravidez ao abrigo da lei. Depois do “pico” de 2011, número de abortos tem vindo a decrescer e atingiu o valor mais baixo de sempre no ano passado.

O número de mulheres que decidiram abortar voltou a diminuir em 2014, tal como já tinha acontecido nos dois anos anteriores. Desta vez, a quebra foi mais significativa, da ordem dos 9,3%. Na prática, foram feitas menos 1692 interrupções de gravidez do que em 2013. No ano passado, realizaram-se 16.589 abortos por todos os motivos, 97% dos quais por opção da mulher, numa altura em que uma iniciativa legislativa que reclama a revisão da actual lei está em vias de ser apreciada no Parlamento.

Este é o número mais baixo de que há registo desde que o aborto por opção da mulher nas dez primeiras semanas de gestação foi despenalizado em Portugal, em 2007. Se se considerarem apenas os números de abortos a pedido da mulher, a diminuição face a 2013 foi de 9,5%.

Levando em conta todos os motivos (incluindo as razões clínicas, como o risco para a saúde da mãe, malformações congénitas e violações), o aborto diminuiu 1,8% desde 2008, destaca o relatório dos registos das interrupções de gravidez da Direcção-Geral da Saúde (DGS) esta segunda-feira divulgado.  Em sete anos, no total, há registo de 133.098 interrupções de gravidez ao abrigo da lei.

A diminuição verificada em 2014 é “uma boa notícia”, tal como o é o aumento das interrupções de gravidez nas unidades oficiais públicas, sublinha Lisa Vicente, responsável pela Divisão de Saúde Sexual, Reprodutiva, Infantil e Juvenil da DGS. Os números colocam Portugal abaixo da média europeia, enfatiza, lembrando que, mesmo tendo em conta a quebra da natalidade verificada de 2013 para 2014, foi maior o decréscimo do número de abortos registados. “A diferença no número de nascimentos entre 2013 e 2014 não chega aos 500”, recorda.

A tendência para a diminuição tem, aliás, sido “sustentada”, defende a especialista, que nota que este fenómeno já se observa desde 2012, depois de no ano anterior se ter atingido um pico, com mais de 20 mil abortos no total.

Se nos primeiros anos após o referendo a tendência foi para o crescimento, desde 2012 verifica-se, de facto, o contrário, com os abortos a decrescer em números absolutos. Além das interrupções de gravidez por opção da mulher, também entram nesta contabilidade os casos de aborto por grave doença ou malformação congénita do nascituro (432, no ano passado) e por violação (14).

Fazendo a comparação por mil nados-vivos (crianças nascidas com vida), em 2014 observou-se igualmente uma diminuição (201 interrupções por mil nados-vivos, quando em 2013 tinham sido 221).  

Em termos internacionais, destaca ainda Lisa Vicente, Portugal tem-se situado sempre abaixo da média europeia, mesmo considerando o indicador das interrupções de gravidez por mil nados-vivos para os anos disponíveis (2012). Nesse ano, a Bulgária figura no topo da tabela, com mais de 433 abortos por mil nados-vivos, enquanto a Suiça se encontra no outro extremo, com 132. 

“Quase oito anos após o referendo de 2007, o que vemos é que há uma diminuição do número de complicações decorrentes das interrupções de gravidez, ao mesmo tempo que não aumentou o número” de abortos, sintetiza.

Portugal tem mesmo sido reconhecido internacionalmente como um exemplo de boa prática devido à predominância, nas unidades públicas, da interrupção de gravidez medicamentosa (nas unidades privadas continua a prevalecer o método cirúrgico) e ao registo obrigatório, acrescenta. No ano passado, 69,2% dos abortos foram feitos com medicamentos, sem necessidade de cirurgias.

Um quinto estão desempregadas

O perfil das mulheres que decidem interromper a gravidez é heterogéneo, mas não se tem alterado de forma significativa em cada ano que passa. Em 2014, por idades, mais uma vez foram as mulheres entre os 20 e os 24 anos as que mais abortos fizeram, seguidas das mulheres entre os 25 e os 29 anos e entre os 30 e os 34 anos, enquanto se continua a verificar uma tendência decrescente nas jovens (com menos de 20 anos). Tendo em conta o grau de instrução, mais de um terço tinha o ensino secundário, enquanto cerca de um quinto possuía cursos superiores. Mais de metade tinham um a dois filhos e 41,1% não tinham filhos.

Olhando para os dados sobre a reincidência, percebe-se que perto de três quartos das mulheres (71,1%) nunca tinha abortado, mais de um quinto tinha feito uma interrupção de gravidez, 5,1%, duas, e 1,9% reconhecia ter realizado três ou mais abortos ao longo da sua idade fértil. Os registos da DGS permitem também concluir que, em 2014, 303 mulheres (1,9%) já tinham realizado um aborto nesse ano. “Os dados não batem certo com os daqueles que dizem que as mulheres usam a interrupção de gravidez como forma de contracepção”, comenta Lisa Vicente.

De resto, mais uma vez, estavam desempregadas a maior parte das mulheres que interromperam a gravidez no ano passado (21,7%), enquanto a proporção de estudantes diminuiu ligeiramente face a 2013 (17,1%).

A percentagem das mulheres que faz contracepção após a interrupção de gravidez tem-se mantido entre os 94 e os 97%, e está a aumentar a opção pelo dispositivo intra-uterino. No ano passado, a proporção das que foram encaminhadas pelos hospitais públicos para unidades privadas diminuiu consideravelmente (de 39,8% para 27,2%).

A iniciativa legislativa que pede a revisão da lei do aborto e se intitula Pelo direito a nascer deverá ser apreciada e votada no Parlamento até ao final da legislatura. O movimento de cidadãos quer obrigar os deputados a discutir e votar uma série de alterações à lei da interrupção de gravidez  e tornar obrigatório um conjunto de medidas “de apoio à maternidade e paternidade”.

As mudanças propostas passam, entre outras coisas, por “pôr termo à actual equiparação entre as interrupções de gravidez e a maternidade para efeitos de prestações sociais”, por obrigar as grávidas a ver e a assinar as ecografias feitas para determinação do tempo de gestação e pela aplicação de taxas moderadoras.

 

 

 

 

 

Jornadas sobre a Convenção Europeia sobre o exercício dos Direitos das Crianças no Auditório 1 da UAL

Junho 16, 2015 às 2:43 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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jornadas

19 e 20 de Junho | Auditório 1

Dia 19 de Junho (6ª feira) – 18h30

1.º Painel – A evolução do direito de participação das crianças no direito interno e internacional

Moderador Dr. Luís Silva – CDL/OA

  • Mestre Ana Paula Lourenço – Evolução dos direitos de participação da criança no direito internacional
  • Prof. Doutor Diogo Leite de Campos – Evolução e situação dos direitos da criança no direito nacional
  • Dr. António José Fialho, Juiz de Direito, membro da Rede Internacional de Juízes da Conferencia da Haia de DIP – Convenção Europeia sobre o exercício dos direitos das crianças
  • Prof. Doutor Rui Abrunhosa Gonçalves – Psicólogo – o porquê da mudança de paradigma. As fases evolutivas. A importância e os limites da participação da criança

Dia 20 de Junho (Sábado) – 10h

2.º Painel – A Convenção – A Convenção Europeia sobre o exercício dos direitos da criança – essência, experiência anterior e expectativas de aplicação

Moderador: Prof. Doutor Pedro Barbas Homem – CEJ

  • Dra. Ana Massena (Procuradora da Republica e Docente do CEJ) – Interpretar o interesse da criança: o papel do Ministério Público
  • Dr. Luis Carlos Lopes, (Procuradora – Adjunta) – Interpretar o interesse da criança: o papel do Ministério Público
  • Dr. Jaime Roriz (Mediador familiar certificado pelo DGAJ, Ministério da Justiça; Membro dos corpos gerentes da Associação Pais para Sempre; Advogado) – Aplicabilidade Da Convenção No âmbito da Mediação Familiar

3.º Painel – A audição da criança – do acto à sua valoração

Moderador: Prof. Doutor Pedro Trovão do Rosário

  • Dr. Paulo Guerra (Juiz Desembargador, Director Adjunto do CEJ)
  • Dra.  Maria Perquilhas, (Juiz de Direito e Docente do CEJ) A Audição Da Criança: do acto à valoração
  • Dr. Luís Silva (Advogado) Algumas Questões De Ordem Prática

 

Unidade Central de Apoio Académico

Departamento de Direito

Rua de Santa Marta, n.º 47, 3.º, 1169-023 Lisboa

Tel.: 213 177 600 | uca@autonoma.pt

http://autonoma.pt

Intervenção com crianças e adolescentes em processo de luto – Formação Avançada

Junho 16, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Objectivos 

Sensibilizar para a perda, processo de luto e suas especificidades nas crianças

Compreender a importância da avaliação e intervenção no luto com crianças e adolescentes

Promover recursos pessoais na relação com o sofrimento e a perda

Conhecer programas e estratégias de intervenção dirigidos a crianças e adolescentes

Competências

Compreender o processo de luto e as especificidades do luto patológico

Desenvolver o autoconhecimento e a relação com a morte

Promover competências para a intervenção no processo de luto em crianças e adolescentes

Conhecer programas e modelos de intervenção nacionais e internacionais

Programa 

Viver (com) a morte (3h)– Concepção da morte e etapas de desenvolvimento; Perda e desenvolvimento pessoal; Falar da morte – mitos e medos

Compreender o Processo de Luto (4h)– Processo de luto na criança – modelos e definições; Avaliar para intervir – variáveis e indagação; Necessidades Relacionais

Intervir no Processo de luto (7h)– Intervenção clínica com crianças e adolescentes – fala-me da (tua) saudade: Psicoeducação, Estratégias de intervenção clínica; Intervenção com a família – o (desas)sossego do silêncio; Intervir em contexto de grupo – fala-me de ti, para me ouvir melhor; Prática e discussão de casos

Intervir no Luto Patológico (7h)– Especificidades do Luto Complicado; Luto & Trauma – quando a dor transborda a vida; Prática e discussão de casos

Calendarização

26 de Junho a 4 de Julho

mais informações:

http://fa.ispa.pt/formacao/intervencao-com-criancas-e-adolescentes-em-processo-de-luto

Rede Anti-Pobreza quer respostas para crianças vítimas de tráfico para a mendicidade

Junho 16, 2015 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da RTP Notícias de 14 de junho de 2015.

Lusa

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), Sérgio Aires, defendeu hoje a necessidade de encontrar respostas para as crianças vítimas de tráfico para a mendicidade e “trabalhar o seu futuro”, para evitar que caiam na mesma situação.

Para Sérgio Aires, há várias questões que têm de ser analisadas, como o retorno destas crianças aos seus países. “Há um grande problema no acompanhamento dessa criança, porque muitas vezes ela regressa ao país de origem e estamos a `entregar o ouro ao bandido` outra vez”.

Outro problema é o acolhimento destes menores em lares portugueses de infância e juventude, que não estão preparados para “receber uma criança que não fala português, que está com medo”.

Não estão também preparados para lidar com uma situação, às vezes, “muito perigosa”, manobrada por “redes criminosas, gente que recorre a coisas muito violentas”, disse o presidente da EAPN Europa à agência Lusa.

“Há casos de lares de infância e juventude que têm pessoas à porta à espera do melhor momento para entrar e levar os miúdos embora”, revelou.

“Isto não é dos melhores cenários”, lamentou o responsável, que falava à Lusa a propósito do “Colóquio sobre mendicidade e tráfico de seres humanos”, que vai decorrer na quarta-feira, no Porto, inserido num projeto financiado pela Comissão Europeia, desenvolvido em Portugal, Roménia, Bulgária, Polónia e Itália, que visa prevenir e combater o tráfico de seres humanos para exploração da mendicidade forçada.

No âmbito deste projeto, a EAPN Portugal realizou um estudo, que verificou que existem vítimas do tráfico de pessoas para a mendicidade em Portugal, mas desconhece-se a dimensão do fenómeno.

O colóquio pretende responder a uma das recomendações do estudo: “Sensibilizar os vários atores para este fenómeno, em particular os juízes e todos que têm nas mãos decisões do ponto de vista jurídico para a prevenção e combate” deste crime.

Trata-se de “fenómenos muito complexos do ponto de vista jurídico e social” e, às vezes, há “alguma dificuldade de comunicação e até de entendimento” entre as duas áreas.

Também não é fácil comprovar este crime em tribunal, porque são cometidos por “redes muito organizadas”, que têm o trabalho relativamente bem controlado e “as crianças nunca admitem que estão nesta circunstância”, afirmando que são “familiares daquelas pessoas e que os pais deram autorização”.

Mesmo quando os tribunais o conseguem fazer e prender os criminosos surge outro problema: “o que é que acontece com as crianças”, questionou, considerando que este é “um grande problema”.

“Os juízes fazem cumprir a lei”, mas às vezes o seu cumprimento “não é suficiente para proteger as pessoas e para que a sua situação seja atendida de forma mais integrada”, lamentou, defendendo uma maior colaboração entre os vários intervenientes, no sentido de “trabalharem o futuro” destas crianças e impedir que entrem no mesmo circuito.

Sérgio Aires disse que “são muito poucas” as crianças que ficam em Portugal, apesar de não haver registo destes casos, que estão “sob segredo de justiça e muita proteção, como deve ser”.

“Não é um fenómeno explosivo, não vale a pena criar um alarme social, mas, na nossa ótica, basta haver três, quatro casos para estarmos preocupados” e tentar resolver a situação.

 

 

Encontro “Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças – Um Olhar Sobre a Realidade” com a participação de Melanie Tavares do IAC

Junho 16, 2015 às 9:45 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, irá participar hoje no Encontro “Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças – Um Olhar Sobre a Realidade” no Painel II – Violências & Negligências (14h30-16h00) como moderadora.

encontro

Encontro “Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças

No dia 16 de junho, das 9h00 às 18h30 tem lugar, no Auditório dos Paços do Concelho de Odivelas – Quinta da Memória, o Encontro “Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças – Um Olhar Sobre a Realidade”, encontro organizado conjuntamente pelo Município de Odivelas, através do Projeto SEI! Odivelas, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, pela Escola de Psicologia e Ciências da Vida e pela PSIJUS – Associação para a Intervenção Juspsicológica. O Encontro visa refletir e debater alguns dos mais problemáticos e atuais temas relativos à infância e à adolescência e sobre o papel das famílias, escolas e instituições na promoção e proteção dos direitos das crianças e dos jovens. Será um esforço conjunto de reflexão técnica com o objetivo de conciliar esforços na procura de soluções eficazes e compatíveis com os tempos críticos que atravessamos.

 

Ver a Rua Sésamo era tão educativo quanto o ensino pré-escolar

Junho 16, 2015 às 9:14 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 8 de junho de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Early Childhood Education by MOOC: Lessons from Sesame Street

STAN HONDA AFP Getty Images

Um estudo americano afirma que ver a série ajudou as crianças no percurso académico. As conclusões abrem portas ao desenvolvimento de programas educativos em outros meios de comunicação eletrónicos.

Sara Otto Coelho

Milhões de crianças em todo o mundo – portuguesas incluídas – de diversas gerações riram com o Popas, o Egas e o Becas, de Rua Sésamo. Mas não só. De acordo com um estudo que vai ser publicado esta segunda-feira, a vertente pedagógica do programa infantil era forte ao ponto de perdurar além dos ensinamentos da escola.

Phillip Levine, economista na Universidade de Wellesley, e Melissa Kearney, economista na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, quiseram ver até que ponto A Rua Sésamo cumpriu a função de preparar as crianças do ensino pré-escolar para a entrada no ensino básico. De acordo com o estudo, que o Washington Post considera ser o de “maior autoridade” no que toca ao impacto do programa, este foi especialmente benéfico para rapazes, para a comunidade não hispânica, negros e crianças inseridas em meios com problemas económicos.

As conclusões mostraram que assistir às aventuras do Monstro das Bolachas e restantes personagens foi tão proveitosa para estas crianças quanto frequentar o ensino pré-escolar. Os dois investigadores não sugerem, contudo, a substituição da pré-primária pela série, mas sim a complementaridade entre ambas.

A partir das conclusões do estudo, Phillip Levine e Melissa Kearney querem olhar para o futuro. “Se conseguimos isto com a Rua Sésamo na televisão, podemos potencialmente conseguir o mesmo com todo o tipo de meios de comunicação eletrónicos”, disse Kearney, citada pelo Washington Post. “É encorajador porque significa que podemos fazer progressos reais” de forma acessível.

A série televisiva estreou nos Estados Unidos em 1969, numa altura em que os estímulos eram muito diferentes daqueles a que as crianças têm acesso hoje em dia, pelo que comparar os efeitos nas crianças de agora pode dar resultados diferentes. É por isso que Diane Whitmore Schanzenbach, uma economista que teve acesso ao estudo antes da publicação e que foi dando feedback aos autores, prefere destacar a importância da educação pré-escolar no percurso académico das crianças.

Afinal, as horas passadas a ver o Conde de Contar não foram só diversão.

 

 

Pais, precisamos de filhos mais altruístas. Como?

Junho 16, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Observador de 8 de junho de 2015.

Getty Images

As crianças de hoje colocam a própria felicidade acima dos outros devido à educação que recebem dos pais. Mas a sociedade está a precisar de gente mais altruísta. Como? Há cinco formas de o conseguir.

Os pais de hoje parecem ter-se esquecido do significado da palavra “altruísmo”. De acordo com o estudo de Richard Weissbourd, psicólogo da Universidade de Harvard, 80% dos 10 mil jovens entrevistados afirma que os pais se sentem mais satisfeitos quando os filhos põem a sua felicidade e sucesso no topo das prioridades do que quando preferem prestar apoio aos outros.

Este é um dado que faz adivinhar um futuro pouco risonho para a humanidade: “Uma comunidade saudável depende de adultos que estão empenhados em priorizar o bem comum em detrimento do seu próprio”. A consequência do incumprimento destes valores são 30% de estudantes agredidos em ambiente académico, mais de metade das raparigas passaram por episódios de assédio sexual e mais de 50% admitiu mentir ou trapacear na escola. Em suma, espera-se uma geração desrespeitadora, cruel e desonesta.

Se formos ouvir os pais, a opinião é diferente: a esmagadora maioria dos pais afirma que “o caráter moral nas crianças é muito importante ou mesmo essencial”. E de facto assim é, sublinha com o psicólogo Weissbourd, mas é necessário que elas sejam educadas nesse sentido. “Elas não nascem boas nem más”, são moldados de acordo com os princípios que lhes são entregues.

Como educar os filhos para o altruísmo

De acordo com a Making Caring Common – um projeto que ajuda as crianças a absorver valores altruístas –  há cinco estratégias fundamentais para melhorar a moral dos mais novos:

Tornar o bem estar dos outros numa prioridade

Os pais tendem a educar os filhos no sentido de colocarem a sua felicidade e sucesso no topo das prioridades das crianças, mas aprender a equilibrar o bem estar dos filhos com o alheio vai ser preponderante na hora de tomar decisões. Para tal, basta ensinar-lhes a honrar os compromissos mesmo que isso traga infelicidade.

Apresente atividades onde possam praticar o bem

Isto começa em casa: as crianças têm de aprender a praticar o bem junto dos outros, mas também a mostrar gratidão por quem contribui para a sua felicidade. Quando se vive num ambiente onde isto acontece regularmente, há maior probabilidade de a criança se tornar generosa, prestável e tolerante. Mas isto não significa que presenteie o seu filho sempre que ajuda alguém: importa mesmo é conversar sobre essas atitudes.

Expanda o círculo de pessoas por quem o seu filho se deve preocupar

É normal que as crianças queiram proteger aqueles que estão mais próximos deles, como a família chegada e os melhores amigos. Mas ensine o seu filho a preocupar-se com alguém que não conheça bem, como um aluno novo na escola que precisa de ser integrado. Isto alcança-se dizendo à criança para prestar mais atenção às pessoas ao seu redor, ouvi-las e procurar compreendê-las com atenção.

Seja um modelo a seguir

As crianças aprendem por imitação, por isso, aja de acordo com os comportamentos que quer ver espelhados no seu filho. Além disso partilhe dilemas sociais com ele, que ponham em confronto vários valores. Mas não tente ser perfeito: o melhor mesmo é assumir que também erra e tem defeitos.

Ensine a criança a gerir sentimentos negativos

Raiva, vergonha ou inveja são sentimentos que podem brotar quando nos relacionamos com as pessoas que nos rodeiam. As crianças precisam de saber que eles são naturais, mas que existem maneiras saudáveis de reprimir essas emoções sem causar aflições. Uma ideia: ensinar o seu filho a respirar fundo quando está menos tranquilo. E a lembrar-se desse conselho sempre que tal aconteça.

Uma conclusão que podemos retirar destes truques: a estrutura mental das crianças depende dos adultos que somos e daquilo que queremos que a próxima geração se torne. Mas há que salvaguardar um aspeto: não olhar para estes conselhos de um ponto de vista meramente emocional.

Ao Washington Post, o psicólogo Weissbourd afirma que perguntar constantemente à criança sobre o que sente conduz a que ela se esqueça de procurar saber o mesmo nos outros. “Precisamos de dizer aos pais para moderar o foco que colocam no facto das crianças estarem ou não felizes e colocar a prioridade na responsabilidade pelos outros”, conclui Weissbourd.

 

 


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