Uma em cada 30 crianças de Braga sofrem de diminuição da acuidade visual

Junho 8, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Observador de 7 de junho de 2015.

OLIVIER LABAN MATTEI AFP Getty Images

Agência Lusa

Vera Novais

Um rastreio a crianças de Braga com 3-4 anos verificou que uma em cada 30 sofre de ambliopia, ou “olho preguiçoso”, um problema qyue tem de ser resolvido durante a infância.

Uma em cada 30 crianças revelou ter ambliopia moderada a grave. Os resultados divulgados este domingo, são fruto de um trabalho de rastreio realizado no último ano no Hospital de Braga.

A ambliopia, também conhecida por “olho preguiçoso”, consiste na diminuição da acuidade visual de um ou de ambos os olhos. As principais causas desta patologia são erros refractivos e os estrabismos. E o único sintoma é a diminuição da visão, mas como as crianças pouco se queixam sobre isso, o melhor é estar atento aos sinais de má visão. “[No entanto,] é importante ter em consideração que uma criança que tenha uma muito má visão de apenas um dos olhos não tem qualquer limitação visual”, refere o site Oftalmologia Pediátrica.

O rastreio das crianças para esta doença deve ser feito nos primeiros anos de vida – o primeiro rastreio no início do segundo ano de vida, o segundo rastreio deverá acontecer aos quatro anos e um novo rastreio quando a criança entra para a escola primária. A ambliopia é uma doença exclusiva da infância e só pode ser tratada nessa fase da vida -é tratável até aos 60 meses, sendo o seu tratamento menos eficaz depois desta faixa etária. Mesmo depois de tratada a doença pode reaparecer, portanto convém seguir a criança até aos 7-8 anos.

O hospital, em comunicado de imprensa, sublinha que a ambliopia, se não for tratada, pode afetar “para sempre” a saúde e qualidade de vida da criança. O hospital frisa ainda que o sucesso do tratamento da ambliopia pode atingir quase 100 por cento, ao passo que o não tratamento na idade pediátrica acarreta cegueira, baixa visão ou visão subnormal, não passível de ser corrigida para o resto da vida. Ou seja, mesmo com posteriores cirurgias, correção ótica ou outros tratamentos, a criança ficará “para sempre sem visão normal”.

Segundo um comunicado do hospital, o Projeto Pimpolho pretende despistar a ambliopia a todas as crianças de Braga, que frequentam estabelecimentos de ensino público ou privado, com idades compreendidas entre os três e os quatro anos, idades em que a patologia pode ser revertida. Decorre desde maio de 2014 e atende semanalmente cerca de 30 crianças, entre os três e os quatro anos de idade, para uma consulta oftalmológica de prevenção da ambliopia.

“No âmbito deste projeto de despiste da ambliopia nas crianças de Braga, patologia mais conhecida por ‘olho preguiçoso’, é já possível concluir que uma em cada 30 crianças tem ambliopia moderada a grave”, refere o comunicado do hospital, parceiro da Câmara Municipal de Braga neste projeto.

Em caso de dúvida, as crianças são sinalizadas, com uma informação de retorno que é remetida aos encarregados de educação, através das escolas. Dessa forma, se o quadro se agravar, os pais devem marcar consultas da especialidade.

O balanço pormenorizado do primeiro ano do Projeto Pimpolho será feito na segunda-feira, em conferência de imprensa, no Hospital de Braga.

https://www.hospitaldebraga.pt/NoticiaDetalhe/O+Hospital%5CNoticias/pIMPOLHO+2

 

 

TrackBack URI


Entries e comentários feeds.

%d bloggers like this: