Mães e crianças precisam de mais proteção social, concluí estudo da OIT

Junho 5, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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© Natacha Cardoso

 

Organização Internacional do Trabalho apresentou hoje dois relatórios e concluiu que ainda há muito a fazer nas politicas de natalidade e de proteção à família em todo o mundo.

A falta de acesso à proteção social é ainda uma realidade para um grande número de mães e crianças em todo o mundo, segundo dois estudos divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que analisam a proteção social na área da maternidade e o apoio dado às crianças nos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

De acordo com o relatório sobre a maternidade, a OIT concluiu que “apenas 36% das mulheres empregadas têm legalmente direito a prestações financeiras durante a licença de maternidade”. Mas na prática, a percentagem de mulheres que estão a trabalhar e que têm acesso a este beneficio é menor (28%) porque “a legislação da licença de maternidade não está implementada de forma eficaz” em muitos países.

Também o estudo sobre a proteção social das crianças mostra uma realidade preocupante. “Embora tenha havido uma incremento de pequenos sistemas de apoio financeiro nos últimos anos, há uma diferença considerável em relação às famílias e crianças que recebem os benefícios adequados. De acordo com o estudo, 108 países têm programas infantis e prestações familiares específicas previstos na legislação, mas que muitas vezes cobrem apenas pequenos grupos”, refere a OIT em comunicado.

A organização aponta ainda uma tendência que classifica de preocupante: a redução, em alguns países, dos níveis das prestações de proteção da maternidade e da criança como resultado de políticas de consolidação orçamental. “A consolidação e o ajustamento de medidas fiscais ameaçam o progresso em matéria de proteção social para crianças e suas famílias. A pobreza infantil aumentou em 18 dos 28 países da União Europeia entre 2008 e 2013”, salientou Isabel Ortiz, diretora do Departamento de Proteção Social da OIT.

A responsável lembrou que todos os dias morrem cerca de 800 mulheres e cerca de 18 mil crianças, salientando que apesar dos esforços a mortalidade infantil e materna ainda é muito alta nos países em desenvolvimento. “A maioria destas mortes são evitáveis ??com uma proteção social adequada. A universalidade dos cuidados de saúde materno-infantis é fundamental para reduzir as taxas de mortalidade elevadas, juntamente com transferências de dinheiro que garantam uma alimentação adequada, vestuário e acesso aos serviços sociais “, acrescentou Isabel Ortiz.

 

Ana Maia, publicado no jornal Diário de Notícias em 7 de Maio de 2015.

Consulte aqui os relatórios:

Social protection for maternity: Key policy trends and statistics

Social protection for children: key policy trends and statistics

Linha de Valor Acrescentado – Basta ligar para o IAC ajudar!

Junho 5, 2015 às 1:20 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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IAC presente nas montras do Ministério da Educação

Junho 5, 2015 às 1:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Na sequência do convite endereçado ao Instituto de Apoio à Criança pela Secretaria-Geral do Ministério da Educação, a Direção do IAC considerou de grande interesse a participação do IAC no programa de dinamização de Montras do Centro de Informação e Relações Públicas (CIREP) do Ministério da Educação para a divulgação de atividades e projetos do IAC de maior significado.

A responsabilidade da organização desta exposição nas Montras do Ministério da Educação foi entregue ao sector IAC-CEDI (Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança). Desta forma, durante todo o mês de junho de 2015 pode ser apreciada a exposição “Instituto de Apoio à Criança” composta por diversos materiais: cartazes, publicações, brinquedos, trabalhos realizados por crianças e outros que representam as atividades de vários sectores do Instituto.

As montras estão situadas nas instalações do Ministério de Educação (CIREP) da Avenida 5 de Outubro, nº 107 em Lisboa.

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Casos de bullying nas escolas “muito superiores aos oficiais”

Junho 5, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 22 de maio de 2015.

O número de estudantes envolvidos em casos de ‘bullying’, em Portugal, é “muito superior” ao das estatísticas oficiais e pode ser superior a 240 mil, defendeu esta sexta-feira a investigadora Susana Carvalhosa.

A responsável, do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, falava hoje num seminário sobre “Estratégias e medidas de prevenção de bullying e do cyberbullying”, que decorreu em Lisboa.

“Os estudos indicam que um em cada cinco estudantes está envolvido diretamente em alguma situação de ‘bullying'”, os números dos serviços especializados são muito mais baixos e as estatísticas oficiais ainda mais, disse a investigadora.

E acrescentou: Dados de 2014, sobre a segurança na escola, indicam que os casos de ‘bullying’ foram 1.446; se fizermos a conta a todos os alunos das escolas poderíamos dizer que temos 241.000 alunos (20 por cento do total) envolvidos nessas situações.

“Se for um em cada cinco há muitas crianças a precisar da nossa ajuda”, advertiu a investigadora e professora do Departamento de Psicologia Social e das Organizações, do ISCTE.

O ‘bullying’ (situação de agressão, ameaça ou opressão praticada contra alguém), salientou a responsável, não acontece apenas em contexto escolar, mas também familiar, no trabalho, no bairro e até no país, porque “há países vítimas e países agressores”.

Perante mais de uma centena de participantes, Susana Carvalhosa explicou que, para que haja ‘bullying’, é preciso que haja uma intenção de provocar dano, que a ação se repita e que haja um desequilíbrio entre o agressor e a vítima. No mundo virtual, acrescentou, se alguém coloca, por exemplo, numa rede social, um vídeo humilhante, ainda que não coloque mais nenhum, é considerado ‘cyberbullying’, porque cada acesso ao vídeo reforça o comportamento agressor.

Baseando-se em investigações feitas pelo ISCTE, a responsável disse que a promoção da empatia leva a comportamentos de entreajuda, que os agressores têm por norma dificuldade em desenvolver empatia e que as vítimas “têm situações elevadas de ‘stress'”.

Começando por lembrar que o ‘bullying’ não é um fenómeno recente, embora se fale muito mais nele nos últimos anos, a investigadora disse que se fez na Faculdade um estudo com jovens adultos (25 a 35 anos), a quem se perguntou se passaram por situações de ‘bullying’. “O estudo aponta para que os que disseram que foram vítimas têm hoje menos autoestima”.

“Se não atuarmos, podemos estar a criar indivíduos que em adultos sofrem de insegurança”, salientou.

Para ajudar a prevenir o ‘bullying’, o ISCTE e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa estão a desenvolver um jogo para crianças chamado “StopBully”, que está ainda em construção e que estará disponível para telemóvel, computador e ‘tablet’.

Cátia Raminhos, da Faculdade de Ciências, e Maria de Jesus Candeias, do ISCTE, explicaram que a aplicação promove a empatia e destina-se a jovens, entre os 10 e os 12 anos, porque “os dados dizem que o pico de casos situa-se até aos 13 anos”.

 

 

Atribuição do Prémio Cidadania Europeia 2015 a Manuela Eanes – Comunicado da Direcção do IAC

Junho 5, 2015 às 9:20 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Comunicado:

O Instituto de Apoio à Criança e a sua Direcção, ao tomarem conhecimento deste prémio, congratulam-se com a atribuição desta honrosa distinção, e felicitam a sua fundadora e presidente pela justa homenagem prestada pela União Europeia à sua dedicação e empenho na causa dos Direitos da Criança e dos Direitos Humanos.

mais informações sobre o prémio na notícia do Parlamento Europeu:

European Citizen’s Prize: honouring engaged Europeans

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Caminhada pelos Direitos das Crianças 2015, 7 de junho, Parque da Paz, em Almada

Junho 5, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Almada convida toda a comunidade a participar na Caminhada pelos Direitos das Crianças 2015, a ter lugar no dia 7 de junho, entre as 9.30H e as 12.30H, no Parque da Paz, em Almada.
Este evento, sob o lema PROTEGER PREVENIR PARTICIPAR, inscreve-se no Troféu Almada 2015 e realiza-se em parceria com a Câmara Municipal de Almada, ao qual se associam as seguintes entidades: Clube de Atletismo Amigos do Parque da Paz (CAAPP), CIMO – Clube Ibérico de Montanhismo e Orientação, Associação de Coletividades do Concelho de Almada (ACCA) e o Comité Olímpico de Portugal.

Concentração junto ao Monumento à Paz.

A promoção e a proteção dos Direitos das Crianças e Jovens é uma MISSÃO de TODOS.

Inscrições em:

http://www.m-almada.pt/xportal/xmain?xpid=cmav2&xpgid=cmaform&id=caminhadadireitos


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