Maus-tratos a crianças aumentam. Na dúvida, denuncie – Entrevista de Manuel Coutinho à Rádio Renascença

Junho 4, 2015 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Rádio Renascença ao Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) no dia 4 de junho de 2015.

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ouvir a entrevista no link:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=189538

Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão assinala-se esta quinta-feira. O Instituto de Apoio à Criança admite que a sociedade portuguesa está cada vez mais alerta e menos tolerante face a situações de maus-tratos a menores.

Todos os dias chegam dezenas de denúncias à Linha SOS Criança. Em 2014, o número casos chegou aos três mil e tudo indica que seja superado este ano.

“Este ano, dado que tem havido uma maior sensibilização até da comunicação social para estes problemas, posso dizer que os números vão mais adiantados se os compararmos com o ano passado”, revela Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança e coordenador da Linha SOS.

Existem mais casos e mais denúncias, o que leva Manuel Coutinho a afirmar que a sociedade portuguesa está cada vez mais alerta e menos tolerante face a situações de maus-tratos – sejam de negligência, abusos sexuais ou outro tipo que cause sofrimento nas crianças.

Na dúvida, defende, é sempre melhor denunciar. “É melhor apresentarmos uma situação e depois não ser nada do que não apresentarmos porque temos dúvida e depois essa criança veio a morrer, a ter um sofrimento grave, a ficar em perigo. Todos nós podemos ajudar a prevenir o flagelo dos maus-tratos e ajudar a prevenir é agir antes que a situação de risco aconteça”, justifica.

A Linha SOS Criança nasceu nos anos 80 para tornar mais rápida a resposta das autoridades a estas situações, mas também para que muitas crianças pudessem contar os seus problemas, ajudando-as assim a gerir problemas que lhes provocam grande sofrimento.

O divórcio é um desses casos. Manuel Coutinho lembra, por isso, que “a separação da relação conjugal não significa separação da relação parental”.

“Um pai e uma mãe que gostam muito de um filho devem lutar por ele, mas devem perceber que um filho tem direito a ter um pai e uma mãe e que não é justo andarmos a partir as crianças ao meio, andarmos a manipular as crianças e cada um andar a denegrir a imagem do outro”, sublinha.

Ficam os alertas nesta quinta-feira, Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão.

 

 

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