O país mudou e percebe-se nas crianças

Junho 1, 2015 às 8:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Público de 1 de junho de 2015.

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Ana Cristina Pereira

O Portugal das crianças de hoje pouco ou nada tem a ver com o da infância dos pais e dos avós. Têm muito mais probabilidades de conhecer os avós, de ter uma mãe com formação superior.

Quem nasce agora tende a ter uma mãe mais madura – a idade média das mulheres aquando do nascimento do primeiro filho é de 30 anos, ainda na década de 80 rondava os 24 –, mas também mais escolarizada. Uma em cada três crianças nascidas no ano passado é filha de uma mulher com formação superior. Só um em cada 25 dos bebés dos anos 80 poderia dizer o mesmo.

Nem sempre as crianças poderão ter mães tão presentes quanto desejariam. Portugal apresenta uma das mais elevadas taxas de actividade económica feminina. As portuguesas têm um dos mais longos horários laborais da União Europeia. Em compensação, nunca houve homens tão disponíveis para cuidar dos filhos.

Talvez nada revele tão bem o estado de um país como as condições de vida das crianças que nele habitam, costuma dizer Manuel Sarmento, professor do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. É um país em mudança que emana dos indicadores que Maria João Valente Rosa, directora da Pordata, portal da Fundação Francisco Manuel dos Santos, reuniu para o PÚBLICO.

Não se reconheceria uma criança que se olhasse ao espelho e visse um reflexo de 1970, começa por comentar Valente Rosa. Era outro país, com outro modelo de família, outro acesso a água potável, instalações sanitárias, alimentação, educação, saúde, lazer, protecção de qualquer forma de mau trato. Não foi só a ditadura que caiu, a guerra colonial que acabou, o país que se abriu ao exterior. Em 1986 Portugal entrou na então chamada Comunidade Económica Europeia e isso significou mais do que avultadas transferências do orçamento comunitário para o aproximar dos outros Estados-membros.

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“O trajecto, de um modo geral, é muito favorável. Mas não estávamos no mesmo ponto de partida, alguns indicadores eram muito medíocres”, recorda Valente Rosa. Algumas mudanças foram aceleradas, outras lentas, ao ponto de ainda ser bem claro o lugar de periferia do centro que Portugal ocupa.

Há 40 anos, o país ainda tinha uma das mais elevadas taxas de mortalidade infantil da Europa. Hoje, tem uma das mais baixas do planeta. No ano passado, por cada mil nascimentos morreram três crianças com menos de um ano. Desde 1991, quase toda a gente nasce num hospital.

A redução da mortalidade infantil não compensou o decréscimo da taxa de natalidade. As crianças tornaram-se numa espécie de tesouro das famílias. Há menos menores de 15 anos do que maiores de 65. Aliás, há mais idosos que já festejaram os 80 anos do que crianças que ainda não festejaram os cinco.

A esperança média de vida subiu em todas as faixas etárias. As raparigas nascidas em 2013 podem esperar viver até aos 83 anos, e os rapazes até aos 77 anos e dois meses. Nos anos 70, a esperança média de vida à nascença era de 70 anos para as mulheres e de 64 para os homens.

Quem nasce agora não só tem mais probabilidade de vir a conhecer os netos, como de conhecer os avós dos dois lados e os pais. Em 2013, por cada 100 mil crianças nascidas em Portugal morriam seis mulheres devido a complicações durante a gravidez, o parto ou pós-parto. Ainda há 45 anos havia 73 que não sobreviviam.

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Não são só ganhos: as crianças têm mais familiares adultos, mas menos familiares da mesma idade com quem partilhar o tempo e os brinquedos. As mulheres tendem a gerar apenas um filho. Nos anos 1960 tinham, em média, três. O país entrou na era dos filhos únicos, do dos netos únicos, dos sobrinhos únicos.

Não tem de ser um drama. A vida é hoje menos linear. Diminuiu o número de casamentos, disparou o número de divórcios, caiu o número de filhos por casal, vulgarizou-se a união de facto, multiplicaram-se as famílias reconstituídas. Uma em cada seis crianças tem pelo menos um meio-irmão.

A situação, como tem alertado Manuel Sarmento, é paradoxal. O país que se pode orgulhar de ter uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do planeta também pode envergonhar-se de ter uma das mais altas taxas de abandono escolar da União Europeia.

Os dados ainda agora foram actualizados: 17,4% em 2014, a quarta mais elevada taxa de abandono precoce de educação e formação da União Europeia. Só Espanha, Malta e Roménia ficam atrás. Já foi bem pior, torna Valente Rosa. Ainda nos anos 90 rondava os 50%. “Não podemos ficar descansados”, diz. Portugal está longe da média europeia (11%) e da meta que se propôs alcançar até 2020 (10%). “E é na educação que se joga o futuro das crianças”, sublinha.

Nunca se passou tanto tempo na escola. Em 2013, quase 90% das crianças dos três aos cinco anos frequentavam o ensino pré-escolar, quase 100% entre os seis e os nove estavam no 1º ciclo, 92% das de 10 e 11 anos andavam no 2º ciclo e 88% das de 12, 13 e 14 anos faziam o 3º ciclo. “Não é suficiente”, enfatiza a demógrafa. “Estamos numa sociedade de conhecimento.” E é através da educação e da formação que mais se rompe o ciclo de pobreza e de exclusão.

Depois de anos de evolução, o país dá sinais de recuo. “As crianças têm sido o grupo etário mais penalizado pela deterioração das condições de vida”, diagnostica Amélia Bastos, professora do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, que faz parte de um grupo de trabalho sobre pobreza infantil promovido pela Rede Europeia Antipobreza/EAPN – Portugal. Reflexos do desemprego e do sobreendividamento das famílias, mas também de cortes nos gastos públicos.

Desde 2010, houve vários cortes nas prestações sociais não contributivas – como o abono de família, o subsídio social de desemprego, o rendimento social de inserção, o complemento solidário para idosos – com efeitos nas crianças. E cortes na acção social escolar e na comparticipação de medicamentos.

“O país não tem uma política global para a infância”, lamenta Amélia Bastos. Há um discurso público de incentivo à natalidade num país que vê a população sub-15 reduzida a milhão e meio. Não há, porém, “política pensada, global, que tenha em conta os direitos das crianças”.

O país é outro: generalizou-se a água canalizada, o duche/banho, as instalações sanitárias, a electricidade, o televisor, o telefone e a Internet, mas uma em cada quatro crianças vive abaixo do limiar da pobreza. A EAPN-Portugal emitiu sexta-feira um comunicado na qual o presidente da organização, Jardim Moreira, defende “a criação urgente de um programa de acção”.

 

 

 

 

Um planeta chamado infância

Junho 1, 2015 às 8:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Público de 31 de maio de 2015.

Público

Anabela Mota Ribeiro

A Laura, a Margarida, a Marta, o Martim, a Matilde e o Pedro fizeram os seus auto-retratos, com fotografia, desenhos, palavras. Falaram do brincar, dos sonhos, das pessoas importantes da sua vida, dos lugares para onde dirigem a atenção. Mostraram-se crianças como as outras, pessoas como as outras. Ou seja, todas diferentes entre si. 1 de Junho é Dia da Criança.

Laura

8 anos

Chamo-me Maria Laura Monteiro da Silva, mas gosto que me chamem Laura. Os meus pais chamam-me Laurinha e Maria Laura quando é mais a sério ou se zangam comigo.

Passo a maior parte da minha vida na escola. É uma escola pública. Entro às nove e saio às cinco e meia. Estudo. Faço trabalhos, projectos. Almoço. Não gosto de toda a comida, mas tenho de comer o que há. Às vezes vemos teatros. Gostava de ter mais tempo para brincar e de ter mais aulas de violoncelo.

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Quando for grande, quero ser violoncelista e dar concertos, conhecer muitos países e pessoas diferentes. Não sei explicar o que sinto, mas fico feliz quando estou a tocar. Quando estão a olhar para mim, fico um bocadinho nervosa, mas depois passa porque esqueço que as pessoas estão lá. Sofre-se para tocar bem porque é preciso muito trabalho.

Pratico todos os dias, 30 ou 40 minutos, em casa. Duas vezes por semana, estudo na Academia de Música de Costa Cabral, no Porto, que frequento desde os seis anos.

Quando comecei, o violoncelo era pequenino e mesmo assim era quase do meu tamanho. Escolhi o violoncelo por causa do som e porque gostava do instrumento. É bonito. Se não puder ser violoncelista, não tenho nada que queira ser. Pode ser que depois queira outra coisa.

Além do violoncelo, divirto-me a brincar com os meus amigos, jogar futebol, andar de skate, ler, andar de bicicleta e passear. Em casa, não passo muito tempo em frente à televisão, mas gosto de ver. Gosto de falar sobre os meus amigos, as coisas que vejo na televisão e na rua. E também sobre banda desenhada. Aos fins-de-semana e nas férias brinco mais e estou mais tempo em casa dos meus amigos e dos meus avós. Nas férias de Verão gosto de ir à praia e vou para a quinta na aldeia.

No futuro, gostava de viver na quinta e trabalhar no campo (quando não tocasse). Na aldeia temos mais tempo para fazer as coisas e mais liberdade. Podemos brincar na relva, andar descalços e ter muitos animais. Gostava que a minha casa fosse a casa da quinta, com toda a minha família lá. É grande e bonita, só falta uma piscina.

Tenho irmãos. Comigo, somos quatro. Uma irmã filha da minha mãe, dois irmãos filhos do meu pai. Têm 20, 21 e 26. Sou a mais nova e recebo o mimo deles todos, mas às vezes também me põem na ordem.

As minhas características: não sou tímida e não falo muito. Nos trabalhos, como estudo e como sei, sinto-me segura. Quando faço uma prova de violoncelo, tenho confiança que vou conseguir. Estudo muito e, se me enganar numa nota, tento outra vez.

As pessoas mais importantes da minha vida são os meus pais. Penso ter filhos. Bem educados, simpáticos, que ajudem os mais velhos e os pobres. Vou dizer-lhes para serem boas pessoas. Preocupo-me com as pessoas que passam dificuldades. Fico com pena. Às vezes nem conseguem arranjar casa nem têm dinheiro. Ouço isto nas notícias e vejo pessoas na rua a pedir. Algumas contam as suas histórias. Ficaram desempregadas, não conseguiam pagar mais nada e começaram a pedir. Fico com pena porque, se fosse eu, ia ficar triste, não ia gostar.

Também penso nos senhores que têm aquele trabalho muito difícil de nos proteger. Os polícias, os bombeiros e os políticos.

O segredo que te posso contar é que gostava de aprender a tocar percussão

Martim

10 anos

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Chamo-me Martim, fiz dez anos em Janeiro. Vivo com o meu pai e a minha mãe, o Ricardo e Sónia. Os meus irmãos chamam-se Manel, Madalena e Mateus. Tenho um cão, o Mojito.

Acho que sou um menino feliz. Porque tenho tudo o que é preciso para ser feliz. Tenho pais, irmãos, avós, tios. Tenho uma casa. Não queria mudar nada na minha família.

O dia mais feliz da minha vida foi quando a minha irmã nasceu. Eu queria um irmão mais novo. Eu queria ser o irmão mais velho. Ao princípio, tive ciúmes. Depois, sorriu para mim e comecei a gostar dela.

As pessoas mais importantes para mim são os meus irmãos e os meus pais. Com o Manel, gosto de brincar. De vez em quando andamos à pancada porque gozo com ele e ele fica demasiado irritado. Digo-lhe: “Não jogas nada de futebol!” O Manel tem 13, vai fazer 14. Dividimos o quarto. Partilhamos as coisas. Prefiro assim.

A Madalena pede-me muitas coisas. Por exemplo, para desenhar com ela. Tem cinco anos. Às vezes vou buscá-la à escola de trotinete, e ela queixa-se: “Não me trouxeste a minha trotinete!” Nunca fui buscá-la sozinho, mas às vezes vou à mercearia sozinho.

A primeira vez que andei sozinho tinha quase nove anos. Fui comprar batatas e outras coisas para uma festa cá em casa. Gosto da responsabilidade, apesar do medo de perder o dinheiro ou de me esquecer do recado.

O Mateus tem seis meses. Estou sempre a brincar com ele. A fazer com que se ria.

A relação com o pai e a mãe é diferente. Com o pai, gosto, quando ele não está à espera, de lhe tocar no ombro e fugir. Outras vezes, brinca comigo a torcer os dedos, aos encontrões. Com a mãe: gosto de fazer piadas que a façam rir. É um tipo de brincadeira que não sei explicar. A mãe é mais meiguinha. Quer abraçar-me muito e eu deixo-me abraçar, mais ou menos.

Como é que imagino que vai ser a minha vida? Ocupada. Gostava de ser tenista profissional. Sendo tenista, tendo dois ou três filhos, uma mulher desempregada ou com emprego, acho que teria o mesmo dinheiro que os meus pais têm agora.

Quando tinha seis anos, recebi uma nota de 50 euros. Dos meus avós. Os meus pais também me deram uma nota de 50. Fiquei louco, louco! Comecei a gostar de ter dinheiro — para poupar. Tenho 400 euros ou mais. Gasto algum dinheiro, cinco, dez euros. Para gelados, nas férias.

Agora ganho num mês, pelo menos, 20 euros. Os meus pais fizeram uma coisa: nos testes, se tirarmos negativa, temos de lhes dar dinheiro. Satisfaz: damos-lhes cinco euros. Bom: dão-nos 12 euros. Muito bom: é 24. Eu andava a tirar “satisfaz” a mais e o Manel a ter negativas. Se não fosse o dinheiro, trabalhava na mesma, mas assim é como ter uma profissão: trabalho para ganhar dinheiro.

No dia a dia, não penso muito no preço das coisas. Não sei quanto custam as coisas no supermercado.

Com este dinheiro, se oferecesse um presente, dava aos meus pais uma viagem ao Brasil. Aos meus avós, depende. Os avós maternos: estão separados. Para a avó, uma ida à Madeira. Para o avô, uma prova de vinhos. Para o avô paterno, uma ida ao teatro. Para a avó materna, um curso de cozinha.

Destes presentes todos, a prova de vinhos está excluída. Já provei vinho. Não gostei do sabor. De cerveja, gosto. Gosto mas não bebo.

Se o ténis não correr bem, posso ser negociador. Negociador de várias coisas. Tenho talento para convencer as pessoas.

[longa pausa] Há uma coisa que quero saber: o que é ser adulto?

ler o resto da reportagem no link:

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/um-planeta-chamado-infancia-1697141

 

Uma escola do Québec apresenta mesas-bicicletas para crianças hiperativas!

Junho 1, 2015 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.ayoye.com de 19 de maio de 2015.

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Une école de Laval instaure des pupitres-vélos pour les enfants hyperactifs!

L’école primaire Des Cèdres à Laval est la première au Québec à instaurer un système de pupitres-vélos pour aider les enfants hyperactif dans leur apprentissage.

Mario Leroux, un orthopédagogue, mentionne que grâce à ces pupitres spéciaux, les enfants hyperactifs qui ont toujours besoin de bouger peuvent travailler tout en ne dérangeant pas les autres élèves en classe. Il mentionne que ces enfants ont toujours besoin de bouger et sont facilement distraits, cela dérange alors les autres élèves en classe.

Les pupitres qui en coûtent 1000$ l’unité ont été achetés grâce à des dons.

La Dre Annick Vincent mentionne que cela risque d’avoir un impact positif sur l’apprentissage de ces jeunes car il est prouvé que lorsque les enfants hyperactifs maintiennent un certain degré d’activité motrice, ils apprennent plus facilement.

Alors qu’en pensez-vous? Bonne idée ou pas?

 

 

Quiz Dia da Criança – Teste os seus conhecimentos e ganhe prémios! Parceria da Representação da Comissão Europeia em Portugal com o IAC

Junho 1, 2015 às 1:20 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Quiz Dia da Criança é uma parceria da Representação da Comissão Europeia em Portugal com o Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança (CEDI) do Instituto de Apoio à Criança, de modo a comemorar o Dia Mundial de Criança.

Representação da Comissão Europeia em Portugal

Celebre o Dia da Criança connosco

Teste os seus conhecimentos e ganhe prémios! Quiz ⇒ https://goo.gl/Vojlpa

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Hoje no “Repórter TVI”, reportagem sobre o Instituto de Apoio à Criança

Junho 1, 2015 às 1:10 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Hoje no “Repórter TVI” (inserido no Jornal das 8), reportagem sobre o trabalho do Instituto de Apoio à Criança.

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“Devíamos pensar num plano de combate à violência sobre crianças” Entrevista de Dulce Rocha à Rádio Renascença

Junho 1, 2015 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, à Rádio Renascença no dia 1 de junho de 2015.

Ouvir a entrevista no link.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=189140

EPA

por André Rodrigues

A proposta é da vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança no Dia Mundial da Criança. Entre 2008 e 2014, foram sinalizadas mais de 36 mil crianças e jovens em risco.

A vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, Dulce Rocha, apela a um papel mais activo da sociedade na prevenção de casos de violência contra as crianças e propõe a criação de um plano nacional.

“Devíamos pensar, à semelhança do que sucede com a violência doméstica, num plano nacional de prevenção e de combate à violência sobre as crianças. Nós vemos que é preciso mais formação para os profissionais e muita informação para as crianças e para as famílias”, afirma à Renascença.

“Poderíamos, eventualmente, ter programas psicoterapêuticos também para reabilitar os agressores”, acrescenta.

Esta segunda-feira, assinala-se o Dia Mundial da Criança. Mais de 36 mil menores foram sinalizados entre 2008 e 2014, o que leva Dulce Rocha, que já presidiu à Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, a defender uma maior atenção a estes casos.

Por outro lado, um quarto das crianças em Portugal vive em situação de carência material. Dulce Rocha acusa o Governo de optar pela austeridade, indiferente a todas as recomendações que apontam para a necessidade de dar melhores condições às famílias.

“Eu lembro-me de termos feito a recomendação de investir nas crianças para combater as desigualdades. Mas, ao mesmo tempo em que fazíamos essa recomendação, havia políticas severas de austeridade. O resultado saiu exactamente o contrário”, critica.

Consequência disso é a quebra de natalidade. Portugal tem a taxa mais baixa da União Europeia e as mulheres em idade fértil optam por ter filhos cada vez mais tarde – em média, depois dos 29 anos.

“As famílias não conseguem ter esperança em segurança e num futuro com condições de dignidade”, afirma a vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança, que se diz “assustada” com a falta de medidas para inverter a tendência e com a saída de tantos jovens do país, uma vez que são eles que podem ajudar a mudar.

“Isto tem de fazer pensar as pessoas que têm o poder”, defende Dulce Rocha.

Crianças: “Já fizemos tanto e tão pouco”

Junho 1, 2015 às 11:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da TSF a Mário Cordeiro no dia 1 de junho de 2015.

Ouvir a entrevista no link:

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=4599802

O pediatra Mário Cordeiro recorre a uma frase de Sérgio Godinho para ilustrar a evolução do bem-estar das crianças em Portugal. Defende que houve “avanços incríveis” nas últimas décadas, mas também há muito para corrigir.

O ensaio do pediatra Mário Cordeiro para a Fundação Francisco Manuel dos Santos “Crianças e Famílias Num Portugal em Mudança” pretende retratar a saúde e o bem estar dos mais novos. E há números elucidativos: Mais de 90% das crianças portuguesas consomem “fast-food”, mais de 60% têm acesso a um computador portátil, a média europeia é de 25%, e vão mais vezes ás urgências hospitalares do que as necessárias.

Mário Cordeiro diz que “os pais, pela sua inexperiência, não sabem esperar e, mesmo quando se trata de uma febre ou de uma diarreia, imediatamente procuram uma solução mágica. Temos de combater a ideia de que tudo tem uma solução mágica”.

Na área da justiça há números que constam do ensaio “Crianças e Famílias num Portugal em Mudança” que oferecem um retrato preocupante. Em média, os casos de regulação parental demoram 30 meses. Em 2013 as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens acompanharam mais de 70 mil processos e um processo nestas comissões demora, em média, quase 1 ano a ser resolvido.

Em declarações à TSF, Mário Cordeiro considera estes “números insuportáveis. O tempo das crianças não é o tempo dos adultos. Para uma criança um ano é quase uma vida e isto não pode ser aceite”.

O pediatra Mário Cordeiro pede aos órgãos de soberania e aos partidos políticas globais para a infância e para a família. Sugere, por exemplo, a criação de uma rede de ensino público pré-escolar, vacinas gratuitas e isentar de IVA as fraldas, as cadeiras dos carros e os biberões.

Joaquim Ferreira

 

“Histórias do Lucas” hoje no programa “Agora Nós” da RTP 1 com a presença de Ana Filipe do IAC

Junho 1, 2015 às 10:51 am | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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A Drª Ana Filipe do Sector das Relações Externas do IAC, irá estar presente hoje no programa “Agora Nós” da RTP 1 a partir das 12.00 h.

 

2ªf. a 6ªf, às 8h00 e às 17h00, a série televisiva Histórias do Lucas a emitir pela RTP 2, inserida no programa Zig Zag.

Esta série de animação é fruto de uma parceria entre o Instituto de Apoio à Criança, a Fundação Lapa do Lobo, a GO TO e a RTP 2.

 

 

 

 

Playbus – Autocarro infantil móvel na Freguesia de Algueirão – Mem Martins

Junho 1, 2015 às 9:50 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Autocarro móvel de diversões em AMM

Durante o mês de Junho, aos sábados, um autocarro infantil móvel com diversões vai andar pela ruas da nossa freguesia.

O playbus é um autocarro de dois pisos transformado num parque infantil móvel cheio de diversões e destina-se a crianças entre os três e os dez anos. Este mundo de aventuras sobre rodas foi desenhado e construído para que todos os módulos de jogo formem um circuito em labirinto.

No exterior do autocarro é criada uma zona “Lounge”, constituída por um insuflável, cadeiras, mesas e chapéu de sol desde que exista condições para tal. Esta zona é construída na parte lateral do autocarro, onde se encontram as portas e vedado por um recinto de forma a dar a máxima segurança às crianças.

Calendário do Playbus:

– 06 de junho – Rua António Ferreira Gomes (parque de estacionamento do Centro Comercial Floresta Center) – Tapada das Mercês

– 13 de junho – Rua Cidade de Beja – Algueirão – 20 de junho – Estrada de Mem Martins (frente ao Mercado Municipal de São Carlos)

– 27 de junho – Largo Joaquim Rodrigues (frente aos Recreios Desportivos do Algueirão)

Traga os seus filhos e divirta-se!

 

Publicação da Direção-Geral do Consumidor “Dia Mundial da Criança – Brincar em Segurança!” Publicação on-line

Junho 1, 2015 às 8:03 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Descarregar a publicação no link:

http://www.consumidor.pt/

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