Semana da Família + Caminhada Solidária em Monchique

Maio 1, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Quase todas as crianças em Portugal consomem sal acima do recomendado pela OMS

Maio 1, 2015 às 4:29 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 28 de maio de 2015.

Enric Vives Rubio Arquivo

Lusa

Ingestão de sal não deve ultrapassar cinco gramas por dia, mas há crianças em Portugal a consumir 17 gramas de sal por dia, uma quantidade ” absolutamente astronómica”.

Quase todas as crianças portuguesas (93%) ingerem sal acima das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e 25% consome quantidades “astronómicas” que chegam a triplicar os valores aconselhados, revela um estudo da Universidade do Porto.

Uma das conclusões do estudo sobre hábitos alimentares das crianças portuguesas, a que a Lusa teve hoje acesso, indica que 93% das crianças ingere sal a mais do que é recomendado pela OMS e que 54% ingere sal acima do máximo tolerável, tendo apenas 8% das crianças ingerido as quantidades de potássio (legumes e fruta) necessárias.

O “campeão do consumo excessivo” de sal foi uma menina que chegou às 17 gramas, contou, em entrevista telefónica à Lusa, Pedro Moreira, coordenador do estudo da Universidade do Porto, que contou com a colaboração da Direcção-Geral da Saúde e foi solicitado pela OMS. “São valores absolutamente astronómicos (…). Para além destes 93% estarem a ingerir sal acima dos valores recomendados pela OMS, há 25% de crianças que consomem quantidades astronómicas de sal”, ou seja 12,5 gramas os rapazes e 11,7 ou mais as raparigas, concretizou o especialista. A ingestão de sal recomendada pela OMS é “até cinco gramas por dia”, mas há crianças em Portugal a consumir 17 gramas de sal por dia, ou seja a mais que triplicar os valores aconselhados.

O estudo realizado a 163 crianças (81 meninos), com idades entre oito e dez anos e a frequentar escolas públicas do ensino básico do Porto foi feito com base na recolha de urina durante 24 horas e respectivo doseamento de sal (sódio), tendo sido também avaliado o consumo de potássio, que se encontra nos legumes e fruta e contraria os efeitos indesejáveis do excesso de sal.

Em termos globais, os resultados estavam “maus nas duas vertentes: sódio a mais que é a parte má do sal, e os valores de ingestão de potássio eram muito baixos” ou seja as crianças estão a comer poucos legumes e frutas para combater os malefícios do sal, disse o investigador. Pedro Moreira, que é professor e director da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, alerta que este consumo excessivo de sal pode fazer com que estas crianças apresentem uma maior “vulnerabilidade a mais pressão arterial, que depois evoluem para um maior risco de hipertensão arterial e respectivas doenças associadas”.

Relatórios recentes indicam que um consumo excessivo de sal dentro da região europeia, sendo estimado que reduzir a ingestão de sal, pela metade, levaria a uma queda dramática na doença cardíaca coronária. A OMS estabeleceu com a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, um contrato para realizar uma análise transversal que avaliasse o consumo de sal em grupos vulneráveis, como as crianças. O investigador refere que este estudo é o primeiro trabalho publicado em crianças portuguesas destas idades avaliando simultaneamente a ingestão de sódio e potássio através de análises à urina.

 

 

Maio Jovem – Mês da Juventude em Odivelas

Maio 1, 2015 às 12:05 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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odivelas

http://www.cm-odivelas.pt/

https://www.facebook.com/Casajuventudeodivelas?fref=ts

Autorizado primeiro “bebé-medicamento” em Portugal

Maio 1, 2015 às 10:09 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 30 de abril de 2015.

Carlos Barria Reuters

Catarina Gomes

Casal pediu para ter um bebé que possa ser dador de medula compatível com a sua filha que tem leucemia. A transferência de embriões já foi feita numa clínica no Porto. É o primeiro caso em Portugal.

Um casal português, que tem uma filha de cerca de cinco anos com leucemia, foi autorizado pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), pela primeira vez no país, a tentar ter um bebé, com origem em embriões seleccionados em laboratório, para poder ser um dador de medula óssea compatível com a menina doente. A transferência de embriões foi feita recentemente, ainda não se sabe se resultou em gravidez, disse ao PÚBLICO o médico Alberto de Barros. Seria o primeiro caso de um “bebé-medicamento” em Portugal, assim chamados porque são usados no tratamento dos irmãos doentes.

Chama-se “diagnóstico genético pré-implantação” a um processo em que embriões obtidos em laboratório, por fecundação in vitro, são avaliados geneticamente e em que, depois de um processo de escolha, os que são seleccionados são transferidos para o útero da mulher.

Em Portugal esta técnica é permitida apenas por razões médicas e em poucas situações. Uma delas é em caso de risco de transmissão de anomalias ou doenças genéticas graves — cá, o procedimento usa-se, por exemplo, no caso da paramiloidose (doença dos pezinhos) —, sendo transferidos apenas embriões não portadores de doença.

Mas a lei portuguesa que regula a procriação medicamente assistida (de 2006) abre a porta à possibilidade da concepção dos chamados “bebés-medicamento”, em casos excepcionais — “quando seja ponderosa a necessidade de obter grupo HLA [sigla em inglês de antigénios leucocitários humanos, que definem a compatibilidade dos transplantes] compatível para efeitos de tratamento de doença grave”, lê-se na legislação.

Em causa estão situações em que há um filho anterior do casal afectado por cancro ou doença genética passível de ser curada por transplantação de células estaminais do sangue do cordão umbilical de um irmão com compatibilidade HLA ou em que é expectável que a vida da criança doente possa ser prolongada com a transplantação.

Os dois primeiros pedidos deste tipo deram entrada no CNPMA no ano passado, soube o PÚBLICO, e são ambos casais acompanhados no Centro de Genética da Reprodução Prof. Alberto Barros, no Porto. As duas situações foram autorizadas porque estavam esgotadas outras possibilidades de tratamento para os filhos doentes e o risco de saúde dos irmãos “era elevado”, explicou o presidente do CNPMA, Eurico Reis.

Alberto Barros, o director do centro que formalizou os dois pedidos, informa que num dos casais, cuja filha sofre de leucemia linfoblástica, houve transferência de embriões há pouco tempo, mas ainda não se sabe se resultou em gravidez. O outro caso autorizado ainda não avançou.

Já este ano deu entrada no CNPMA um outro pedido, este formalizado por um centro público da região Norte, de um casal com um filho que sofre de leucemia linfoblástica aguda. O prognóstico depende de muitos factores, mas “a taxa de sobrevivência global aos 5 anos é de aproximadamente 80%”, escreve o oncologista Vítor Costa do do Instituto Português de Oncologia do Porto, no site Oncologia Pediátrica.

O CNPMA ainda não se pronunciou sobre o caso deste ano, tendo pedido mais esclarecimentos, nomeadamente junto do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, no sentido de saber se estão esgotadas todas as possibilidades de haver dadores compatíveis com o menino doente por esta via, afirma o presidente do CNPMA, Eurico Reis. Ao mesmo tempo, esta criança com leucemia “está estabilizada”. O CNPMA também pediu esclarecimentos ao centro que fez o pedido, para apurar qual “é o grau de probabilidade de recidiva”.

Eurico Reis afirma que ter um filho compatível com o irmão “seria a hipótese mais fácil”. “Estes pais ficariam com um dador certo e seguro. Esta criança estaria disponível, caso seja necessária, sem haver as angústias da procura de um dador.”

“A lei diz que só em último caso. Só se não houver outras soluções possíveis”, que era a situação nos dois únicos casos aprovados em Portugal. “A vontade do legislador é restritiva”, sublinha o responsável. Eurico Reis diz que as deliberações do CNPMA “são actos administrativos e que, como tal, podem ser contestados em tribunal”.

“Instrumentalização”?

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida produziu um relatório que aborda este tema, da autoria do geneticista Fernando Regateiro, e põe em perspectiva as várias faces do problema. A selecção de um embrião para poder “tratar” um irmão pode surgir como “uma forma de instrumentalização”, podendo o embrião ser visto “como um meio e não como um fim em si, dado que apenas será implantado se for compatível com o ser humano a quem se destinam as células (se for útil)”, lê-se no documento, de 2007. Coloca-se assim a questão de os filhos dadores poderem ficar “marcados pelo facto de terem sobrevivido porque eram úteis, passando a saber, quando atingirem a razão, que tiveram a sorte de serem úteis”, continua o relatório.

A instrumentalização “é relativa”, defendeu, por seu lado, o especialista em bioética Bryn Williams-Jones, do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Montréal, no Canadá. Citado pelo jornal canadiano La Presse, disse: “Nunca temos filhos por razões puramente altruístas. Podemos ter uma criança por motivos puramente egoístas. Não há razão para que ele seja menos amado simplesmente porque foi instrumento para a cura de um outro filho.”

Guido Pennings, professor de Bioética na Universidade de Gante, na Bélgica, vai no mesmo sentido. “Não é possível dizer que os pais não irão amar e cuidar da nova criança”, “não estando posto em causa o seu valor intrínseco”, escreveu este especialista num artigo da revista científica Human Reproduction.

Uma revisão dos poucos estudos que existem sobre o impacto psicológico nas crianças que vêm ao mundo para curar os irmãos “sugere que estão sujeitas a sofrimento psicológico, independentemente do sucesso do tratamento [dos irmãos]”, escreve-se num artigo publicado em 2007 no Journal of Psychosocial Oncology. Os autores defendem que devem ser feitos mais estudos para tentar compreender “os efeitos positivos e negativos nos irmãos dadores”, que deverão ter acompanhamento psicológico a longo prazo.

Há outros autores, que o relatório de Fernando Regateiro refere, que só consideram a prática aceitável quando também serve para rastrear uma doença do próprio, fazendo-se então, ao mesmo tempo, “estudos adicionais dos embriões destinados a salvar um irmão doente”. É a hipótese ‘dois em um’.

Aquele que terá sido o primeiro caso no mundo foi precisamente uma dessas situações. Foi um bebé concebido nos Estados Unidos para tratar Molly Nash, que na altura tinha 6 anos e sofria de anemia de Fanconi, uma deficiência rara na medula óssea. Neste caso, de 2001, dos 30 embriões que resultaram das fertilizações in vitro, foram primeiro escolhidos 24 não portadores de anemia de Fanconi; cinco destes embriões livres de doença foram então seleccionados, porque eram compatíveis com a irmã doente; três deles foram transferidos para o útero e um deu origem ao nascimento de Adam Nash, que é considerado o primeiro bebé-medicamento no mundo.

A britânica Michelle Whitaker diz que se arrepia quando chamam “bebés-medicamento” a estas crianças. Ela prefere chamar ao seu filho Jamie, nascido em 2003, “bebé salvador”. Numa entrevista ao The Guardian, o pai, Jayson, disse: “É fácil evocar polémicas éticas quando nós próprios não somos confrontados com o problema.” Michelle acrescentou: “Se o nosso filho viesse a morrer, nunca nos podíamos perdoar por não termos feito tudo o que era possível para o salvar.”

Mais uma notícia do Público relacionada com o tema:

Bebés-medicamento já nasceram em vários países

 

 

A estatística não é um bicho e pode ser uma coisa para miúdos

Maio 1, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 23 de abril de 2015.

Daniel Rocha

Cláudia Bancaleiro

Exposição Pordata Viva – o Poder dos Dados abre portas esta quinta-feira e estende-se até ao final do ano.

A estatística não tem que ser um bicho-de-sete-cabeças. Pode ter ritmo, transmitir sensações, emoções e ser dinâmica. Aliás, dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB), a demografia ou economia portuguesa e da União Europeia podem mesmo ser divertidos. É isso que quer mostrar a exposição Pordata Viva – o Poder dos Dados, no Pavilhão do Conhecimento a partir desta quinta-feira, através da interacção com gráficos, ecrãs tácteis, balanças ou um set de DJ. O humorista José Diogo Quintela vai dar uma mãozinha todos os dias.

Sabia que o número de portugueses atingiu o seu máximo em 2010, quando chegou acima dos 10,5 milhões e que desde então a população tem vindo a diminuir? E que há dados estatísticos que comprovam que, ao contrário do que se pensa, Portugal não é um país de doutores e engenheiros e que não há sete mulheres para cada homem? Até Dezembro, parte do primeiro piso do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, no Parque da Nações, em Lisboa, vai estar ocupado com estatística. Através de dez módulos interactivos, crianças e adultos são convidados a interagir com dados que representam a realidade do país no tempo e a sua presença na União Europeia.

Numa parceria entre a Pordata (projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos que reúne dados estatísticos sobre municípios, Portugal e a Europa) e o Pavilhão do Conhecimento, a exposição utiliza dados reunidos na base do Pordata a partir de 1960 e até 2013 para saber mais sobre o país e a sociedade portuguesa. Num dos módulos podemos ser convidados a competir enquanto DJ ou dançarinos e fazer corresponder da melhor forma o ritmo da música ao ritmo de dados sobre o número de assinantes de Internet ou medalhas que foram ganhas por atletas nacionais.

No módulo Que país é este?, Portugal estende-se e encolhe, ficando mesmo disforme, para desafiar os visitantes a identificar as zonas do país onde há mais poder de compra, mais jovens com menos de 15 anos ou onde é feita a maior recolha de lixo doméstico por habitante. Algarve pode ser a resposta óbvia para a questão do maior número de residentes estrangeiros mas pode surpreender se a questão for sobre a reciclagem de desperdícios.

Logo ao lado, há uma balança, onde se pode saber o peso que Portugal tem no PIB da Europa. Os países da União Europeia são representados por discos, cada um com o respectivo peso. Por exemplo, colocando a Alemanha de um lado da balança e Portugal do outro, a contribuição para o PIB europeu é obviamente mais pesada do lado dos alemães do que dos portugueses. Aliás, chega-se à conclusão, pondo ou tirando mais discos, que a Portugal tem que ser adicionado o “peso” de Espanha, Polónia e Holanda para ficar lado a lado com o país dirigido por Angela Merkel.

No Desmistificador, os dados da Pordata desconstroem sete mitos sobre o que se pensa ser a realidade portuguesa através de factos. Se por um lado é verdade que há mais mulheres do que homens em Portugal, não é verdade que haja sete para cada homem. Na realidade a média é de dez para cada nove. E apesar de nascerem mais rapazes do que raparigas, a mortalidade é superior entre o sexo masculino. Doutores e engenheiros há muitos? O Desmistificador diz que não. Aliás, tendo em conta a média da União Europeia para o número de licenciados (30,3%), Portugal fica-se pelos 21,2%.

José Diogo Quintela vai estar diariamente na exposição. Não fisicamente mas através de um pequeno filme, onde dá um toque de humor à evolução de indicadores estatísticos desde 1960 e conta que, se por um lado, se chegava à Lua há cinco décadas, em Portugal, nessa altura, mais de metade das casas de banho do país não tinham água canalizada e o banho podia ser um problema.

Há mais cinco módulos para explorar além destes, como a Beleza dos Dados, Flashback Portugal ou Dados em Relevo. Nuno Garoupa, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, considera que a exposição vai ajudar à “divulgação da literacia estatística” junto do “público mais jovem e não só”, sem que seja de uma “forma fugaz”. Maria João Valente Rosa, coordenadora do Pordata, espera que este projecto aproxime o público do trabalho desenvolvido pela base de dados estatísticos, que esta quinta-feira celebra cinco anos de existência.

A exposição Pordata Viva – o Poder dos Dados vai estar no Pavilhão do Conhecimento a partir desta quinta-feira e até ao final do ano.

 

 

 

 


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