Estaremos a envenenar as nossas crianças com brinquedos?

Abril 10, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptolisbonkids.com  de 27 de março de 2015.

Sim, esta pergunta parece um exagero e um alarmismo: afinal, que mal é que os brinquedos podem fazer?

Claro que todos temos (ou deveríamos ter) a preocupação de dar brinquedos apropriados à idade das crianças e de os escolher tendo em conta a existência de peças demasiado pequenas ou quebráveis (não tenham as criaturas a infeliz ideia de achar que esses objectos servem para acabar com aquele ratinho que sentem na barriga).

Mas serão apenas esses os cuidados que nós, pais e cuidadores, devemos ter com a escolha dos brinquedos? Ou deveremos ir mais longe? Não me refiro à preocupação se o brinquedo é apropriado, se é didático, se é educativo, se a criança vai gostar, se vai ocupar muito espaço de arrumação, se vai durar muito tempo, se fica bem na decoração, se, se, se… Falo da preocupação com a saúde das nossas crianças! Será assim tão inofensivo o brinquedo que escolhemos, tendo em conta todas as questões de desenvolvimento, educação e de segurança?

Quando nos dirigimos a uma loja à procura de um brinquedo, a grande maioria do que encontramos é de plástico. Escolhemos um que nos agrade, levamo-lo para casa e esperamos que as crianças o aproveitem bem e se divirtam. Ficamos descansados (o brinquedo até tem a certificação CE)! Mas deveríamos?

De facto, a grande maioria dos brinquedos é feita de plástico, que aparenta ser o material perfeito para brinquedos: sendo de qualidade é relativamente resistente, é lavável e pode durar um tempo considerável. No entanto, apesar destas vantagens este material pode não ser assim tão seguro.

Vários tipos de plástico são usados no fabrico de brinquedos, sendo que de entre os mais comuns se encontram os conhecidos como PVC, cloreto de polivinilo ou vinil e os identificados como “Plástico #7”. E é exactamente nesses materiais que residem os maiores perigos e desafios:

Durante o fabrico, reciclagem e incineração dos materiais à base de PVC, perigosas dioxinas são criadas, algumas das quais são consideradas como os mais tóxicos venenos produzidos pelo Homem e que afectam negativamente os sistemas neurológico, reprodutivo e

Uma classe de químicos utilizados para dar mais flexibilidade aos objectos de plástico, conhecida como ftalatos, tem sido relacionada com inúmeros problemas de saúde, incluindo danos nos rins, fígado e sistema reprodutivo. Apesar de existirem restrições ao seu uso na Europa (proibição), estas só se aplicam, no caso de 3 tipos de ftalatos, a brinquedos destinados a serem colocados na boca por crianças com menos de três anos de idade (outros 3 são proibidos em todos os brinquedos).

No fabrico de inúmeros brinquedos de plástico rígido (incluindo mordedores para bebés) é utilizado bisfenol-A (BPA). Esta substância persiste por muito tempo no ambiente e no nosso corpo (foi detectada na urina de 93% da população com mais de seis anos nos EUA). Mesmo em pequenas doses, este composto pode provocar doenças como o cancro da mama, obesidade, diabetes, hiperactividade, alterações do sistema imunitário, infertilidade e puberdade precoce. Tem sido também relacionado com o autismo.

A boa notícia é que há alternativas! Basta que, na hora de escolher um brinquedo, tenha alguns cuidados. Aqui ficam algumas sugestões:

  • Comece por não comprar qualquer brinquedo que não identifique o n.º do plástico que contém.
  • Evite o PVC. Se esta informação não estiver clara no rótulo, simplesmente não o compre.
  • Evite o BPA, recusando adquirir brinquedos com Plástico #7 na sua composição. No entanto, tal não elimina totalmente o perigo: alguns estudos recentes concluem que estão a ser utlizadas substâncias nos brinquedos “BPA free” que podem ser tão ou mais perigosas, como é o caso de estrogénios sintéticos.
  • Procure brinquedos que se anunciem como totalmente livres de ftalatos. Já existem vários no mercado.
  • Evite brinquedos fabricados nos anos 70 e 80. Estudos realizados descobriram inúmeras substâncias perigosas no seu fabrico e que foram, entretanto, banidas.
  • Procure brinquedos de madeira de qualidade (não aglomerados). Esta talvez seja a mais eficaz forma de proteger as crianças e o ambiente: para além de terem menos toxicidade química, proporcionam diferentes experiências sensoriais, são mais duráveis e resistentes, não têm baterias, têm um menor impacto no ambiente e envolvem mais as crianças (não basta carregar num botão).

Por Vilma van Harten, Directora Geral da B de Brincar®, para Up To Lisbon Kids®

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Os jovens andam tristes

Abril 10, 2015 às 5:04 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 10 de abril de 2015.

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Um estudo realizado pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (UC) mostra que uma percentagem significativa de adolescentes está em risco de desenvolver depressão (19%) ou já apresenta sintomas (8%). A pesquisa envolveu uma amostra comunitária de adolescentes que frequentam o 9.º ano de escolaridade, com uma idade média de 14 anos e analisou vários contextos negativos da vida dos jovens – emoções negativas (medo, tristeza, timidez, agressão, entre outras), má relação com os colegas na escola, com os amigos ou com a família, experiências de abuso e negligência e fraco desempenho escolar.

Estes factores deixam, evidentemente, os adolescentes mais vulneráveis à depressão, mas não foram os únicos a serem estudados pelos investigadores. O papel dos pais também é central, defendem as equipas que levaram a cabo a investigação, principalmente a existência de sintomatologia depressiva nas mães ou de conflitos e menos suporte da parte dos progenitores. 

A equipa de Coimbra integrou um grupo internacional, formado ainda pela Universidade de Emory (EUA), pelo Instituto Max Planck (Alemanha) e pela Universidade da Islândia. Uma amostra de adolescentes em risco foi ainda estudada tendo em conta a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes, uma plataforma internacional criada para o efeito. Quando os pais participam no programa, nota Ana Paula Matos, investigadora da UC, “os valores de sintomatologia depressiva dos filhos descem significativamente após a intervenção, sendo estes jovens os que também apresentam os valores médios mais baixos de sintomatologia depressiva após 6 meses de seguimento”. 

ricardo.nabais@sol.pt

 

 

 

 

Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância – Calendário CPCJ Sesimbra

Abril 10, 2015 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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calendário da CPCJ Sesimbra

Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância – Calendários CPCJ Vizela

Abril 10, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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vizela2Calendários CPCJ de Vizela

Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância – Calendário de Convívio Familiar CPCJ Almada

Abril 10, 2015 às 2:21 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Calendário de Convívio Familiar da CPCJ Almada

 

Archikidz lisboa 2015

Abril 10, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ricardo_saraiva_poster_archikidzlisboa_2015

ARCHIKIDZ é uma festa-workshop gratuito que de forma lúdica e criativa pretende aproximar a Arquitectura ao mundo das crianças. Numa tarde oferece a oportunidade de aprender mais sobre essa área construindo uma maquete de uma casa com a orientação maioritaria de profissionais de arquitectura.

O evento nasceu em Amsterdão e dado o sucesso que tem vindo a ter replicou-se já por diferentes cidades do Mundo tais como Roterdão, Bergen, Buenos Aires, Sidney, Barcelona e Lisboa (2014).

Agradecimento especiai a todos os Voluntários, Amigos, Colegas e Apoios que irão tornar possível a realização deste evento!

E não menos importante um agradecimento GIGANTE a todas as crianças que serão “pequenos arquitectos” na tarde de 19 de Abril!

mais informações no link:

http://archikidzlisboa.com/

 

Encontro Violência(s): Impacto(s) na Infância com a presença de Ana Perdigão do IAC

Abril 10, 2015 às 11:01 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança irá apresentar uma comunicação pelas 15.00 com o tema “A Proteção Jurídica da Infância e Juventude e da Família”.

viol

Ficha inscrição e programa

Envie a sua inscrição até ao dia 14 de abril para: CPCJ – Dr. Simão da Cunha nº 37 (edifício antigo Tribunal) 3150-140 Condeixa-a-Nova

cpcjcondeixa@cm-condeixa.pt ou através dos telefones 239 940 142 / 239 949 120  Inscrições Limitadas a 100 participantes

 

Cursos vocacionais. Combater insucesso ou “limpar” estatísticas?

Abril 10, 2015 às 8:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 6 de abril de 2015.

Tiago Miranda

Apesar de continuarem a ser apresentados pelo Ministério da Educação (MEC) como uma “experiência-piloto”, os cursos vocacionais são já frequentados por perto de 25 mil alunos, a esmagadora maioria no ensino básico. E a ideia é chegar a mais no próximo ano letivo. As candidaturas para a abertura de novos cursos iniciaram-se na segunda quinzena de março e o objetivo é assumido: ter ainda uma “maior procura” por estas formações mais práticas, para onde podem ser encaminhados jovens a partir dos 13 anos que já contam com vários chumbos no currículo.

O gabinete de Nuno Crato assume que, apesar do alargamento exponencial – de uma experiência numa dúzia de escolas e menos de 300 alunos passou-se, em dois anos, para 24.500 estudantes em vocacionais – a avaliação continua por fazer. “O MEC já solicitou uma avaliação que se encontra em fase de conclusão.” Conhecidos os resultados, prevê-se que “a oferta passe, em definitivo, a ser uma das vias profissionalizantes”, explica em resposta enviada ao Expresso.

Para já, as críticas de diretores são várias. Faltam condições e recursos para garantir a relevância e eficácia de cursos que acabam por servir como ‘depósito’ de alunos em dificuldades, contribuindo assim para “limpar” as estatísticas do insucesso, exemplificam diretores ouvidos pelo Expresso

A procura de alternativas mais eficazes para ensinar quem há muito se desmotivou da escola, mas tem de lá estar fruto de uma escolaridade obrigatória alargada até aos 18 anos, há muito que é preocupação dos responsáveis da 5 de Outubro. Ninguém questiona a necessidade de encontrar cursos e vias diferentes para quem tem percursos e planos também muito distintos. Para Nuno Crato, a resposta está nos cursos vocacionais. Que têm como grande novidade o facto de poderem receber alunos a partir dos 13 anos, logo no 2º ciclo do ensino básico, desde que já tenham chumbado duas vezes nesse ciclo. Os antigos cursos de educação e formação recebiam alunos com percursos problemáticos apenas a partir dos 15 anos.

Para a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, o problema dos vocacionais é mesmo a antecipação da idade. A inovação de Nuno Crato, acusa, foi feita “à revelia da Lei de Bases do Sistema Educativo”. “O limite dos 15 anos servia como garantia mínima de que antes dessa idade não era possível desviar os alunos para percursos alternativos. É isso que diz a lei de bases ao estabelecer o ensino básico unificado e não dualizado”, argumenta.

Na Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria, a intenção é alargar a oferta, mas as críticas do diretor são muitas. A começar pela falta de apoios às escolas para assegurar estes cursos, em que predomina um “ambiente de indisciplina e de reiterado incumprimento das regras de conduta, contaminado por um sentimento de impunidade, pois os jovens têm a noção de que não podem ser retidos”, descreve Pedro Biscaia. A diversidade das turmas não ajuda: “Alguns dos alunos não possuem pré-requisitos mínimos, já que têm apenas a frequência do 6º ano. A única condição comum é terem um historial de repetências. Seria importante haver equipas de apoio especializados como assistentes sociais, animadores socioculturais. Os professores nem têm formação adequada, nem são exclusivos destas turmas e começa a gerar-se o sentimento de ‘atirar’ estas turmas para horários sobrantes.”

Tudo somado, remata Biscaia, “está a generalizar-se a ideia de que estes cursos servem para ‘limpar’ o insucesso do ensino regular e que estes alunos estão aqui só para dar a impressão de que estão a cumprir a escolaridade de 12 anos”.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e diretor do Agrupamento de Cinfães, reconhece a “pressão para reduzir a repetência”, mas também a necessidade de criar alternativas a alunos que não sentem “qualquer motivação para continuar a estudar”. “Dantes, havia os cursos de educação e formação. Só que esses eram financiados pelo Fundo Social Europeu e as escolas conseguiam contratar técnicos para dar as áreas profissionais. Agora, estamos dependentes dos recursos que já existam nas escolas e as ofertas das áreas vocacionais são limitadas por isto.”

O “desenrascanço”

O caso do Agrupamento de Cinfães é bem o exemplo das dificuldades de uma escola do interior, sem tradição em cursos técnicos (como as antigas escolas industriais) e poucas empresas para assegurar a formação em contexto de trabalho prevista. Ali, a área de Carpintaria é assegurada por um professor com jeito para trabalhos em madeira; a de Estética por uma professora de Artes Visuais com sensibilidade e disponibilidade para tal e a de Agricultura por outro colega que tem uns terrenos, descreve Manuel Pereira. “Passa muito por criatividade e desenrascanço”, assume.

No Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente, a experiência tem sido diferente e positiva, garante o diretor, Cesário Silva. “É preciso ter a consciência de que oferecer uma única via aos alunos é a pior discriminação que se pode fazer em relação a quem tem menos e precisa de mais”, começa por defender. E se essas alternativas surgirem mais cedo do que os 15 anos e não se tiver de esperar pelo insucesso repetido para oferecer outra via tanto melhor, argumenta. “Não tem é de ser de menor qualidade nem com menos empenho nas escolas”, sublinha.

No caso do seu agrupamento, a partir dos 14 anos, os alunos dos vocacionais começam a ir às empresas, que, ao contrário de Cinfães, não escasseiam naquela região. “Esta experimentação que é feita em três áreas pode ser uma boa forma de orientação e descoberta. E não significa que vão trocar os estudos pelo trabalho, porque há uma idade mínima (16 anos) e têm de continuar na educação até aos 18.”

O MEC argumenta da mesma forma, lembra que a oferta inclui a aquisição de conhecimentos em disciplinas estruturantes, como Português e Matemática e que ajuda a não acumular retenções, “por permitir intervir atempadamente e motivar para a escola alunos que estão em risco de abandono”.

 

BI DOS CURSOS

26% têm menos de 15 anos

Os cursos vocacionais do ensino básico destinam-se a alunos a partir dos 13 anos que já chumbaram várias vezes. Em 2013, dos 11 mil inscritos, 26% tinham menos de 15 anos. Este ano, o total de matriculados duplicou e ascende aos 22.600. A transição para o ensino regular é possível mas implica fazer exames nacionais

Curta duração

Permitem concluir o 2º e o 3º ciclos em um ou dois anos e integram 210 horas/ano de prática simulada em empresas ou na escola em três áreas profissionais. Não dão uma certificação profissional, mas estão a substituir os cursos de educação e formação

Rendimentos mais baixos

Ao longo da sua vida ativa, um licenciado ganha mais €1,3 milhões do que um trabalhador que se tenha ficado pelo 12º. Os números foram divulgados por David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação. “Portugal é ainda um país de doutores. É preciso valorizar o ensino profissional”, defendeu o ex-ministro

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de março de 2015

 

 

 

 

A Menina que Detestava Livros pela Umbigo Companhia de Teatro

Abril 10, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/789277437827175/

 


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