Rapazes com idade entre 11-15, que relataram ser vitimas de bullying em 2010 – dados da OECD

Abril 3, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

 

11081013_806115496147076_7551573308203773244_n

 

In Europe + North America, boys report being bullied the most in Austria + the least in Sweden. 1 in 5 Austrian boys versus only 4% in Sweden: http://bit.ly/1LN91qv

The OECD average for boys reporting bullying was 11% (Ireland, USA, Finland, and Germany were at this level).

This comes from a recent OECD report which included HBSC data on bullying in its analysis, for more info see: http://bit.ly/1LN8ZPj

Relatório da OECD:

Skills for Social Progress: The Power of Social and Emotional Skills

 

É científico: raparigas começam a falar mais cedo do que os rapazes

Abril 3, 2015 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Expresso de 29 de março de 2015.

Nuno Botelho

Isabel Leiria

Tal como já fazem para avaliar o peso e a altura, pediatras e especialistas em Portugal podem agora verificar em que percentil da linguagem se encontra um bebé e se apresenta ou não algum desvio relevante em relação ao padrão típico das crianças portuguesas.

Uma equipa de investigadores do Lisbon Baby Lab da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o primeiro do género a surgir em Portugal, concluiu este ano um trabalho inédito de adaptação do questionário conhecido como CDI (Inventário de Desenvolvimento Comunicativo – formas reduzidas) para português europeu, de forma a identificar as competências médias de bebés e crianças no que respeita à compreensão e à fala. Um instrumento que já tinha sido adaptado para meia centena de línguas, mas não para o português.

O estudo foi feito a partir de uma amostra representativa de 836 crianças, entre os 8 e os 30 meses. As curvas de desenvolvimento mostram que a compreensão de palavras precede a produção de vocábulos (ver caixa) e que enquanto a primeira tem uma progressão linear, a fala dá um salto a partir dos 15 meses. A investigação permitiu ainda verificar que desde muito cedo as raparigas começam a compreender, mas sobretudo a dizer, mais palavras do que os rapazes. A diferença foi encontrada em várias línguas, ainda que não em todas.

“Os estudos sobre o CDI reportam o resultado, mas não adiantam explicações. Todavia, estudos na área do desenvolvimento do cérebro revelaram que os cérebros de rapazes e raparigas apresentam diferenças no seu desenvolvimento ainda durante a gravidez e que podem estar relacionadas com a forma como homens e mulheres processam a linguagem, designadamente com o facto de as mulheres terem capacidades de linguagem mais fortes”, explica Sónia Frota: “A maturação de áreas do cérebro envolvidas na linguagem ocorre mais cedo nelas.”

Mais do que variações normais, os investigadores realçam a importância de se conhecer o desenvolvimento linguístico típico, por forma a detetar desvios significativos e desencadear uma intervenção “mais atempada e ajustada dos técnicos”. Uma das investigações em curso no Lisbon Baby Lab pretende precisamente detetar a existência ou não desses sinais em bebés de risco no espectro do autismo em vez de esperar dois ou três anos pela manifestação desses sintomas.

Ainda que não falem como os adultos – as primeiras palavras surgem à volta dos 12 meses, apesar de haver bastante variação entre crianças -, é possível, através de sistemas de monitorização do olhar (eye tracking), eletroencefalogramas, registo de sons perceber a relação de bebés e crianças com a linguagem. Quando e como começam a descodificar sons, palavras e frases é uma das perguntas a que se tenta responder naquele laboratório, criado há cinco anos. Sendo certo que antes de dizerem as primeiras palavras com sentido, os bebés desenvolvem capacidades relacionadas com a linguagem logo nas primeiras semanas de vida.

As crianças e as línguas estrangeiras

“Bebés recém-nascidos são capazes de discriminar a língua materna de línguas estrangeiras”, exemplifica Sónia Frota, diretora do laboratório. “São também capazes de distinguir entre duas línguas estrangeiras, dependendo das propriedades sonoras dessas línguas.”

O que as experiências mais recentes mostram é que tudo começa “mais cedo do que se pensava”, diz Sónia Frota. No Lisbon Baby Lab testou-se a reação de bebés com 5 meses a determinados contrastes de melodia (a mesma frase dita com entoação interrogativa ou afirmativa, como é comum na fala) e confirmou-se que os bebés já discriminam essa diferença. Mas quando foram expostos ao mesmo tipo de contrastes, usando uma língua estrangeira, no caso o mandarim, essa discriminação já não aconteceu da mesma maneira, relata. “Isto significa que aos 5 meses já estão sintonizados para a sua língua nativa”, sublinha a investigadora.

A partir dos 4-6 meses os bebés têm consciência da “distribuição dos sons típica de cada língua”, acrescenta. E não é de todo um mito que as crianças têm mais facilidade em aprender um idioma estrangeiro do que os adultos. “Mesmo entre as próprias crianças há uma grande diferença nessa capacidade, entre o que conseguem fazer entre o primeiro ano de vida e o que acontece entre os 4 e os 7 anos. A partir daí há uma quebra brutal dessa capacidade”, confirma. Porquê?

“Quando nascemos é como se o cérebro fosse um campo virgem que nunca foi ceifado, em que tudo tem a mesma importância. Um bebé exposto a sons do chinês, do árabe, do italiano, do português consegue discriminar todos eles, de uma forma que um adulto não consegue. Esse campo vai sendo ceifado pela língua a que estão mais expostos e há circuitos que vão sendo otimizados para determinadas combinações de sons e outros que vão sendo desativados”, numa espécie de “learning by forgetting” explica Sónia Frota.

É o que acontece com línguas relativamente próximas na sonoridade, como o Português e o Espanhol. “Um bebé espanhol não terá dificuldade em distinguir a vogal ‘e’ aberta ou fechada. Para um adulto espanhol isso é uma dificuldade porque só utiliza uma das vogais”, exemplifica. E está também demonstrado que, nalguns casos, as características dos idiomas acabam por facilitar ou dificultar o início da fala. Os bebés que falam inglês americano têm um desenvolvimento mais rápido do que os que falam francês, por exemplo.

http://labfon.letras.ulisboa.pt/babylab/
https://www.facebook.com/pages/Lisbon-BabyLab/119941204727631?fref=nf

 

 

Apadrinhamento civil: Ser pai sem o ser

Abril 3, 2015 às 2:53 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Texto da Visão Solidária de 27 de março de 2015.

Gonçalo Rosa da Silva

Em vez de permanecer numa instituição, Catarina ganhou uma nova vida junto de uma família que a apadrinhou. É caso único na cidade de Lisboa. Conheça a sua história

Luísa Oliveira

Dita o dicionário que um padrinho é um protetor. E a definição assenta mesmo bem a Fernanda e José Manuel que, desde outubro de 2014, protegem Catarina (nome fictício), de 6 anos, como se fossem seus pais. E ela agradece-lhes com um sorriso franco, que revela o espaço deixado nas gengivas pelos dentes que já caíram.

Fernanda, 55 anos, fisioterapeuta, e José Manuel, 64, engenheiro civil, são realmente um caso único na cidade de Lisboa. Com eles, inauguraram-se os processos de apadrinhamento civil na Santa Casa da Misericórdia, uma figura jurídica criada em 2009.

Ainda nem fez seis meses desde que Catarina, duas trancinhas a prender-lhe o cabelo com a ajuda de um enorme laçarote vermelho, entrou nesta casa para ficar – mas parece que sempre dormiu na cama encostada à parede, onde está colado um grande Mickey. Na sala, a televisão está sintonizada nos desenhos animados do Ruca, mas a atenção da menina desvia-se para a máquina fotográfica que lhe capta os movimentos e os afetos. Em frente ao ecrã, arruma-se uma mesa e uma cadeira de plástico amarelo, a lembrar que nesta casa voltou a haver crianças. Fernanda tem duas filhas já adultas, de um primeiro casamento, assim como José Manuel. Já nenhuma das quatro vive com o casal e o neto, de dois anos, só aparece de visita. É dele e de Catarina a fotografia em cima da mesinha de apoio ao sofá.

Como trabalha em pediatria, Fernanda conheceu Catarina aos primeiros suspiros de vida, na Neonatologia, e logo ali surgiu uma empatia difícil de explicar. Nascera de 28 semanas, com várias patologias associadas. A mãe deu-a, de imediato, para adoção. Quando a bebé saiu do hospital, mudou-se para o lar Santa Joana Princesa, onde ficam os mais novos acolhidos pela Misericórdia. Fernanda continuava a vê-la nos frequentes tratamentos hospitalares. E, assim que pôde, inscreveu o agregado todo como voluntário para se tornar família-amiga da Catarina. Quis isso dizer que, aos 4 anos, passaram a tirá-la do lar aos fins de semana e nas férias. Não ficavam mais tempo com ela porque a menina continuava à espera de alguém que a adotasse.

Quando Catarina completou 6 anos, escolheram apadrinhá-la. “Quisemos mostrar-lhe o que era uma família”, explica o homem da casa, que ora é chamado de pai, ora de avô (ou também de Zé). O casal nunca esteve virado para a adoção, porque existem as filhas mais velhas de dois casamentos diferentes e, em termos de herança, a situação poderia tornar-se mais confusa.

“Até aos 18 anos somos responsáveis por ela e isso é que importa”, relativiza Fernanda que, desde os primeiros dias de vida da sua afilhada, sentiu, com as mãos e o olhar, um laço a uni-las para toda a vida.

Ser ou não ser

Catarina tem dificuldades de locomoção, uma paralisia no lado direito, dificuldades cognitivas e epilepsia. Baba-se com muita frequência, obrigando ao uso constante de babete. Insere-se, por isso, num grupo de crianças que muito dificilmente encontrará uma família para as adotar. Foi a pensar em meninas como Catarina que se criou o apadrinhamento civil. Só que esta figura jurídica não está a ter o eco que se esperava. “Pede–se que as pessoas estabeleçam uma relação como se fossem pais, para toda a vida, mas sem o serem”, resume Teresa Antunes, 47 anos, responsável desta área na Misericórdia de Lisboa.

Todas as crianças que não estejam com a família e que não tenham um projeto de vida que passa pela adoção – ou, como no caso da Catarina, não hajam candidatos para as adotar – estão aptas a serem criadas por padrinhos, na verdadeira e antiga aceção da palavra. O facto de a família biológica não ser completamente posta fora de jogo, assusta os potenciais interessados. Mas Teresa Antunes assegura que todas as normas definidas são salvaguardadas: “A forma como os contactos se processam fica estipulado num contrato reconhecido pelo juiz e pode sempre ser reavaliado.”

A mãe da Catarina nunca mostrou intenção de ter alguma relação com a filha, nem de saber com quem estava. Por isso, o casal faz a sua vida normal, sem prestar satisfações, levando-a para todo o lado. Passam fins de semana nas casas de Óbidos e Castelo Branco, visitam os padrinhos-avós e as quase-irmãs. “Estamos a educá-la como se fosse nossa filha”, garante Fernanda, enquanto a aconchega carinhosamente no seu colo.

O renascer do instinto maternal

As patologias de Catarina obrigam a um acompanhamento intensivo que se reflete em consultas de terapia ocupacional, da fala e fisioterapia. Normalmente, é José quem a leva aos médicos, enquanto Fernanda trabalha com a menina numa ginástica matinal e sempre que a apanha a jeito: “Ela pensa que estamos a brincar, mas aproveito e faço-lhe uns exercícios.” Também já começou a ensinar-lhe alguma grafia, como preparação para o primeiro ciclo que irá integrar no próximo ano letivo, em regime de ensino especial. Frequenta ainda aulas de natação e equitação.

Para esta nova aventura, 36 anos depois de ter sido mãe pela primeira vez, Fernanda tem o apoio e ajuda do marido e das filhas. E sente-se muito “feliz”, “tranquila”, “rejuvenescida ” e até ganhou novo instinto maternal, envolto numa maior sensatez. “Não me importo de não ir ao cinema para ficar com ela. Mas se quiser muito sair, uma das nossas filhas tomará conta dela, como já aconteceu.”

Fernanda e José não foram candidatos espontâneos, embora desempenhem as suas funções com nota máxima. No caso deste casal, os técnicos da Santa Casa, ao aperceberem-se da ligação que ambos tinham à menina, propuseram-lhes a via do apadrinhamento. E eles, como grande parte da população, desconheciam esta possibilidade, apesar de a Misericórdia já ter feito várias ações de informação. Quem por lá aparece, expõe sempre as mesmas dúvidas: confundem apadrinhamento com família-amiga ou com a ajuda a crianças em países subdesenvolvidos. A todos é entregue um panfleto explicativo, onde pode ler-se: “Apadrinhar uma criança ou um jovem representa uma entrega incondicional de afeto, contribuindo para o seu desenvolvimento num ambiente equilibrado e estável. Ao apadrinhar, está a criar laços afetivos para toda a vida. Aceita o desafio?”

Apadrinhamento civil

ELEGÍVEIS

Crianças e jovens com menos de 18 anos

CANDIDATOS

Pessoas singulares ou inseridas numa família, a partir dos 25 anos

ACOMPANHAMENTO TÉCNICO

Ao fim de 18 meses acaba

MOTIVAÇÃO

Índole solidária e capacidade de estabelecer uma relação afetiva, sem que existam laços filiais

FILIAÇÃO

A criança mantém os apelidos da família biológica

LAÇOS

Pode haver contacto com a família biológica e ela saber com quem e onde vive a criança

CONTRATO

É revogável

PODEM CONSTAR NO IRS COMO DEPENDENTES

Constam como dependentes, tal como os filhos biológicos

 

 

Pedido de participação num estudo através de um questionário online sobre Famílias e Coparentalidade

Abril 3, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

porto

Famílias e Coparentalidade

Investigador Principal: Diogo Lamela

Esta página descreve uma investigação que está a ser coordenada pelo Doutor Diogo Lamela, Professor Auxiliar na Universidade Lusófona do Porto, Faculdade de Psicologia, Educação e Desporto.

Objectivo do estudo

O objectivo deste estudo é compreender como as famílias influenciam o funcionamento psicológico e social dos seres humanos.

Para participar, deverá:

– Ter pelo menos 18 anos

– Residir em Portugal

Ser pai/mãe de pelo menos um filho entre os 0 e os 18 anos

Em caso de ter mais do que um filho, refira-se sempre ao seu filho MAIS NOVO ao responder às questões.

Procedimentos do Estudo

Se decidir fazer parte deste estudo, ser-lhe-á pedido que complete um questionário online, que deverá demorar entre 15 a 20 minutos a responder. O questionário consiste em questões demográficas, sobre o seu bem-estar e as suas opiniões sobre as famílias bem como acerca da sua própria família. Nós gostaríamos que completasse todas as questões do questionário, no entanto, poderá não responder a qualquer questão que eventualmente possa ser um pouco desconfortável. Nós estimamos que farão parte deste estudo aproximadamente 700 pais e mães.

Confidencialidade

As suas respostas ao questionário são totalmente anónimas. Nenhuma informação que o possa identificar será questionada e/ou guardada. É totalmente livre de desistir a qualquer momento. Apenas os membros da equipa de investigação terão acesso às bases de dados do estudo.

mais informações no link:

http://www.familiasulp.com/

Oferta das atividades educativas no museu de Alverca

Abril 3, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

museu

 

O Núcleo de Alverca do Museu Municipal de Vila Franca de Xira (MMNA) localiza-se na antiga casa da Câmara de Alverca, reconstruída em 1764, após o grande Terramoto que assolou o Reino de Portugal em Novembro de 1755. Recuperado e ampliado em 2007, o MMNA possui, à disposição do público, exposições de longa duração e temporárias, centro de documentação, auditório e sala de Serviço Educativo.

O Serviço Educativo desenvolve actividades desde 1990, integrando-se no Programa Educativo “O Museu Oferece” do Museu Municipal de Vila Franca de Xira, possuindo larga experiência na transmissão de saberes e disponibilizando uma série de acções educativas que ajudam a esse objectivo.

O programa agora disponível é dirigido a todos os públicos existindo, no final da apresentação de cada acção, a indicação da faixa etária a que se destinam.

Todas as actividades deverão ser marcadas com o mínimo de uma semana de antecedência, estando sujeitas ao calendário das actividades do MMNA.

O número de visitantes por grupo não deverá exceder as 20 pessoas, ou uma turma, por actividade.

Contacto:

Museu Municipal – Núcleo de Alverca

Praça João Mantas

2615 ALVERCA

Tel.: 219 570 305

museumunicipal.nucleoalverca@cm-vfxira.pt

Serviço Educativo de Alverca

Museu Municipal de Vila Franca de Xira

 

 

 

 


Entries e comentários feeds.