Férias da Páscoa no Fluviário de Mora

Março 26, 2015 às 8:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Sexting: Girls as young as seven in explicit videos online

Março 26, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Report by Internet Watch Foundation and Microsoft finds younger and younger children appearing in naked images and videos on the web, including sexually explicit material.

A “disturbing trend” of young children appearing in sexually explicit videos and images online has been revealed by new research.

Children as young as seven appear naked in content on the internet which has been posted by themselves or surreptitiously recorded by a third party, the study found.

Online safety group the Internet Watch Foundation (IWF) and Microsoft, the technology giant, which worked together on thenew research, said they identified nearly 4,000 images and videos in a snapshot covering three months last autumn.

Of those, 667 (17.5 per cent) featured children who were 15 years old or younger and of those 286 were thought to be under 10.

And an overwhelming majority of the content – 93 per cent – featured girls rather than boys.One video described in the report featured a girl aged about seven who was heavily made up and dressed in underwear exposing herself.

The girl says: “Mum might see it and get worried and you know, like, delete my account.”

Another video of “extremely sexually explicit” acts featured a girl aged about 12.”In some instances it was clear that the children depicted were aware and intended that the content they were creating should appear on public internet sites,” said the report.

But an IWF spokesman said in some cases the material was secretly recorded on internet video calling services and then posted by a third party.

In another video described in the research a girl aged about 10 is “crying and clearly extremely distressed” as she repeatedly shakes her head at an unknown individual communicating with her over the internet, before she strips naked.”

Comments made in relation to this video on the site on which it had been posted say this video is an example of a ‘sextortion’ video, whereby a child is blackmailed on the basis of sexual content they have shared with the blackmailer,” said the report.

“If the child refuses to create more, the blackmailer will distribute the original content publicly. ”

It went on: “The finding that 667 of the images and videos assessed depicted children aged 15 years and younger, with 286 of these depicting children assessed as being 10 years and younger indicates a disturbing trend for younger children to be producing sexually explicit content which is being distributed online.“

Of particular concern is that the young people depicted took no steps to conceal their identity or location, even in many cases using their real names.

“In some instances, it is apparent that this content is being knowingly created to appear on public websites.”

Nine out of 10 of the explicit videos and images were created using a webcam, usually on a home computer, which the study said challenged the traditional view of such content being produced on mobile phones.

“Traditional definitions of ‘sexting’ and ‘self-generated sexual content’ have focussed on the use of mobile devices such as phones as being the primary method for creation and onward distribution of the content,” it said.

“However, an analysis of the devices used to create the content depicting children aged 15 years or under showed that 573 (85.9 per cent) of the images and videos had been created using a webcam.”

Claire Lilley, head of child online safety at the NSPCC said: “The truly worrying problem is the number of very young children who are being coerced into providing material which is almost certainly finishing up in the hands of sex offenders.”

Many of them are primary school age and are being forced to commit acts which are at the most serious end of sexual abuse.

“It’s apparent some are being ‘directed’ to do things they find extremely distressing by strangers sitting at the other end of a webcam who will then no doubt pass on the material.”

She added: “This is a horrifying situation for the young victims who will be scared and bewildered by what is happening.

“To protect them there must be more investment in crime enforcement agencies so they have the manpower and latest technology to prevent this hideous abuse.

“Some older children may be willingly taking part in making sexually explicit videos because it might seem edgy or exciting.”

But they should be aware they are also likely to have no control over the final destination of such images.

“They could be shared countless times and remain in existence for many years to come, with consequences they will live to deeply regret.”

Trombetas, Trompa, Trombone e Tuba : uma viagem no tempo com os metais – Concerto de Solidariedade no Teatro Nacional de São Carlos que reverte para o IAC

Março 26, 2015 às 2:45 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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TROMBETAS, TROMPA, TROMBONE E TUBA: UMA VIAGEM NO TEMPO COM OS METAIS Foyer do Teatro Nacional de São Carlos* 28 de MARÇO às 11 horas *Lotação limitada a 100 lugares e à lotação total do Foyer do TNSC

Dos palácios dos reis e dos campos de batalha até à Broadway e Hollywood, os instrumentos da família dos metais, com o seu poder e brilho são insubstituíveis. O magnífico Lisbon Brass, constituído por solistas da Orquestra Sinfónica Portuguesa, vai contar-nos uma história através dos tempos.

Entrada condicionada ao levantamento prévio de senha, mediante entrega de brinquedo ou livro que reverte para o IAC — Instituto de Apoio à Criança; levantamento de senha a partir de sábado, 28 de março, às 10h, na bilheteira; disponibilidade limitada à lotação do Foyer do Teatro Nacional de São Carlos.

Texto do site do Teatro Nacional de S. Carlos

Evento no Facebook do Teatro Nacional de S. Carlos

 

Trombetas, Trompa, Trombone e Tuba : uma viagem no tempo com os metais – Concerto de Solidariedade no Teatro Nacional de São Carlos que reverte para o IAC

Março 26, 2015 às 2:27 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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TROMBETAS, TROMPA, TROMBONE E TUBA:
UMA VIAGEM NO TEMPO COM OS METAIS
Foyer do Teatro Nacional de São Carlos*
28 de MARÇO às 11 horas
*Lotação limitada a 100 lugares
e à lotação total do Foyer do TNSC

Dos palácios dos reis e dos campos de batalha até à Broadway e Hollywood, os instrumentos da família dos metais, com o seu poder e brilho são insubstituíveis. O magnífico Lisbon Brass, constituído por solistas da Orquestra Sinfónica Portuguesa, vai contar-nos uma história através dos tempos.

Entrada condicionada ao levantamento prévio de senha, mediante entrega de brinquedo ou livro que reverte para o IAC — Instituto de Apoio à Criança; levantamento de senha a partir de sábado, 28 de março, às 10h, na bilheteira; disponibilidade limitada à lotação do Foyer do Teatro Nacional de São Carlos.

Texto do site do Teatro Nacional de S. Carlos

Evento no Facebook do Teatro Nacional de S. Carlos

 

Como era ser criança em Portugal?

Março 26, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Afinal, como se brincava (ou não) no tempo dos cavaleiros? E das Descobertas? E no Estado Novo? A jornalista Maria João Martins foi investigar e o resultado foi o livro ‘História da Criança em Portugal’.

 

– Na Idade Média, as crianças nobres não cresciam com a família. Afonso Henriques foi criado com um dos magnatas da corte, Egas Moniz, que o preparou para ser rei.

– A criança medieval era amamentada até aos 3 ou 4 anos (enfim, ainda não havia biberões nem leite de substituição…)

– A nossa escola é um produto da escola da Idade Média: e da Igreja. Já havia um professor, muitos alunos, disciplinas e avaliações. Mas ao princípio as escolas formavam apenas monges, filhos de reis e alguns nobres. Curriculum: ler e escrever, Bíblia, canto e aritmética. Mais tarde: latim, gramática, retórica e dialética.

– A melhor mãe de Portugal deve ter sido… uma inglesa: pelo menos, foi a partir de D. Filipa, mãe da Ínclita Geração e mulher de D. João I, que se difundiu a ideia de que era conveniente apostar na educação dos infantes.

– A coroa de melhor pai? Bem, sabe-se que D. Manuel era um pai atento dos seus muitos filhos (tão atento que foi com imensa relutância que deixou casar a sua adorada filha Isabel, já ela ia quase nos 30 anos, o que na altura equivalia a quase terceira idade).

– Nem os bebés reais tinham a vida facilitada, atropelados em jogadas políticas: a filha mais nova de D. Manuel, Maria, nascida do seu terceiro casamento, estava órfã de pai aos seis meses e separada da mãe aos 2 anos, uma vez que a política obrigava D. Leonor, uma vez viúva, a abandonar Portugal e nunca mais ver a filha. Ainda assim, Maria teve sorte: anos depois, chega à corte uma tia, D. Catarina, para se casar com o rei, e faz notar ao marido que a menina é esperta. D. João III imediatamente lhe arranjou bons mestres. Não era a sorte da esmagadora maioria das meninas, que nem ler sabiam.

– Esta tia sabia o que era ser princesa e infeliz: Catarina viveu até aos 18 anos trancada numa torre com a mãe, Joana, a Louca, e a sua diversão consistia em atirar moedas da torre para que as crianças pobres viessem brincar por baixo da sua janela…

– O órfão D. Sebastião confessava-se desde os seis anos, e desde os 3 que se sentava no trono, dando a minúscula mão a beijar aos embaixadores e dignitários internacionais.

 

Dos meninos-reis às amas

– As meninas sempre brincaram com bonecas, mas as princesas não tinham bonecas bebé: tinham representações de mulheres adultas ricamente vestidas (uma espécie de Barbies). Diferença: estas bonecas não seriam propriamente brinquedos, mas formas de mostrar o que estava na moda e com as quais posavam nos retratos.

– Para os rapazes, o jogo mais popular era a pela, um antepassado do ténis que consistia em lançar uma bola com uma raquete. Um brinquedo que os pais Descobridores trouxeram aos filhos do Oriente: um papagaio de papel. Mais chocante (para nós…) era o novo ‘brinquedo’ que estava na moda trazer de África às crianças ricas: um companheiro de brincadeiras negro…

– O nosso melhor rei morreu antes do ser, ainda adolescente. Sabiam que por pouco não tivemos um rei chamado D. Teodósio? Era filho de D. João IV, e era, rezam as crónicas, culto, letrado, sensato e muito inteligente. Infelizmente, era também muito doente: morreu aos 19 anos, de tuberculose. Má sorte a do reino: o seu sucessor, o irmão Afonso, era o oposto: atrasado, imbecil e arruaceiro. Felizmente havia ainda um terceiro irmão, Pedro…

– Os rapazes nobres só iam para colégios (jesuítas) no início da adolescência. Para a universidade iam os filhos segundos e que queriam seguir a carreira eclesiástica. Os primogénitos, que iam herdar tudo, cedo deixavam de estudar… As raparigas tinham poucas hipóteses de instrução. Podiam estudar em conventos, mas mesmo aí pouco mais aprendiam que leitura e bordados. Claro que os pobres não tinham esses luxos… .

– Nos séculos XVIII e XIX, a Roda da Santa Casa da Misericórdia acolhia os bebés indesejados e pagava a amas de leite para os amamentar. Mesmo as mães pobres recorriam por vezes às amas, de modo a poderem continuar a trabalhar no campo. Mas havia muitas fraudes: as mães dos enjeitados ofereciam-se para amamentar os próprios bebés que haviam abandonado, ou encobriam a morte de uma criança, trocando-a por outra. Escusado será dizer que as mortes destes bebés iam dos 20 aos 90%.

 

Fechadas na ‘nursery’ ou expostas na roda

– O último rei de Portugal era filho de uma adolescente. A rainha Maria Pia tinha apenas 16 anos quando D. Carlos nasceu, e ainda não chegara aos 18 quando teve o seu último filho, Afonso. Ao serviço dos dois estavam três criadas, uma varredeira, um criado de quarto, um moço de recados e uma preceptora. Não sabiam nada do mundo: na mesa real nunca se falava de política.

– A família de D. Carlos não era assim tão diferente das famílias reais atuais: também passeavam com os pais mandando beijinhos à multidão. Em agosto iam de férias para muito longe (Pedrouços) e em setembro para ainda mais longe (Cascais).

– Um dia, em 1873, D. Carlos, com 10 anos, atrapalhou-se no mar de Cascais. A mãe tentou salvá-lo mas também quase se afogou. Valeu-lhes o ajudante do faroleiro da Guia, que recebeu uma medalha e uma pensão vitalícia. Quem também recebeu uma medalha: a rai-nha. Afinal, também tentou salvar o filho. E hoje como ontem, não desperdicem o valor de boa publicidade.

– Há um século, estava na moda as classes altas contratarem nurses, mademoiselles ou frauleins (ou mesmo as três) para que as crianças aprendessem outras línguas. Também está na moda ter um espaço especial na casa só para as crianças. Mas eram pouquíssimas as crianças nessas condições: mais frequentes eram as abandonadas. No princípio do século XX, 12% das crianças eram ilegítimas, e a grande maioria delas abandonadas ou expostas na Roda.

– Em 1910, 80% dos portugueses não sabe ler nem escrever. Foi só a partir da República que se instituiu a escolaridade obrigatória de cinco anos (não durou).

 

Do ardina ao menino do cravo

– Em 1000 bebés, morrem 150 ao nascer: era assim no tempo da Segunda Guerra, em Portugal, onde a grande maioria das crianças nascia e vivia tão mal como no século XIX. Se sobrevivessem, esperava-os desde pequeninos uma vida de operário, costureiras ou pequenos ardinas. No Norte, era frequente serem separados da família com 7 anos para virem servir em Lisboa.

– Em 1942 é criado o abono de família. Mas: só para casais casados pela Igreja, com mais de cinco filhos menores, legítimos e batizados. Ufa!

– Durante o Estado Novo, muitas escolas fecham, a escolaridade obrigatória passa a três anos e com separação de sexos. Resultado: drástica falta de mão de obra qualificada, que leva, muitos anos depois, em 1965, à criação da Telescola.

– Diogo Bandeira Freire tinha apenas 3 anos e uma cara angélica com caracóis louros quando foi arrancado à cama e levado ao aeroporto da Portela, onde o fotografaram a colocar um cravo numa metralhadora segura por três soldados. Mal sabia o bebé que se tornaria o ícone de uma revolução de 74…

– À data da Revolução de Abril, as mães ainda não sabiam o sexo dos bebés antes de nascerem. Desde então, muita coisa mudou: e há uma boa notícia: no grupo dos 22 países da Europa Ocidental, Portugal ocupa hoje uma honrosa sexta posição no ranking dos países mais bem classificados em termos de mortalidade infantil: a taxa caiu de 78 em mil, em 1960, para 3, em 2009, em grande parte devido à criação do Serviço Nacional de Saúde, em 79.

– Ah, e que foi feito do’ menino do cravo’? Emigrou para Inglaterra. Portugal é um bom país para nascer, mas não para viver…

 

Fonte: Revista Activa, 8 de Março de 2015

 

Violência sexual. 176 filhos vítimas de abuso pelos pais em quatro anos

Março 26, 2015 às 10:58 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 25 de março de 2015.

Marko Djurica Reuters

Numa altura em que se discute o acesso por parte dos pais a uma base de dados de pedófilos, quantas vezes serão eles os agressores?

Foi preciso um ano para a mãe perceber que o filho estaria a ser abusado pelo pai. Separada e com a guarda do J., o rapaz ia de quinze em quinze dias passar o fim-de-semana com o pai. A certa altura, quando tinha três anos, começou a ficar mais irrequieto e mais agressivo na escola. Tornou-se carente mas por vezes com comportamentos “desadequados”, como tentar meter a língua na boca da mãe.

O caso, descrito ao i pela técnica da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) Joana Menezes, é um dos 176 relatos de filhos abusados sexualmente pelos pais que a associação registou nos últimos quatro anos, um número sem precedentes. Maior incidência e/ou maior sensibilização – que podem estar a levar a mais denúncias e detecção precoce – são as explicações dos técnicos para o número de casos, que em 2011 chegaram a representar 13,5% das situações de violência sexual contra crianças e adultos que passaram pela associação.

Numa altura em que se prepara a criação de uma base de dados de agressores sexuais de menores, à qual, de acordo com a proposta do governo, os pais teriam acesso, a APAV reserva para o parecer que tenciona remeter ao parlamento uma opinião fundamentada sobre a eficácia desta estratégia. Mas há algo unânime para os peritos: como acontece na violência entre adultos, é em relações de intimidade que ocorrem a maioria dos abusos de menores, o que sugere que uma base em que se pudesse indagar o passado de um desconhecido seria preventivo numa minoria das situações.

Embora não sejam tão detalhados, os dados do último Relatório Nacional de Segurança Interna permitem confirmar o que está descrito na literatura: cerca de 80% dos abusos acontecem em relações de proximidade. Em 2013 foram abertos 1227 inquéritos por indícios de abuso sexual de crianças. Em 48% o agressor era familiar da vítima e em 25% um conhecido. Só em 145 situações se tratava de um desconhecido e apenas 28 casos aconteceram em relações de assistência e formação. Manuela Santos, técnica da APAV do Porto, sublinha que importa desmistificar a noção do autor do crime como desconhecido.“O que os dados indicam é que em muitas situações as agressões ocorrem quando existe um laço familiar e de facto, que acaba por ser aproveitado pelo agressor e gera muita confusão na criança”, explica. “O facto de haver esse laço acaba por perpetuar o abuso, porque é difícil para a criança perceber se os comportamentos serão normais e há uma ambivalência de sentimentos em relação ao agressor.”

Joana Menezes, da APAV de Lisboa, partilha da mesma opinião e explica que por vezes os sinais são subtis, o que exige sensibilização. “As crianças não têm fantasias sexuais, fantasiam com coisas que lhes fazem bem. Por vezes desvaloriza-se pensando que é mentira.” Ou que é normal. Segundo relatou a mãe de J. quando procurou ajuda da associação – porque apesar de decorrer o inquérito-crime o filho tinha de continuar a ir às visitas quinzenais – o rapaz às vezes regressava triste de casa do pai e quando lhe perguntava porquê limitava-se a responder que tinha ficado de castigo, o que a mãe atribuiu ao temperamento “mais frio” do ex-companheiro. Mas noutras vezes regressava contente e apenas uma vez fez birra para não ir, o que a mãe desvalorizou.

Foi num regresso aparentemente normal, contudo, que começou a achar que poderia haver mais alguma coisa, mas mesmo assim não seguiu o seu instinto. Ao dar banho ao filho, este disse-lhe que lhe doía o pénis. A mãe notou vermelhidão mas achou que seria uma infecção semelhante a outra que o pediatra diagnosticara meses antes – que mais tarde veio a pensar se não seria já um primeiro sinal. Ao questionar o filho, este disse-lhe que o pai lhe tinha “mexido na pilinha” e posto creme. Quando confrontou o ex-companheiro, o relato foi natural. Lembra-se de estranhar mas desvalorizou: pensou “estar a fazer filmes.”

Tempos depois, quando as birras começaram a aumentar e num regresso mais calado, a mãe voltou a insistir com J. A criança respondeu-lhe que o pai lhe tinha voltado a mexer e a pedir-lhe para “chupar a pilinha dele”. E disse-lhe que tinha de guardar segredo, se não nunca mais faria as coisas de que gostava. Só aí a mãe caiu em si, fez queixa na PJ e J. foi avaliado pelo Instituto de Medicina Legal. A associação desconhece o desfecho do caso mas diz que é importante reconhecer que o fenómeno existe e não escolhe classes. Os pais de J. têm ambos estudos superiores, empregos estáveis. Uma família de classe “média alta”, diz  a técnica.

Serão os casos da APAV representativos? O i tentou perceber junto do Ministério da Justiça quantos agressores de menores condenados nos últimos anos eram pais das vítimas. Fonte oficial indicou que o “modo de recolha dos dados estatísticos junto dos tribunais judiciais” não permite fornecer essa informação. Também Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, indicou que as estatísticas deste organismo não detalham essa informação. Sabe-se apenas que em 2013, último ano com dados, foram sinalizadas 2898 potenciais situações de abuso sexual e 180 foram objecto de deliberação de medidas.

 

 

APAV registou aumento de casos de violência contra crianças e idosos em 2014

Março 26, 2015 às 10:04 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 26 de março de 2015.

Fotografia © Nuno Pinto Fernandes Globalimagens

Em média, 130 mulheres e 21 homens recorreram aos serviços da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima por semana.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou 852 casos de violência contra idosos em 2014, mais 10,1% face ao ano anterior, e 992 situações de agressões a crianças e jovens.

Em média, todas as semanas, 16 idosos e 19 crianças são vítimas de crime em Portugal, segundo o relatório anual da APAV 2014, a que a agência Lusa teve acesso.

Comparativamente com os dados de 2013, a APAV registou um aumento de casos de violência contra as pessoas idosas, passando de 774 situações em 2013 para 852 no ano passado, um aumento de 10,1%,

Também registou um aumento de casos nas crianças e jovens, que subiram de 974 para 992, o que representou um aumento de dois por cento.

“Entre mulheres e homens, no seu conjunto, o aumento percentual foi o mais significativo com 12,4% (de 6.985, em 2013, para 7.848 em 2014), sublinha a APAV no relatório.

De acordo com os dados, todas as semanas, em média, 130 mulheres e 21 homens recorrem aos serviços da associação.

No cômputo geral, a APAV registou, em 2014, 12.379 processos de apoio com atendimentos, a maioria de violência doméstica.

Em termos comparativos, de 2013 para 2014 existe um aumento do número de processos com atendimentos (quase 5%) e do número de crimes (4,4%).

A APAV acompanhou 8.889 vítimas diretas que foram alvo de 21.541 crimes e ou de outros atos violentos.

Dos 12.379 processos, 91,9% tiveram o seu primeiro atendimento em 2014, existindo 8% de casos que transitaram de anos anteriores devido à complexidade das situações apresentadas.

Do total dos crimes registados pela APAV, “claramente que os crimes contra as pessoas, particularmente no que diz respeito à violência doméstica (maus tratos físicos e psíquicos) sobressaem face aos restantes com 78,4% do total de crimes”.

Dos utentes que reportaram crimes à APAV, em 2014, 82,3% eram mulheres com idades entre os 25 e os 54 anos (37,1%). Relativamente à escolaridade, os níveis de ensino superior (7,6%) e o nível de ensino básico do 3º ciclo (4,8%) destacaram-se face aos restantes.

Já no que diz respeito à principal atividade económica, 29,6% dos utentes encontravam-se empregados e 19,4% desempregados.

As vítimas de crime que usufruíram dos serviços da APAV eram maioritariamente casadas (32,8%) ou solteiras (22,7%) e pertenciam sobretudo, a um tipo de família nuclear com filhos em 39,4% dos casos.

As grandes zonas urbanas concentram o maior número de vítimas que recorrem aos serviços da APAV, sendo a maioria destas, como em anos anteriores de nacionalidade europeia (91,2%).

Em mais de 70% dos casos assinalados a vitimação ocorrida foi de tipo continuado. A duração deste tipo de vitimação continuada acontece, sobretudo, num espaço temporal entre os dois e os seis anos (19%).

Segundo a APAV, o principal local do crime assinalado foi a residência comum (entre vítima e autor do crime) com 52,6% das sinalizações.

A associação registou 9.152 autores de crime em 2014, mais de 80% eram homens, com idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos (30%), 35,6% eram casados e em 31,7% dos casos tinham uma atividade profissional regular.

 

 

 

Feira da Ladra Jovem 2015 em Loures

Março 26, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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