Hora do conto “Quem quer o rinoceronte barato?” na Biblioteca Municipal Maria Lamas (Monte da Caparica)

Março 24, 2015 às 10:17 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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rino

Dia: 28 de março

Horário: 16h00

Local: Biblioteca Municipal Maria Lamas – Setor Infantil

Hora do conto “Quem quer o rinoceronte barato?” de Shel Silverstein

Gatos, cães, peixes, tartarugas ou hamsters? Estás à procura de um bichinho de estimação diferente? Todos sabem que os benefícios de ter um rinoceronte em casa são imensos. Ou não? Por isso vale a pena vires conhecer o rinoceronte de Shel Silverstein. Afinal, Quem quer um rinoceronte barato?

Uma história para encantar pais e filhos onde a convivência com o diferente e a tolerância são as questões fundamentais.

Duração: 60m

Público-alvo: crianças dos 6 aos 10 anos

Lotação máxima: 10 famílias (máximo 20 participantes

Marcação prévia: Catarina Reis

biblactividades@cma.m-almada.pt

211 934 020

 

Biblioteca Municipal Maria Lamas

Rua do Moinho ao Raposo

2825-016 Caparica

Tel.: 21 193 40 20

 

4 razones por las que la educación de Finlandia es tan buena

Março 24, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.psyciencia.com  de 6 de março de 2015.

4 razones por las que la educación de Finlandia es tan buena

Por David Aparicio

El sistema educativo Finlandés es la envidia del mundo, durante los últimos años sus estudiantes han sobresalido entre los países de primer mundo en la evaluación Pisa (Programa Internacional de Evaluación de Estudiantes) que evalúa a través de tests estandarizados a niños de 15 años en 65 países. Con tan altos puntajes uno pensaría que los estudiantes finlandeses son los que más horas de clases y tareas tienen. Pero en realidad, utilizan un método que muchos considerarían como poco efectivo: sus alumnos empiezan la escuela recién a los 7 años, son los que menos horas de clases tienen y menos deberes dejan a sus alumnos.

Recientemente el diario La vanguardia realizó una entrevista al decano de la facultad de educación de Finlandia, Jari Lavonen (Lee la entrevista completa aquí) y de ella extrajimos 4 razones por las que la educación en Finlandia es tan buena:

Las cualidades de un buen maestro: Debe tener mucha motivación, deben saber escuchar, trabajar duro y estudiar mucho, porque la carrera de maestro es difícil. Un maestro debe tener un comportamiento ético porque es un ejemplo social.

Creen en la equidad: una cultura de educación, escoger a los mejores maestros, un sistema que confía en ellos, que los valora, que les da autonomía (dato curioso: en Finlandia no existe la inspección educativa). Creen en la equidad. No existen escuelas privadas, todas las escuelas son públicas, los libros durante la primaria son gratis y el gobierno invierte en buenas bibliotecas. Se preocupa por los alumnos con necesidades especiales y hay pocos alumnos por aula.

La educación empieza a los siete años: Consideran que los niños menores de 7 años deben disfrutar de su tiempo, deben jugar y no ingresar tan temprano a un sistema reglado y pesado como la escuela. Y para ayudar a los padres que trabajan, el gobierno ofrece guarderías municipales, pero con un enfoque lúdico y también hay madres que se encargan de varios niños y el gobierno de cada municipio les paga por ello.

Tienen una visión holística de la educación: El gobierno entiende que una buena educación no solo se correlaciona con el progreso económico sino también con una vida más plena, más recursos vitales y mejor cuidado de la salud.

Imagen: K12educationsystem

 

Vamos ao Mercado! Vídeo das Histórias do Lucas

Março 24, 2015 às 4:15 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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2ªf. a 6ªf, às 8h00 e às 17h00, a série televisiva Histórias do Lucas a emitir pela RTP 2, inserida no programa Zig Zag.

Esta série de animação é fruto de uma parceria entre o Instituto de Apoio à Criança, a Fundação Lapa do Lobo, a GO TO e a RTP 2.

As História Fazem-nos Crescer – Vídeo das Histórias do Lucas

Março 24, 2015 às 4:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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2ªf. a 6ªf, às 8h00 e às 17h00, a série televisiva Histórias do Lucas a emitir pela RTP 2, inserida no programa Zig Zag.

Esta série de animação é fruto de uma parceria entre o Instituto de Apoio à Criança, a Fundação Lapa do Lobo, a GO TO e a RTP 2.

 

O LUCAS NO ZIG ZAG DA RTP – Vídeo

Março 24, 2015 às 3:37 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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2ªf. a 6ªf, às 8h00 e às 17h00, a série televisiva Histórias do Lucas a emitir pela RTP 2, inserida no programa Zig Zag.

Esta série de animação é fruto de uma parceria entre o Instituto de Apoio à Criança, a Fundação Lapa do Lobo, a GO TO e a RTP 2.

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Portugal não reduziu excesso de peso e obesidade entre adolescentes

Março 24, 2015 às 2:09 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de março de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Trends in young people’s health and social determinants

Nuno Ferreira Santos

Andreia Sanches

Estudo internacional passa em revista dados de 2002, 2006 e 2010 e traça tendências. Investigadora do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo diz que a meta de travar epidemia da obesidade foi alcançada. Agora falta reduzir a prevalência.

Os adolescentes estão em geral “mais saudáveis” do que há uma década, conclui o estudo Tendências na saúde dos jovens e determinantes sociais publicado nesta terça-feira no The European Journal of Public Health, com base em dados recolhidos em vários países da Europa e América do Norte. Mas há um aspecto que causa preocupação: o número dos que sofrem de excesso de peso e obesidade não está a diminuir. Portugal faz parte do grupo dos que há anos se destacam pela negativa.

Em 2002, 19% dos rapazes adolescentes portugueses apresentavam excesso de peso ou obesidade. Em 2010, eram 21,34%. Em 25 países analisados, ao longo de oito anos, Portugal esteve sempre no grupo dos seis onde o problema mais se faz sentir entre os jovens. Nas raparigas, as taxas oscilaram entre os 13,54% e os 15,87% (respectivamente em 2002 e 2010). Mais, só nos Estados Unidos.

O trabalho publicado no The European Journal of Public Health passa em revista os dados obtidos no âmbito do Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) — um grande levantamento dos comportamentos e estilos de vida dos adolescentes que é publicado de quatro em quatro anos em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O último inquérito HBSC foi feito em 2014 em 43 países e abrangeu em Portugal 6026 jovens com uma média de idades de 14 anos. Os dados nacionais já antecipados, em Dezembro, mostraram que o peso dos adolescentes portugueses com excesso de peso ou obesidade se mantinha idêntico ao que havia sido registado no inquérito de quatro anos antes (15,2% com excesso de peso, 3% obesos). Mas estes dados de 2014 não estão ainda reflectidos na análise publicada nesta terça feira.

O trabalho hoje publicado é constituído por um conjunto de 21 artigos de investigadores de vários países que analisaram os inquéritos do HBSC de 2002, 2006 e 2010. O projecto foi coordenado pela Universidade de St. Andrews, na Escócia, em colaboração com a OMS. O objectivo é aproveitar o manancial de informação que foi sendo apurada nos diferentes inquéritos quadrianuais e traçar tendências.

Um dos artigos aborda a prevalência do excesso de peso e da obesidade em 25 países europeus, mais Canadá e Estados Unidos. Sem surpresas, os Estados Unidos ocupam sistematicamente o topo da tabela. A Ucrânia é o país onde o problema tem tido menor dimensão ao longo do período em análise. Em 13 países, o excesso de peso e a obesidade ganharam terreno entre os rapazes, de forma que os peritos consideram significativa. O mesmo aconteceu entre as raparigas, em 12 países. É no leste europeu — caso da Croácia, da República Checa, da Estónia, ou da Rússia, por exemplo — que a situação mais se tem agravado.

Em Portugal, os dados apontam para uma estabilização, segundo os peritos. Mas por que razão o problema se mantém praticamente inalterado? Contactada pelo PÚBLICO Ana Rito, investigadora do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e coordenadora do programa MUN-SI (Programa de Promoção de Saúde Infantil em Municípios), diz que não se trata de uma derrota: “Portugal travou o carácter epidemiológico da obesidade, tal como foi estabelecido na conferência europeia de Istambul, na Carta Europeia de Luta contra a Obesidade [em 2006]. Não houve aumento. Agora, as taxas mantêm-se elevadas.”

Apesar de não conhecer a análise agora publicada, Ana Rito diz que a tendência traçada vai no mesmo sentido da observada para crianças mais pequenas — através do COSI (sistema de Vigilância Nutricional Infantil), que avalia crianças entre os seis e os nove anos. “É preciso perceber os factores de risco e prevenir, para que não haja mais crianças e adolescentes com esta doença, e tratar as que têm esta doença.” E isso passa “por um estilo de vida saudável”.

As crianças e jovens portugueses até apresentam alguns aspectos a seu favor, como um consumo maior do que noutros países de hortofrutículas, explica a investigadora. “Mas quando se comparam os níveis de actividade física com os que se observam, por exemplo, no Norte da Europa não há comparação possível” e Portugal sai a perder. Os hábitos das raparigas e dos rapazes portugueses são bem mais sedentários.

Não se trata apenas de actividades formais de exercício: “Por exemplo, os pais portugueses não sentem que o caminho de casa para a escola seja seguro, por isso os meninos não vão a pé”, diz, citando dados recolhidos no âmbito do COSI.

As famílias também se queixam de falta de tempo, o que prejudicará as refeições que preparam para as crianças. “Há uma enorme necessidade de acompanhar as famílias”, diz, o que é, de resto, um dos objectivos do MUN-SI. “O excesso de peso e a obesidade continuam a ser um sério problema de saúde pública”, remata.

Impacto da crise

Os 21 artigos que constam da mais recente edição do European Journal of Public Health passam em revista vários outros aspectos relacionados com a saúde dos adolescentes avaliados pelo HBSC — desde o consumo de substâncias, como álcool, drogas e tabaco, à “satisfação com a vida” reportada pelos jovens.

Concluem os peritos que os adolescentes ficaram, em geral, nos últimos anos, “mais felizes e saudáveis” o que até “é surpreendente tendo em conta que muitos países enfrentaram graves crises económicas na última década”.

A tendência global é para um aumento do consumo de fruta e vegetais, para um aumento da actividade física, para um aumento do usos de preservativos, exemplifica-se, num comunicado síntese da Universidade de St. Andrews. Tudo isto se deverá às políticas de saúde pública levadas a cabo em vários países e também à mudança dos valores — até das modas, admite-se.

Infelizmente, os dados já conhecidos para Portugal relativos a 2014, do HBSC, e ainda não reflectidos nesta análise, mostram que em alguns aspectos os jovens até podem estar mais saudáveis mas já não “mais felizes”, diz Margarida Gaspar de Matos, coordenadora em Portugal do HBSC.

Em declarações por email, a investigadora da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, diz que o trabalho sobre as tendências ao nível da saúde dos adolescentes agora divulgado é “muito importante” (a própria é co-autora de vários dos artigos) mas, “em alguns países, como Portugal, foi comprometido pela recessão”, ficou, de algum modo, ultrapassado. “Pelo menos na percepção de felicidade e bem-estar e da saúde mental as coisas pioraram pela primeira vez desde 2002”, em Portugal.

Recorde-se algumas das conclusões divulgadas em Dezembro: quase 30% dos adolescentes portugueses disseram  que se sentiam deprimidos mais do que uma vez por semana. Eram 13% em 2010. Perto de um em cada quatro disse sentir medo frequentemente. Três vezes mais do que quatro anos antes. E um em cada cinco alunos do 8.º e 10.º anos magoou-se a si próprio nos 12 meses anteriores ao inquérito, de propósito, sobretudo cortando-se nos braços, nas pernas, na barriga… Um aumento de quase cinco pontos percentuais. Ter dores de cabeça mais do que uma vez por semana é algo que faz parte da vida de 36% dos adolescentes quando, em 2010, era relatado por apenas 13,5%.

 

 

Há jovens a autoflagelarem-se nas redes sociais

Março 24, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 23 de março de 2015.

Daniel Rocha

Cláudia Bancaleiro

Comportamento pode explicar-se com a necessidade de atenção ou como uma forma de se promoverem junto de colegas e amigos.

Em 2013, o suicídio de Hannah Smith aos 14 anos foi associado ao bullying que sofria através do site Ask.fm. Mensagens como “morre, toda a gente ficará feliz” ou “faz-nos um favor e mata-te” foram encontradas no perfil da adolescente britânica. Na altura, o Ask.fm enfrentou fortes críticas, incluindo do primeiro-ministro David Cameron, e acabou por anunciar o reforço das suas medidas de segurança. Uma investigação posterior concluiu que 98% das mensagens de ódio recebidas por Hannah tinham sido enviadas pela própria adolescente.

O fenómeno de “cyber self-harm” ou autoflagelação online é recente. Quem o pratica publica ou envia mensagens abusivas e insultuosas para os seus próprios perfis nas redes sociais, na maioria das vezes de forma anónima, uma situação que é permitida em algumas redes, como é o caso do Ask.fm, Yik Yak ou Tumblr.

No caso de Hannah Smith, foi isso que aconteceu. A adolescente foi encontrada enforcada no seu quarto. Para trás tinha ficado um autêntico massacre de ataques anónimos feitos online através do Ask.fm, como se veio a confirmar numa investigação aos perfis que a jovem mantinha nas redes sociais.

Os pais de Hannah iniciaram uma campanha a denunciar as fragilidades e perigos que sites como o Ask.fm representam para as crianças. Aquele reagiu garantindo que iria tentar identificar quem, de forma anónima, tinha atentado contra Hannah. A família ficou chocada com os resultados da investigação. Havia de facto mensagens publicadas por terceiros a atacar a jovem, mas a esmagadora maioria eram da autoria da própria. As autoridades concluíram o mesmo quando investigaram o computador e endereços de IP da adolescente.

O que leva um jovem a autoflagelar-se online é complexo e perigoso. Além dos danos psicológicos, existe também o risco de haver riscos físicos. Rachel Welch, directora da organização britânica Selfharm, um projecto que apoia jovens que fazem mal a si próprios física e psicologicamente, já teve contacto com vários casos de autoflagelação e alerta para graves riscos deste tipo de comportamento.

“Esta forma de auto-abuso pode funcionar como um catalisador para danos físicos e fornecer motivação para que continue. Pode tornar-se viciante para alguns fazerem algo como cortar-se, queimar ou arrancarem cabelo, e o período de recuperação pode ser prolongado, com muitas recaídas”.

Segundo a Selfharm, a designação de autoflagelação pode representar vários comportamentos, mas no geral pode ser entendida como uma resposta física a uma dor emocional e pode ser viciante. As reacções podem levar à auto-mutilação, mas também a distúrbios alimentares ou abuso de drogas, exemplifica a organização.

Porquê auto-abuso online?

Quando a autoflagelação é feita na Internet, o caso toma outras proporções. Enquanto um jovem se auto-mutila muitas vezes sem ninguém o saber e o faz sozinho; no caso do auto-abuso online o jovem fica exposto online. Danah Boyd, uma das principais investigadoras na Microsoft Research e uma das primeiras pessoas a falar sobre este tema, considera que é “importante salientar que a autoflagelação online não será provavelmente a explicação para a maioria dos comentários negativos anónimos que se fazem, mas o facto de existir deve servir de alerta para todos, e especialmente para os pais que tentam lidar com o bullying”.

Citada pela fundação Cybersmile, uma organização com representação no Reino Unido e nos Estados Unidos que se dedica ao combate do cyberbullying, como uma das principais investigadoras nesta área, Danah Boyd encontrou três razões que podem explicar este tipo de comportamento num jovem: Pode ser um pedido de ajuda para conseguir a atenção dos pais ou de amigos quando se sentem vulneráveis. A importância de ter um estatuto social entre os colegas e amigos. O jovem é tão popular que está a ser alvo de comentários de “invejosos”. E o aumentar da auto-estima pode ser outra razão. Ao despoletar comentários abusivos, o jovem espera receber apoio de amigos através de elogios.

Emma Short, coordenadora do Centre for Cyberstalking Research, diz ter encontrado casos de auto-abuso na rede Tumblr. “A vasta maioria [dos comentários] era de utilizadores a afirmarem que se odiavam. Talvez seja uma forma de conseguir aprovação para os seus sentimentos. Investigações mostraram que se alguém publicar um post negativo online, perto de 30% das pessoas vão juntar-se à acção de bullying, mas perto de 60% vão atacar os abusadores e defender a pessoa alvo de comentários. Pode ser isso que estes jovens procuram”, argumenta a responsável, citada pela Cybersmile.

O fundador desta organização, Scott Freeman, sublinha que estes jovens não pertencem a uma geração de diários em papel, os seus sentimentos mais íntimos são descarregados online. “Estes miúdos vivem todas as suas vidas online, para eles é natural, é aí que devem revelar os seus sentimentos”.

Nos últimos anos, são vários os estudos publicados sobre a autoflagelação. Mas são raros os que se dedicam à temática do auto-abuso online. Um dos mais recentes foi publicado em Junho de 2012 pelo norte-americano Massachusetts Aggression Reduction Centre. Nesse ano, quando entrevistados 617 estudantes, 9% admitiu que já se tinha autoflagelado na Internet de forma anónima.

À semelhança do que sustenta Danah Boyd, o estudo concluiu que entre as motivações apresentadas para o comportamento, os jovens falaram numa tentativa de chamar a atenção de amigos e família, de levar outros a preocuparem-se consigo e a defenderem-nos online.

Ellie começou aos 15 anos

Ellie, agora com 19 anos, começou aos 15 a atacar-se a si própria de forma anónima. Aos 17 anos contou a sua história à organização Selfharm. Criou vários perfis anónimos e escreveu comentários no seu perfil verdadeiro. Acusava-se de ser feia e inútil. “Sabia que era eu que estava a escrever mas no ecrã não era eu. No ecrã era a minha mãe ou a minha melhor amiga”. Ao escrever mal sobre si própria recebeu comentários a alimentar os seus medos mas também mensagens de apoio de amigos. “Os meus amigos tentaram proteger-me e apoiaram-me. Para que tudo continuasse acabei por publicar mensagens negativas contra eles”, contou a jovem.

Rapidamente as coisas descontrolaram-se e Ellie tomou uma decisão. “Estava a matar-me vê-los tão zangados por minha causa e foi aí que soube que tinha de parar. Aquilo não era sobre magoar outras pessoas, era sobre magoar-me a mim própria”.

A investigadora Danah Boyd, também professora na Universidade de Nova Iorque e membro do Berkman Center for Internet and Society, em Harvard, alerta que é necessário perceber a questão antes de partir em busca de respostas e formas de ajudar estes jovens. “Percebi que a maioria dos adultos quer responsabilizar a tecnologia por estes problemas em vez de reconhecer que os jovens estão simplesmente a usar a tecnologia para divulgar uma série de questões sociais e emocionais que enfrentam”, disse à BBC.

A responsável lamenta que os próprios especialistas prefiram falar sobre o que a tecnologia faz aos jovens, no lugar do que torna visível sobre a cultura da juventude. “A tecnologia espelha e aumenta o bom, mau e feio sobre o dia-a-dia mas é mais fácil culpar a tecnologia do que procurar mais profundamente”.

 

 

5º Simpósio de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA)

Março 24, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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simposio

http://simposio-phda.pt/

5 erros que cometemos ao levar tecnologias para a sala de aula

Março 24, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.prof-edigleyalexandre.com

Wireless Campus Manager

Os recursos tecnológicos avançaram de tal forma, que chegam a ser indispensáveis para qualquer aula de qualquer disciplina. Porém, poucos são os que usam da forma mais correta possível ou que aplicam em sala de aula, afim de obter algum resultado positivo. Este não é um texto de caráter crítico (até porque me incluo também), é apenas a minha forma de enxergar as possibilidades que estão em nossa volta e potencializá-las. Não sou um super professor, tenho os meus erros também.

Fazer uso de recursos tecnológicos não significa apenas, ligar um computador conectado ao projetor e começar uma longa apresentação de conteúdos, deixando os alunos cansados de tanto ver textos, imagens e vídeos na telona. Qualquer tipo de ferramenta tecnológica deve ser ser analisada e planejada, antes de implementá-la.

Quais são os principais recursos tecnológicos disponíveis?

Há diversas possibilidades de recursos tecnológicos que podem ser implementados em qualquer nível de ensino. Muitos já são aplicados há muito tempo, outros ainda estão engatilhando e estarão disponíveis, em uma escala muito maior, a médio ou longo prazo. São eles:

  • Computadores ou Notebooks + Internet;
  • Computadores ou Notebooks + Internet + Projetores Multimídia;
  • Computadores ou Notebooks + Internet + Projetores Multimídia + Softwares Educacionais;
  • Tablets + Internet + Projetores Multimídia + Aplicativos Educacionais;
  • Computadores + Notebooks + Tablets + Internet + Programa de Gestão Escolar;
  • Computadores ou Notebooks + Internet + Lousa Digital;
  • Computação em Nuvem +  Projetores Multimídia;
  • Materiais concretos e manipuláveis (LEGO, Material Dourado, etc.)
  • Computador Invisível;
  • Organismo de Avaliação da Linguagem Corporal;
  • Professores robôs;
  • Cursos online, professores online;
  • Social Learning;
  • Realidade aumentada.

Leia o artigo Qual o futuro que a tecnologia pode trazer para a sala de aula? para obter mais informações.

Quais os nossos erros?

Usar tecnologias para enriquecer as aulas objetivando sucesso com a aprendizagem dos alunos, e, também a agilidade e produtividade do professor; depende de alguns fatores importantes e que podem ser analisados separadamente, em busca de uma melhor implementação destes recursos, aliados aos conteúdos trabalhados em sala de aula ou em casa.

Acompanhe a lista que enumerei sobre os erros que cometemos ao levar tecnologias para a sala de aula. São 5, e conta também com a colaboração de outros professores.

Erro 1 – Não planejar

Ao falhar na preparação, você está se preparando para fracassar [Benjamim Franklin]

Assim como uma aula precisa de um planejamento prévio, a aplicação de recursos tecnológicos também se faz necessário, já que eles estarão incluídos na aula como objetos determinantes para a aprendizagem. Mesmo que a escola ou universidade ofereça projetores multimídia, computadores, notebooks, tablets, lousa digital, etc., de nada adiantará se você não souber por onde começar, o que desenvolverá e como encerrará as atividades.

E como planejar? Continue lendo.

Erro 2 – Não analisar os currículos no planejamento

Seja um professor iniciante ou veterano, ele sempre sabe o que irá ensinar durante o ano inteiro. Isso é verdade? Talvez hipoteticamente sim, mas na prática isso não funciona muito, quando o estudante é questionador e não aceita respostas prontas. Se preparar para as aulas com ou sem recursos auxiliares, sem planejamento é um erro.

Respondendo a pergunta no final do Erro 1: o planejamento deve ser baseado de acordo com a grade curricular estabelecida, e que tenham maiores chances de abordagens diretas e indiretas, fazendo uso de alguns recursos tecnológicos.

Alguns currículos tem potencialidades maiores, do ponto de vista da aprendizagem, quanto ao uso de recursos tecnológicos.

Por exemplo: Em Matemática, no 3º bimestre do 9º ano, será trabalhado os assuntos Função Polinomial do 1º e 2º grau. Este é um conteúdo rico, com mais chances de abordagens, com uso de algum recurso tecnológico. Ou trigonometria, quando há a possibilidade de construção de instrumento (teodolito) capaz de medir a altura de objetos que não podemos alcançar, sem a ajuda de uma escada ou elevador. No artigo artigo Como deve ser uma avaliação de Matemática?, há mais detalhes sobre o teodolito.

E como usar os recursos? Continue lendo.

Erro 3 – O mal uso dos recursos junto aos currículos programados

Certa ver li em uma entrevista:

Não basta usar os recursos tecnológicos para projetar em uma tela a expressão “2+2=4”. Você pode escrever isso no quadro negro, com giz. A questão é como ensinar a Matemática de uma maneira que só é possível por meio das novas tecnologias, porque elas fornecem possibilidades de construção do conhecimento que o quadro negro e o giz não permitem. [Guilherme Canela Godoi, coordenador de comunicação e informação no Brasil da Unesco, braço da ONU dedicado à Ciência e à Educação]

Ou seja, utilizar recursos tecnologias em sala de aula, para realizar as mesmas tarefas que são feitas usando o quadro, o giz (ou lápis atômico) e o livro didático, é um erro. É certo que cada ferramenta tecnológica tem finalidades distintas, porém elas devem ser integradas e convergir para um ponto em comum – a aprendizagem dos alunos.

Como dar aulas de Matemática usando uma lousa digital? Sem um sistema operacional, um software que gerencia a lousa, internet, treinamento e um bom planejamento curricular, a aula se torna inviável. No caso da lousa digital, algumas trazem um ótimo software instalado que permite fazer construções geométricas, das quais é impossível desenhá-las no quadro.

O estudo da Geometria no Ensino Fundamental 2 é um dos grandes problemas no Ensino de Matemática.

Um bom planejamento baseado nos currículos que serão estudados, poderá evitar erros. E como utilizar os recursos tecnológicos disponíveis de forma correta? Por favor, continue lendo.

Erro 4 – A ausência de treinamento

Como utilizar uma ferramenta tecnológica quando não se sabe nem o básico sobre informática? Mesmo que a intenção seja ótima, é um erro tentar implementar estes recursos às aulas, pois poderá ocorrer diversas situações desagradáveis, como:

  • Perderá tempo tentando planejar e elaborar uma atividade;
  • Perderá tempo também tentando se conectar a algum dispositivo que usará em sala de aula;
  • Mostrará inexperiência aos seus alunos;
  • Não mostrará confiança no uso do recurso, tanto na escola como em casa.

Em vez de ajudar, atrapalhará.

O ideal é que a escola tenha um profissional dedicado somente a Informática (o famoso suporte de TI), que possa treinar os professores com estas tecnologias. A semana pedagógica pode servir pra isso também.

Sugestões de cursos online:

Não tem alguém para te ajudar com estes recursos? Se você realmente quer inovar, não espere cair ajuda do céu. Mova-se e tente sozinho. Se não pode ter a ajuda pessoal direta, então use a internet ao seu favor. Pesquise, principalmente no Youtube.

Alguns vídeos:

Planejei, analisei os currículos e fiz um treinamento com as recursos tecnológicos que usarei durante o ano letivo. Já posso integrar estas ferramentas às minhas aulas? Sim, desde que se sinta preparado. E como começar, desenvolver e encerrar as atividades aliadas aos recursos que escolhi? Continue lendo.

Erro 5 – O recurso tecnológico é meu e ninguém pode usar

Há aulas em que o uso de recursos tecnológicos é unilateral. Somente o professor aplica em suas aulas. Geralmente são aquelas aulas com projetores. Acredito que a aprendizagem pode aumentar gradualmente, quando as tecnologias são compartilhadas.

O que quero dizer? É um erro o professor explorar, por exemplo, o material dourado ou o LEGO, através de uma ótima aula, e os alunos ficarem apenas olhando e não poderem manipular os materiais em sala de aula ou no laboratório.

O mesmo pode acontecer quando o professor explora um software em suas aulas e não dá a oportunidade de seus alunos também o explorarem e assim construir seu aprendizado mediante a pesquisas.

Por exemplo, o Software Livre GeoGebra, o software matemático dinâmico que mais utilizo. Ele é projetado em um quadro, com um excelente applet, que realmente ajuda no entendimento do conteúdo, mas, que pode ser explorado pelos próprios alunos, através de atividades propostas pelo professor.

Leia:

Para isso, o recomendável é que a aula seja em um laboratório de informática equipado com computadores multimídia e com o GeoGebra (e outros softwares) instalados e atualizados. Desta forma todos os alunos podem explorar a sua própria aula, planejada para um determinado dia.

Mais dicas de como usar os recursos tecnológicos em sala de aula

Durante estas três semanas, escrevendo este texto (pois é, escrevo vários rascunhos e depois reedito e escrevo no blog), li vários textos sobre o tema e que compartilho aqui para leitura. É sempre bom ler outras ideias e novas práticas. Segue algumas nos links abaixo.

Artigos:

Sites:

Entre outros sites de grandes empresas que dedicam um pouco à Educação.

Concluindo

Independente da ferramenta tecnológica que utilizará em suas aulas, se faz necessário que ela se encaixe em seu perfil de professor (seja lá qual for a disciplina), e, por outro lado, seja uma ferramenta de auxílio compartilhada para seus alunos.

Esses recursos não podem substituir as suas aulas “tradicionais”, mas, que elas possam inspirar, motivar e construir um aprendizado significativo. Desta forma, sua aplicação fará todo sentido e trará benefícios para a escola, para o professor e para os alunos.

Se identificar com um recurso tecnológico, pode trazer mais chances de aprendizado (para professor e aluno), do que abraçar um montante de recursos que não serão explorados de maneira adequada.

Edigley Alexandre

 

 

 


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