Campanha: Crianças com trissomia 21 não devem ser “invisíveis” na sala de aula

Março 20, 2015 às 9:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 18 de março de 2015.

Fotografia © Global Imagens  Natacha Cardoso

A campanha “Obrigada Professora, por puxar por mim!” procura sensibilizar para a necessidade de desafiar e investir nas crianças com trissomia 21.

A associação de pais de crianças com trissomia 21, Pais 21, lança a campanha de sensibilização “Obrigada Professora, por puxar por mim!”, para procurar chamar a atenção para as capacidades das crianças e jovens com a anomalia genética, que são muitas vezes “invisíveis” nas escolas. Surge no contexto do Dia Mundial da Trissomia 21, assinalado a 21 de março.

“Muitas escolas não estão ainda preparadas para investir no potencial destas crianças e jovens e acabam erradamente por marginalizá-los”, diz a Pais 21 em comunicado, destacando que as capacidades dos alunos com trissomia 21 são muitas vezes desvalorizadas.

A campanha de inclusão escolar procura que os alunos com trissomia 21 deixem de ser “invisíveis” e sejam vistos como capazes. “Ter trissomia 21 não significa ser-se menos capaz ou valer menos investir no seu desenvolvimento”, sublinha a associação.

Além da campanha de sensibilização, a Pais 21 promove ainda o lançamento do livro Bebés com Trissomia 21 – Novo Guia para Pais, que será distribuído gratuitamente a pais de bebés com trissomia 21 nos hospitais portugueses, como parte do Kit 21. O Kit 21 é organizado pela associação de pais para fazer chegar “a informação correta desde o primeiro momento” aos pais de crianças com a anomalia genética mais comum, para que “saibam do potencial do seu filho desde o seu nascimento e tenham consciência de que não estão sozinhos”.

 

 

 

Crianças terão sido traficadas de Angola e eram “obrigadas a trabalhar” na Amadora

Março 20, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de março de 2015.

Miguel Madeira

Andreia Sanches

Os “supostos familiares” que as mal tratavam, na Amadora, já foram constituídos arguidos. Menores estão em instituições de acolhimento desde Janeiro. PGR diz que existem cinco inquéritos relacionados com suspeitas de tráfico de crianças de Angola, dois deles já em fase final.

Viviam em duas casa diferentes, na Amadora. E eram “obrigadas a trabalhar” para os “supostos familiares”, que lhes “limitavam os movimentos e as castigavam fisicamente”, nas palavras do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Em Janeiro, a escola das duas crianças deu o alerta. E elas foram levadas para instituições de acolhimento, onde estão até hoje. Foi aberta uma investigação. E nesta quinta-feira, o SEF emitiu um comunicado onde diz que há indícios de que ambas terão sido traficadas de Angola para Portugal.

O SEF faz saber que foram realizadas nesta quinta-feira, precisamente, duas buscas domiciliárias, na Amadora, que permitiram confirmar “a situação muito precária em que viviam as menores”.

As buscas também “possibilitaram a apreensão de documentação e material informático relacionado com a prática dos crimes”.

A operação contou com a colaboração da PSP da Amadora. Ao que o PÚBLICO apurou não haverá detidos mas foram constituídas arguidas as pessoas que em Portugal estavam a sujeitar as crianças às condições precárias em que se encontravam. O SEF é parco em detalhes sobre o caso. No comunicado emitido diz apenas que a investigação partiu da sinalização, “em moradas diferentes, das crianças em risco por maus tratos” e da verificação de indícios de que haviam sido “traficadas de Angola para Portugal com recurso a documentos falsos”.

Diz também que teve conhecimento do caso em Janeiro, através da escola, e que “as duas crianças foram de imediato retiradas dos locais de risco, pela intervenção da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Amadora”.

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Tribunal da Amadora instaurou um procedimento criminal e delegou a investigação no SEF devido aos fortes indícios da prática do crime de tráfico de menores, acrescenta-se. Em causa estão os crimes de tráfico e de maus tratos a menores, bem como de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.

Autoridades mais atentas

Este não é o primeiro caso que envolve suspeitas de crianças traficadas de Angola para (ou passando por) Portugal. Contactada pelo PÚBLICO, a Procuradoria-Geral da República diz apenas que “existem cinco inquéritos relacionados com essa matéria, dois deles já em fase final”.

O fenómeno começou a ser noticiado no início do ano passado. Logo em Janeiro, o SEF dava conta da detenção de dois indivíduos, com cerca de 40 anos, no aeroporto de Lisboa. Três menores, vindos ilegalmente de Angola para Lisboa, com destino a Paris, foram encaminhados para instituições de acolhimento. Um dos homens disse que cobrava “vários milhares de dólares pela deslocação de cada criança”, informou o SEF na altura.

A 17 de Março, foi interceptado um homem com duas crianças de 10 anos. Dizia-se o pai delas, mas na bagagem foram encontradas duas certidões de nascimento.

Em Maio, um homem foi detido no Sá Carneiro, no Porto, com três crianças. Os inspectores recolheram indícios de que viajavam com documentos “alheios e falsificados” e que o homem, afinal, nem seria seu familiar.

Em Julho, depois de vários casos reportados, o director nacional adjunto do SEF José van der Kellen dizia que acreditava que já estava tudo sob controlo. “As coisas já não estão a acontecer. Percebem que por Portugal é um bocado difícil, que as pessoas estão atentas.”

O relatório sobre tráfico de seres humanos relativo a 2014, com uma eventual análise destes casos não foi ainda publicado — só o será depois de divulgado o Relatório de Segurança Interna, diz Rita Penedo, do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, organismo tutelado pelo Ministério da Administração Interna.

Manuel Albano, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, e relator do documento, afirma que não sabe dizer “se há um boom ou não de casos” relacionados com crianças vindas de Angola. O que sabe é que “as autoridades reforçaram a sua atenção em relação às crianças que entram [no país], se vêm acompanhadas, se não vêm acompanhadas e por quem”.

Em 2011, a Europol alertava num relatório que havia em Portugal crianças angolanas “exploradas por compatriotas”, sujeitas a “servidão doméstica”. Na altura, a afirmação supreendeu os vários organismos portugueses contactados pelo PÚBLICO, incluindo Manuel Albano e o SEF, já que não havia qualquer caso confirmado relacionado com tráfico de crianças angolanas. Actualmente, Roménia e Angola são dois dos países de origem das crianças envolvidas em processos em curso onde existe suspeita de tráfico. com Lusa

Notícia actualizada às 18h32

 

 

 

 

Estreia na RTP 2 a série animada Histórias do Lucas – dia 23 de março às 07.00 e às 17.00

Março 20, 2015 às 1:44 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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lucas

Estreia no dia 23 de março, 2ªf., às 7h00 e às 17h00, a série televisiva Histórias do Lucas a emitir pela RTP 2, inserida no programa Zig Zag.

Esta série de animação é fruto de uma parceria entre o Instituto de Apoio à Criança, a Fundação Lapa do Lobo, a GO TO e a RTP 2.

Vídeo promocional “Histórias do Lucas no site da  Go-To.

Este projeto foi lançado no dia 18 de março, no Auditório Novo da Assembleia da República.

Histórias do Lucas é uma série animada que aborda os Direitos da Criança de forma lúdica e pedagógica, pretendendo contribuir para a descoberta de outros temas de interesse social, cultural e educacional.

O recurso à animação tem por objetivo criar uma relação de identificação e de familiaridade das crianças com os personagens, procurando cativar atenção para os conteúdos das mensagens, promover a aprendizagem e criar laços familiares e afetivos.

A série Histórias do Lucas é dirigido às crianças, aos pais, aos educadores e a toda a comunidade em geral e pretende responder de forma simples e afetiva às questões do quotidiano.

Esta série televisa Histórias do Lucas será apresentada pelo Professor Doutor Sampaio da Nóvoa, Professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, antigo reitor da Universidade de Lisboa. O Professor Doutor Sampaio da Nóvoa é um especialista na área da educação, a nível nacional e internacional e irá sublinhar a vertente pedagógica e educativa deste projeto.

A Presidente do Instituto, Dra. Manuela Eanes abordará a importância da série animada Histórias do Lucas como um meio fundamental para a transmissão e preservação de valores, tais como a dignidade, solidariedade, respeito e afeto, entre outros. O Dr. Carlos Torres, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Lapa do Lobo e a Dra. Teresa Paixão, Diretora de Conteúdos da RTP 2 irão salientar o interesse da parceria estabelecida entre as várias entidades.

Comunicado de Imprensa (pdf)

O projeto da História do Lucas (pdf)

“Ser Pai do século XXI” Entrevista de Manuel Coutinho à RTP

Março 20, 2015 às 12:15 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) à RTP Notícias no dia 19 de março de 2015.

Visualizar os vídeos da entrevista no link:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=812354&tm=4&layout=121&visual=49

Pedro A Pina  RTP

Nuno Patrício e Pedro A. Pina, RTP

Como são os pais dos dias atuais? Seremos ainda conservadores da disciplina masculina em que a agressividade e a figura de macho alfa impera? O online da RTP foi saber como são afinal os pais do século XXI.

Ser pai é cada vez mais um desafio. Mais que uma missão, a questão da parentalidade é colocada do ponto de vista social como formativa, educativa e afectiva, em que todos os factores têm de estar interligados sob pena de perda funcional da criança.

Então como deveremos ser? Pais autoritários, pais passivos ou pais democráticos? Qual será o melhor modelo de paternidade e qual o mais aconselhado em pleno Século XXI?

As perguntas parecem ter resposta num equilíbrio entre eles, embora nem sempre seja fácil de alcançar.

Manuel Coutinho é psicólogo no Instituto de Apoio à Criança (IAC), falou com o online da RTP e explicou a diferença entre o pai exclusivamente autoritário e o pai democrático.

“Um bom pai é aquele que educa por amor mas também aquele que sabe limitar por amor”, diferenças que o psicólogo Manuel Coutinho dizem fazer toda a diferença nos dias que correm.

Assumir a paternidade e ser pai é considerado um dos principais desafios da atual sociedade – valores em quase tudo diferentes dos modelos que nos foram transmitidos pelos nossos pais que foram na grande maioria “buscar” inspiração à geração anterior.

Para Manuel Coutinho, o progenitor que sabe acolher, respeitar a mãe do filho e aquele que transmite valores ao filho é o verdadeiro pai no sentido da “função matriarcal”.

Para o psicólogo do IAC, os pais masculinos já não são mais os financiadores da criança nem o garante dos bens materiais mas sim um elemento indispensável no seio do núcleo familiar.

A educação exclusivamente masculina não é fator obrigatório de uma conduta mais violenta ou disfuncional, diz o investigador e seguidor de vários casos em que existem maus tratos em crianças:  “A agressão física e psicológica faz-se sentir com maior vigor em casais heterossexuais”, afirma.

Centenas de crianças em Portugal esperam em instituições por uma família de acolhimento – famílias essas que devido a questões físicas ou legislativas são impedidas de adoptar, deixando em ambos os casos máculas para toda a vida.

Manuel Coutinho considera o problema incompreensível e explica que a alternativa existe porque, no entender deste psicólogo, “prender” uma criança, devido a problemas burocráticos, às instituições é pior do que deixá-la ser adoptada por um casal do mesmo sexo.

Quanto ao actual papel do pai, a complementaridade com a mãe é a solução para um equilibrado estado psíquico e social da criança.

Os desafios para os pais do século XXI estão no entanto a crescer e com a geração dos telemóveis, dos chats e da internet, em que a autonomia e parece ter ocupado um espaço anteriomente exclusivo da família.

Neste contexto, como educar um filho? Teremos de ser novamente pais autoritários? Ou agir com passividade? Mais uma vez o equilibrio está no meio.

Ser pai e mãe democrata, obviamente, mas democracia não implica negociar até ao impasse, inversão de valores ou laxismo, porque a democracia exige decisão.

Os pais não são nem nunca podem ser “colegas” dos filhos, mas pais, onde o afeto existe mas com firmeza, porque os pais que amam os filhos educam e estabelecem regras.

“X+Y” uma viagem ao mundo do autismo – trailer

Março 20, 2015 às 11:45 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do Euronews de 11 de março de 2015.

“X+Y” é a nova película do realizador Morgan Matthews. Uma história de luta e coragem baseada num documentário do mesmo cineasta e que retrata o autismo, com todos os desafios que ele comporta:

“O filme tem por base um documentário que fiz, há oito anos, chamado “Beautiful Young Minds”, inspirei-me muito nesse documentário, para fazer este filme. Inspirei-me, particularmente, no jovem que participou nele, Daniel Lightwing, foi ele a base para o personagem Nathan em “X+Y”“, explica o realizador.

Nathan é autista e, para lá de todas as dificuldades, ele encontra o seu caminho. Um percurso que o jovem ator, Asa Butterfield, teve também de percorrer:

“Não me limitei a falar com o Daniel, fui a escolas onde estudam crianças e adolescentes que passam por situações semelhantes e coube-me a mim descobrir como é que isso os mudou e as dificuldades pelas quais eles passam e isso ajudou-me a criar o personagem”, adianta o ator.

Ao ser escolhido para representar a Grã-Bretanha nas Olimpíada Internacional de Matemática Nathan embarca numa viagem inesperada, de descoberta. Nada mais será como dantes.

Copyright © 2015 euronews

Queixas de violência no namoro aumentaram 50%

Março 20, 2015 às 11:35 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia do Sol de 13 de março de 2015.

Shutterstock

As queixas na PSP relacionadas com situações de violência no namoro aumentaram quase 50 por cento em 2014 face ao ano anterior, indicou hoje aquela força de segurança.

A PSP recebeu 1.549 participações de violência no namoro em 2014, mais 499 do que em 2013, quando deram entrada naquela força de segurança 1.050, adianta a Polícia de Segurança Pública, em comunicado.

“Entre a comunidade juvenil, de 2013 para 2014, observou-se um aumento das situações de violência no namoro, facto corroborado pelo aumento de aproximadamente 50 por cento das participações registadas na área de responsabilidade da PSP”, refere a Polícia, justificando a subida com a “desocultação do fenómeno”.

Das 1.549 queixas que chegaram à PSP no ano passado, 699 foram denunciadas por estudantes e em 1.457 casos as vítimas eram estudantes, indicam os dados da PSP.

As queixas apresentadas pelos estudantes têm vindo a aumentar, passando de 576, em 2013, para 699, no ano passado, representando uma subida de quase um quarto.

Segundo a Polícia, a violência no namoro praticada entre os jovens assume, tal como nos adultos, as vertentes físicas e psicológicas, mas evidencia-se “particularmente na violência social”.

A PSP definiu como “primeira prioridade” para o ano lectivo 2014/2015 a intervenção na violência no namoro, tendo em conta que a exposição a fenómenos de violência doméstica em ambiente familiar é propiciador de replicação entre os mais jovens nas relações de namoro e, no futuro, nas relações mais próximas de conjugalidade.

Nesse sentido, a PSP tem aumentado, nas escolas, as acções de sensibilização sobre bullying, violência escolar e no namoro, tendo realizado 1.470 no ano passado, mais 590 do que em 2013.

A Polícia termina hoje a operação de três dias “No namoro não há guerra”, iniciativa orientada para a prevenção criminal da violência no namoro e violência doméstica.

Durante a operação, a Polícia realiza acções de sensibilização junto das escolas de ensino básico do terceiro ciclo e secundário em todo o país, estando mobilizados 386 agentes do Programa Escola Segura (PES), que podem ser reforçados com os 489 polícias das equipas de proximidade e apoio à vítima.

No comunicado, a PSP refere também que as participações por violência doméstica, na sua área de actuação, apresentaram uma descida em 2014, atingindo os números mais baixos desde que há registo, mas não avança com dados.

No âmbito do Programa Escola Segura, no ano lectivo 2013/2014, a PSP fez 104 detenções, identificou 4.590 pessoas e apreendeu 103 armas.

A PSP presta segurança a 3.286 escolas, que abrangem mais de um milhão de alunos e 136 mil professores e pessoal não docentes dos centros urbanos.

O Governo lançou, na quinta-feira, uma campanha contra a violência no namoro, com o tema “Quem te ama, não te agride!”, e tem como rostos o futebolista William Carvalho, o surfista Vasco Ribeiro e a apresentadora Sílvia Alberto.

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, explicou que a campanha nasceu da “necessidade de passar uma mensagem forte aos rapazes e raparigas que aceitam a violência e que são agressores e agressoras no namoro no sentido de que esse não é um caminho saudável nos seus relacionamentos e que não devem aceitar como normais determinados comportamentos”.

Lusa/SOL

 

 

Obesidade afeta três vezes mais as crianças pobres do que as ricas

Março 20, 2015 às 10:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 16 de março de 2015.

Descarregar o relatório:

Recipe of Inequality  : Why our food system is leaving low-income households behind

Reuters

 

O relatório Recipe of Inequality alerta que as crianças britânicas educadas em meios pouco desenvolvidos não estão a ser devidamente orientadas e guiadas em relação às práticas alimentares saudáveis .

Os dados são alarmantes: No Reino Unido, 22% das crianças pobres são obesas em comparação com 7% das crianças ricas que sofrem de obesidade. Segundo o relatório Recipe of Inequality, os níveis de obesidade são superiores em crianças pobres, em grande parte devido ao défice de cuidados prestados a este setor da população britânica. Além disso, os casos de obesidade em crianças saudáveis diminuiu para metade desde 2006.

O presidente da Food and Poverty Comission, Geoff Tansey, reforça a falta de atenção sobre esta temática nas crianças pobres: “enquanto a maioria da população está mais saudável e tem acesso a diferentes tipos de comida, os mais pobres estão a ser deixados para trás ao mesmo tempo que as desigualdades estão a aumentar.” “Não podemos continuar com este sistema”, reforçou em declarações ao Daily Mirror.

A resenha de todo o panorama de obesidade em crianças pobres surge sensivelmente 10 anos depois de um famoso programa de televisão do chef Jamie Oliver, em que foram abordadas e melhoradas as refeições escolares.

“A campanha por melhores refeições escolares (…) melhorou, sem sombra de dúvidas, os níveis de nutrição para muitas crianças”. As palavras são de Jeanette Orrey, uma veterana pela campanha de comida infantil saudável e que foi fonte de inspiração para o programa do chef Jamie Oliver.

“Mas, muitas crianças estão a ser esquecidas e nós precisamos de redobrar os esforços para garantir que todos têm acesso a uma alimentação nutritiva e economicamente acessível”,disse.

 

 

 

Relatório alerta para aumento de vídeos com crianças nuas

Março 20, 2015 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site http://kids.pplware.sapo.pt     de 12 de março de 2015.

pplware

Criado por Vítor Martins

É um caso que as autoridades devem ter em consideração mas parte muito também das empresas que “controlam” a Internet no mundo.

O relatório da Internet Watch Foundation e da Microsoft revela crianças cada vez mais jovens, que aparecem nas imagens e vídeos, nuas na Web, incluindo o material sexualmente explícito. O estudo aponta ainda para uma maior percentagem de meninas exibidas.

Sexting é um termo que apareceu há poucos anos e que deriva da contracção de sex e texting, palavra que é um anglicismo que pretende identificar um comportamento onde conteúdos eróticos e sensuais são difundidos através dos telemóveis. Esta prática, que começou inicialmente com recurso as mensagens de texto, os SMS, está agora a tomar novas proporções, dado o avanço tecnológico e o material usado passou a ser fotografias e vídeos. Esta prática está a ter um grande impacto nefasto, principalmente, na vida dos adolescentes.

Este termo, sexting, pode ser entendido também pelo envio e divulgação de conteúdos eróticos, sensuais e sexuais com imagens pessoais pela Internet utilizando-se de qualquer meio electrónico, como câmaras fotográficas digitais, webcams e smartphones.

O grupo de segurança online, a Internet Watch Foundation (IWF) e a Microsoft, trabalharam juntas numa nova pesquisa que identificou cerca de 4 mil imagens e vídeos onde eram exibidos conteúdos com crianças nuas. Este trabalho, levado a cabo durante 3 meses no Outono passado, revelou que destas 4 mil imagens, 667 (17,5%) eram de crianças que tinham cerca de 15 anos ou ainda mais jovens e, daquelas, conseguiram perceber que 286 crianças teriam menos de 10 anos.

A pesquisa mostrou ainda que a esmagadora maioria do conteúdo, 93%, tinha meninas em vez de meninos. Num vídeo descrito no relatório estava uma menina com cerca de sete anos que foi fortemente maquilhada e vestida com roupas íntimas para se expor. Este vídeo tem uma frase dita pela menina: a minha mamã poderá ver isto e ficar preocupada, já sabes, apaga a minha conta. Outro vídeo de actos “extremamente sexualmente explícitos” contou com uma menina de cerca de 12.

Segundo o relatório, nalguns casos ficou bem claro que as crianças visadas tinham conhecimento que o conteúdo, que elas estavam a criar, iriam ser mostrados em sites públicos, contudo, um porta-voz da IWF disse que, nalguns casos, o material foi gravado secretamente em serviços de chamadas de vídeo da Internet e, em seguida, publicados por terceiros.

Há vários exemplos que foram desvendados e cada um mais preocupante que outros, como num outro vídeo que o relatório descreve a situação de uma menina de 10 anos que “claramente chora e está extremamente aflita” enquanto repetidamente abana com a cabeça para um indivíduo desconhecido, que fala com ela via Internet, antes de se despir.

Este caso mostra uma realidade aterradora onde sai à cena o termo sextortion (extorsão sexual), onde uma criança é vítima de chantagem com base em conteúdos sexuais que elas têm partilhado com o chantagista. Ela ameaça mostrar publicamente essas imagens se a criança se recusar a fazer mais conteúdos sexuais.

O relatório mostra de facto uma realidade atroz. Nove em cada 10 dos vídeos explícitos (e das imagens) foram criadas recorrendo a uma webcam, geralmente num computador doméstico, contrariando a visão tradicional deste tipo de actividade que tinha nos telemóveis a fonte de captura. A análise aos dispositivos utilizados para criar o conteúdo descreve que as crianças com 15 anos ou menos, cerca de 573 (85,9% do número total), captou as imagens com uma webcam.

Como pode ser lido no relatório, muitas destas crianças estão em idade escolar primária e são forçadas a cometer actos que no final são mais graves que o abuso sexual.  Este comportamento está a ser manipulado por adultos que coagem as crianças para fazerem actos que elas próprias sentem serem extremamente angustiante. São situações horríveis para os jovens vítimas que ficam assustados e perplexos com o que está a acontecer.

Para proteger as crianças terá de haver mais investimento no combate a estes crimes, mais empenho das agências de combate ao crime e capacitar os agentes com as mais recentes tecnologias. Só num conjunto e bem articulado processo é que haverá uma possibilidade de acabar com este flagelo que cresce exponencialmente todos os anos.

[Via]

 

 


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