Oficinas para férias da Páscoa na Gulbenkian

Março 19, 2015 às 9:00 pm | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criabnça, Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

phpThumb_generated_thumbnailpng

As férias da Páscoa aproximam-se e mais uma vez o Descobrir pensou numa série de oficinas criativas para crianças de várias idades, nos vários espaços da Fundação Calouste Gulbenkian. Para crianças dos 5 aos 13 anos pensámos em oficinas de técnicas de animação e imagens em movimento, de expressão plástica, escrita imaginativa e educação para os oceanos, e de técnicas e processos de pintura … Sempre a partir das várias exposições do CAM e do Museu Gulbenkian… e até do jardim Gulbenkian.Na Gulbenkian de 23 de março a 2 de abril, das 10h00 às 17h30, de segunda a sexta-feira (na semana da Páscoa de segunda a quinta-feira).

Saiba mais AQUI.

Quanto mais tempo o bebé for amamentado, mais sucesso terá na vida

Março 19, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

notícia do http://lifestyle.publico.pt  de 18 de março de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Association between breastfeeding and intelligence, educational attainment, and income at 30 years of age: a prospective birth cohort study from Brazil

Enric Vives-Rubio

Estudo brasileiro de longa duração encontrou uma ligação entre o tempo de amamentação e a inteligência das crianças.

A investigação realizada no Brasil envolveu 6000 bebés desde 1982 até à idade adulta, de várias classes sociais e ambientes, e descobriu que aqueles que foram amamentados durante mais tempo provaram ser mais inteligentes, passaram mais tempo na escola e ganharam mais do que os que tiveram um período menor de amamentação.

Da amostra inicial, 3500 indivíduos aceitaram ser entrevistados e submetidos a um teste de QI 30 anos depois da primeira análise. Embora vários estudos demonstrem os benefícios da amamentação na saúde da mãe e do bebé – e a Organização Mundial de Saúde recomendar a amamentação exclusiva durante, pelo menos seis meses – o médico Bernardo Lessa Horta, da Universidade Federal de Pelotas, no Brasil, quis perceber se o aumento ligeiro da capacidade cognitiva causado pela amamentação era suficiente para alterar as perspectivas do bebé quando chegava a adulto.

“O nosso estudo fornece a primeira evidência de que o prolongamento da amamentação não só aumenta a inteligência pelo menos até à idade de 30 anos, como também tem um impacto a nível individual e social, melhorando o nível de escolaridade e as capacidades“, explicou Lessa Horta ao jornal britânico Guardian.

Para o médico brasileiro, a investigação oferece uma visão única porque a amamentação está distribuída de igual forma entre a população estudada – tanto as mães mais ricas e de classes mais altas como as menos abastadas e de classes baixas amamentavam em igual número no Brasil, em 1982. A única diferença era que algumas amamentavam apenas durante um mês e outras amamentavam durante um ano inteiro.

Aqueles que beberam leite materno durante 12 meses, tiveram mais quatro pontos do que aqueles que foram amamentados durante menos tempo, tinham pelo menos mais um ano de escolaridade no currículo e ganhavam um ordenado mais elevado.

“Algumas pessoas dizem que não é a amamentação que influencia o desenvolvimento do bebé mas sim a motivação e habilidade de cada mãe em estimular a criança”, disse o médico, citando ainda outros estudos que dizem que bebés com um genótipo em particular têm maior tendência para tirar vantagem da amamentação. Lessa Horta revelou, no entanto, que os resultados do estudo estão em conformidade com as informações conseguidas em análises nutricionais, que mostram que o leite materno é rico em ácidos gordos saturados, responsáveis pelo desenvolvimento cerebral.

Publicado na revista científica The Lancet Global Health, o estudo realça que pode haver outros factores além da amamentação que tenham um impacto directo na inteligência, embora os investigadores responsáveis tenham medido de igual forma a influência da educação da mãe, o rendimento familiar e o peso à nascença.

“É importante notar que a amamentação é um dos muitos factores que podem contribuir para o sucesso de uma criança. Mas o que este estudo mostra é que é necessário uma promoção continuada e melhorada da amamentação”, acrescentou.

 

 

 

 

 

 

Estreia na RTP 2 a série animada Histórias do Lucas – dia 23 de março às 07.00 e às 17.00

Março 19, 2015 às 3:21 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

 

lucas

Estreia no dia 23 de março, 2ªf., às 7h00 e às 17h00, a série televisiva Histórias do Lucas a emitir pela RTP 2, inserida no programa Zig Zag.

Esta série de animação é fruto de uma parceria entre o Instituto de Apoio à Criança, a Fundação Lapa do Lobo, a GO TO e a RTP 2.

Vídeo promocional “Histórias do Lucas no site da  Go-To.

Este projeto foi lançado no dia 18 de março, no Auditório Novo da Assembleia da República.

Histórias do Lucas é uma série animada que aborda os Direitos da Criança de forma lúdica e pedagógica, pretendendo contribuir para a descoberta de outros temas de interesse social, cultural e educacional.

O recurso à animação tem por objetivo criar uma relação de identificação e de familiaridade das crianças com os personagens, procurando cativar atenção para os conteúdos das mensagens, promover a aprendizagem e criar laços familiares e afetivos.

A série Histórias do Lucas é dirigido às crianças, aos pais, aos educadores e a toda a comunidade em geral e pretende responder de forma simples e afetiva às questões do quotidiano.

Esta série televisa Histórias do Lucas será apresentada pelo Professor Doutor Sampaio da Nóvoa, Professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, antigo reitor da Universidade de Lisboa. O Professor Doutor Sampaio da Nóvoa é um especialista na área da educação, a nível nacional e internacional e irá sublinhar a vertente pedagógica e educativa deste projeto.

A Presidente do Instituto, Dra. Manuela Eanes abordará a importância da série animada Histórias do Lucas como um meio fundamental para a transmissão e preservação de valores, tais como a dignidade, solidariedade, respeito e afeto, entre outros. O Dr. Carlos Torres, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Lapa do Lobo e a Dra. Teresa Paixão, Diretora de Conteúdos da RTP 2 irão salientar o interesse da parceria estabelecida entre as várias entidades.

Comunicado de Imprensa (pdf)

O projeto da História do Lucas (pdf)

 

Crise fez disparar número de crianças e adolescentes com depressão e ansiedade

Março 19, 2015 às 2:55 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Sol de 16 de março de 2015.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Building primary care in a changing Europe  pág. 28

sol

O director do Programa Nacional para a Saúde Mental afirmou hoje que houve “um acréscimo muito significativo” de crianças e adolescentes de famílias em situação de crise a recorrer às urgências com situações de depressão, ansiedade e tentativas de suicídio.

“Desde que a crise tem estado mais significativa o que empiricamente tenho recolhido da parte dos meus colegas dos serviços de saúde mental de adultos, de crianças e adolescentes é que há um aumento de recursos a serviços de urgência por situações de depressão e de ansiedade”, disse Álvaro de Carvalho.

No caso das crianças e jovens houve “um acréscimo muito significativo”, adiantou o psiquiatra, que falava à Lusa a propósito de um relatório da Organização Mundial da Saúde e do Observatório Europeu sobre Sistemas e Políticas de Saúde hoje divulgado, que sublinha as evidências “bem documentadas” do impacto da crise na saúde mental.

Álvaro de Carvalho explicou que esta situação “não é de estranhar, porque havendo crise nas famílias, originada em dificuldades económicas, desemprego, etc., é inevitável que os elos mais fracos”, as crianças e os adolescentes, repercutam essa situação de tensão.

Na base destas idas às urgências estão situações de depressão e ansiedade, mas também tentativas de suicídio de jovens adolescentes.

“Os meus colegas responsáveis dos serviços de psiquiatria do Porto (Centro Hospitalar do Porto) e de Lisboa (Hospital D. Estefânia) registaram um aumento de recursos às urgências também com tentativas de suicídio de jovens adolescentes com origem em famílias com rendimento médio e médio alto, contrariamente ao que era tradicional”, adiantou.

Defendendo que os pais devem estar atentos a estas situações, o psiquiatra explicou que no caso destas crianças e jovens, os pais estão “tão preocupados com a crise” que estão menos atentos e menos sensíveis aos sinais de alarme emitidos pelos filhos.

Estes sinais de alarme são “bastante inespecíficos”, mas nas crianças e jovens a depressão manifesta-se mais através da ansiedade, dificuldade de concentração, problemas alimentares, alterações do sono e automutilações, que têm estado a aumentar, o que pode estar relacionado com a situação de crise, adiantou.

Ressalvando que não há dados epidemiológicos em Portugal sobre o impacto da crise a nível da saúde mental, o psiquiatra disse que a evidência internacional de outras crises na União Europeia aponta para um crescimento significativo da depressão e da ansiedade.

“A evidência também mostra que na maioria dos países esse aumento da depressão e ansiedade está associado ao aumento de pessoas com ideação suicida e eventualmente de risco de concretização do suicídio”, adiantou.

“Mas aparentemente nesta crise, Portugal e Espanha parecem ter menos aumento de suicídio com a crise do que a Grécia, por exemplo”, disse Álvaro de Carvalho, baseando-se em “dados ainda muito preliminares”.

Apesar de não ter havido um reforço significativo dos cuidados de saúde mental, houve um aumento do número de serviços comunitários.

“A maioria das pessoas em Portugal com problemas emocionais recorre em primeira linha aos cuidados de saúde primários e na medida em que haja uma articulação entre as equipas de saúde mental comunitárias e os cuidados de saúde primários há melhor capacidade de diagnóstico”, explicou.

No entanto, o número de consultas manteve-se porque os transportes aumentaram e as pessoas que estão empregadas deixaram de ter tanta facilidade para irem a uma consulta ou a um tratamento.

Por outro lado, “as pessoas em crise nem sempre, por pudor, evidenciam os sintomas emocionais”, frisou.

Lusa/SOL

 

 

 

Crise afectou direitos fundamentais em Portugal – Relatório do Parlamento Europeu conclui que os efeitos foram especialmente negativos junto das crianças

Março 19, 2015 às 1:45 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 17 de março de 2015.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

The Impact of the Crisis on Fundamental Rights across Member States of the EU – Comparative Analysis

The Impact of the Crisis on Fundamental Rights across Member States of the EU – Country Report on Portugal

Paulo Pimenta

Lusa

Relatório do Parlamento Europeu conclui que os efeitos foram especialmente negativos junto das crianças.

A crise teve um impacto acentuado nos direitos fundamentais em Portugal, tendo o direito ao trabalho sido provavelmente o mais afectado, conclui um estudo encomendado pela comissão de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos do Parlamento Europeu, divulgado nesta terça-feira.

A pedido da comissão parlamentar foram levados a cabo estudos sobre o impacto da crise nos direitos fundamentais em sete países da União Europeia – Portugal, Espanha, Grécia, Chipre, Irlanda, Itália e Bélgica -, que resultarão num relatório final, tendo o estudo conduzido em Portugal concluído que as políticas de austeridades associadas ao memorando de entendimento com a troika afectaram um grande número de direitos fundamentais no país.

Segundo o relatório, “a crise económica teve um impacto muito significativo entre as crianças”, tendo os seus direitos, especialmente o direito à educação, sido “seriamente afectado pelas medidas de austeridade”, tendo o direito aos cuidados de saúde sido igualmente muito afectado, mas, aponta o estudo, “o direito ao trabalho foi provavelmente o direito fundamental mais afectado no contexto da crise económica”.

De acordo com o documento, o direito ao trabalho foi afectado tanto pela crise em si – que levou a uma subida significativa do desemprego, que “mais que duplicou desde 2008” –, como pelas medidas de austeridade, que incluíram cortes nos salários, nos subsídios de desemprego, e um aumento das horas de trabalho sem pagamento adicional.

O estudo defende, nas recomendações gerais, que “a prioridade dada à redução do défice seja equilibrada com a necessidade de manter níveis mínimos de serviços sociais, com os sectores da saúde e educação a merecerem atenção especial”, apontando que a implementação de medidas de austeridade deve ter muito mais em conta os direitos fundamentais.

Nessa perspectiva, o documento defende que as recomendações específicas sobre direito a pensões, ao trabalho, à segurança social, e ao acordo colectivo de trabalho, feitas por instituições e organizações nacionais e internacionais, sejam tidas em conta pelas autoridades, e avaliadas por instituições independentes, tais como o gabinete do Provedor de Justiça Europeu, até porque “este não é meramente um problema nacional, mas também europeu”.

 

 

 

A nova geração de pais que mimam

Março 19, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

texto do site http://www.papodehomem.com.br  de 26 de novembro de 2012.

Isabella Ianelli

Se observamos há algum tempo uma geração criada à base de leite e pêra, cercada de mimos, já era de se esperar que estes homens mimados uma hora se tornassem pais.

Frutos de uma classe média zelosa e protetora, estes pais (e aqui me refiro também às mães) agora exercem suas facetas mimadas no cuidado com os filhos. Este comportamento egoísta e mesquinho passa a ser exacerbado e levado ao extremo quando envolve crianças ditas inocentes, doces, meigas e suaves.

Para os pais mimados que mimam será parte de sua missão aqui na terra livrar seu filho de qualquer empecilho e obstáculo natural e necessário, tal qual como tédio, bagunça, tio chato, normas da sociedade, rituais da nossa cultura etc. Para um pai mimado, a vontade do filho não precisa ter limites.

A seguir alguns dos principais comportamentos na relação que os pais mimados estabelecem com seus filhos.

Até a Veja já cantou a bola, mas a gente demora para mudar

capa-veja1402

Eles fazem da criança o centro da casa

Talvez uma das principais características dos pais que mimam seja o fato de a rotina da casa ser adequada de acordo com as vontades da criança. Cadeirão da comida na frente da televisão, horários não determinados, cadeira distrativa para entreter o bebê, produtos, acessórios, engenhocas específicas, tudo essencialmente voltado para ele. E para a loucura da casa.

Em French Children Don’t Throw Food, Pamela Druckerman conta o que faz das crianças francesas mais comportadas. Entre pesquisas, entrevistas e exemplos, a autora mostra que o fato dos pais franceses não tratarem as crianças como centro da casa é essencial para que elas entendam que se adequarão a um modelo já existente – e não o contrário! Tratar a criança como o centro da rotina de toda a casa é a base de uma educação de mimados para mimados.

“Para a geração de meus avós e de meus pais, a vida dos adultos não devia ser decidida em função do interesse das crianças, até porque o principal interesse das crianças era sua transformação em adulto” –Contardo Calligaris

Eles acreditam que criança só come bife e batata frita

Com certeza ele já tem idade para saber o que é mais saudável e com certeza o que é mais saudável estará nesse cardápio

cardapio-kids-620x620

Por terem suas vontades tomadas como verdade absoluta, é claro que estas crianças não comeriam o que os pais comem. Ou porque é temperado demais, ou porque tem vegetais e uma vez ele recusou ou porque, veja só, Pedrinho só come macarrão com manteiga, não aceita outra coisa.

Cada vez mais comum nos restaurantes, o cardápio kids fica sempre entre opções não muito criativas: macarrão, bife, batata frita. E se mesmo assim a criança recusa o almoço, existe um leque de industrializados que será oferecido em pouco tempo para que o pimpolho não passe fome: bolacha, salgadinho, achocolatado, sucos açucarados…

Além de nada saudável, isto é um alerta de mimo: criança come o que você ensina a comer. É muito mais simples achar sabor num macarrão do que, de cara, numa couve-flor.

Lição de casa para os pais que tendem a mimar: ler os escritos de Pat Feldman a respeito dos pequenos e entender que o gosto pela comida é construído. Conjuntamente, na mesa de refeição, estimulando que experimentem, entendendo o apetite da criança e respeitando seu gosto. Sempre ensinando que parte importante da refeição é o convívio com os outros e demonstrando respeito pela comida que foi feita em casa e que será a base da refeição de todos que por ali moram.

Eles não conversam, distraem

Filha do Louie

Louie: “Estou entediado” é algo inútil a se dizer. Você vive em um mundo enorme, vasto, do qual você viu 0%. E mesmo o interior de sua mente é sem fim. Segue para sempre por dentro. Você entende? O fato de que você está viva é incrível, então você não tem o direito de se entediar.

10-resons-why-louis1

É comum olhar para o lado no restaurante e encontrar uma criança hipnotizada por um iPad. Ou no carro com iPod e fones, alheia às interações do ambiente ou à ausência delas. Aliados dos pais mimados, as engenhocas tecnológicas ajudam a criança a não se frustrar, não lidar com o tédio de um restaurante repleto de adultos, de um carro sem atrativos, de uma vida inteira que às vezes não tem grandes aventuras mesmo.

Mas, ora, por mais que pais se esforcem para preencher este vazio intrínseco aos filhos, ele não será preenchido. Proteger um filho é uma missão fadada ao fracasso, já atestou Eliane Brum.

Eles não confiam na escola

Julio Groppa Aquino diz que nós, educadores destes tempos modernos, nada mais somos do que babás. “Babás+”, foi o termo engraçadinho sugerido por ele para colocar em pauta esta realidade de pais que não querem saber das relações, dos aprendizados, do ensino, das evoluções de suas crianças. Exigem em primeiro lugar que sua cria seja mimada pela escola, aplaudida a todo momento, nunca confrontada.

Não confiar em quem se confiou a educação dos filhos é uma grande insegurança, certamente um sinal de pais mimados. Nota baixa é culpa do professor, comportamento ruim é culpa da escola e a comunidade é cruel e não ideal para ensinar seu filho a lidar com a vida.

Antes a criança respondia à escola, agora é a escola que responde à criança.

escola

Eles elogiam muito a cria

Prática comum entre os pais zelosos, elogiar a criança faz bem, aumenta sua autoestima, favorece o desenvolvimento da criança, dá segurança, correto? Errado.

No livro Filhos: novas ideias sobre educação, Po Bronson e Ashley Merryman contam de recentes pesquisas que mostram, entre outras coisas, o poder inverso do elogio.

A explicação é muito simples: assegurar a todo momento que seu filho é inteligente faz com que a criança se torne insegura desta sua condição. E, por medo de errar e perder o título da inteligência, a criança passa a arriscar menos e a se esconder atrás desta máscara. Cheia de inseguranças e com um batalhão de elogios vazios (que recebeu sem perceber seus esforços), está aí um bom início de frustração para o pimpolho.

Em comum, o que todos estes tópicos têm é que tratam a criança como um frágil cristal. Delicada, fruto de uma imaginação romântica de pureza, incapaz de lidar com qualquer obstáculo. Sabemos que frustração é algo que ninguém quer para sua cria. Mas é só o que a vida garante.

Que tal começar a criar seu filho para o mundo?

Isabella Ianelli

Pedagoga interessada em arte e educação. Escreve no blog Isabellices e responde por @isabellaianelli no Twitter.

 

 

 

VI Congresso Internacional de Psicologia da Criança e Adolescente : Tecnologia e Criatividade

Março 19, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

vi

mais informações:

http://www.lis.ulusiada.pt/pt-pt/eventos/6%C2%BAcipca.aspx

Dia Mundial da Poesia no CCB – 21 de março

Março 19, 2015 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

poesia

21 Mar 2015 – 14:00 às 19:00

Entrada Livre

Pelo oitavo ano consecutivo, o PNL e o CCB comemoram o Dia Mundial da Poesia. O programa, a ter lugar no sábado dia 21 de Março, dedica este ano a Maratona de Leitura a Cesário Verde. O evento ocupa diversos espaços do Centro e inclui leituras de obras de poetas portugueses, uma feira do livro de poesia, conferências e espetáculos.
Programa

14:00 – 19:00

Feira do Livro de Poesia | Entrada do Centro de Reuniões – Piso 1 Na entrada e recepção do CCB poderá encontrar o seu poeta preferido, ou último livro de poesia editado. Organização: Bertrand

INCM | corredor Sala Fernando Pessoa Posto de venda de edições e publicações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Organização: Imprensa Nacional – Casa da Moeda

Diga lá um poema | Espaço Amigo CCB Leituras em voz alta abertas ao público. O espaço é montado como um estúdio de gravação, com um estrado e um microfone. O público é convidado a dizer poesia em frente a uma câmara. As gravações são passadas, em diferido, em écran junto á SL.

15:00

Cesário Verde | Palestra | Sala Luís de Freitas Branco Por Fernando Cabral Martins

Poesia Latino Americana | Sala Almada Negreiros – Piso 1  Realizado em colaboração com a Casa da América Latina.

14:30

Boas vindas e apresentação do programa Por Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina

14:40

Leituras Antológicas Poesia e Transcendência aos 90 anos de Ernesto Cardenal Comentário e leituras por José Tolentino de Mendonça

Poetas Diplomatas. Octavio Paz, Pablo Neruda e Vinícius de Morais Comentário e leituras por Luís Filipe Castro Mendes

O regresso à infância com Manoel de Barros Apresentação por Maria Xavier (Casa da América Latina). Leituras por Beatriz Viana, Carlos Baltazar, Duarte Bénard da Costa, Francisco Figueiredo, Gonçalo Albergaria, Inês Faria, Joana Carvalhinho, Joana Flor, Marta Sanches e Violeta D’ Aguiar (Escola Secundária Camões)

16:00

Vozes da América Andrés Ordoñez (México) e Omar Ortiz (Colômbia)  Moderados por Lauren Mendinueta

17:00

Novidades Editoriais Uma visita ao Museu de História Natural, edição bilingue. Apresentação por Nuno Júdice, com Lauren Mendinueta (autora), Ricardo Márques (tradutor) e João Concha (Não edições)

Troco a minha Vida por Candeeiros Velhos Apresentação por Jeronimo Pizarro, com Gastão Cruz (tradutor), João Paulo Cotrim (Abysmo) e Germán Santamaria Barragán, Embaixador da Colômbia.

Antes que a luz trema. Antologia de David Rosenmann-Taub, edição bilingue. Apresentação por Ana Maria Toscano (Universidade Fernando Pessoa) e leituras por Isabel Branco

Ficha Técnica

Coordenação: Maria Xavier, Casa da América Latina

Produção: Diana Lopes, Casa da América Latina

Relações Públicas: Adriana Drago, Casa da América Latina

Comunicação: Patrícia Simões, Casa da América Latina

Coordenação dos alunos: Cristina Duarte, Escola Secundária Camões

15:30

Maratona de Leitura | Cesário Verde | Sala Fernando Pessoa – Piso 2

Cesário Verde dito por diversos convidados Coordenação: Luís Lucas Aldina Duarte, André e.Teodósio, António M. Feijó, Fernando Cabral Martins, Fernando Pinto do Amaral, Gonçalo M. Tavares, Mafalda Lopes da Costa, Nicolau Santos, Paula Bárcia, Tiago Rodrigues.

16:00

De viva voz | Sala Luís de Freitas Branco – Piso 1

Poetas e outras personalidades dizem poesia sua ou de outros. Apresentação: Luísa Cruz António Carlos Cortez, Diogo Vaz Pinto, Filipa Leal, Frederico Lourenço, Joana Emídio Marques, José Luiz Tavares, Manuel Alegre, Maria Teresa Horta, Matilde Campilho, Nuno Júdice, Rosa Oliveira.

17:30

Espetáculo | De Lisboa para o Mundo| Pequeno Auditório

Há uma cidade feita de mil aldeias à beira-Tejo, que por suave milagre se unem, formando uma das mais belas ficções possíveis de viver: Lisboa. Quantas palavras a disseram, quantas não conseguiram dizê-la? Muitas e mais aquelas que ainda estão por vir. Lisboa, desde o seu nascimento, teve o mágico privilégio de ser uma cidade-espelho, onde os olhares se reflectiam e devolviam. E a poesia, que no limite não é mais do que um olhar depurado e quieto, registou esse encanto de uma cidade-porto, segura e insegura, amante ou megera, paraíso ou inferno.

Não há poetas de Lisboa: há seres apaixonados, há estrangeiros deslumbrados, há partidas e regressos que se parecem muito com as paixões. Lisboetas convictos, que se debatem com declarações confusas de amor-ódio, como só é permitido aos verdadeiros apaixonados.

Mas sabemos isto: a cidade sempre foi inspiração para a palavra poética, escrita pelos que estão, pelos que chegam, pelos que partem. Lisboa nunca deixou de receber o mundo a olhar para o mundo. São esses olhares, tão diversos e tão únicos, tão quotidianos e tão intemporais que a Lisbon Poetry Orchestra quer partilhar. Algumas vezes seduzindo pela memória; outras, revelando o que é feito hoje, pelos que vivem e sentem outra vez estas ruas, esta gente, este mistério. O encontro da palavra e da poesia musical que a Lisbon Poetry Orchestra pratica é uma das mil probabilidades de banda sonora que esta cidade permite. E é exactamente por isso que não pode deixar de ser feito: porque a Lisboa poética sempre será feita de descobertas e reencontros. ‘Nuno Miguel Guedes’

Lisbon Poetry Orchestra

Músicos Alexandre Cortez (baixo e programações) / Filipe Valentim (piano, sintetizador e percussões) / Luis Bastos (clarinete, viola e percussões) / Tiago Inuit (guitarra)

Diseurs André Gago / José Anjos / Nuno Miguel Guedes / Sandra Celas / Daniel Rocha Leite / Fernando Pinto do Amaral / Luis Carvalho / Paula Cortes / Pedro Oliveira

Vídeo João Pedro Gomes (JPG from Daltonic Brothers)

Poemas e textos de António  José Forte, Vasco Graça Moura, Alexandre O’ Neill, Plinio o Velho, David Mourão Ferreira, Herberto Helder, Eduardo Lourenço, Al Berto e de (participantes no projecto) Luis Carvalho, Daniel da Rocha Leite, José Anjos

Direcção musical e coordenação do projecto: Alexandre Cortez Apoio editorial de Nuno Miguel Guedes e Fernando Pinto do Amaral Uma produção Festival Silêncio / CTL, Cultural Trend Lisbon para o CCB

14:30 – 19:00

Museu dos Poetas| Performance e Oficinas| Salas e Foyer Sophia de Mello Breyner Performance e oficinas a partir da escolha de poesia portuguesa

O dia da Poesia é também o dia dos poetas e das letras. É o dia da chegada da Primavera. Queremos celebrar a chegada do novo ciclo. O ciclo do Sol que traz a natureza de novo à vida; que faz ressurgir a seiva que nos dá flores e frutos enchendo a atmosfera do seu benéfico calor, dando-lhe fertilidade, estabilidade e prosperidade. Com a garra, a esperança e a alegria de jovens atores evocaremos a grande musa que nos toca com a sua poesia, por vezes até sem palavras, num Museu dos Poetas. Poetas e poetisas portugueses serão pronunciados em voz alta, como grito que ecoa ao longo dos tempos, recordando-nos as raízes e a origem, contando-nos histórias do nosso país, estados de alma intemporais e quimeras que nos fazem ir e rasgar caminho.

Orientação Suzana Branco e Miguel Simões / Com João Cachola, Martim Guerreiro, Margarida Bakker, Vicente Wallenstein, Sofia Fialho, Lara Mesquita, Sílvio Vieira, Rodrigo Tomás, Vasco Barroso, Anabela Ribeiro, Lara Matos.

“Apoio Escola Secundária Eça de Queiroz (Beatriz Fernandes, Miguel Arrifano, Soraia Gomes, Ana Cristina Fernandes, Cristiana Carvalho, Rute Lopes)”

16:00

Entrega de prémios de Concurso “Faça lá um Poema* | Sala Sophia de Mello Breyner Com Teresa Gentil e apresentado por Ana Cloe

Cerimónia de entrega de prémios aos vencedores do Faça lá um Poema, concurso de poesia, em colaboração com o Plano Nacional de Leitura, dirigido a escolas do 1º Ciclo ao Secundário. A entrega dos prémios terá a participação da compositora Teresa Gentil, que junta musica às palavras dos premiados e de outros poetas portugueses.

Com Teresa Gentil Piano Guitarra, flautas e voz / Ana Cloe Apresentação e voz / Rui Silva Percussões tradicionais / Rita Matias Voz, percussão e guitarra / João Nogueira Contrabaixo e voz *Até ao limite da capacidade das salas

 ler 

 

 

Produção CCB

 

Que futuro para as crianças da Síria? Diretor-geral da UNICEF fala em “infância roubada”

Março 19, 2015 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Artigo de opinião de Anthony Lake publicado no Expresso de 12 de março de 2015.

FOTO ZEIN AL-RIFAI AFP Getty Images

Leia o artigo de opinião do diretor-executivo da UNICEF a propósito da entrada no quinto ano do conflito na Síria, que afeta cerca de 14 milhões de crianças naquele país e nas regiões vizinhas. “Não podemos desistir destes jovens”, apela Anthony Lake.

Anthony Lake

Este mês, o conflito na Síria entra no seu quinto ano brutal.

É um marco chocante – assinalar quatro anos de escalada de violência e sofrimento sem resolução à vista. Dezenas de milhares de civis perderam a vida.

Milhões de pessoas fugiram. Casas, hospitais, escolas, todos foram alvo de ataques diretos. Comunidades inteiras foram privadas do acesso a assistência humanitária, alimentos e água. A violência alastrou além-fronteiras como uma infeção invasiva.

Agora, imaginem este horror através dos olhos das crianças que estão a vivê-lo. As suas casas foram bombardeadas ou abandonadas. Perderam quem mais amavam e os seus amigos. A sua escolaridade foi interrompida, ou nunca iniciada. Foi-lhes roubada a sua infância.

Naquela que se tornou a pior crise humanitária de que há memória recente, a UNICEF estima que cerca de 14 milhões de crianças estão agora afetadas na Síria e países vizinhos.

Para as mais novas dessas crianças, esta é a única realidade que conhecem. A sua experiência do mundo tem as cores do conflito e das privações.

E para os adolescentes que estão a entrar no seu período de formação, a violência e o sofrimento por que passaram não só deixaram cicatrizes como estão a moldar o seu futuro.

Enquanto os jovens das mesmas idades noutros países estão a começar a fazer as escolhas que irão afetar o resto da sua vida, estas crianças estão a tentar sobreviver. São tantas as que têm sido confrontadas com a crueldade extrema. Ou pressionadas a trabalhar para sustentar as suas famílias. Ou forçadas a casar enquanto ainda são crianças. Ou recrutadas por grupos armados.

UNICEF

Que escolhas irão estas crianças fazer? Que escolhas têm?

Continuarão a acreditar num futuro melhor? Ou irão simplesmente desistir, em desespero – resignadas com as oportunidades limitadas de um futuro instável?

Pior ainda, irão elas próprias recorrer à violência – que acaba por lhes parecer normal?

Há um ano, os líderes humanitários advertiram para o risco de estarmos a perder uma geração inteira de jovens para a violência e o desespero – e com ela, a oportunidade de um futuro melhor para a Síria e a região. Esse risco não diminuiu.

Com a crise a entrar no quinto ano consecutivo, esta geração de jovens continua em perigo de se perder num ciclo de violência – de replicar na geração seguinte o que sofreu.

A comunidade internacional respondeu a esta sombria possibilidade, tentando chegar a estas crianças com assistência humanitária, proteção, educação, e apoio. Mas não tem sido suficiente.

Não podemos desistir destes jovens – e precisamos de multiplicar o número daqueles a quem chegamos antes que desistam de si próprios e do seu futuro.

Ainda temos tempo – e ainda há esperança. Apesar dos danos que já sofreram, das injustiças que suportaram, e da aparente incapacidade dos adultos para porem fim a este horrível conflito, estas crianças ainda têm coragem e determinação para construir uma vida melhor.

Crianças como Alaa, de 16 anos, que fugiu há dois anos de Homs, a cidade síria onde morava. Com a escolaridade interrompida, teve a oportunidade de encontrar um programa de formação oficinal – e hoje está à frente de cursos de formação para outras crianças.

Crianças como Christina, de dez anos, do outro lado da fronteira, no norte do Iraque. Está a viver num abrigo para famílias deslocadas, onde ajuda crianças mais novas a estudarem enquanto se esforça por prosseguir os seus próprios estudos.

Vendo a determinação destas crianças, como podemos nós estar menos determinados a ajudá-las? Sabendo que elas não perderam a esperança, como podemos nós perdê-la?

Se o fizermos, então as consequências far-se-ão sentir nas próximas gerações … por todos nós.

Porque esta crise terrível não se limitou a afetar milhões de crianças. Quando chegarem à idade adulta, estas crianças e as escolhas que fizerem irão refletir-se no futuro de milhões de pessoas – nos seus países e na sua região. Será um futuro de esperança e reconciliação – ou um futuro de violência e desespero?

Este último não é um futuro que elas mereçam. E não é certamente um futuro que nós queiramos ver.

 

 

 

MÚSICA Para Crianças na Fundação Lapa do Lobo

Março 19, 2015 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

lapa

mais informações:

http://fundacaolapadolobo.pt/index.php/arquivo/4069

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.