Médicos alarmados com número de jovens que não têm medo de vir a ter sida

Março 12, 2015 às 10:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 5 de março de 2015.

Por Marta F. Reis

Médicos estão preocupados com a “banalização” da doença, ao ponto de se pensar que ser infectado permite mais liberdade

Noites em discotecas que terminam com as pessoas todas sem roupa, embriagadas e sem se lembrarem sequer se usaram ou não preservativo nas relações com desconhecidos. Encontros e festas combinados através de aplicações como o Grindr ou o Scruff, mais utilizadas por homossexuais, onde por vezes é assumido que vão estar seropositivos e a protecção não é regra. Estes são alguns relatos que começam a preocupar os médicos que acompanham casos de VIH no país. Se as situações extremas surpreendem, a grande preocupação contudo é que os jovens, homossexuais e heterossexuais, parecem estar cada vez mais descuidados no sexo e a desvalorizar o impacto da doença.

“Os relatos mais desviantes de que ouvimos falar acabam por ser reflexo de uma banalização transversal da doença entre os jovens”, diz Paulo Rodrigues, director do serviço de infecciologia do Hospital de Loures. Sendo fenómenos que ocorrem em Portugal como no estrangeiro, o médico insiste contudo que orgias e festas sexuais não são as situações mais comuns. “Sempre houve promiscuidade, a questão de fundo é que as pessoas e em particular os jovens parecem estar a proteger-se menos. As festas estarão por trás de 1% dos casos, quando a grande maioria resulta não de comportamentos desviantes mas de descuidos.”

Da experiência deste médico, a maioria dos novos casos em jovens resulta de relações fortuitas em saídas em bares, festas com colegas da faculdade ou do trabalho em que existe menor preocupação com o uso do preservativo. Um infecciologista de um grande hospital do Norte, que prefere não se identificar, concorda. “Um caso genérico habitual é de um jovem que vai sair, bebe, tem relação desprotegida com alguém que conhece e nunca mais vê. Até fica preocupado, faz o teste passadas duas semanas mas dá negativo porque é demasiado cedo. E só mais tarde, ou porque em alguns casos há sintomas, é que percebe que se infectou”, diz o médico, testemunhando haver uma crescente desvalorização da doença mensurável em pequenas coisas, por agora subjectivas. “Nunca tive nenhum doente que me dissesse que ter VIH ou não lhe fosse indiferente, mas quando dizemos que vamos testar para o VIH e é como se disséssemos que vamos testar diabetes ou a pessoa chega com o diagnóstico e diz que é só tomar um comprimido nota-se uma mudança”, explica. “Nos novos diagnósticos em idades jovens as pessoas não parecem ficar surpreendidas, aceitam-nos melhor e é quase como estivessem à espera.”

Outra infecciologista do Centro Hospitalar Lisboa Central diz que por vezes a desvalorização da doença chega a ser assustadora, sobretudo quando já não se trata de falta de informação. Se entre os jovens heterossexuais, o receio da gravidez ainda obriga muitas vezes a utilização do preservativo, entre os rapazes homossexuais a médica admite que a situação é preocupante e que têm surgido nas consultas jovens com 18 e 19 anos. “A maioria não usa preservativo. Como são jovens a relacionar-se com jovens da mesma idade pensam que o risco é baixo e às vezes até parece que existe a ideia de que, como já é tão incidente, é possível ter uma vida normal, trabalhar, tomar a medicação sem os efeitos secundários do passado, e ser infectado permite mais liberdade.” A médica admite que existem relatos de festas sexuais mas acha pouco provável que em Portugal haja situações em que é partilhada medicação anti-retroviral entre parceiros ocasionais em festas, como sucede na prática do bareback descrita nos EUA e no Brasil. “Em Portugal a dispensa de anti–retrovirais é muito controlada nos hospitais”, diz.

Para Paulo Rodrigues, mais que estigmatizar grupos, importa reflectir sobre como se chegou a esta encruzilhada. E essa será uma história agridoce. Por um lado, resultará da melhoria nos tratamentos, da sobrevivência e da diminuição das doenças oportunistas desde os anos 90. Por outro, do esforço que houve para a não discriminação dos seropositivos. Mas com isto suavizou-se a doença. “Apesar de  grandes melhorias, o normal é não estar infectado”, diz o médico, defendendo ser necessária menos “cerimónia” na informação aos jovens. “O preservativo diminui a sensação de prazer, mas não a elimina.

E se uma pessoa for infectada terá de usar preservativo para sempre mesmo em relações duradouras.” Também o infecciologista do Norte defende que as campanhas deixem de passar a informação “a metade”, pois as sequelas do VIH existem. E apesar de a maioria das pessoas, com a nova medicação, lidarem bem com a infecção, por ano há mais de 200 mortes, também entre jovens.

Neste esforço, Paulo Rodrigues defende ser importante não voltar a cometer o “erro” de centralizar a análise da despreocupação em grupos como os homossexuais ou populações migrantes e interiorizar que por detrás das infecções estão comportamentos e não grupos. E mais de 60%dos casos no país surgem em contexto heterossexual.

A preocupação é que no futuro os casos de infecção VIH/sida tornem a subir, receio que vem de por exemplo a nível europeu estarem a aumentar outras infecções sexuais, como sífilis ou gonorreia. Os últimos dados nacionais apontam apenas um ligeiro aumento do peso das infecções em homossexuais jovens. Mas como muitos diagnósticos ainda são tardios, o comportamento que hoje preocupa os médicos poderá só se reflectir mais tarde nas estatísticas. Em relação à protecção houve um alerta recente. O último estudo Marktest sobre a atitude da população face à infecção, de 2013, revelou um retrocesso no uso de preservativo.

 

 

O grande teatro dos mais pequenos – atelier de teatro para crianças 6-10 anos

Março 12, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Governo aprova criação de base de dados de pedófilos

Março 12, 2015 às 3:24 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 12 de março de 2015.

O Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) é citado na notícia.

O Conselho de Ministros aprovou hoje a criação de um registo de identificação criminal de condenados por crimes contra a autodeterminação sexual e a liberdade sexual de menores. Trata-se de uma espécie de base de dados sobre pedófilos, acessível aos familiares de vítimas de abuso sexual.

A base de dados será diretamente acessível às autoridades judiciárias e policiais e os dados podem ser acedidos indiretamente por quem tem responsabilidade parental sobre menores.

No entanto, os pais têm de requerer à autoridade policial que lhe faculte informação e justificar de forma concreta o receio de que determinada pessoa possa constar do registo.

O objetivo, diz o secretário de Estado da Justiça, é acompanhar a reinserção do condenado na sociedade, mas tendo em conta o superior interesse das crianças e jovens, garantindo que «não se trata de uma sanção acessória para o resto da vida».

Da base de dados vai constar a identificação dos condenados e a referência à área de residência. «A proposta inicial não restringia aquilo que agora foi aprovado», disse António Costa Moura, acrescentando que, «era bastante mais ampla» e que «permitia o acesso às listagens». Governante admite que «houve um afinamento».

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, salientou que está em causa «apenas a inscrição de nomes de pessoas condenadas com trânsito em julgado», adiantou que o registo terá uma duração limitada, entre cinco e vinte anos, em função da duração da pena de prisão, e apelou a um «verdadeiro debate nacional», sobre esta matéria.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, esta é uma de «duas medidas para a proteção da criança e para a prevenção e minimização dos riscos da prática de infrações de natureza sexual contra crianças» da proposta de lei hoje aprovada, sendo a outra «a inibição de uma pessoa condenada do exercício de atividades profissionais ou voluntárias que impliquem contactos diretos e regulares com crianças».

Em outubro, a ministra da Justiça referia, no Fórum TSF, que não desistira por nada da criação do registo nacional de pedófilos. Paula Teixeira da Cruz tem apresentado sempre três argumentos: o superior interesse da criança, a taxa de reincidência e os efeitos do abuso sexual.

Em outubro, a TSF ouviu várias opiniões sobre a criação do registo nacional de identificação criminal de condenados por crimes contra a autodeterminação sexual e a liberdade sexual de menores.

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) considerou, na altura, que a possibilidade dos particulares acederem ao registo criminal de condenados por crimes sexuais contra menores é populista, demagógica, perigosa e viola a Constituição Portuguesa.

O Conselho Superior do Ministério Público entendeu como desproporcional, inexequível e passível de invalidade constitucional a regra de divulgação das listas de pedófilos condenados. Num parecer, os magistrados lembraram mesmo que se os pais podem ter acesso às listas de pedófilos condenados porque o podem fazer as Comissões de Proteção de Menores.

Também ouvido pela TSF, o psicólogo Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança, defendeu que, a existir uma base de dados sobre pedófilos, os seus dados devem ser controladas pela Justiça, tribunais e, eventualmente, pela polícias e forças de segurança.

João Alexandre/Cláudia Arsénio

 

Governo recua no acesso de pais a listas de pedófilos

Março 12, 2015 às 3:09 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de março de 2015.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS DE 12 DE MARÇO DE 2015

Adriana Miranda

Ana Henriques

Conselho de Ministros aprova criação de base de dados de agressores sexuais.

O Conselho de Ministros aprovou nesta quinta-feira a criação de um registo de identificação criminal de pessoas condenadas por abuso sexual de menores, mas, ao contrário do que estava previsto inicialmente, os pais não vão ter acesso às listas de pedófilos. Se tiverem suspeitas concretas em relação a determinada pessoa terão de se dirigir às autoridades, que decidirão em cada caso concreto se se justifica informar os progenitores de que aquela pessoa já foi condenada e mora naquele concelho. Numa versão inicial desta proposta de lei, o acesso às bases de dados de abusadores tinha menos restrições, reconheceu o porta-voz do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes.

O objectivo desta medida, segundo explicou o secretário de Estado da Justiça, António Costa Moura, é acompanhar a reinserção do condenado na sociedade tendo em conta o superior interesse das crianças e jovens. Porém, o governante sublinhou que não se pretende, desta forma, “uma sanção acessória para o resto da vida”.

Na base de dados deverá ser inserida a identificação de condenados por abuso sexual de menores e a referência à respectiva área de residência.

 

 

Artes nas Férias da Páscoa – Oficina de férias no CCB

Março 12, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ccb

Fabulosa Fábrica de Chapéus

Chapéus há muitos, mas nunca são demais

23, 24, 25, 26, 27, 30 e 31 Mar 2015

1, 2 e 3 Abr 2015

Espaço Fábrica das Artes

Público-alvo Dos 5 aos 10 anos

Duração 7 horas diárias

Das 10h00 às 17h00

Acolhimento a partir das 9h30

Semanas 23 a 27 Março | 30 Março a 3 Abril

Preços 

Semana 85,30€ | 4 Dias 69,5€  | Dia 21,3€  | 1/2 Dia 10,65€ 

Precisa-se: aprendizes de chapeleiro

A Fabulosa Fabrica de Chapéus esta a recrutar Aprendizes de Chapeleiro para realizar uma encomenda muito especial!

Temos uma semana para inventar chapéus para cabeças de vários tamanhos, construi-los e por gente enchapelada a fazer coisas de se tirar o chapéu!

Perfil do candidato: ser bem-disposto; ter uma formação avançada na arte de inventar; ter anos de experiencia em fazer-de-conta e estar totalmente motivado para saltar, pular, cantar, colar, cortar, pintar, representar e outras árduas tarefas.

  • Uma criação apresentada originalmente na Fabrica das Artes em Julho de 2011.

Mestres Chapeleiros Ana Sofia Paiva, Rita Rodrigues, Rita Alvares Pereira, Ricardo Santos Rocha, Sara Franqueira (gentilmente cedidos pela CASEAR, Criação de Documentos Teatrais)

CONTACTOS FÁBRICA DAS ARTES

Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro

Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.

Telefones +351 213 612 899 e +351 213 612 898

ou do fax +351 213 612 859.

fabricadasartes@ccb.pt

 

Aumento da pobreza das crianças levado à presidente da AR

Março 12, 2015 às 2:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TVI24 de 11 de março de 2015.

Rede Europeia Anti-Pobreza quer sensibilizar Assunção Esteves para «problemas que afetam dois milhões de portugueses», e alertar para a necessidade de criar uma estratégia nacional de combate à pobreza

Por: Redação / EC

O aumento da pobreza em Portugal, em particular das crianças, e a falta de uma estratégia nacional para a combater são preocupações que o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza vai expor, na quinta-feira, à presidente da Assembleia da República.

«Vamos sensibilizar a presidente da Assembleia da República para problemas que afetam cerca de dois milhões de portugueses», disse Jardim Moreira, que pediu a audiência em nome de um grupo de trabalho – constituído por pessoas e organizações, entre os quais Bruto da Costa, Carlos Farinha Rodrigues, Cáritas, Cruz Vermelha e Instituto de Apoio à Criança – que tem estudado o impacto das medidas de austeridade na vida dos portugueses.

O presidente da EAPN Portugal adiantou à agência Lusa que vai manifestar à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a necessidade de criar uma estratégia nacional para combater a pobreza e as suas causas, como foi defendido por este grupo num manifesto público lançado no ano passado.

Vai também interpelar Assunção Esteves sobre uma resolução aprovada em 2008 pela Assembleia da República, em que foi reconhecido que «a pobreza expressa conduz à violação dos direitos humanos».

Esta resolução «não teve consequências até agora», lamentou Jardim Moreira.

«Queríamos que esta resolução fosse assumida para uma definição de uma estratégia nacional de luta contra a pobreza», protagonizada pelos poderes públicos e as várias organizações que estão no terreno, defendeu, acrescentando que esta estratégia deve «avaliar os efeitos positivos e negativos das políticas, até agora aplicadas», na vida dos portugueses

Para Jardim Moreira, estas políticas públicas têm vindo «a descaracterizar o modelo de estado social, que está a ficar bastante alterado», uma situação que deve ser repensada.

Por outro lado, o combate à exclusão social tem-se reduzido, «nestes últimos tempos», a um «conjunto de medidas avulsas que visam fundamentalmente aliviar as carências mais prementes da família».

Estas medidas, «assistencialistas e de emergência social», são necessárias, «mas falta uma estratégia que vá às causas estruturais da pobreza para que as pessoas não fiquem sempre dependentes dessas respostas pontuais», defendeu Jardim Moreira.

A pobreza infantil, que atinge um quarto das crianças portuguesas, é outra questão que o padre Jardim Moreira vai levantar no encontro com Assunção Esteves.

«A pobreza das crianças não é indissociável da pobreza em geral e das famílias pobres», lamentou.

Para o presidente da EAPN Portugal, a «responsabilidade da pobreza ultrapassa qualquer ministério», defendendo, por isso, que «deve ser assumida pela presidência do Conselho de Ministros».

Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que 19,5 por cento dos portugueses estavam em risco de pobreza em 2013 face aos 18,7 por cento do ano anterior, apesar de ter existido um aumento dos apoios sociais às situações de doença e incapacidade, família ou desemprego.

 

EAPN Portugal quer compromisso para uma estratégia nacional de erradicação da pobreza

Março 12, 2015 às 1:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Press Release da EAPN de 12 de março de 2015.

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EAPN Portugal quer compromisso para uma estratégia nacional de erradicação da pobreza

A preocupação com a atual situação do país, nomeadamente no que concerne ao retrocesso de direitos adquiridos – direitos que eram o garante de níveis mínimos de bem-estar – e às implicações que este retrocesso terá nas novas gerações, constituindo uma forte ameaça aos Direitos Humanos fundamentais e à noção de Estado de Direito, levou a EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza, a solicitar uma audiência à Assembleia da República. A delegação que amanhã será ouvida em Lisboa é composta, entre outros, pelo presidente da EAPN Portugal, Padre Jardim Moreira, Dr. Eduardo Figueira, presidente da ANIMAR e pelos professores Bruto da Costa, Manuela Silva e Carlos Farinha Rodrigues.

Este conjunto de preocupações levou a EAPN Portugal a criar e dinamizar um grupo de trabalho sobre o tema da pobreza e a exclusão social que ao longo dos últimos meses realizou vários encontros com vista a refletir sobre o impacto da crise sobre os direitos das pessoas em situação de maior vulnerabilidade social, a somar ao dos fatores tradicionais de pobreza e exclusão.

Já o ano passado, por ocasião do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o referido grupo lançou um manifesto público em que chamou a atenção para a urgência de dispor de uma estratégia nacional capaz de tornar a erradicação da pobreza a primeira e mais urgente prioridade nacional. Assim, amanhã, será entregue um documento onde estão assinaladas todas as preocupações e, mais do que isso, onde são propostas várias linhas de atuação para que Portugal defina e assuma, com urgência, uma estratégia nacional de erradicação contra a pobreza.

“O grave problema da desigualdade, nas suas diversas formas (rendimento, riqueza, poder, etc.) em Portugal tem de merecer uma análise muito mais profunda do que tem merecido até agora. Sobretudo, há que ter consciência de que os indicadores de desigualdade publicados pela EUROSTAT/INE estão longe de refletir a desigualdade efetiva que existe na sociedade portuguesa”, refere o documento que chama, ainda a atenção para o facto de “a pobreza das crianças não é dissociável da pobreza em geral. Sendo, antes do mais, um problema de falta de recursos, a pobreza das crianças é fundamentalmente a pobreza das respetivas famílias. Não impede isto que se reconheça serem importantes, e até indispensáveis, no combate à pobreza medidas diretamente dirigidas às crianças (nos domínios da educação, da saúde, etc.). O que importa notar é que os recursos das crianças são basicamente os recursos das pessoas adultas que integram as famílias”.

O documento realça o facto de a União Europeia ter previsto na sua programação (2014-2020) que pelo menos 20% do Fundo Social Europeu deve ser inteiramente dedicado ao combate à pobreza. Trata-se de uma decisão que suscita considerável expectativa, se bem que, ao mesmo tempo, não esteja isenta do risco de não produzir o impacto estrutural desejável, se não tiver por detrás uma estratégia nacional e um compromisso da sociedade que assegurem a sua concretização.

Uma estratégia desta natureza não cabe nos limites da ação de um ministério. Pela sua natureza transversal às áreas de governação e relevância à luz do bem comum, o combate à pobreza e exclusão deverá situar-se no âmbito da Presidência do Conselho de Ministros, e contar com a ativa participação de toda a sociedade, no desenho, implementação e avaliação das políticas e programas.

+ Informação:

comunicacao@eapn.pt

EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza /Rua Costa Cabral, 2368 /4200-218 Porto / Tel. + 00351 225 420 800 Fax: + 00351 225 40 32 50 Tm.96 6493341

Inauguração das Exposições Monstras e Monstrinhos – Desenhos e Pinturas de María Verónica Ramírez e o Livro-Filme de José Manuel Xavier

Março 12, 2015 às 12:06 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“A Sociedade Portuguesa de Autores e o Festival de Animação de Lisboa | Monstra, têm o prazer de convidar V. Exa. para a inauguração das exposições Monstras e Monstrinhos – Desenhos e pinturas por María Veroníca Ramírez e o Livro – Filme por José Manuel Xavier.

Sexta-feira, 13 de Março às 18h00 na Sala Galeria Carlos Paredes , Rua Gonçalves Crespo nº 62 , Lisboa

Ciclo de Conferências em Educação Especial – Março a Junho 2015

Março 12, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.cercioeiras.pt/ciclo-conferencias

Workshop Delinquência Juvenil: identificar para intervir

Março 12, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações aqui

Workshop Delinquência Juvenil: identificar para intervir

2ª Edição 11 | Abril 2015

coimbra Docente:  Professora Doutora Madalena Sofia Oliveira

DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO

21 Março 2015


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