Linha SOS-Criança recebeu uma chamada por hora em 2014

Março 6, 2015 às 3:48 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 6 de março de 2015.

Por Marta Cerqueira

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Apoio à Criança, apelos ocorreram por crianças em risco, casos de negligência e maus tratos

No ano passado, os telefones das Linhas SOS-Criança tocaram, em média, 223 vezes por mês, 11 vezes por dia e uma vez por hora. Apesar das crianças começarem a perceber que o número também pode ser utilizado por elas, continuam a ser os adultos a fazer a grande maioria das chamadas, principalmente as mulheres (1663 chamadas).

Os dados ontem divulgados pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC) indicam que a maior parte das situações denunciadas está relacionada com raparigas e a idade referida nos apelos distribui-se entre os meses e os 18 anos, registando-se um “ligeiro acréscimo de apelos relativos a situações de jovens adolescentes, quando comparados com as restantes idades”.

Segundo dados revelados pelo IAC ao i, em 1061 das chamadas casos, o infractor era um membro da família. Os infractores fora da família dividem-se por membros da comunidade em 73 dos casos, 60 são profissionais como professores, médicos ou psicólogos em 117 dos infractores acabaram por não ser identificado.

Dos relatos que chegaram a este serviço, 280 foram relativos a situações de crianças em risco, 215 a casos de negligência, 166 a queixas de maus-tratos na família, 130 a denúncias de maus-tratos psicológicos na família e 107 a questões relacionadas com a regulação do exercício das responsabilidades parentais.

Contudo, a maioria dos telefonemas (890) foi feita por pessoas que apenas queriam “falar com alguém”, revela o IAC, sublinhando que a SOS-Criança “continua a ter um papel de extrema importância no que diz respeito à ajuda em tempo útil às crianças”.

Os dados adiantam que 425 das situações relatadas referiam-se a menores que vivem em famílias monoparentais e 411 em famílias tradicionais. Houve ainda 201 casos relativos a crianças a viver em famílias reconstruídas e 140 em famílias alargadas. A maior parte dos apelos chega do distrito de Lisboa (652), seguindo-se os Açores (575), Viseu (272), Porto (218), Setúbal (158), Faro (51) e Aveiro (45 apelos). Nos restantes distritos do país os pedidos foram inferiores a 40.

Relativamente à relação que  a criança tem com quem pede apoio, são as mães (275) quem mais apela ao SOS-Criança, seguidas dos vizinhos (250), dos avós (190), dos pais (166) e dos cidadãos em geral (148). A família socorreu-se deste serviço 748 vezes, a comunidade 517, a criança 101 vezes e os profissionais 56 vezes.

A intervenção de quem atende a chamada levou a reposta de pedidos de informação em 813 apelos, sendo que 699 chamadas foram feitas para pedidos de apoio, 687 para orientação e 542 casos foram relativos a pedidos de encaminhamento.

A segunda-feira é o dia da semana que apresenta um aumento de pedidos em relação à média (602), indicam os dados, acrescentando que a maior das chamadas (2044) teve a duração de um a 10 minutos (2,044), mas há casos em que ultrapassam os 90 minutos (quatro). Com Lusa

 

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