Afinal, como é que as mulheres engravidam?

Fevereiro 18, 2015 às 8:27 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Público de 15 de fevereiro de 2015.

Mais informações sobre o projeto de Zélia Anastácio e Cláudia Pinto no artigo:

Abordar a sexualidade no 1.º ciclo do ensino básico : as crianças também são capazes de discutir

Enric Vives-Rubio

Graça Barbosa Ribeiro

É possível falar sobre sexualidade com crianças do 1.º ciclo, que têm opiniões formadas sobre os mais diversos temas, embora algumas sejam surpreendentes. É o que mostra um estudo, que teve como objectivo perceber o que estas crianças sabem e o que têm necessidade de saber.

A necessidade de dar voz às crianças – “para saber o que já sabem e o que sentem necessidade de saber” – será um dos temas a abordar no congresso de Educação Sexual, a promover pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho, a 26 e 27 de Março. A apresentação de uma intervenção feita na Escola da Ponte, com crianças do 1.º ciclo, contribui para combater eventuais receios dos professores em relação à naturalidade com que as crianças falam sobre sexo.

“Sabem como é que as mulheres engravidam?”, pergunta a orientadora. Clara grita: “Eu sei!” e a autora do estudo, Cláudia Pinto incentiva: “A Clara disse logo ‘eu sei’, está muito bem informada!”

“Os pais levam uma carta à igreja e depois Jesus responde se podem ou não engravidar”, continua a menina de seis anos. Luís, também no 1.º ano de escolaridade, está convencido de que a resposta está errada e corrige: “A mulher tem que ir ao hospital e o médico põe uma semente na barriga para ela engravidar.” Paulo concorda com Clara, mas Luísa tem uma opinião diferente: “A minha mamã é que explicou como ficou grávida! Tem a pera e o papá põe a semente na pera”. E depois acrescenta: “Mas a mãe não explicou mais.”

Os nomes foram alterados, mas o diálogo é reproduzido no relatório de 2012 sobre o projecto desenvolvido por Cláudia Pinto e Zélia Anastácio, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, que abrangeu um grupo heterógeno (dos pontos de vista sociocultural, socioeconómico e socio afectivo) de 22 crianças – dez meninas e doze meninos, com idades entres entre os seis e os 11 anos, da Escola da Ponte, no distrito do Porto.

As crianças citadas pertenciam a um grupo homogéneo quanto à idade e ano escolar, mas houve mais três grupos de discussão: dois só de raparigas ou apenas de rapazes, respectivamente, mas em ambos os casos de idades e anos de escolaridade diversos; e um último heterogéneo quanto ao sexo, idade e ano de escolaridade.

Num dos outros grupos, e ainda sobre o mesmo tema, uma das meninas do 4.º ano, que já tinha abordado a matéria na escola, explicou a gravidez referindo-se ao “óvulo”, que é “o que a mulher tem”, e ao “espermatozóide, uma coisa muito pequenina que não se vê”: “E quando se faz sexo… se o pénis e a vagina se juntarem, o espermatozóide passa para a vagina e entra no óvulo e a partir daí forma-se um novo ser.”

Modelos e estereótipos

No estudo são analisadas as perspectivas das crianças em relação a outros temas. Foi possível concluir que “os estereótipos de género” existem nesta fase, de uma forma generalizada, com rapazes e raparigas de todas as idades e de contextos familiares, sociais, culturais e económicos muito distintos, a afirmar, por exemplo, que “a mulher tem que fazer o comer e o homem tem que descansar” ou que “o homem tem que trabalhar para sustentar a família e a mulher tem que ficar em casa para tomar conta dos filhos”.

Este quadro é explicado pelas investigadoras Zélia Anastácio e Cláudia Pinto com o facto de “as crianças se confrontarem desde cedo com modelos que oprimem a liberdade do outro, prevalecendo (na maioria dos casos) a hegemonia masculina e a sujeição feminina”. Esta situação, dizem, resulta das aprendizagens no âmbito familiar e escolar, às quais se somam programas e séries televisivas e a publicidade, por exemplo.

A tendência de reprodução de estereótipos mantém-se em relação às aspirações profissionais. Da lista do que as meninas querem “ser” em adultas fazem parte “farmacêutica”, “professora”, “cabeleireira”, “fotógrafa”, “cantora”, “dançarina”, “actriz”, “manequim”, “maquilhadora”, “médica” ou “historiadora”. Os rapazes desejam carreiras essencialmente relacionadas com o desporto (“futebolista”  e “voleibolista”), mas há quem queira ser “pintor”, “designer”, “trolha”, “educador infantil”, “super-herói” ou simplesmente “famoso e importante”.

Homossexuais não podem constituir família

Verificou-se também que todas as crianças concordam que um casal heterossexual pode constituir uma família. Mas que muitas – mais de metade – discordam que o mesmo se passe com os homossexuais. Sustentam esta opinião dizendo que os casais homossexuais não se podem reproduzir entre si, e, para além disso, não partilham ligações sanguíneas.

Este tema é um bom exemplo, refere a investigadora Zélia Anastácio, daqueles que normalmente criam desconforto aos docentes que alegam não se sentirem no direito de impor às crianças perspectivas que não se enquadram nas transmitidas pelas famílias. “O objectivo não é esse, claro. É proporcionar a discussão, a reflexão, o pensamento crítico e promover a capacidade de fazer opções conscientes e fundamentadas”, afirma.

Zélia Anastácio sublinha ainda que, desde que sejam previamente informados do trabalho a desenvolver, os pais normalmente não só aceitam as actividades relacionadas com a Educação Sexual como ficam aliviados. “Depois de receberem formação, os próprios professores costumam afirmar que têm mais facilidade em conversar sobre estes temas com os seus alunos do que com os próprios filhos”, comenta.

Com quem falar sobre sexualidade?

Quando a orientadora perguntou nos vários grupos de discussão com quem falavam ou como se informavam quando tinham dúvidas sobre os diferentes assuntos que tinham debatido, ouviu falar nos pais, nos irmãos, nos amigos, na televisão e nos livros. No entanto, 65% das crianças responderam dizendo que não conversavam com quem quer que fosse sobre questões relacionadas com a sexualidade. Os motivos apresentados para essa falta de diálogo foram vários, desde a timidez à ausência de receptividade por parte dos pais e de outros familiares.

Zélia Anastácio faz notar, a propósito, que “há uma moral inibitória que muitas vezes é imposta às crianças a partir do momento em que estas começam a fazer perguntas,  às vezes aos 3, 4 anos”. “Quando não respondem, quando fazem de conta que não ouvem, desviam a conversa ou dizem que mais tarde explicam, os pais estão a transmitir uma informação muito clara e que as crianças percebem perfeitamente – a de que abordaram um assunto sobre o qual não podem falar à vontade”, diz.

Esta investigadora referiu que o estudo em causa, por ser qualitativo, feito numa escola com algumas particularidades e com uma amostra pequena “não pode ser generalizado”, mas frisou que as conclusões coincidem com as de outros trabalhos realizados anteriormente.

 

 

Escolas receiam retrocessos na educação sexual

Fevereiro 18, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de fevereiro de 2015.

Fernando Veludo NFactos

Andreia Sanches

Mais de 80% das escolas cumprem carga horária prevista na lei para a educação sexual. Mas “muitas vezes a lei é cumprida na ‘forma’ e não na filosofia”, diz coordenadora da avaliação.

A lei que obrigava todas as escolas a desenvolver programas de educação sexual, com um número mínimo de horas por ano, e a ter gabinetes de informação e apoio aos alunos que poderiam fornecer contraceptivos, em articulação com as unidades de saúde, foi publicada em Agosto de 2009. O que aconteceu desde então, depois de toda a polémica? Três conclusões: a maioria das escolas e agrupamentos (83,2%) está a cumprir a carga horária prevista; a educação sexual entrou na rotina; mas os professores que coordenam a área estão “exaustos e também magoados com a falta de reconhecimento”. Há mesmo o risco de a lei deixar de ser cumprida.

A síntese é feita por Margarida Gaspar de Matos, coordenadora da equipa a quem coube inquirir directores de escolas, professores, pais e alunos para avaliar a lei n.º 60/2009 (a lei da educação sexual).

Esta avaliação estava prevista no próprio diploma de 2009, era então primeiro-ministro José Sócrates. O actual Governo abriu concurso público. Ganhou o projecto apresentado pela Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde, a que pertence Margarida Gaspar de Matos, psicóloga clínica e investigadora da Faculdade de Motricidade Humana. Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira, em Lisboa.

A lei prevê que a educação sexual deve ser dada através de actividades várias, que podem incluir visitas, projectos, conferências de especialistas… Obrigatório é que se cumpram os objectivos previstos e uma duração mínima de seis horas por ano, no 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, e de 12 horas, no 3.º ciclo e ensino secundário.

Alguns dados da síntese da avaliação apresentada esta segunda-feira: mais de 80% (83,2) das unidades orgânicas (escolas e agrupamentos) cumpriram na íntegra a carga horária legal; a restantes cumpriram pelo menos parte do que estava previsto.

Em geral os estabelecimentos fazem saber que têm gabinetes de apoio ao alunos e que 71% destes funcionam até seis horas por semana; 60% dos directores acham que funcionam bem.

Na maior parte dos casos (85%), para o funcionamento destes gabinetes, foram estabelecidas parcerias com o centro de saúde local, como estipulava a lei de 2009. O problema, diz Margarida Gaspar de Matos em declarações ao PÚBLICO, é que “muitas vezes estes espaços são apenas um espaço físico que os alunos conhecem mal…”

E como ficou a distribuição de preservativos nas escolas? Regresso a 2009: a lei previa que o gabinete de informação e apoio da escola pudesse fornecer contraceptivos. Vários pais protestaram na altura. Mas Margarida Matos diz que a polémica diluiu-se com a articulação com os centros de saúde. “As consultas de planeamento familiar não são nas escolas.”

Preocupações e recomendações

Mais dados da avaliação: a disciplina de Ciências Naturais continua a ser o espaço curricular onde mais frequentemente são abordados conteúdos de educação sexual no ensino básico (61,9%). No ensino secundário é a disciplina de Biologia que aparece em primeiro lugar (31,8%). Mas a maioria das escolas (93%) também contrata agentes externos (organizações não governamentais, como a Associação para o Planeamento da Família, por exemplo) que as ajudam a cumprir a carga horária prevista.

Analisados os resultados dos inquéritos, os avaliadores decidiram deslocar-se a cinco escolas. A análise global levanta algumas preocupações: “Muitas vezes a lei é cumprida na ‘forma’ e não na filosofia”, prossegue Margarida Gaspar de Matos.

Por exemplo, diz, “se se contratam agências externas que vão fazer conferências e organizar ‘dias de…’ (o ‘dia da contracepção’, a ‘semana da prevenção do VIH/sida’) isso não resulta do ponto de vista da mudança de comportamentos, não cria uma cultura de escola” são acontecimentos que “caem de para-quedas”.

Os professores entrevistados lamentaram igualmente a não existência de uma redução da componente lectiva para o professor coordenador da educação para a saúde (que é quem coordena também a educação sexual) em cada unidade orgânica, “o que representa uma sobrecarga”. E leva, segundo os avaliadores, a que a solução mais fácil seja contratar fora.

Vários dirigentes e professores sublinham que para cumprir a lei estão a fazer “um enorme esforço” — “Vários questionam a capacidade para continuar este processo nas actuais condições”, lê-se na síntese.

“Os professores referem-se exaustos, não reconhecidos, os  mais novos não têm formação e as coisas tendem a sucumbir por burn-out”, diz Margarida Matos. E continua: é fundamental que os professores que se envolvem nestes projectos deixem de ser vistos como “carolas” e, por vezes, até, como “pessoas estranhas que não devem ter família porque dão horas e horas à escola”.

Ministério mantém prioridade

Os avaliadores deixam várias recomendações. Como estas: que seja feito um forte investimento na “formação de técnicos”; que haja mais formação de professores e que se reduza a componente lectiva para um professor por agrupamento, “mantendo a actual figura do professor coordenador”.

Sugere-se ainda o “restabelecimento de áreas curriculares não disciplinares” — porque muitos professores e directores disseram que com a recente extinção destas áreas (nomeadamente da Formação Cívica), são agora obrigados a utilizar tempos de aulas curriculares para cumprir a lei (nomeadamente de Biologia, o que faz com que alunos do secundário das áreas de artes e de ciências sócio-económicas, por exemplo, não tenham acesso fácil a estes conteúdos).

O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, presente na apresentação do estudo, lembrou a polémica de há uns anos. “Muitos perguntavam: como é que se pode dar educação sexual ao 1.º ano de escolaridade, ao 2.º, ao 3.º?” Na verdade, disse o governante, as escolas “mostraram a sua capacidade de responder de forma adequada a cada grupo etário”.

João Grancho diz que já leu o relatório e garante que a educação sexual vai continuar a ser uma prioridade, sublinhando a formação de professores e de pais como um aspecto “muito importante”.

A avaliação apresentada esta segunda-feira foi feita entre Agosto e Novembro do ano passado. Foram convidados a participar no inquérito nacional todos os agrupamentos e escolas não agrupadas (811) e 83 unidades orgânicas privadas (com contrato de associação). No ensino público, a taxa de resposta foi de 53% entre os directores escolares e de 52% entre os professores coordenadores de educação para a saúde.

 

 

Hora do Conto com Alice Vieira

Fevereiro 18, 2015 às 5:11 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Museu Benfica – Cosme Damião e a escritora Alice Vieira apresentam um ciclo de “Hora do Conto” dedicado aos mais pequenos. A autora de “Rosa, Minha Irmã Rosa”, “Úrsula, a Maior” e “Este Rei que Eu Escolhi”, convida personalidades do mundo artístico para leituras dos seus textos mais emblemáticos! Dia 21 de Fevereiro, a própria autora e promotora do ciclo, Alice Vieira, lê, para pequenos e graúdos, “A Arca do Tesouro” – um texto sobre Maria, a sua caixa azul e a impaciência do nosso tempo. Não percam. Mais informações e inscrições:  museu@slbenfica.pt  ou 707 200 100

Ação sensibilização/informação “Como educar nos dias de hoje”, em Coimbra

Fevereiro 18, 2015 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito do protocolo de colaboração entre o IAC e o Agrupamento de Escolas Coimbra Centro, irá decorrer uma ação sensibilização/informação sobre o tema “Como educar nos dias de hoje”, orientada pela Psicóloga Sílvia Veríssimo. No dia 12 de fevereiro a ação terá como destinatários os pais e encarregados de educação da Escola Básica 2,3 Poeta Manuel Silva Gaio, e dia 20, a mesma ação será dirigida aos pais e encarregados de educação da Escola Básica 2/3 de São Silvestre.

 

2º Fórum da Cidadania

Fevereiro 18, 2015 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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forum

O Instituto de Apoio à Criança é organizador do Grupo Infância.

mais informações no link:

http://lisboasolidaria.cm-lisboa.pt/101000/1/001364,022015/index.htm

Inscrições em http://goo.gl/87cdPS até 22 de Fevereiro.

FREE online, certified course on February 23 – Caring for Vulnerable Children

Fevereiro 18, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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futurelearn

Caring for Vulnerable Children

Develop an understanding of some of the approaches involved in caring for vulnerable children, with this free online course.

About the course

In times of austerity and shrinking public services, the task of identifying and caring for vulnerable children has never been more challenging. In this free online course, we’ll help you explore some of the issues involved in undertaking this task.

Understand risk and vulnerability, in theory and practice

We’ll consider what we mean by risk and vulnerability, as well as how we define good enough parenting. We’ll think about how children grow and develop, and how we can provide them with containment and security via meaningful relationships and attachments. And we’ll look at the particular skills involved in communicating with children and young people.

We’ll go on to learn about the characteristics that define different methods of practice and how some approaches can help us to resist risk-averse thinking. We’ll consider different possible interventions and how, in Scotland, this is managed within the Children’s Hearing System.

We’ll conclude by reflecting on the current politics of caring for vulnerable children in a context of budget cuts and increasing child poverty.

Develop your career in child care or social work

The knowledge you gain from this course may prompt you to explore or extend a career in child care or social work services. You’ll also consider the role you play in responding to and caring for the children and young people who you encounter in different aspects of your life.

mais informações aqui

 

 

 

 

8 razões para ler (livros a sério)

Fevereiro 18, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sol de 18 de janeiro de 2015.

Shutterstock

Com a evolução tecnológica, a maioria das pessoas decidiram deixar os livros nas estantes. Os mais novos só querem saber das novas tecnologias e os adultos dizem que não têm tempo para ler (mas a verdade é que muitos vão no comboio ou no metro agarrados ao tablet ou ao smartphone e não a uma obra literária).

A Time decidiu fazer uma lista de oito razões para deixar os e-books, as sms, os chats e os comentários nas redes sociais e optar por livros a sério. Pode ser que lhe dê alguma motivação…

As pessoas que lêem são mais inteligentes: Dr. Seuss escreveu “Quanto mais leres, mais coisas saberás. Quanto mais aprenderes, a mais sítios irás”. Sabia que um livro infantil expõe a criança a mais palavras do que um programa de televisão? É esta a conclusão de um estudo da Universidade de Berkeley, EUA. Estar exposto a novos vocábulos não só faz com que aprendam a ler melhor, mas também permite alcançar resultados mais altos em testes de inteligência.  Para além disso, é essencial que opte por um livro e não um ecrã – ler num dispositivo faz com que fiquemos entre 20 a 30% mais lento, lê-se num estudo da Universidade do Texas.

Ler faz bem ao cérebro: Tal como fazer jogging ajuda a melhorar o sistema cardiovascular, ler regularmente ajuda a melhorar a memória, explica um estudo publicado na Neurology.

Tornamo-nos mais empáticos: Uma boa leitura pode fazer com que seja mais fácil aproximarmo-nos de outros. Alguns livros, principalmente os de ficção, ajudam-nos a ‘ler’ as emoções daqueles que nos rodeiam com uma maior facilidade, explica uma investigação publicada no site Science.

Folhear ajuda a concentrar: Por incrível que pareça, mudar de página ajuda-nos a contextualizar melhor aquilo que estamos a ler, o que pode proporcionar um melhor entendimento e uma maior compreensão da obra que lemos, explica um texto publicado na Wired.

Pode ajuda a prevenir a Doença de Alzheimer: Quem lê, joga xadrez e faz puzzles tem uma menor probabilidade de vir a desenvolver Alzheimer quando comparando com aqueles que não praticam actividades tão estimulantes, explica um estudo publicado no site da Proceedings of the National Academy of Sciences.

Ajuda a relaxar: Um estudo realizado na Universidade de Sussex mostra que ler ajuda a reduzir o stress em 68%. “Não importa que livro lê. Ao ‘perder-se’ num bom enredo, consegue esquecer as preocupações do dia-a-dia e passa algum tempo a explorar o imaginário do autor da obra” explicou o neuropsiquiatra David Lewis ao jornal Telegraph.

Ajuda a adormecer: Se fizer da leitura nocturna um hábito, o seu corpo perceber que, depois de ler algumas páginas, está na altura de ‘desligar’, explica uma investigação da Mayo Clinic. Ler um livro faz mais pelo seu sono do que um computador ou um tablet – a luz emitida pelos ecrãs faz com que esteja acordado durante mais tempo.

Ler é ‘contagiante’: A maioria dos pais gostava que os filhos lessem mais, mas a verdade é que não fazem muito para que isso aconteça – a maioria deixa de lhes ler histórias quando eles aprendem a ler. Um novo estudo  divulgado pela editora Scholastic mostra que ler em voz alta para as crianças  durante a primária ajuda-as a tornarem-se verdadeiros amantes de literatura. Ou seja, não deixe de lhes ler histórias à noite. Esse hábito só lhes vai fazer bem no futuro.

joana.alves@sol.pt

 

 

Kit Livro de autor família – Oficina por Ana Rocha na Biblioteca Municipal de Belém

Fevereiro 18, 2015 às 10:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Kit_livro_BLX_belem

Oficina para Familias Kit livro de autor família

PARA CRIANÇAS dos 4 aos 12 anos, acompanhadas de um adulto por Ana Rocha. Um frasco de vidro com objetos, palavras e diversos elementos que a família poderá utilizar. O desfio é que com esses elementos se crie uma história de autor família, e depois levam para casa…

N.º mínimo participantes: 6 famílias

Biblioteca Municipal de Belém

Data: 2015-02-21 às 15:30

Contactos: onossotempo.lx@gmail.com

Observações: Preço: 6€ por família

Biblioteca de Belém

Rua da Junqueira, 295 / 7

1349 – 059 Lisboa (Freguesia de Belém)

Contactos: Tel.: 21 361 66 20 / 9

E-mail geral: bib.belem@cm-lisboa.pt

Projeto “Ler para escutar a voz humana” da Biblioteca Escolar Rafael Bordalo Pinheiro reportagem do programa Learning World da Euronews

Fevereiro 18, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da Euronews de 30 de janeiro de 2015.

África do Sul: Leitura Digital

A maior parte dos sul-africanos vive em municípios pobres ou em zonas rurais. As escolas têm poucos recursos, numa sociedade com uma imensa desigualdade e desemprego. Apenas 8% das escolas possui biblioteca, nestas condições, muitos alunos não conseguem aprender bem a ler e a escrever.

Aproximadamente 18% dos adolescentes são analfabetos e são poucos os que leem regularmente. A FunDza Literacy Trust abriu portas em 2011 para mudar esta realidade de forma inovadora. Utiliza a tecnologia móvel para se conectar com os leitores. Esta fundação é a biblioteca dos mais carenciados e graças à tecnologia móvel, milhares de jovens na África do Sul tornaram-se leitores assíduos.

Bélgica: Do papel para o ecrã

Anne Belien ensina inglês e holandês numa escola de língua francesa, em Bruxelas. Tanto ela como os colegas têm acesso às novas tecnologias e a livros escolares digitais que lhes permitem adaptar as aulas às necessidades dos alunos. Cada aluno tem um iPad que garante o acesso à matéria. Todos podem ouvir os conteúdos para depois resolver os exercícios. E muitos livros têm evoluído de tal maneira, que os professores os podem utilizar da forma mais conveniente. É o caso da série de volumes de matemática “Crack en Math”.

Portugal: Terceira idade no palco da literatura

A comunidade escolar da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, não para de surpreender o concelho. Ana Simão tem-se destacado em várias atividades desenvolvidas. Sempre sob o olhar atento dos professores, Ana e os demais alunos participam ativamente no projeto “Ler para escutar a voz humana.”

Ao tempo livre que tem soma a energia de um grupo de colegas e juntos ensaiam textos, para apresentar mais tarde aos utentes do Lar de Idosos e Centro de Dia do Centro Paroquial Social de Caldas da Rainha. Entre jovens e menos jovens as alegrias do improviso funcionam como um bálsamo revigorante.

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mais informações sobre o projeto “Ler para escutar a voz humana” no link:

http://biblio.esrbp.pt/projeto-educativo/dominio-a-apoio-ao-desenvolvimento-curricular/ler-jovem/learning-world-euronews/

 

 


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