L’ONU dénonce les exactions de l’Etat islamique envers les enfants en Irak

Fevereiro 14, 2015 às 4:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.lemonde.fr  de 5 de fevereiro de 2015.

AFP  Sabah Arar

Des enfants irakiens sans abri sur un terrain vague à Bagdad AFP SABAH ARAR

Les conclusions d’un rapport rendu public mercredi 4 février par le Comité des droits de l’enfant (CRC) des Nations unies sont alarmantes concernant la situation des enfants en Irak, notamment dans les zones contrôlées par l’Etat islamique (EI). L’organisme onusien dénonce le recrutement par des « groupes armés », en particulier par l’EI, d’« un grand nombre d’enfants » pour en faire des combattants, des kamikazes et des boucliers humains, ainsi que les sévices sexuels et les autres tortures qui leur sont infligés.

« Des enfants [sont] utilisés comme kamikazes, y compris des enfants handicapés ou ceux qui ont été vendus à des groupes armés par leurs familles », soulignent les auteurs du rapport. Ils expliquent aussi comment certains mineurs ont été transformés en « boucliers humains » pour protéger des installations de l’EI des frappes aériennes, forcés à travailler à des postes de contrôle ou employés à la fabrication de bombes pour les djihadistes. Le comité a exhorté Bagdad à explicitement criminaliser le recrutement d’une personne de moins de 18 ans dans les conflits armés.

DÉCAPITATIONS, CRUCIFIXIONS

Le CRC a en outre dénoncé les nombreux cas d’enfants, notamment appartenant à des minorités religieuses ou ethniques, auxquels l’EI a fait subir des violences sexuelles et d’autres tortures ou qu’il a purement et simplement assassinés. Il relate plusieurs cas d’exécutions de masse de garçons, ainsi que des décapitations, des crucifixions et des ensevelissements d’enfants vivants.

Bien que le gouvernement irakien soit tenu pour responsable de la protection de ses administrés, Mme Winter a reconnu qu’il était actuellement difficile de poursuivre les membres des « groupes armés non étatiques » pour de tels actes. Selon elle, le gouvernement devrait s’efforcer de faire tout son possible pour protéger les enfants dans les zones qu’il contrôle et pour les extraire des lieux contrôlés par l’EI.

PAS ATTRIBUÉS QU’AUX DJIHADISTES

Le comité a toutefois souligné que certaines violations des droits des enfants ne pouvaient être attribuées aux seuls djihadistes. De précédents rapports relevaient ainsi que des mineurs étaient obligés d’être de faction à des postes de contrôle tenus par les forces gouvernementales ou que des enfants étaient emprisonnés dans des conditions difficiles à la suite d’accusations de terrorisme, et dénonçaient également des mariages forcés de fillettes de 11 ans.

Une loi permettant aux violeurs d’éviter toute poursuite judiciaire à condition de se marier avec leurs victimes s’est particulièrement attirée les foudres du CRC, qui a rejeté l’argument des autorités de Bagdad selon lesquelles c’était « le seul moyen de protéger la victime des représailles de sa famille ».

 

 

(In)formar para a educação sexual

Fevereiro 14, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.nos.uminho.pt  de 29 de janeiro de 2015.

UM

Catarina Dias

Ainda existem docentes “objetores de consciência” e escolas que preferem evitar “temas fraturantes”, como o aborto e a homossexualidade, considera a professora Zélia Anastácio.

Apesar de a educação sexual em contexto escolar constar na legislação portuguesa desde 1984, continuam a existir casos de docentes “objetores de consciência” e instituições que preferem evitar “questões fraturantes”, como o aborto e a orientação sexual. A solução está na realização de ações que visem formar devidamente os profissionais, desinibindo-os perante determinados temas e derrubando conceções erróneas que limitam a sua atuação. Quem o diz é Zélia Anastácio, professora do Instituto de Educação, que trabalha a questão da sexualidade e dos afetos há quase duas décadas.

A especialista está a coordenar um projeto que visa munir os professores e técnicos de escolas e instituições de acolhimento de competências para o ensino adequado da educação sexual. Na prática, pretende-se que estes profissionais saibam planear projetos educativos que respondam às necessidades reais das crianças e dos jovens. Dos cerca de 150 docentes envolvidos no estudo, a maioria referiu não se sentir “preparada” para lecionar educação sexual, “por esta não se relacionar com a área de formação”. Um receio que foi ultrapassado com a participação em formações intensivas. Os resultados revelam, ainda, que a dimensão biológica – relações sexuais, conceção, entre outros – é a mais “intimidante”. E os que mostram maior abertura para trabalhar o tema tendem a ser mais jovens, solteiros ou divorciados.

A reação dos pais surge como o “eterno fantasma” dos professores, realça Zélia Anastácio, que garante, contudo, não conhecer muitos casos de “resistência”. “A educação sexual não deve ser tratada de forma diferente e os docentes não têm de pedir autorização aos pais. Trata-se de um direito consagrado na legislação, além de ser uma questão de direitos humanos – o acesso à informação”, afirma a cientista do Centro de Investigação em Estudos da Criança.

Escolas “em incumprimento da lei”

A primeira lei portuguesa sobre educação sexual surgiu há 30 anos. A sua inclusão nos programas escolares só começou a ser obrigatória a partir de 1999. “A legislação é mais do que suficiente”, sublinha a investigadora, que acusa algumas escolas de “incumprimento da lei”. “Com o reforço legislativo de 2009, apostou-se na formação e no desenvolvimento de estratégias personalizadas. Esta ‘determinação’ tende a perder-se com o tempo, e é preciso recordar que a lei não foi revogada”, reforça.

 

O que fazer?

São várias as iniciativas que podem ser realizadas junto das crianças e dos jovens. O objetivo é que os profissionais atuem conforme as necessidades de cada um, sem descurar o respeito pela diversidade. Eis alguns exemplos:

Brainstorming: Os participantes ficam a conhecer as diferentes dimensões da sexualidade. Surgem vários conceitos como identidade de género, orientação sexual, métodos contracetivos, relações sexuais, casamento.

Caixa de perguntas: Dúvidas que são elucidadas com informação personalizada.

Debates: Uma espécie de “prós e contras” sobre temáticas “sensíveis”, como a homossexualidade, o aborto e os comportamentos de risco.

Histórias incompletas: Permite aos participantes treinarem a capacidade de previsão de consequências.

 


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