Lei que proíbe álcool a menores é “ineficaz”

Fevereiro 12, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 11 de fevereiro de 2015.

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ComasAlcoólicos-2

4kids – kidSitting

Fevereiro 12, 2015 às 6:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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kids

Bem-vindos

Cada vez mais famílias se vêem sem tempo e apoio.

A quem confiar os nossos filhos enquanto trabalhamos ou estamos ausentes? Quem é que pode ir buscá-los à escola com segurança? Quem é que é capaz de ajudá-los nos trabalhos de casa, alimentá-los e certificar-se que cumprem correctamente os seus horários?

Somos uma equipa de pessoas com experiência na área do babysitting, kidsitting e animação.

Protegemos, mimamos, brincamos e ensinamos, ao mesmo tempo que transmitimos aos seus filhos os valores adequados para que cresçam de uma forma equilibrada e tranquila.

Os nossos elementos são devidamente selecionados consoante a sua formação e experiência.

Iremos ter em conta as suas preferências e encaminharemos a pessoa ideal para si !

Se não estiver satisfeito com a nossa escolha, pedimos que nos informe de imediato..

O acompanhamento pode ser feito ao domicilio, bem como em casamentos, batizados e festas de aniversário.

O serviço é prestado preferencialmente aos fins de semana e fim de tarde e/ou noites durante a semana.

http://ferreiraat.wix.com/4kids-kidsitting

https://www.facebook.com/pages/4kids-Kidsitting/767138806714350

Alunos que fazem mais exercício físico têm melhores resultados escolares

Fevereiro 12, 2015 às 3:35 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de fevereiro de 2015.

Paulo Pimenta

Bárbara Wong e Catarina Gomes

Os alunos que fazem exercício físico têm melhores resultados escolares, conclui uma investigação junto de três mil alunos realizada, ao longo de cinco anos, por uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa (FMH/UTL).

Os jovens com aptidão cardio-respiratória saudável tiveram um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês.

Luís Sardinha, director do Laboratório Exercício e Saúde, da FMH, afirma que existe “a tendência para sobrevalorizar a parte biológica” dos benefícios do exercício físico. E este estudo também os comprova, evidenciando, por exemplo, que “os alunos insuficientemente activos”, ou seja, que não cumprem as recomendações de actividade física diária (pelo menos 60 minutos por dia de actividade física moderada e vigorosa), têm maior probabilidade de serem pré-obesos ou obesos, que os miúdos cuja aptidão cardio-respiratória é saudável, decorrente do exercício, têm mais massa óssea, e os que não a têm tendem a ter uma saúde vascular pior.

Mas, para o coordenador do estudo, o resultado mais inovador desta investigação – feita em parceria com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a autarquia de Oeiras – é o demonstrar que o aumento da actividade física tem reflexos “na parte psicológica, uma dimensão que tem sido menos estudada”, nota. “Face à dimensão da amostra”, o investigador admite que os resultados possam ser extrapolados para a população escolar.

O chamado Programa Pessoa, co-financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), estudou durante cinco anos (começou em 2007) três mil alunos de 13 escolas do concelho de Oeiras, usando desde acelerómetros, instrumentos que os alunos usavam na cintura para medir os seus tempos sedentários e activos; ecografias para medir a espessura das camadas da artéria carótida; cronómetros para medir a performance cardio-respiratória dentro de um determinado circuito com cadência progressiva.

O que se concluiu é que os alunos do 3.º ciclo com aptidão cardio-respiratória saudável têm melhores classificações a Matemática e a Língua Portuguesa e que, no geral, os alunos com aptidão cardio-respiratória saudável têm um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês. Ou seja, o exercício físico tem efeito positivo no aproveitamento escolar, uma conclusão que estava sobretudo estudada em idades mais novas, nota.

“Esta linha de investigação vem demonstrar a importância do jogo e actividade física informal e organizada para todas as crianças em contexto escolar”, defende Carlos Neto, presidente da FMH/UTL.

Mais auto-estima

A explicação para este efeito foi já estudada noutras investigações: “o exercício promove a formação de novos neurónios e uma maior interacção entre neurónios, que, por sua vez, promovem maior sensibilidade e desenvolvimento cognitivo”.

Mas não só. É sabido que a adolescência é uma idade turbulenta, tendencialmente acompanhada pela diminuição de indicadores ligados à qualidade de vida, refere o investigador. O que este estudo também permitiu concluir é que, aumentando a actividade física, cerca de uma média de duas horas por semana, melhoraram indicadores como “a auto-estima, afectos positivos, competência, autonomia, relacionamentos positivos e boas motivações”. Pelo contrário, constata-se que os rapazes e as raparigas que fizeram menos exercício desceram nestes indicadores.

Além da produção de resultados estatísticos, o Programa Pessoa esteve no terreno para tentar mudar comportamentos em termos de exercício físico e nutrição, dando acções de formação a professores das várias disciplinas, e produzindo quatro manuais. Nos alunos que revelam maior apetência para a prática desportiva, “um dos objectivos do programa foi criar uma porta de entrada à maior participação desportiva”.

Luís Sardinha afirma que “nos jovens há uma luta muito grande entre comportamentos sedentários, associados às tecnologias, e exercício físico” e, defende Sardinha, nesta faixa etária, “temos que mudar o discurso”. “Nos jovens, a mensagem assente nos benefícios que o exercício traz à saúde não é eficaz”, diz, “estão numa idade em que pensam que são super-homens e não têm capacidade para se colocarem na linha de vida aos 40 anos”. O investigador sabe que apelar a estes jovens não tem o efeito desejado.

O investigador sublinha que o que é importante é que os jovens “identifiquem o retorno que o exercício lhes traz com situações do dia-a-dia: têm de perceber que [se fizerem exercício] dormem melhor, interagem com mais confiança com o namorado ou a namorada, podem ter melhores notas, relacionam-se mais positivamente com os colegas e os pais”.

Se o exercício físico se revela tão importante para os alunos, como é que Carlos Neto comenta a redução da carga horária da Educação Física e a nota da disciplina no final do secundário deixar de contar para todos os alunos? “Um corpo sedentário a par de um currículo escolar apenas centrado nas aprendizagens socialmente úteis (corpos sentados) será um caminho problemático no aumento do “analfabetismo e iliteracia motora” dos cidadãos”, responde, acrescentando que “as posições assumidas pelo MEC [são] paradoxais e incompreensíveis”.

O ideal seria que, ao terminarem o 12.º ano, estes alunos fossem “consumidores educados do exercício físico”, isto porque “está identificado que este é o período de maior abandono da actividade física, por ser uma altura que os jovens adultos adoptam novas rotinas, quer arranjando emprego ou indo para a universidade. Este é um período crítico para o reconhecimento do valor do exercício físico”, conclui Sardinha.

O Ministério da Educação e Ciência rejeita que exista uma redução efectiva das horas da disciplina, lembrando que cabe às escolas tomar essa decisão. Quanto ao secundário, a nota contará apenas para os estudantes que queiram. Portanto, “não existe assim qualquer desvalorização da disciplina”, informa.

Dormir nove horas

Os alunos que dormem menos de oito horas por noite têm maior risco de serem pré-obesos ou obesos, conclui o estudo, confirmando assim uma relação já identificada em estudos anteriores. O tempo ideal de sono nas idades estudadas (dos 13 aos 15 anos) é de mais de nove horas, diz o coordenador do Programa Pessoa, Luís Sardinha.

“Os miúdos que dormem menos têm um Índice de Massa Corporal superior. Dormir oito ou mais horas por noite reflecte-se também num maior aproveitamento académico”, aponta. Os alunos que dormiam um mínimo de oito horas por noite tiveram melhores classificações a Matemática e Língua Portuguesa, revelam os resultados.

 

 

 

Carnaval em Segurança – 2015 publicação da Direção-Geral do Consumidor

Fevereiro 12, 2015 às 3:30 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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carnaval

descarregar o documento nos links:

http://www.consumidor.pt/

https://www.facebook.com/dgconsumidor?fref=nf

 

 

Portugal é excepção ao colocar crianças e jovens em prisões de adultos

Fevereiro 12, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de fevereiro de 2015.

Nuno Ferreira Santos

Ana Dias Cordeiro

Observatório Europeu das Prisões recomenda que os jovens com menos de 18 anos fiquem totalmente separados dos adultos condenados a penas de prisão. Dos oito países analisados, apenas Portugal coloca jovens dessas idades em cadeias de adultos. Para os centros educativos são enviados aqueles que cometem crimes antes dos 16 anos.

Portugal é o único, num conjunto de pelo menos oito países da União Europeia, que mantém jovens com 16 e 17 anos em prisões para adultos. Um relatório apresentado em Janeiro pelo Observatório Europeu das Prisões (OEP) na Comissão Europeia, em Bruxelas, aponta o incumprimento das regras europeias aplicáveis às prisões sobre as condições dos reclusos de menos de 18 anos em Portugal.

Juntar jovens dessas idades com adultos — como acontece em Portugal — compromete uma adequada intervenção educativa e de reabilitação de presos que ainda não iniciaram uma vida criminal, dizem investigadores ouvidos pelo PÚBLICO, para quem este é “um problema grave” que configura “uma violação clara” da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. De acordo com a convenção, ratificada por Portugal em Setembro de 1990, os jovens até aos 18 anos são crianças e os seus direitos devem ser acautelados como tal.

“Não se trata de desresponsabilizar os mais novos”, diz Maria João Leote, investigadora do CIS.NOVA — Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa. Mas de os proteger do contacto com “indivíduos com longas trajectórias criminais” — quando tiverem de cumprir penas de prisão.

Vivências pesadas

Os jovens com menos de 18 anos correspondem ao “tipo de população que tem forçosamente de ficar separado do resto”, afirma por seu lado Rui Abrunhosa, professor de Psicologia Forense da Universidade do Minho. E não ficam. Em Portugal, lembra o académico, só duas prisões têm pavilhões autónomos e distintos onde é possível separar os reclusos de acordo com a idade (Leiria) ou o género (Tires). E se a maioria (dos mais jovens) é enviada para Leiria, outros estão ou estiveram noutras cadeias onde os pavilhões podem comunicar entre si. Rui Abrunhosa crê que jovens dessas idades cumprem pelo menos o tempo de prisão preventiva em prisões como Custóias, com vivências muito pesadas.

Em Dezembro de 2014, havia 106 reclusos com menos de 20 anos (todos homens) em prisões para adultos, ainda segundo informações da Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP). Nessa mesma data, três cadeias acolhiam 55 jovens com menos de 18 anos: o Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), o Estabelecimento Prisional de Caxias e o Estabelecimento Prisional de Leiria, conhecido por prisão-escola por ter sido construído para acolher jovens com menos de 21 anos, onde estavam 40% dos jovens com menos de 18 anos no sistema prisional. Em Dezembro de 2013, havia 63 crianças em prisões com adultos e, em 2012, esse número era de 60. Na primeira década deste século, em cada ano, o sistema prisional teve mais de 140 jovens entre os 16 e os 18 anos.

Tal acontece, lembra Maria João Leote, porque se mantém o Regime Penal Especial para Jovens Adultos de 1982, que previa a construção de centros de detenção específicos para os jovens entre os 16 e os 21 anos e que nunca foram construídos.

Entre o que não foi feito, diz a especialista, “o mais visível” é a falta de equipamentos destinados a estes jovens, e “isso leva a que Portugal falhe no cumprimento do imperativo de separação dos menores de 16 e 17 anos dos adultos”. Para a socióloga, este problema também se coloca porque a idade da maioridade civil (18 anos) não corresponde à da maioridade penal (16 anos). A partir do momento em que Portugal ratificou a Convenção da ONU para os Direitos da Criança, “o Estado tem de proporcionar respostas diferenciadas”, sustenta. Só as respostas pensadas para os jovens permitem “uma intervenção mais estruturada e individualizada” e “obriga a um cumprimento mais restrito de regras” com benefícios na prevenção e reabilitação do jovem.

Outro ponto em que, pelo contrário, esta legislação de 1982 tem sido aplicada, estabelece que, para estas idades, a pena de prisão deve ser atenuada, quando o juiz “tiver sérias razões para crer que da atenuação resultem vantagens para a reinserção do jovem condenado”.

Para os centros educativos (em regime fechado, semiaberto ou aberto), como determina a Lei Tutelar Educativa de 1999, apenas são enviados os jovens por actos praticados antes de completarem 16 anos. A partir dessa idade, vão para a prisão. Rui Abrunhosa não hesita em identificar aqui “um problema grave” que seria atenuado se a aposta se centrasse na prevenção e no planeamento dos espaços em função da população prisional.

Em resposta ao PÚBLICO, os Serviços Prisionais dizem que a distribuição dos reclusos pelas diferentes cadeias do país “toma também em consideração variáveis como a aproximação aos locais de habitação e às famílias” para facilitar as visitas, e garantem que “os reclusos jovens estão em espaços distintos dos demais”.

Na prática, refere Rui Abrunhosa, a separação de reclusos é difícil de cumprir porque os espaços não foram pensados em função desse afastamento. E aponta: “Um dos princípios do tratamento penitenciário é a separação adequada dos reclusos para se poder desenvolver com eles intervenções que não sejam contaminadas por essa sistémica mais grave das prisões.” E isso não acontece, insiste.

Jovens de gangs condenados

“A legislação aposta na reinserção mas isso só se faz com planeamento”, sustenta. “A questão tem de ser dimensionada em função do número de presos e das características desses presos”, incluindo a idade. Em relação aos jovens, “a previsão que foi feita está ultrapassada”. Um dos problemas é o sistema prisional estar “subdimensionado”, conclui, também por recentemente haver “uma franja considerável de jovens ligados a gangs”. Os julgamentos dos membros dos gangs Cordoriba (também conhecido por gang Botellon) ou o La Quadrilha terminaram em 2013. Em ambos houve condenações a penas de prisão para jovens com menos de 18 anos (e de outros entre os 18 e os 21 anos). E em ambos, foram dados como provados crimes especialmente violentos – assaltos com armas, extorsão, por vezes agressões com facas e espancamentos de casais indefesos à saída das discotecas na Baixa do Porto ou de estudantes e turistas no Metro do Porto.

“Não se pode descurar as medidas de protecção da comunidade mas, por outro lado, não se pode esquecer o objectivo da prevenção e da reabilitação que está subjacente à pena de prisão”, diz Maria João Leote. Isso reforça a necessidade de uma diferenciação em função da gravidade dos crimes mas também da idade, acrescenta, lembrando que há jovens muito novos na prisão a cumprir penas por actos de pequena criminalidade.

Progressos noutras áreas

O Comité da ONU para os Direitos da Criança tem reconhecido progressos na área dos direitos da criança, mas “sistematicamente” critica esta opção de não distinguir, no sistema prisional, instituições para crianças e prisões para adultos. “É um dos pontos mais importantes e um dos que têm permanecido inalterados desde que a convenção foi ratificada por Portugal na sua plenitude” em 1990, diz Maria João Leote. As mesmas observações têm sido feitas, nos últimos anos, por organismos internacionais (como o Observatório Internacional da Justiça Juvenil) e nacionais (como o Observatório da Justiça Portuguesa no seu relatório de 2010). E agora também pelo Observatório Europeu das Prisões (OEP), um organismo apoiado pela Comissão Europeia que monitoriza as prisões e é composto desde 2001 por organizações de protecção dos direitos humanos dos presos de Itália, França, Grécia, Letónia, Polónia, Espanha, Reino Unido e Portugal.

 

 

Como lidar com a agressividade das crianças pequenas

Fevereiro 12, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br   de 20 de janeiro de 2015.

Claudia Marianno

Veja como ensinar às crianças pequenas que a agressão não é a maneira correta de resolver os problemas

Texto Adriana Carvalho

Chutar, morder, bater, gritar, xingar: muitas vezes as crianças utilizam as atitudes agressivas para mostrar seus sentimentos, suas frustrações ou seus desejos. “A agressividade é uma linguagem específica utilizada para comunicar sentimentos fortes que nem sempre estão sendo percebidos pelos outros, mas que se fazem urgentes e necessários. É geralmente um pedido de socorro, um grito”, explica a psicóloga Eliana de Barros Santos.

Tudo sobre Primeira Infância Como contribuir para essa importante fase de formação da criança

Aos pais cabe mostrar, ao longo do processo educacional dos filhos, que há maneiras melhores de se expressar e de resolver os conflitos e os problemas. Isso se faz, em primeiro lugar, dando o exemplo: as crianças, especialmente os menores, aprendem muito pela imitação das atitudes dos adultos.

1. Por que crianças pequenas têm atitudes agressivas?

Pode não parecer, mas a agressividade é uma linguagem, uma forma de expressar sentimentos e desejos. “Não é a maneira mais correta, mas talvez seja a única forma que o filho aprendeu a usar nos momentos de angústia, ansiedade e principalmente de frustração, diz Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Entre as situações de frustração, estão, por exemplo, ouvir um “não” quando pede para os pais comprarem um brinquedo ou ter que parar de brincar na hora de ir dormir.

 2. Como agir quando a criança pequena usa a agressão para conseguir o que quer?

Os pais não devem atender aos desejos dos filhos quando eles tomam atitudes agressivas, porque isso só vai reforçar a ideia de que é pela força, pela agressão e pelo grito que conseguimos o que queremos. “Os pais não podem reforçar esse comportamento. No caso da birra, não se pode atender ao pedido enquanto o filho não tiver um comportamento adequado”, diz Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Segundo ela, os pais devem também refletir sobre como eles próprios agem quando querem alguma coisa, para avaliar se estão dando o modelo correto para seus filhos: “Os pais precisam observar suas próprias atitudes, suas “birras”, antes de começarem a exigir das crianças aquilo que talvez falte em seus próprios comportamentos”.

 3. Que outras situações podem despertar o comportamento agressivo dos pequenos?

A agressividade também pode estar vinculada a situações que geram estresse na criança tais como luto, separação dos pais e a gravidez da mãe (que traz o medo de perder o afeto dos pais com a chegada do irmão mais novo). “Para lidar com a situação de forma tranquila é necessário tomar consciência do problema e acolher a criança em seus sentimentos de receio, medo, angústia. Para isto é preciso olhar para ela com cuidado e atenção, buscando ver além do gesto que a criança está utilizando para se fazer entender. Boas horas de intimidade e aconchego verdadeiro são os melhores remédios”, afirma a psicóloga Eliana de Barros Santos

 4. Como os pais devem agir quando veem seu filho envolvido em uma briga?

Crianças pequenas brigam com frequência e os pais devem supervisionar de perto para orientá-los e ensiná-los sobre como se portar nessas situações, ensina a psicóloga Eliana de Barros Santos. “Se a criança bater em outra, interfira e separe os dois, mas lembre-se de não supervalorizar a briga. Console e atenda a criança que foi agredida para depois orientar o agressor dizendo que a atitude dele não foi boa e que provocou dor no colega”, diz Eliana. Ela orienta que o mesmo deve ser feito se a briga for entre irmãos: “Fique atento para não ceder aos gritos do menor, por achar que ele é mais frágil, pois dessa forma você estará mostrando que a birra tem poder. Aja com justiça. Para crianças pequenas, até cerca de dois anos, é necessário ser incisivo e direto, dizendo em poucas palavras e de forma clara olhando em seus olhos: ‘Não bata! Quando bate, dói’”.

5. Se os pais agem de forma agressiva, isso influencia as crianças pequenas?

As crianças aprendem, de forma geral, por imitação. Por isso, é preciso atenção: muitos dos comportamentos agressivos dos pais e adultos são aprendidos pelas crianças. “Criança vê, criança faz: não temos dúvida de que a criança apresenta comportamentos copiados dos seus pais ou cuidadores. Para se evitar que a criança se comporte de forma agressiva é preciso que os pais revejam o seu próprio comportamento e identifiquem situações onde costumam se comportar de forma agressiva”, diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. “Observe se você costuma apresentar agressividade de forma física, batendo na criança ou em animais. Avalie como você trata seu companheiro ou companheira e até mesmo se costuma descontar a raiva nos objetos quando está enfurecido e perde o controle”, afirma Eliana. Ela acrescenta que há ainda outros tipos de agressividade que podem ser absorvidos pela criança, como os comentários que os adultos fazem em relação a outras pessoas. “Por exemplo, quando se diz: “esse sujeito é um idiota, alguém deveria socar a cara dele…”. A criança capta a mensagem e pode vir a “socar” algum colega quando sentir que este é um comportamento natural”, diz Eliana.

6. A agressividade pode ser também uma tentativa de chamar a atenção dos pais?

Sim, essa também pode ser uma das possíveis causas das atitudes agressivas. “Podemos imaginar que os filhos têm um potinho que precisa ser cheio com carinho e atenção dos pais diariamente. Quando esse potinho estiver vazio, ela vai ficar triste e buscar outra forma de obter a atenção dos pais”, diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. Ela sugere que ao encontrar a criança, depois de um período separado, seja pelo trabalho ou por uma simples noite de sono, os pais se preocupem em encher o potinho com atenção verdadeira. “Você verá que a criança, satisfeita em sua necessidade, estará tranquila e somente voltará a requisitar sua atenção muito tempo depois, quando sentir seu potinho vazio. Em sua fome de atenção, ela precisa ser bem alimentada para se desenvolver saudável e tranquila. Lembrando sempre do potinho e cuidando dele, você vai perceber que agressividade, palavrão, birra, serão assuntos pouco lembrados em sua família”, diz a psicóloga.

 

 

 

Acompanhe online o Encontro Nacional “Comissões de Proteção de Crianças e Jovens : Um Modelo de Governação Integrada”

Fevereiro 12, 2015 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Ver o encontro online no link:

http://new.livestream.com/fcglive/20150212ComissoesProtecaoCriancasJovens

encontro

 

Pobreza infantil: 5 coisas que aprendemos em 2014

Fevereiro 12, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site  http://blogs.unicef.org  de 23 de janeiro de 2015.

©UNICEF INDA2013-00384 Romana

Child poverty: 5 things we learned in 2014

 

By David Stewart

2014 has been an important year in the fight against child poverty, and one that may make a difference for years to come. Here are 5 things we learned during the year:

  1. It has become clear that children are heavily over-represented among the world’s extreme poor. Over 569 million children aged 18 or less are living on less than $1.25 a day. So while children make up about a third of the world’s population, they represent a stunning 47% of those in extreme poverty.
  2. Further, recent figures show that in richer countries children are suffering the effect of the economic recession disproportionally – underlining that child poverty is a truly global issue, and one that needs urgent attention.
  3. Global commitment to fight child poverty looks to be growing. The year has been marked by a global effort to design an ambitious agenda of Sustainable Development Goals to build from the expiring MDGs. For the first time, children are included in the proposals to eradicate extreme poverty, with the Open Working Group of Member States proposing a target to “reduce at least by half the proportion of men, women and children of all age groups living in poverty in all its dimensions” by 2030. This is a potentially transformative target that recognizes the multidimensionality of poverty and seeks to complement the narrower goal of eradicating extreme poverty, measured as living on less than $1.25 a day.
  4. We have the data to monitor child poverty globally and nationally. Not only is there new data on children living in monetary poverty in poorer and richer countries, but in over 100 countries in which we work child poverty has been calculated against national poverty lines. There are also now widely established and used methodologies to capture the multidimensional poverty of children – including UNICEF’s MODA, the MPI and the Bristol methodology.
  5. Evidence has grown rapidly on the role of social protection systems in responding to child poverty. The Transfer Project, for example, is proving through rigorous evaluation, the impact social protection is having on child poverty in some of the countries where the burden and the challenges are at their highest. And in further signs of hope, social protection systems are a standalone target in the Open Working Group’s Sustainable Development Goal Proposals.

While much has emerged in the last year, some of the most fundamental aspects of child poverty are of course, long-known:

  • that the impacts of poverty are particularly devastating for children and can have lifetime consequences;
  • that the poorest children are likely to die earlier, be malnourished and miss school;
  • that while children suffer hardest and most immediately, societies suffer too as the potential of the next generation is lost to lower productivity and the inter-generational transmission of poverty continues.

However, amidst these realities, 2014 has offered hope for the future with an emerging global commitment to make tackling child poverty part of the Sustainable Development Goals, including global and national measurement, and expanding social protection systems that can make such a difference to the poorest children.

UNICEF has put ending child poverty at the heart of our Agenda for #Everychild 2015, and the year ahead will be a vital one to turn this agenda into reality. To follow or join our efforts please follow us @UNICEFSocPol.

David Stewart is the Chief of Child Poverty and Social Protection at UNICEF HQ.

 

 

 


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