Ecrãs de toque: Bons ou maus para as crianças?

Fevereiro 6, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do Observador de 2 de fevereiro de 2015.

CATRINUS VAN DER VEEN AFP Getty Images

Vera Novais

Passar muito tempo agarrado aos dispositivos móveis pode comprometer algumas competências básicas nas crianças, mas pode estimular outras. O acompanhamento dos pais é a chave para o sucesso.

É quase instintivo, uma criança pega num aparelho que tenha um ecrã e passa o dedo para mudar a imagem ou cumprir alguma função, ficando confusa quando o aparelho não responde ao toque, como o ecrã de uma televisão. Seja em casa ou na escola, as crianças têm acesso a estes aparelhos cada vez mais cedo, mas o impacto que podem ter no desenvolvimento da criança é ainda pouco conhecido.

Uma equipa de investigadores do Departamento de Pediatria do Centro Médico de Boston, nos Estados Unidos, propôs-se a compilar a informação disponível numa publicação da revista Pediatrics, deixando dois conselhos principais: primeiro, os pais devem experimentar as aplicações antes de deixarem as crianças utilizá-las, depois, devem acompanhá-las na utilização das mesmas para aumentar o valor educacional, lê-se num comunicado da instituição.

“Neste momento, há mais questões do que respostas no que diz respeito aos dispositivos móveis. Até que mais seja conhecido sobre o impacto que tem no desenvolvimento da criança, é encorajado o tempo de qualidade em família, seja pelo tempo em família desconectado ou pela designada hora da família”, disse Jenny Radesky, primeira autora do artigo.

Os autores do estudo questionam-se sobre até que ponto o uso frequente de aparelhos digitais pode comprometer a capacidade das crianças para criarem relações sociais, desenvolverem empatia ou resolverem problemas. Este tipo de problemas já tinha sido identificado, segundo os investigadores, em crianças que passam muito tempo a ver televisão. “Está bem estudado que o aumento do tempo a ver televisão diminui o desenvolvimento da linguagem nas crianças e as competências sociais. Os dispositivos móveis com um uso equivalente também tira o tempo gasto em interações entre humanos”, acrescenta Jenny Radesky.

Porém, alguns estudos citados pelos autores referem que algumas aplicações ou livros eletrónicos interativos podem estimular a aprendizagem do vocabulário e a compreensão da leitura em crianças em idade pré-escolar ou mais velhas. Os autores mantêm a dúvida sobre os benefícios que podem trazer para crianças com menos de dois anos.

Sabendo que as crianças mais pequenas aprendem mais facilmente com atividades cara a cara ou com atividades práticas, Jenny Radesky lembra que o uso excessivo destes aparelhos pode comprometer as competências motoras e visuais, importantes para aprender matemática ou ciência, ou até para aprender a escrever.

Além disso, o próprio desenvolvimento emocional pode ficar comprometido. “Se estes aparelhos se tornarem o método predominante para acalmar e distrair as crianças pequenas, será que estas vão ser capazes de desenvolver mecanismos internos de auto-regulação?”, perguntam os autores.

 

 

 

Sessão de esclarecimento sobre os riscos e benefícios na utilização da internet na Escola Carolina Michaëllïs

Fevereiro 6, 2015 às 7:05 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dia

Escola Carolina Michaëlis

Rua Infanta D. Maria

Porto

Tel. 226051110

Lançamento do livro “Pais à beira de um ataque de nervos” de Jorge Rio Cardoso dia 11 de fevereiro no El Corte Inglés

Fevereiro 6, 2015 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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nervos

mais informações sobre o livro no link:

http://www.guerraepaz.net/conteudo.aspx?lang=pt&id_object=8264&name=PAIS-A-BEIRA-DE-UM-ATAQUE-DE-NERVOS-

 

Quadruplicam pais que dão aulas a filhos em casa

Fevereiro 6, 2015 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia o Jornal de Notícias de 1 de fevereiro de 2015.

clicar na imagem

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O seu filho tem 6 anos e ainda faz birras?

Fevereiro 6, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site  http://www.maemequer.pt  de 17 de janeiro de 2015.

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Bater, gritar, chorar, dar pontapés, atirar-se para o chão… As birras são um pesadelo para os pais mas também são uma forma de a criança expressar os seus sentimentos. Como lidar com uma birra? Por Dra. Joana Vilar, Psicóloga.

As birras podem colocar à prova as competências parentais. Uma criança de 3 anos que explode com impaciência ou uma de 6 que grita na loja depois de ouvir um “não” são ambos exemplos de monitores de um acesso de raiva.

O bater, gritar, chorar, dar pontapés, atirar-se para o chão e as palavras pejorativas que acompanham uma birra são manifestações típicas em crianças com idades compreendidas entre os três e seis anos, embora algumas crianças dos sete aos nove anos ainda exibam estes comportamentos. Esta explosão emocional pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar, seja no consultório médico, no parque ou no supermercado.

A birra da criança: uma explosão de emoções centrada na frustração da criança

Muitas vezes, a criança não consegue ficar parada, estar sentada ou permanecer num determinado lugar. Por vezes, mesmo quando o motivo da birra está resolvido (e.g. o pai que, finalmente, lhe dá o chocolate), a criança pode não chegar a um nível de calma ou satisfação.

A montanha-russa emocional em que uma criança entra, quando está a fazer uma birra, é por vezes atribuída a uma fase imatura de desenvolvimento do cérebro, com destaque para a incapacidade em regular as suas emoções.

As birras são de facto bastante temidas pelos pais, no entanto é importante ter em mente que estas são ocorrências comuns e um comportamento bastante esperado para as crianças. Por outro lado, também pode ajudar manter-se na perspetiva de que as crianças não são as únicas a sucumbir a um acesso de raiva e que mesmo os adultos são conhecidos por apresentar esse comportamento indesejável.

Enquanto a birra que ocorre durante a infância é frequentemente associada a um “não”, há outras causas para uma súbita explosão de emoções. A lógica por trás de uma birra nem sempre é facilmente percebida. O atirar-se para o chão e gritar, podem simplesmente ser um caminho para as crianças mais agitadas libertarem o seu excesso de atividade. Ainda, quando a criança tem fome ou está muito cansada, pode exibir este comportamento pois é a forma que encontra para conseguir comunicar e expressar estas necessidades.

Outras vezes, quando a rotina de uma criança é interrompida e se torna difícil lidar com a confusão, as birras podem surgir com maior frequência. As birras podem ainda surgir quando a independência é ameaçada, ou quando a criança sente a pressão de um elevado nível de restrição.

Na maioria das circunstâncias que envolvem a birra, a raiz do acto é muitas vezes centrada na frustração. Há também um equívoco quando se associam as birras a situações unicamente desagradáveis. Mesmo quando há uma elevada tensão ou stress no que respeita a situações agradáveis ou emocionantes, estas podem ser desencadeadas.

No geral, o alvo limitado de compreensão e a capacidade limitada para expressar necessidades e desejos juntamente com a frustração, acabam por contribuir em larga escala para o desencadear de uma birra.

Como lidar com uma birra

Quando o comportamento da criança passa a ficar fora do controlo, é necessário que os pais intervenham e recuperem o equilíbrio da situação. Para que a transição ocorra sem problemas, é importante para os pais manterem a cabeça no lugar e não ficarem com raiva do seu filho. Esta só irá intensificar o comportamento e dar aso a um acesso de raiva por parte da criança.

Associar comportamentos como gritar ou constranger a criança em público, apenas contribuirá para reforçar o comportamento com o qual não quer lidar no futuro. Permanecer calmo é fundamental quando se lida com uma birra. Quando possível, o melhor é ignorar o acto dado que muitas vezes, um acesso de raiva persiste quando há um público.

A parentalidade positiva é uma obrigação. Tentar argumentar com o seu filho no meio de uma birra é ineficaz. Muitas vezes, têm as emoções tão à flor da pele que não ouvem nem estão atentos àquilo que lhe estão a dizer.

Argumentar durante esta fase e pedir justificações causar-lhe-á frustração. Uma vez que o acesso de raiva passa, a criança necessita de conforto e apoio, dado que algumas birras são muitas vezes traumatizantes. Ao conversar com tranquilidade mostrará que se importa e permitir-lhe-á não só compreender a reação e sentimentos da criança, como também orientá-la para comportamentos mais positivos.

Impor consequências

Apesar dos esforços dos pais, em algum momento a criança irá quebrar as regras. Seguem-se algumas dicas para os pais incentivarem a criança a cooperar:

  1. As consequências devem ser naturais e lógicas

Permita que a criança perceba as consequências das suas ações. Se atirou o brinquedo para o chão e o estragou, então não o tem para brincar mais.

  1. Retenção de privilégios

Se a criança teve um comportamento inadequado, pode retirar-lhe o seu brinquedo preferido ou o acesso à televisão, durante um determinado período do dia. Esta retenção deve sempre que possível estar relacionada com o mau comportamento em si. Não negar algo que a criança necessita, como por exemplo uma refeição.

  1. Timeout

Quando a criança começa a dar indícios de uma birra ou comportamento inadequado, é importante dar-lhe um aviso. Se o comportamento persistir a um ponto limite, o ideal é orientar a criança para um lugar calmo e sem distrações. Pode impor o tempo limite de um minuto para cada ano de idade da criança. Depois, oriente a criança para uma atividade positiva.

É ainda importante ter cuidado quando se critica. A crítica não deve estar dirigida à criança mas sim ao seu comportamento. Em vez de dizer “és um menino mau”, tente “não deves correr na rua, é perigoso”, por exemplo. Nunca recorra a punições físicas ou emocionais.

Dar um bom exemplo

As crianças aprendem formas de agir observando os seus pais. A melhor maneira de mostrar à criança como se deve comportar é dar um exemplo positivo para esta seguir.

Drª Joana Vilar, Psicóloga Colaboradora Mãe-Me-Quer

17 de Janeiro de 2015

 

 

Dia Internacional de Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina

Fevereiro 6, 2015 às 10:58 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Hoje assinala-se o Dia Internacional de Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina.
Podemos acabar com esta prática nefasta no espaço de uma geração, mas apenas se trabalharmos em conjunto.

Veja aqui a declaração conjunta do FNUAP, da UNICEF, da Confederação Internacional das Parteiras e da FIGO:
http://goo.gl/cSxt07

 

Hospitais registam 43 casos de mutilação genital feminina

Fevereiro 6, 2015 às 10:34 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 6 de fevereiro de 2015.

DR

Sónia Graça

É uma realidade cada vez menos escondida. Em apenas 10 meses, hospitais e centros de saúde de todo o país registaram 43 casos de mutilação genital feminina na Plataforma de Dados da Saúde, operacional desde Março do ano passado.

Todas estas mulheres – a maioria oriundas da Guiné-Bissau – foram mutiladas nos países de origem e em tenra idade, quando tinham em média seis anos, adiantou ao SOL a secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, a propósito do Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, que se assinala hoje.

As 43 mulheres em causa, com uma média de 29 anos, aceitaram falar sobre o passado traumático com médicos e enfermeiros que as observaram em consultas de obstetrícia. Cerca de 30% dos casos registados até finais de Janeiro na plataforma foram detectados durante o acompanhamento de gravidezes, 40% em internamentos e os restantes em consultas externas.

“Demos um tremendo salto qualitativo nesta área. Começamos finalmente a ter um conhecimento muito mais concreto de uma realidade de que se sabia muito pouco até agora”, sublinha Teresa Morais. Mas a questão fundamental é o que fazer com esta informação? “Há que tirar consequências, acompanhar as mulheres e avaliar o seu contexto familiar para perceber, por exemplo, se ainda há uma avó que defenda esta prática. E havendo meninas nessa família em risco de excisão, o Estado tem o dever de as proteger”.

Lisa Vicente, da Direcção-Geral da Saúde, garante que há hoje mais “articulação” entre médicos, enfermeiros, técnicos das comissões de protecção de crianças e procuradores, graças aos progressos na formação. “É nos núcleos dos hospitais que se avalia logo a postura da família, se há viagens marcadas para os países de origem ou se a criança revela sinais suspeitos…”. No entanto, por receio de serem perseguidas, nem todas as mulheres aceitam colaborar e acabam por recusar fornecer os dados para a plataforma. “É importante lembrar que todos os dados recolhidos são anónimos e não são cruzados com nenhuma outra base. Apenas nos permitem caracterizar este fenómeno e prevenir outros casos”, ressalva a ginecologista.

Mais um inquérito arquivado por prescrição

Aliás, alguns casos que começam agora a chegar aos tribunais já tiveram origem em sinalizações feitas por médicos e técnicos de saúde.

Isso mesmo aconteceu num inquérito instaurado no ano passado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal da Amadora. A suspeita nasceu quando uma jovem, prestes a completar 18 anos, foi observada numa consulta e o médico percebeu que tinha os genitais cortados. O caso passou para a comissão de protecção de crianças do concelho e daí para o Ministério Público. O ‘fanado’ aconteceu na Guiné-Bissau, por vontade da avó paterna da jovem, segundo contou o pai à procuradora – e nem ele nem a mulher se opuseram porque é uma “tradição”. Os progenitores chegaram a ser constituídos arguidos, por serem “comparticipantes”, mas o processo foi arquivado porque já tinham passado mais de 10 anos e o crime estava prescrito (a mutilação aconteceu quando a menina tinha quatro anos, tal como confirmou a perícia médico-legal).

Um segundo inquérito corre ainda termos na Amadora e, segundo disse ao SOL a Procuradoria-geral da República, os pais e a criança estão neste momento fora do país.

Teresa Morais está convicta, no entanto, de que esta prática também pode acontecer por cá. “Das conversas que vou tendo com associações, sinto que não se diz tudo o que se sabe. Não há nenhuma evidência ou caso concreto, mas espero que a formação dos profissionais e o aperfeiçoamento da lei possam trazer esses casos à luz do dia”.

A secretária de Estado apresenta hoje os resultados preliminares do primeiro estudo de prevalência sobre a mutilação em Portugal,  coordenado pelo Centro de Estudos de Sociologia e pelo Observatório Nacional de Violência e Género da Universidade Nova de Lisboa: concluiu-se que é entre as mulheres oriundas da Guiné-Bissau que há maior incidência de mutilação genital. A estimativa é feita através do cruzamento entre o número de mulheres africanas a residir em Portugal e a taxa de prevalência de mutilação nos países de origem. Este estudo, que se baseou em inquéritos a homens e mulheres dos países conotados com a prática, estará concluído no fim do mês e revelará mais pormenores sobre o fenómeno.

sonia.graca@sol.pt

 

 

Fotógrafo documenta as expressões de crianças refugiadas do Afeganistão

Fevereiro 6, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://www.hypeness.com.br

O belo da infância e a tragédia da guerra – é essa beleza trágica que encontramos espelhada no rosto das crianças retratadas pelo fotógrafo da Associated Press Muhammed Muheisen. Tendo passado os últimos anos no Paquistão, ele captou as expressões de uma das maiores comunidades de refugiados do mundo, saída da violência do Afeganistão, com um foco especial: o olhar de meninos e meninas entre os dois meses e os 15 anos.

Apanhados no meio do caos, da violência, da pobreza e da incerteza, milhares de afegãos abandonaram o país rumo ao vizinho Paquistão nos últimos 30 anos. Entre essas pessoas, várias crianças foram obrigadas a crescer depressa e procurar refúgio em casas que não as suas. Apesar do medo em regressar ao país natal, muitas destas famílias não se sentem emocionalmente ligadas aos novos lares e algumas não chegam sequer a ter um.

As imagens abaixo, captadas nos arredores da capital, Islamabad, são apenas um pequeno olhar sobre as condições em que vivem estes afegãos. Todos preferíamos que estas fotos não existissem, mas não adianta fingir que não vemos:

Iaiba Hazrat, 6 anos

RefugeeChildren1

Muhammed Muheisen

 

Gul Bibi Shamra, 3 anos

RefugeeChildren14

Muhammed Muheisen

 

mais imagens aqui

 


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