Se a informação é mal feita, intervir até “pode ser contraproducente”

Janeiro 12, 2015 às 8:15 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

notícia do Público de 11 de janeiro de 2014.

Ana Cristina Pereira

O discurso sobre sobrecarga e a pressão nas equipas de infância e juventude é bem conhecido dentro dos tribunais de família e menores, que até lhes podem aplicar multas por atraso na entrega dos relatórios que lhes são solicitados. Até que ponto dependem do seu trabalho para decidir?

“No âmbito da jurisdição voluntária, o tribunal não está dependente do que é trazido pelas partes envolvidas, pode tomar todas as iniciativas que entender necessárias para obter toda a informação de que precisa e muita da recolha de prova é feita por esses técnicos”, descreve Judite Babo, antiga procuradora-coordenadora do Tribunal de Família e Menores de Gaia.

“É um trabalho de recolha de evidência, de diagnóstico, de apreciação técnica”, corrobora Celso Manata, que até há pouco era procurador-coordenador da equipa do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, onde, a título excepcional, tais equipas pertencem à Santa Casa da Misericórdia.

“Nós não vamos aos sítios, nós não falamos com as pessoas fora das audiências”, sublinha Julieta Monginho, procuradora no Tribunal de Família e Menores de Cascais. “São os técnicos que fazem de ponte entre as pessoas e os tribunais. Eles são os nossos olhos e os nossos ouvidos.” São eles que vão ver se a casa da família está limpa e arrumada, se as crianças estão asseadas e alimentadas, se vão à escola, se vão ao médico, se têm as vacinas em dia. São eles que tratam de perceber a dinâmica familiar para lá do que pode dizer o pai ou a mãe ou quem quer se seja o tutor no momento da audiência.

“E verdade que têm muitos processos, é verdade que têm pouco tempo, é verdade que é complicado gerir o trabalho que lhes é pedido”, admite Judite Babo. “Faltam condições para responder em tempo útil e, quando estamos a falar de crianças e jovens, o tempo é precioso –  cada minuto conta.”

Acontece fazerem relatórios com base em conversas que têm com as partes envolvidas ali mesmo, nos tribunais. Julieta Monginho já se deparou com textos estereotipados, que ignoram as singularidades, que parecem decalcados de outros. “Não pode ser”, diz, louvando o esforço da equipa que agora lhe presta assessoria.

Não se toma uma decisão e acabou. Nos processos de promoção e protecção, as medidas decretadas têm de ser revistas no prazo máximo de seis meses. Como a realidade pode mudar de um momento para o outro, há que voltar a verificar tudo. “Muitas vezes, os relatórios não estão prontos”, explica Monginho. Se a informação é mal feita e chega com atraso, intervir até “pode ser contraproducente”. “É um problema mesmo muito grave”, considera. “Já se trabalha no fio da navalha; se tirarem técnicos, é um crime.”

Há burburinho sobre funcionários do Instituto de Segurança Social empurrados para a inactividade, ao abrigo do regime de requalificação. Acontecerá, por exemplo, nos núcleos de infância e juventude dos distritos do Porto e de Braga. “Os assuntos de justiça de família e menores deviam ser intocados”, comenta Judite Babo. “Devia haver uma especial cautela.”

Na tentativa de aliviar a carga dos técnicos de infância e juventude, de os libertar para os casos de maior complexidade, há procuradores que se inibem de lhes pedir assessoria para processos mais simples – contactam directamente as entidades que lhes podem prestar a informação. É o que faz, por exemplo, Maria do Rosário Pascoal, do Tribunal de Família e Menores de Sintra. Até porque não lhes compete só recolher informação mas também executar e acompanhar medidas decretadas pelos tribunais. “Isso é muito importante, não vale a pena mandar aplicar medidas se não são executadas e acompanhadas”, remata.

 

Sobrecarga de processos e pressão de prazos ameaçam protecção das crianças

Janeiro 12, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

notícia do Público de 11 de janeiro de 2014.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Condições de trabalho e os efeitos na saúde no núcleo de infância e juventude : uma análise por equipas de intervenção no território Porto-Gaia

 

Daniel Rocha  Arquivo

Ana Cristina Pereira

Três estudos cruzados apoiados em testemunhos de técnicos de infância e juventude apontam para fortes constrangimentos relacionados com elevado volume de processos.

Sentem-se uma espécie de guardiões do superior interesse de cada criança que vai parar aos tribunais de família e menores. Debatem-se com um problema que lhes cria tensão e perturba o sono: como garantir informação atempada e de qualidade, tendo nas mãos 70 ou 80 processos?

Entre Setembro de 2011 e Setembro de 2014, fizeram-se três estudos sobre as condições de trabalho das equipas do Núcleo de Infância e Juventude do Centro Distrital de Segurança Social do Porto. Nesse projecto de investigação, coordenado por Liliana Cunha, então na Universidade Católica, agora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, foram ouvidos 58 trabalhadores – sete administrativos e 51 técnicos da equipa de apoio/supervisão à prevenção do risco, do sector de promoção e protecção, do sector tutelar cível, do serviço de amas, do serviço de adopções, do sistema nacional de intervenção precoce na infância, das comissões de protecção de crianças e jovens.

Enfrentam uma sobrecarga de trabalho. “Com o volume médio de 70/80 processos, não é possível uma intervenção adequada”, disse à equipa de investigação um técnico do sector de promoção e protecção. Sentem que lhes falta tempo – tempo para falar com pessoas, para verificar os contextos, para discutir, para reflectir. Parece-lhes impossível fazer um “acompanhamento efectivo”, evitar delongas na resposta requerida pelos diversos tribunais.

Por vezes, nem sabem para onde se virar. Até porque a hierarquia das prioridades pode ser revista a qualquer momento. “Isto é urgente, mas isto também é, e isto também”, descreveu um técnico de promoção e protecção. “Depois surgem mais umas coisas. Nós pegámos só em duas das que tínhamos para hoje e nas duas que chegaram. Às vezes, é aquela angústia: não fiz o que queria ter feito hoje. Muita coisa ficou atrasada. E no dia seguinte isso continua…”

A investigação incidiu apenas sobre o distrito do Porto. Depara-se, no entanto, com “questões transversais”, resultantes de opões nacionais que, na opinião de Liliana Cunha, devem ser discutidas, até pela recente decisão de empurrar 697 funcionários do Instituto de Segurança Social, considerados excedentes, para a inactividade, ao abrigo do regime de requalificação – 121 dos quais técnicos, alguns de núcleos de infância e juventude.

Não é só o volume de trabalho, nem o carácter urgente das situações que mói quem trabalha nos núcleos de infância e juventude. Têm, resumiu um dos técnicos, “a cabeça cheia de vidas complicadas”. E têm de ser capazes de as compreender em toda a sua complexidade, na certeza de o que apurarem será determinante na decisão que será tomada.

São vidas de crianças e jovens que estão em jogo. A quem atribuir as responsabilidades parentais? É seguro deixar a criança em casa da família? Não será melhor levá-la para uma instituição? Deve dar-se mais uma oportunidade aos pais ou encaminhar a criança para adopção?

Há, no concreto da vida de cada criança, que perceber o que é melhor para ela. “Há esse peso nos ombros”, disse um membro do apoio técnico. “[Havendo mais tempo] se calhar íamos continuar a cometer erros, isso comete-se sempre, mas se calhar diminuía-se”, declarou outro técnico.

“A complexidade das funções exercidas e o desgaste emocional reforçam a necessidade e acções de formação e acção”, opinou uma técnica do sector da promoção e protecção. Só que, salientou, a pressão resultante do volume processual restringe a disponibilidade para participar nisso.

Ao longo de toda a investigação, Liliana Cunha notou um “forte sentido de responsabilidade”, “um forte compromisso com o trabalho”. Os membros do núcleo sentem-se uma espécie de “guardiões do supremo interesse da criança”. “Quando abordei a questão da saúde, não encontrei patologias reconhecidas, mas, para além do cansaço, aparecem problemas como tensão/nervosismo, dificuldade em adormecer, sono pouco reparador.”

A especialista em psicologia do trabalho, concluiu que os técnicos “fazem uso de si, isto é, constroem alternativas para conseguir dar resposta a todas as solicitações” que lhes são feitas. Para driblar a crónica falta de tempo, por exemplo, muitos ficam mais horas no serviço ou levam trabalho para casa. Na falta de viatura de serviço para se deslocarem, são capazes de pegar no seu próprio carro.

Aquela atitude tornou-se ainda mais evidente aquando da reorganização do mapa judicial. Aumentam as distâncias e alguns perguntavam-se: e agora, como é que eu faço? “Era como como se fosse um problema seu, como se não fosse um problema do serviço”, recorda.

Há quem se sinta desconsiderado, ou pelo menos não reconhecido no seu esforço. Acontece serem convocados pelo tribunal, esperarem durante horas e nem sequer serem chamados para prestar declarações. E, sobretudo os das comissões de promoção e protecção, correm algum risco ao estar em contacto com o público. “Fui retirar uma criança da mãe e essa mãe, quando eu cheguei lá, quase me matava. Ela chorava, ela dizia: eu mato, eu faço isto, eu faço aquilo. Às vezes, é preciso pedir apoio à PSP”, contou um técnico.

Seriam capazes de fazer isto até aos 65 anos? “A maior parte acha que não”, retorque Liliana Cunha. “Não estou a dizer que é um favor que lhes fazem se os mandarem para a requalificação. Isto não é um problema específico destes técnicos, é do contexto. Venha quem vier, se esta realidade de trabalho não for transformada, vai sentir os mesmos constrangimentos.”

 

 

1as Jornadas de Serviço Social do CHUC, “Desafio na diversidade: refletir a intervenção” com a participação de Paula Duarte do IAC

Janeiro 12, 2015 às 2:12 pm | Publicado em Divulgação, Forum Construir Juntos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Nos dias 16 e 17 de Janeiro de 2015, vão decorrer em Coimbra 1as Jornadas de Serviço Social do CHUC, subordinadas ao tema Desafio na diversidade: refletir a intervenção“.

Paula Duarte, coordenadora do IAC-FCJ irá moderar uma Mesa Redonda que versará a temática “Crianças e Jovens em Risco: Intervenção da Saúde e da Justiça”. Da Mesa Redonda fazem parte a Dra. Rosa Areias, o Doutor Juiz Paulo Guerra, a Dra. Odete Mendes e a Dra. Filomena Freitas.

programa e inscrição

Inscrições até 14 de janeiro

jornadas

 

Sessão de esclarecimento SOS Bullying “Formas de violência entre jovens” com Ana Perdigão e Melanie Tavares do IAC

Janeiro 12, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança e a Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança irão ser as oradoras da sessão de esclarecimento SOS Bullying “Formas de violência entre jovens” no auditório da escola Superior Ciências Empresariais de Valença.

sos

Alunos mais novos deviam ter mais avaliação formativa

Janeiro 12, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

notícia do Sol de 5 de janeiro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Synergies for Better Learning: An International Perspective on Evaluation and Assessment

Shutterstock

Um especialista da OCDE defendeu hoje que, entre os alunos mais novos, o ensino em Portugal devia estar mais focado na avaliação formativa, que consegue detectar as necessidades dos estudantes, do que na avaliação sumativa.

Paulo Santiago criticou a cultura portuguesa de “excessiva atenção e preocupação [com] as notas e classificação dos alunos”, durante um encontro em Lisboa, sobre a avaliação no sistema de ensino, promovido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

“A cultura da nota está instalada em Portugal e demora anos a mudar. Há a pressão dos pais que não entendem a mudança para as notas qualitativas”, lamentou o analista da Direcção de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo um estudo da OCDE sobre políticas nacionais de avaliação, aplicadas em 28 países, “a avaliação formativa evita a excessiva atenção [centrada] nas notas e na classificação dos alunos, que infelizmente ainda acontece em Portugal”, contou Paulo Santiago.

Já a avaliação formativa permite “diagnosticar as necessidades de aprendizagem dos alunos e oferecer um ‘feedback’ em tempo real”, sublinhou o analista.

O estudo “Synergies for Better Learning: An International Perspective on Evaluation and Assessment” (“Sinergias para uma melhor aprendizagem: uma perspectiva internacional sobre avaliação”) defende que é preciso encontrar “um equilíbrio entre formação formativa e sumativa”.

A avaliação sumativa, segundo o estudo, deve complementar uma apreciação interna (feita pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano na sala de aula) e uma externa: a interna tem maior grau de validade, por se basear em informações continuas e contar com maior diversidade de tipos de avaliação (como projectos, provas orais ou trabalhos de grupo); a avaliação externa tem um maior grau de confiabilidade, porque as provas e critérios de avaliação são iguais para todos, lembrou.

Uma vez que as duas avaliações têm vantagens e desvantagens, o estudo da OCDE concluiu que se deve encontrar um equilíbrio entre a avaliação interna e a externa, “embora a avaliação sumativa externa se justifique mais nas fases mais avançadas do percurso escolar”, sublinhou o especialista.

Ou seja, os exames são importantes para validar conhecimentos no sistema de ensino, mas fazem sentido numa fase mais avançada do ensino.

Entre os mais jovens, os testes devem ter uma função de diagnóstico, para permitir a orientação dos alunos e a superação de dificuldades.

O representante da OCDE sublinhou ainda a importância de avaliar as competências complexas, que são cada vez mais importantes, uma vez que permitem transformar e utilizar a informação transmitida pela escola em vez de o ensino ser um mero processo rotineiro de memorização da informação.

O seminário “Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens” tem como objectivo “perceber o que se está a fazer na avaliação e currículos e apresentar alternativas e sugestões para que o Ministério da Educação possa adoptar as medidas que assim entender”, explicou o presidente do CNE, David Justino, no discurso de abertura do encontro.

“Há uma espécie de caixa negra relativamente à forma como se faz a avaliação interna nas nossas escolas”, afirmou David Justino, defendendo a complementaridade entre a avaliação formativa interna e a sumativa externa.

Lusa/SOL

 

 

 

 

Cyber Safety for Kids, 20 Most Useful Recommendations

Janeiro 12, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

texto do site http://nobullying.com  de 4 de junho de 2014.

Cyber-Safety-for-Kids-642x336

What can one do about Cyber Safety for Kids? While the Internet may arguably be one of the most wonderful things invented by human beings, it is nevertheless also one of the most complicated, far-reaching, and potentially dangerous environments on earth.

Is it any wonder, therefore, that several whole new industries (social media networking, e-commerce, e-publications, etc.) have arisen expressly because of the Internet? Just as assembly-line manufacturing created millions of jobs in the early 1900s, the Internet has created as many jobs globally.

This economic well-being, however, has come with its own headaches and tribulations.

Cyber-crime, Anyone?

The Internet has, incredibly, also brought in a whole new market of criminal activity. In fact, Cyber-crime is changing many of the strategies and objectives of the law enforcement community.

“Virtual crimes,” as these illegal activities are sometimes called, however, are anything but “virtual,” especially when they refer to the abuse, mistreatment and physical harm of some of society’s most vulnerable citizens: children.

Cyber Safety for Kids: “Would You Let Your Children Drive Your Car?”

Many parents/guardians who would never let their children drive a car often let their children use the Internet without any kind of meaningful preparation or supervision. This is a huge mistake!

In general, children do not have the maturity, personal skills, or knowledge to safely navigate the Internet on their own. This does not mean that you have to keep them away from the Internet altogether or that you have to constantly supervise them but it does mean that you have to help them develop the skills they will need to stay safe.

Before you allow your child to use the Internet, give them a thorough introduction into what they can and cannot do while on the Internet. This means not assuming that your child knows what you know or that they are intelligent enough to figure it out on their own.

Cyber Safety for Kids also means setting boundaries, giving them strict rules to abide by (with negative consequences, such as loss of computer privileges, if they refuse to abide by your rules), and using every tool available (direct supervision, screening software, permission to use only approved sites, etc.) to make sure your child stays safe.

Cyber Safety for Kids: What Are the Consequences of Not Preparing Your Child for the Internet?

Children will be approached by predators posing as someone else while on the Internet. This is a fact you need to accept with Cyber Safety for Kids. In fact, children need to understand that the Internet is not like school, a local park, or a local movie theater. The person emailing, texting or blogging with them may not be who they say they are—in fact, they can be someone much older and with intentions to seriously harm them.

More on Cyber Safety for Kids

Children have been sexually abused, kidnapped, or, in the worst cases, murdered by someone they met on the Internet. Internet abusers, unfortunately, are fully familiar with all the vulnerabilities children succumb to, including:

Natural curiosity—a desire to learn more, as quickly as possible, especially about “adult” things.

Sexual development issues—especially for older kids, there is an intense desire for them to explore their sexuality. This is one big reason for blocking out pornographic sites from your home computers. These pornographic sites are easily accessed, poorly protected from minors and are often used by child predators to find victims.

A desire to please/obey adults. Unfortunately, the same respect a parent depends on to keep a child safe is the same tool some predators will use to lure children into compromising situations. A child will easily listen to another “child” writing to them but they may also listen to someone identifying him/herself as an adult but who has bad intentions, especially if the person identifies him/herself as a friend of the family.

Fear of punishment if they tell parents/guardians. Children, assuming they ever realize the danger they are in, may withhold important information from a parent/guardian because they fear they will be punished. Child predators count on that fear and may even remind children not to tell anyone, otherwise they will face punishment.

Cyber Safety for Kids: What Can Parents Do?

Fortunately, there are many resources on the Internet for parents/guardians who want to keep their children safe. You need to fully familiarize yourself with these resources. Also, connect with organizations and law enforcement agencies, perhaps finding out how you can help make the Internet safer.

The good news with Cyber Safety for Kids is that many individuals and organizations are working frantically to make the Internet safer and to keep children from harm. You as a parent/guardian can achieve Cyber Safety for Kids and do your part by considering/adhering to the following proactive steps:

Purchase and install into all the computers (including Internet-accessing mobile devices: tablets, laptops, smart phones, etc.) your kids can get access to in your home parental limiting and Internet screening programs. They can block access to certain sites, help monitor your children’s Internet activities, and, as an added bonus, actually help protect your computers from viruses, spam ware, and other things that pose dangers to you personally.

Make sure you computers are in high-traffic, easily visible areas—this discourages the use thereof for inappropriate purposes.

Spend some time using the Internet with your children; ask them to take you where they like to go. Show them what you like to do while online. The idea is to establish “virtual” relationships with your kids and to keep open the channels of communication with them. You don’t need to keep them from the Internet but, rather, to help them use it more intelligently/warily.

Keep tabs on who your children are communicating with online—this is not spying but being responsible/caring parents/guardians. Your children may unknowingly be communicating with a serial killer or a child molester. You would be able to tell what is suspicious—most children, however, lack the skills to tell what is suspicious and what is “normal” communication.

Openly discuss anatomy with your children. Let them know it’s not normal for anyone to address such a subject over the Internet.

Let you children know that you would be happy to see them make new friends over the Internet. The only rule (and you must explain to them why having such a rule is so important) is that you must meet this “new friend” before they can meet with them. Offer to take them to the public place that’s been pre-arranged. Telling your children, instead, that they cannot go meet anyone on the Internet may only make them rebel and seek out their own means of transportation for a meeting. It’s better to accommodate your children’s desires than to simply pretend they will blindly obey your demands.

Don’t automatically punish children if they do something dumb while online. You may unwittingly encourage them to just not tell you anything next time. You want to encourage your kids to openly discuss things with you and to trust that you will listen to them instead of taking rash, anger-focused action.

Pay attention to signs that your child has become more inclined to turn to a new friend online. If your child is withdrawn or naturally introverted, for example, he/she may more likely reach out to someone who appears to want to “talk” to them. Unfortunately, children may find comfort in the anonymity of the Internet. Sharing special, hidden feelings with an understanding, good-listening-skills new friend may be just what the child needed.

Don’t ignore anything suspicious or troubling you find on your child’s computer or their communication online. If you, for example, see a name on an email you don’t recognize, ask the child about it. Don’t be afraid to do your own investigating. You can either respect your child’s privacy or you can make sure they are safe and secure—which is more important to you?

Be wary of any gifts, mail/email, packages, or texting from total strangers for your child; if the child refuses to say who the person is or makes it a point to keep the material hidden, this is a “flag” you simply cannot ignore.

Use tools other than the Internet to spot trouble. If you, for example, see strange phone numbers in your phone bill, letters addressed to your child, or other “signs,” investigate them thoroughly.

Make sure you save all communication from potential child predators. Some parents, out of anger, will erase emails or clean out their children’s computer, hoping that by doing so, the problem will go away. This will only, though, erase potential evidence/tracing material the authorities may find useful.

Don’t be afraid to contact law enforcement with questions, complaints or a request for an investigation. Fortunately, law enforcement agencies today take internet safety for kids (including cyber bullying, bullying in general, potential predators, etc.) very seriously. Accordingly, they have departments and personnel who now concentrate exclusively on this ever-expanding, still-mostly-unresolved area of crime.

Keep handy contact information useful for reporting incidents and getting more information (e.g., the CyberTipLine, 1-800-THE-LOST or www.cybertipline.com). You never know when you may need it.

Promptly report/take legal action when an incident occurs. Waiting may impair the opportunity to prosecute someone; you may also unwittingly give predators the opportunity to erase/get rid of valuable evidence.

Use what are being called “Internet Safety Pledges”—in essence, these are agreements between you and your children that they will abide by certain specific rules and principles.

Encourage your kids to report any instance of bullying or cyber bullying. Some children may have to be told what this is and why they don’t have to put up with it. Make sure your own child is not guilty of bullying or cyber bullying.

Find interactive games and activities on the Internet that will help teach your children about what to do and not do while online. These can help educate you and the kids, while at the same time letting you have some fun. One excellent example is the “Webonaut Internet Academy.” It allows participants to watch cartoon figures as they casually talk about things that might otherwise be boring to listen to. Kids may not realize that they are being educated but, when it comes to young people, you need to keep it as entertaining as it is educational.

Explain to your kids what some typical Internet crimes are, including stalking. Kids that are not sheltered from the bad things in the world are better able to defend themselves against it.

Let your children know what a responsible Cyber citizen is. There are rules in Cyber space and, by following them, children can stay safe and secure.

Cyber Safety for Kids: Conclusion

When it comes to cyber safety for kids, you need to stay on your toes and be proactive. Yes, you can trust children to some extent and give them some freedom—you can even respect their privacy.

On the other hand, if you want to protect them from bullying, cyber bullying, and other crimes, you have to take aggressive action, which may include looking at their emails. This is your responsibility as a parent or a guardian—are your children worth the extra effort? Do you need to implement Cyber Safety for Kids?

 

 


Entries e comentários feeds.