“Não faz sentido acabar com os TPC”

Janeiro 8, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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texto do site Educare de 29 de dezembro de 2014.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Does Homework Perpetuate Inequities in Education?

snews

Afinal para que servem os trabalhos para casa? Um novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) conclui que os TPC contribuem para agravar a desigualdade entre alunos mais e menos favorecidos.

Andreia Lobo

São várias as razões por que o trabalho que os professores pedem para ser feito em casa pode ter “uma consequência indesejada”, alerta a OCDE. Desde logo, a diferença vê-se ao nível das condições de estudo que os alunos têm em casa e do apoio dado pelos pais. Ambientes calmos e tranquilos reforçam a motivação para o estudo. E, muitas vezes, faltam aos alunos mais carenciados que se veem sem tempo ou capacidade para fazer os TPC, lê-se no estudo.

Pedro Rosário, investigador da Universidade do Minho, lidera uma equipa que estuda os trabalhos de casa como ferramenta pedagógica e afirma que o problema está na forma como são usados. Mas acima de tudo defende: “Não faz sentido acabar com os TPC”.

TPC, eis a questão?
“Claro que os trabalhos de casa podem fazer com que os alunos que trabalham mais tenham mais apoio, tenham mais facilidade em os executar, consigam níveis de proficiência diferentes dos que não têm nada disso”, concorda Pedro Rosário. Mas para o investigador esta constatação pouco vale sem que se diga o que se faz a seguir. “Precisamos de fazer com que esse fosso [entre alunos mais e menos favorecidos] se reduza.”

Depois, há quem argumente a favor da sua inutilidade. “Há uma ideia bacoca que os TPC’s magoam as crianças que assim não podem brincar. Mas depois surgem os resultados do PISA a dizer que em Portugal os professores são horríveis e os alunos preguiçosos e ninguém se entende.” A questão é polémica. E, como em tudo na educação, “há muita gente a falar de trabalhos de casa que não sabe o que está a dizer”, alerta o psicólogo.

Mas vamos por partes. Os trabalhos para casa têm essencialmente duas grandes funções, explica Rosário. Por um lado, promover a autonomia do aluno, “porque é um trabalho que é realizado fora do espaço escolar, entendido, como aulas. Pode ser feito na escola, mas dentro de outro contexto”. Por outro lado, “é um termómetro sobre o que o aluno sabe e é capaz de dominar sozinho”.
Por isso, se a OCDE conclui que os trabalhos de casa agravam as diferenças socioeconómicas que já existem, Pedro Rosário defende que podem servir precisamente para o inverso. Os trabalhos de casa podem ser usados para desenvolver as competências dos alunos e colmatar lacunas na aprendizagem.

A equipa de investigação que Pedro Rosário coordena defende que os trabalhos de casa devem ser desenhados à medida dos níveis de competência de cada aluno para os ajudar no seu desenvolvimento. “Quando os TPC são desenhados com estas funções são uma ferramenta muito importante, inclusive para realizar o que os professores têm sempre tanta dificuldade que é a individualização dentro da sala de aula.”
Carga de trabalhos

Outra questão é a carga de trabalhos, muitas vezes desajustada. Segundo o relatório da OCDE, os alunos russos são os que mais tempo passam a fazer os trabalhos de casa, cerca de nove horas por semana, segundo dados de 2012. No lado oposto, os finlandeses e os coreanos despendem menos tempo, apenas três horas por semana a fazer os TPC. Em Portugal, os alunos passaram em média, em 2012, menos de quatro horas concentrados nos “deveres”, menos uma hora do tempo que passavam em 2003. A média da OCDE ronda as quatro horas.

Comparativamente a 2003 em quase todos os países da OCDE os alunos passam agora menos tempo a realizar as tarefas que os professores marcam para fazer em casa. Sobre este indicador, os investigadores suspeitam que “o decréscimo do tempo usado para trabalhos de casa pode ser o resultado da mudança na forma como os alunos usam o seu tempo livre, refletindo, por exemplo, a importância crescente da Internet e dos computadores na vida dos adolescentes”. Outra explicação para estes dados pode ser encontrada na importância ou não que os professores atribuem à necessidade de “marcar” trabalhos para casa.

Entre as conclusões do PISA 2009, recorda este novo relatório, lê-se que se os alunos passarem mais do que quatro horas por semana a fazer os TPC, qualquer hora extra de dedicação aos trabalhos escolares tem um impacto insignificante nos seus resultados educativos.

Ajuda dos pais
O excesso de trabalhos para casa é muitas vezes visto como um “drama” para os pais. Pedro Rosário está consciente desse dilema. “Muitas vezes a carga é desajustada, mas isso é um problema não da ferramenta mas de quem a usa.”

E se, por um lado, os pais devem apoiar a realização dos TPC, é estritamente proibido fazê-los pelos filhos.“Os trabalhos de casa são uma estratégia de instrução que se usa para realizar fora do tempo escolar e visa promover a autonomia e a constatação do que o aluno sabe”, sublinha Rosário.

Essa é a principal razão por que os pais devem resistir à tentação de ir além do que se espera deles. “Uma coisa é o apoio espontâneo dos pais, outra é a realização pelas crianças daquilo que elas devem fazer por elas próprias. Isso não faz sentido.”
Mas será que os pais podem corrigir os TPC para não rasurar os cadernos? “Se o trabalho de casa vai para a escola como se tivesse sido passado a ferro, com o caderno impecável e tudo perfeito, dá ideia ao professor de que tudo está a correr bem”, adverte Pedro Rosário.
No relatório, a OCDE lança outro apelo. Que os professores criem condições para que os alunos mais desfavorecidos possam ter oportunidade de realizar os trabalhos de casa em condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento. Assim, talvez se atenue o seu potencial para agravar as diferenças socioeconómicas.

Em Portugal, os alunos mais favorecidos passam cinco horas a fazer os trabalhos de casa, ou seja, mais uma hora por semana em relação aos desfavorecidos. Pedro Rosário concorda que é preciso ajudar quem tem mais dificuldades. “As escolas têm bibliotecas cada vez mais apetrechadas, têm livros, computadores, Internet. E essas diferenças tendem a ser minimizadas.” Os trabalhos de casa podem ajudar nessa tarefa.

 

 

Exposição + Workshop + Mostra de Fotografia na Casa da Juventude de Odivelas

Janeiro 8, 2015 às 4:52 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Oficinas Artísticas para crianças dos 6 aos 12 anos

Janeiro 8, 2015 às 4:10 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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oficinas

mais informações:

http://www.educarte.pt/

https://www.facebook.com/moveducacaopelaarte/timeline

Estado Islâmico impede 670 mil crianças de irem à escola na Síria

Janeiro 8, 2015 às 2:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 6 de janeiro de 2015.

Getty Images

A UNICEF denunciou esta terça-feira que o fecho das escolas forçado pelo auto proclamado Estado Islâmico em muitas cidades da Síria, deixa 670 mil crianças sem acesso à educação todos os dias.

Catarina Falcão

Em dezembro, o grupo terrorista e auto proclamado Estado Islâmico, que domina vastas áreas de território entre a Síria e o Iraque, mandou encerrar todas as escolas sob o seu domínio, privando assim diariamente 670 mil crianças de terem acesso à educação, declarou a UNICEF esta terça-feira. O conflito militar e a devastação de infraestruturas na Síria, faz com que mais de dois milhões de crianças não frequentem diariamente a escola.

Desde novembro que o Estado Islâmico está a rever os programas ensinados às crianças no leste da Síria para integrar regras e conhecimentos religiosos no currículo educativo, no entanto, a revisão levou ao encerramento das escolas, medida que em dezembro, os terroristas decidiram estender a todos os territórios que controlam. Esta medida, segundo a UNICEF anunciou esta terça-feira em Genebra levou a que 670 mil crianças deixassem de ter acesso à escola, disse o porta-voz da organização, Christophe Boulierac, numa conferência de imprensa.

A UNICEF estima ainda que tenham morrido 160 crianças em ataques a escolas e 343 tenham ficado feridas enquanto estavam nas aulas — os números são apenas indicativos, já que, segundo Boulierac, os dados corretos são difíceis de obter. “Para além da falta de acesso à escola, os ataques às escolas ainda abertas, lembram de forma horrífica tanto alunos como professores, do preço que as crianças têm vindo a pagar no conflito na Síria, que está prestes a entrar no quinto ano consecutivo”, afirmou Boulierac.

Há mais de 4 milhões de crianças inscritas no ensino primário e secundário na Síria, mas atualmente, apenas metade dessas crianças vai à escola de forma regular.

 

 

 

A Tutela Cível do superior Interesse da Criança – E-Book do CEJ

Janeiro 8, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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http://www.cej.mj.pt/cej/recursos/ebook_familia.php

Seminário CLDS+ Benavente “Um olhar sobre….. os maus tratos e violência nas crianças e jovens de hoje” com a participação de Melanie Tavares do IAC

Janeiro 8, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança irá participar no seminário com a comunicação “Bullying? não… é só a brincar”.

O Projeto AGIR – CLDS+ Benavente irá realizar, no próximo dia 17 de Janeiro de 2015, no Cine-Teatro de Benavente, um Seminário subordinado ao tema “Um olhar sobre….. os maus tratos e violência nas crianças e jovens de hoje”.

Os interessados deverão inscrever-se, até ao dia 15 de Janeiro de 2015, para os seguintes contactos:

e-mail: cldsmaisbenavente@hotmail.
com
263 589 420
96 615 51 32
96 615 51 33

https://www.facebook.com/cldsmaisbenavente/timeline

 


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