Crianças explodem de alegria com os piores presentes de Natal

Dezembro 27, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto do Sol de 17 de dezembro de 2014.

Os filhos de Tim Cocker sabiam exactamente o que queriam para o Natal: O rapaz queria um relógio da série de desenhos animados ‘Ben 10’ e a menina uma ‘Barbie Princesa’ e um ‘Rei Ken’.

No entanto, Tim decidiu pregar-lhes uma partida e deixou-os abrir dois presentes antes do Natal. O filho recebeu uma banana e a filha uma cebola.

“Como nos estamos a aproximar do Natal, quis que os meus filhos percebessem a sorte que têm ao serem mimados com muitos presentes no dia de Natal. Por isso decidi deixá-los abrir dois presentes antes do dia 25. Dois presentes horríveis”, escreveu Tim Cocker na descrição do vídeo que publicou no YouTube.

O problema é que este pai não estava à espera de uma reacção destas:

 

 

 

 

Pós-Graduação em “Educação, Expressões Artísticas e Comunicação”

Dezembro 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

ese

mais informações aqui

Pretende estimular e desenvolver a Imaginação e a Criatividade dos mais novos?

Venha conhecer a nossa Pós-Graduação em “Educação, Expressões Artísticas e Comunicação”.

Este ciclo de estudos destina-se a implementar uma oferta formativa de qualidade nos agentes que actuam no âmbito da educação estética, artística e cultural, não só Educadores de Infância e Educadores Sociais, Professores dos Ensinos Básico e Secundário, Formadores, Técnicos Sociais, Animadores Socioculturais, Ludotecários e Bibliotecários, Técnicos Superiores e outros funcionários de Autarquias e Museus, Auxiliares Educativos e outros agentes educativos, bem como pretende também incluir nesta formação, os pais e a família.

O domínio e o conhecimento das Expressões Artísticas constitui um agente primordial no crescimento do Ser Humano, desempenhando um papel determinante no desenvolvimento da Imaginação e da Criatividade, características essenciais da Inteligência e de uma formação global que propicia a formação dos mais novos enquanto principais agentes activos na formação de uma Sociedade melhor e mais promissora.

Realçamos que temos vários descontos. Para tal aconselhamos que consulte as tabelas dos protocolos que os prevêem.

Além destes, para grupos de 5 a 10 pessoas, acresce 3%, e de grupos de 10 a 15 pessoas, 5%.

Curso de Especialização de Educação em Creche e outros Equipamentos com Crianças dos 0 aos 3 anos – Escola Superior de Educação de Lisboa

Dezembro 26, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

curso

A Escola Superior de Educação de Lisboa abre candidaturas para:

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE EDUCAÇÃO EM CRECHE E OUTROS EQUIPAMENTOS

COM CRIANÇAS DOS 0 AOS 3 ANOS

Inscrições de 5 a 30 de janeiro de 2015.

 

 

Workshop sobre Primeira Infância

Dezembro 26, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

work

DELEGAÇÃO DO NORTE DA SPTF

Workshop sobre Primeira Infância
Dia 17 de Janeiro de 2015
A perturbação da relação precoce mãe – bebé pode ameaçar uma vinculação segura.
Situações de partos prematuros, ambiente de cuidados intensivos, a retirada da criança para uma instituição ou características especiais da criança podem desencadear situações de crise familiar que perturbam a vinculação e comprometem o desenvolvimento geral da criança e de todo o sistema familiar.
A Teoria Geral dos Sistemas fundamenta uma perspectiva para estas situações que permite integrar na solução do problema todo o contexto envolvido.
A SPTF convidou a Dra. Maria José Gonçalves, pedopsiquiatra e psicanalista, fundadora da Associação “Ser Bebé” e Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, para enriquecer numa visão multidisciplinar esta problemática, em diálogo com a terapeuta familiar Dra. Camila Gesta.
Horário: das 9.30 às 17.30
Local: “Atmosfera M ” – Rua Júlio Dinis, Nº 160, no Porto
Preços:
Sócios
– Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar
– Sociedade Portuguesa de Psicanálise
– Associação “Ser Bebé”.

Não sócios – 15 Euros
Inscrições até ao dia 12 de Janeiro em:
http://goo.gl/forms/ruwtBDHvFO
Convidamos os participantes a enviar-nos, até ao dia 31 de Dezembro, para info@sptfnorte.org o resumo de um caso clínico que queiram apresentar para discussão no Workshop.
Dos casos enviados serão seleccionados 4 (quatro); os participantes serão informados até ao dia 9 de Janeiro de 2015.

 https://www.facebook.com/pages/SPTF/224023041058164?fref=nf

 

Magistrados devem saber ouvir as crianças

Dezembro 26, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 13 de dezembro de 2014.

clicar na imagem

jn2

Emergência Social salvou 50 crianças em perigo até junho

Dezembro 25, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 17 de dezembro de 2014.

clicar na imagem

jn

 

Aplicação Móvel Prevenção Tráfico de Seres Humanos – ASTRA’s anti trafficking app

Dezembro 25, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

ban

texto da Missing Children Europe Newsletter #10

ASTRA’s anti trafficking app

ASTRA’s (Serbia) mobile application BAN Human Trafficking was created with the idea to inform young users about the issue of human trafficking so that they learn to recognise risky situations and how to avoid them. Through an interactive game, users become familiar with different forms and different phases of the human trafficking chain, from recruitment, exploitation and getting out of human trafficking to a long process of recovery, reintegration, social inclusion and the fight for the protection and realisation of victims’ rights. This multi-lingual app is part of the campaign “Prevent, Protect, Compensate” within the Balkans ACT Now! project. Download it free from Google or iOS.

 

Esta es la historia de todas las historias

Dezembro 25, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Texto do site do http://cultura.elpais.com  de 16 de dezembro de 2014.

1418665194_596504_1418668050_noticia_grande

Viñetas de ‘La enciclopedia de la Tierra Temprana’.

 

Tommaso Koch

La joven Greenberg homenajea en un cómic a mitos y leyendas de nuestra civilización

Érase una vez un narrador. Uno muy bueno, tanto que todo el mundo quedaba hechizado por sus historias. Trataban de dioses malvados, extrañas criaturas y regiones fantásticas. Y de su vida, de cómo un día emprendió una odisea hacia el otro lado del mundo. Allí se enamoró de una chica, pero una maldición les impedía incluso solo rozarse. ¿Por qué? Esta —ejem— es otra historia. Pero, como las anteriores, se narra en La enciclopedia de la Tierra Temprana, la novela gráfica de la debutante Isabel Greenberg, que obtuvo el Premio British Book Design y Productions al mejor libro del año en Reino Unido, y que ahora Impedimenta trae a España.

“Es la aventura de un hombre que viaja por un mundo imaginario donde hay magia, gigantes, salchichas y, sobre todo, historias, muchas historias”, relata Greenberg, con entusiasmo y timidez a partes iguales. Básicamente, la joven (Londres, 1988) ha levantado un homenaje gráfico a los mitos y epopeyas de nuestra civilización. Y no solo, también porque cualquiera encontrará ecos de alguna leyenda que conozca o de aquel cuento de hadas que le leyeron sus padres antes de dormir.

Todo un ejército de muñecas rusas, donde se esconden la Biblia y la Odisea, las Mil y una noches y Pinocho. “Si hubiera que resumir el libro en un solo mensaje sería el amor por las historias”, tercia la autora, que tiró de documentación pero, sobre todo, de recuerdos y fantasía. Y de un estilo limpio y algo melancólico que recuerda a David B. o a Marjane Satrapi. No por nada, son justo los autores que convencieron a Greenberg de que ella también tenía algo que contar: “Lo primero que leí fue La liga de los hombres extraordinarios, de Alan Moore. Me encantó pero se me daba fatal recrear superhéroes. Cuando vi Epileptic y Persépolis, pensé: ‘Es justo el tipo de dibujos e historias que quiero hacer!”. Así, empezó con un episodio básico y unas pocas páginas. Y ganó el Premio Jonathan Cape del diario The Observer a las historias breves. A partir de aquí, la trama no paró de alargarse.

Carlos Rosillo

De esas viñetas, la autora acabó sacando el enorme planeta de La enciclopedia de la Tierra Temprana, tan vasto como para necesitar mapas al estilo de su amado Tolkien. Y para acoger otros personajes que protagonizarán su próximo cómic, “más oscuro” y “más duro”, por la responsabilidad que percibe: “Cuando hice este pensaba que era algo abstracto, que nadie lo vería nunca”.

A la vez, la autora se ha metido en un cuento de hadas paralelo. A sus 26 años, tras estudiar ilustración, ha encontrado su oasis en el cómic. Nominada a dos Eisner, colabora con The Guardian o The New York Times y su obra ha llegado hasta el Victoria and Albert Museum de Londres. Y, ahora, viaja por Europa dando entrevistas. Por cierto, aprovechó su primera vez en Madrid para acudir al Prado a ver El jardín de las delicias, de El Bosco.

La enciclopedia de la Tierra Temprana, de Isabel Greenberg from Editorial Impedimenta on Vimeo.

“Todo esto es nuevo para mí. Me hacen a menudo la misma pregunta: a veces doy buenas respuestas, otras improviso y luego pienso: ‘¡Ay, lo hice fatal!”, se ríe.

Pasan unos cuantos minutos, llega así la última cuestión.

—¿Cuál es la clave para una buena historia?

—Te tiene que gustar al menos un personaje y…

La respuesta vira de repente hacia la libreta del periodista: “Me encanta su cuaderno. Perdón, ¿cuál era la pregunta? Vaya, ¡si lo estaba haciendo bien!

 

 

Qual a importância de brincar?

Dezembro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br  de 5 de dezembro de 2014.

Aline Casassa

Especialistas explicam o que está por trás de uma singela brincadeira de faz de conta, de uma repetida construção com blocos ou de uma disputa de pega-pega

 

Texto Adriana Fonseca

Já se sabe que a brincadeira ocupa um lugar especial na vida da criança na primeira infância! Mas, você já parou para se perguntar por que é dada tanta importância a uma atividade aparentemente tão simples? Na verdade, essa “coisa de criança” a que não damos muito bola durante nosso corrido dia a dia é capaz de ajudar a criança a desenvolver muitas de suas habilidades motoras e cognitivas, como atenção, memória, imitação e criatividade.

 

 

“A criança, porém, não brinca para aprender alguma coisa, ela brinca porque quer”, ressalta Maria Paula Zurawski, doutoranda e mestre em Educação pela FEUSP, graduada em Artes Cênicas pela ECA-USP, atriz do Grupo Furunfunfum de teatro para criança e professora dos cursos de Pedagogia e de Pós Graduação em Educação Infantil do Instituto Vera Cruz -SP. “É sempre bom lembrar isso aos pais e às escolas: não adianta querer que a criança brinque disso ou daquilo para aprender algo, ou que ela aprenda isso ou aquilo por meio da brincadeira: o jogo simbólico, o faz de conta, ocorre somente porque a criança quer, por vontade própria, estar na brincadeira”. Ela lembra que o pedagogo Vigotski, no livro O papel do brinquedo no desenvolvimento (1998), vê na brincadeira uma nova forma da criança criar: “Ensina-a a desejar, rela¬cionando seus desejos a um “eu” fictício, ao seu papel no jogo e suas regras”. Qual é o espaço que a brincadeira tem hoje na vida das crianças? Vera Tchipschin Francisco – psicanalista, pedagoga e membro-fundadora da Gesto Psicanálise – aponta  que a brincadeira ocupa um lugar especial na vida da criança, porque está em um espaço intermediário entre o imaginário e o real, pois incorpora elementos da realidade que são misturados com a fantasia. É um espaço privilegiado para a criança poder elaborar situações difíceis que ela viveu, incluir e realizar desejos na brincadeira e poder lidar com emoções variadas e antagônicas  como o amor e o ódio, coragem e medo, alegria e tristeza. Além de ter uma função no mundo interior da criança, o brincar desempenha também uma função no universo exterior, pois criança acaba interferindo no mundo com sua brincadeira. É por meio do brincar que a criança pequena aprende a superar os obstáculos da vida real que se apresentam a ela de maneira intensa durante seu crescimento. Há muito que conquistar motoramente, intelectualmente e socialmente. Maria Paula Zurawski explica: “O mundo mudou muito e a falta dos espaços de brincadeiras dos quais os mais velhos se recordam em suas memórias de infância (o quintal, a rua, o ar livre) cria uma série de juízos de valor para a brincadeira infantil – como se ela estivesse ameaçada de desaparecer.  O fato é que as crianças continuam a brincar, é que o mundo mudou e a brincadeira também.”. Portanto, devemos refletir sobre o lugar o significado que a brincadeira ocupa hoje na vida das crianças.

 

  1. Para começar a brincar

Estimule seu filho a brincar desde os primeiros meses, por meio de jogos de exercício: tire-o do berço e coloque no chão e incentive-o em cada tentativa dele em manipular objetos, repetir sons e esconder seu rosto atrás da fraldinha. O primeiro tipo de brincadeira que seu bebê realiza é a de imitação. Ao tentar copiar você, tem de colocar muito em jogo. Apesar disso, é visível a satisfação e o divertimento ao ouvir seu próprio gritinho ou mostrar seu rosto, atrás da fralda. Paula Zurawski ressalta a importância de canções, trovinhas e acalantos na vida da criança. Eles fazem parte da nossa própria cultura, alimentam o brincar infantil e devem estar presentes desde os primeiros anos.

 

  1. Incentivar as brincadeiras de faz-de-conta

Por volta dos dois anos, seu filho está pronto para as brincadeiras de faz-de-conta, em que passa a reviver situações que demonstram sua forma de ver o mundo. Por isso, crie espaço em sua rotina para isso e observe o que ele está revelando. Além da brincadeira de imitação, em que poderá encenar acontecimentos da vida real, e colocará sua criatividade em ação, misturando elementos do mundo real com fantasias do mundo imaginado. “É bom também que as crianças possam frequentar espaços interessantes, onde haja brinquedos – bonecas, carrinhos, homenzinhos e outros”, diz Paula. Mas também ressalta a importância terem a seu alcance “materiais não estruturados, aqueles que podem “virar e desvirar” infinitas coisas na brincadeira infantil – tecidos, blocos, cordas, caixotes…”. Fique atenta, pois por meio desse jogo de faz de conta, seu filho assimila a realidade, realiza sonhos, mostra incômodos, reproduz e representa situações similares a vida real. Uma boa ideia é observar as brincadeiras que inventa, reparar que papéis escolhe com maior frequência, qual é o tom dos diálogos e quando termina. “Observar as crianças é sempre interessante, é uma delícia, e os pais devem, sim, observar seus filhos, mas não como “espiões” do que pode estar passando pela cabeça deles. Devem ser observadores cuidadosos, acompanhar seus filhos, estar com eles, levá-los a passear em lugares bonitos e interessantes, jogar jogos com eles, ler histórias, contar histórias, conversar muito, escolher brinquedos que respeitem a criatividade das crianças”. Esta é, na opinião de Paula, a melhor intervenção.

 

  1. Apresentar os jogos com regras

Por volta dos quatro anos, seu filho está hábil para participar de jogos com regras, pois está pronto para atividades mais socializadoras. Propicie a ele o convívio entre meninos e meninas igualmente. As crianças pequenas não fazem essa separação, somos nós, adultos, que o fazemos. Na brincadeira em grupo é necessário compartilhar ideias e brinquedos, negociar papéis e cooperar com os amigos, para que se garanta a diversão para todos. Esse tipo de brincadeira torna-se uma ótima oportunidade para se treinar a convivência social. Os conflitos serão inerentes a ela, mas podem ser vistos como uma coisa boa e construtiva. Faz parte do desenvolvimento infantil lidar com desacordos e impasses causados, geralmente, pela vontade de se fazer valer a sua opinião perante um grupo de indivíduos. Vera Tschiptschin Francisco explica que é comum os pais se sentirem pessoalmente atingidos por gestos agressivos de outras crianças contra seu filho, “pois o filho é um projeto dos pais, do que poderiam ter sido, sem frustações, sem falhas. Sentem como se o “empurrão” durante uma brincadeira de pega-pega, por exemplo, tivesse sido contra eles mesmos. Os pais precisam cuidar e fazer o exercício de se ver o filho com um individuo diferente. Ele não é uma continuidade dos pais, precisa viver frustações para entender o mundo real”. Completa, ainda, que é preciso se afastar, (sempre reforçando que está lá se for preciso) observar e deixar a crianças ter a chance de agir sozinha nessas situações. Paula Zurawski aponta que ” brincar é jogo, é convívio, é chegar a acordos (do que vamos brincar? Posso ser a mamãe? Eu era o Batman, tá?). Brincar com outras crianças traz sempre uma “revolução” de ideias, de atitudes. O melhor brinquedo para uma criança é outra criança”. Em contrapartida, deixa claro que apesar da criança que brinca ter mais oportunidades de aprender com o outro, de discutir, de brigar, de ceder, de perder e de ganhar, enfim, de viver experiências sociais importantes, a brincadeira tem valor por si mesma, não é somente um instrumento para que as crianças sejam bem resolvidas ou bem sucedidas na vida.

 

  1. Dar espaço para a brincadeira individual

Deve-se dar espaço também às brincadeiras individuais. Por meio delas, se exercita a perseverança e a vontade de não desistir, de refazer, de montar de novo. Os jogos de montar e construção com blocos são ótimas atividades para se exercitar isso. Vera Tschintschin Francisco diz que é preciso valorizar a brincadeira individual. Explica que “muitos pais se angustiam ao perceber seu filho brincando sozinho. Concluem que isso significa que a criança não consegue interagir com os outros e forçam um convívio com outras crianças. Mas com isso estão impedindo que o filho viva uma experiência de privacidade, de ter um espaço privado, que é fundamental para a formação da concepção de mundo. Paula Zurawski concorda que “brincar sozinho pode ser muito legal. É mesmo um momento precioso. Crianças podem ficar um bom tempo brincando sozinhas, montando cenários e situações, pondo e dispondo seus bonecos, bichos, carros, criando vozes e diálogos entre personagens ou mesmo construindo coisas. Assim, gostar de brincar sozinho não é necessariamente preocupante”. Lembra, porém, que é importante observar as crianças brincando e ver se estão se comunicando, desenvolvendo enredos e se divertindo. Isso dará bons indícios se a brincadeira está valendo a pena.

 

  1. Proporcionar ambientes variados

Sempre incentive atividades físicas em ambientes variados, como aulas ao ar livre, brincadeiras na piscina e proximidade da natureza. Pais e educadores podem organizar ambientes que favoreçam a brincadeira, explica Paula. “Se as crianças puderem brincar frequentemente em espaços abertos e nos quais tenham contato com a natureza e a exploração de habilidades corporais, como correr, pular, subir em árvores, cavar buracos, mexer com água, esconder-se, é certo que seu “repertório brincante” crescerá. Da mesma forma, a leitura de histórias, que convidam a sentir emoções e a imaginar lugares, personagens, situações diferentes, também podem enriquecer a brincadeira”. Tudo é importante desde que esteja misturado e garanta uma diversidade de situações e universos para as crianças explorarem, sentirem, agirem e reagirem!

 

 

Stress na escola? Projecto em Leiria ensina crianças a relaxar

Dezembro 24, 2014 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da Rádio Renascença de 15 de dezembro de 2014.

Mafalda Caseiro

por Paula Costa Dias

Leitura de histórias, exercícios de respiração e meditação são algumas das propostas para melhorar a concentração e aumentar o sucesso escolar.

O som dos címbalos faz “aterrar” os mais pequenos. Na Biblioteca da Escola do 1º ciclo da Cruz D’Areia, em Leiria, à quarta-feira, mais de uma dezena de crianças aprende a relaxar.

Leitura de histórias, exercícios de respiração e meditação são algumas das propostas do projecto FOCA, liderado pela terapeuta Sofia Coutinho, cujo objectivo é melhorar a concentração das crianças para aumentar o sucesso escolar. Aqui testam-se novas formas de reduzir o stress e a indisciplina dos alunos, de forma a ajudar as crianças a “perceber que há momentos para expandir e momentos para recolher”, explica Sofia Coutinho à Renascença.

Uma iniciativa na qual a coordenadora da escola, Anabela Oliveira, deposita grandes expectativas:

“O stress pega-se muito às crianças há muito conflito na própria sala de aula que é preciso amenizar de alguma forma. Este é um trabalho que é interessante, até, para fazer com os próprios professores”.

E, a julgar pelas opiniões dos mais pequenos, parece funcionar. “Senti uma energia boa e a partir daí passei a portar-me melhor”, garante um dos alunos. Para outro, a actividade “é relaxante e às vezes divertida”.

Uma iniciativa que a escola e a associação gostariam de estender: Aos professores que usariam estas técnicas como uma ferramenta, ajudando os alunos a concentrarem-se o que, acredita a terapeuta, teria reflexos positivos no rendimento escolar; aos pais, ajudando-os a lidar melhor com o seu próprio stress e auxiliando os filhos a relaxar.

 

 

« Página anteriorPágina seguinte »


Entries e comentários feeds.