Robótica dá vida a bonecos para crianças

Dezembro 22, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do Jornal de Notícias de 15 de dezembro de 2014.

Emília Monteiro

Crianças com deficiências de Braga, Barcelos e Guimarães vão receber, no Natal, 60 brinquedos eletrónicos adaptados por alunos voluntários do polo de Guimarães da Universidade do Minho.

À semelhança de anos anteriores, o Grupo de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial está a adaptar brinquedos para o Natal. Nos últimos dois anos nenhuma empresa doou brinquedos à universidade. “Este ano, pedimos brinquedos usados a alunos e professores e estamos a transformá-los para que crianças que não andam, ou não se conseguem mover, possam brincar”, disse Fernando Ribeiro, docente de robótica, pai de quatro filhos, impulsionador do projeto.

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O laboratório parece a oficina do Pai Natal, com brinquedos por todo o lado e com os alunos à volta de uma mesa, com ferramentas na mão, a alterar os bonecos. “Há brinquedos a que temos que retirar funções porque foram concebidos para crianças sem limitações e “dão” instruções para correr ou saltar quando as crianças são incapazes de fazer isso”, afirmou o responsável. Aos carrinhos e aos comboios, teve que ser retirado o movimento porque os meninos a quem se destinam não conseguem andar atrás dos brinquedos. A outros foram acrescentados leds para dar luz e, em certos casos, os alunos tiveram que coser e finalizar o trabalho.

Basta um toque

Todos têm uma característica comum: podem ser acionados com um simples inclinar do pescoço ou com um toque, mesmo que suave e torto, no interruptor colocado em todos os brinquedos. Já adaptados, os carrinhos, os peluches, os aviões e os comboios vão ser entregues amanhã e depois com a ajuda da “SALUSLIVE”, uma entidade parceira da universidade que trabalha com crianças com as mais diversas limitações.

“Existem brinquedos adaptados à venda mas custam entre 300 a 400 euros e nós fazemos o trabalho de graça e com muito gosto”, grisou ainda Fernando Ribeiro. “Aceitamos todos os brinquedos, mesmo alguns que vinham estragados porque é possível arranjar, de uma forma ou de outra, a parte eletrónica e fazer mais uma criança feliz”, finalizou Tiago Ribeiro, 19 anos, aluno do 2º ano de Engenharia Eletrónica.

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