Encontro de CPCJ Porto

Dezembro 4, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Calendário de Advento de 2014 online do Goethe-Institut Portugal

Dezembro 4, 2014 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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visualizar o calendário interativo no link:

http://www.goethe.de/uun/prj/pru/adv/ptindex.htm

O que é um calendário de Advento?

O calendário de Advento mostra os dias desde 1 de Dezembro até à noite de Natal de 24 de Dezembro. As possibilidades de criar um calendário de Advento são quase infinitas, mas a forma original do calendário actual foi inventada por um pastor protestante, que colocou figuras biblícas atrás das 24 portinhas correspondentes aos dias natalícios. Foi apenas a partir dos anos 1950 que se começou a colocar chocolates e outras lembranças nas casinhas do calendário.

Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos no Museu do Oriente

Dezembro 4, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No próximo dia 10 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A Liga Portuguesa dos Direitos Humanos – Civitas organiza, com o alto patrocínio da Fundação do Oriente e do Grémio Lusitano, uma sessão comemorativa no próximo dia 10 de Dezembro, pelas 18 horas no Museu do Oriente em Lisboa, para a qual temos muito gosto em convida-lo/a a estar presente, onde além da interpretação de vários temas musicais serão apresentadas comunicações sobre a situação atual dos direitos humanos nas suas variantes políticas, cívicas, sociais, económicas e culturais.

Colaboram nesta sessão vários artistas, tais como Áurea e Gabriela Canavilhas, Carlos Mendes, Duo de Percussão da Orquestra Metropolitana de Lisboa, Joana Amendoeira e Pedro Jóia.

Apresentarão comunicações Fernando Pereira Marques (Investigador do IHC da Univ. Nova de Lisboa), José Rebelo (Presidente do Cons. Científico do ISCTE) e Rafael Lara (Presidente da APDH-Andaluzia e Secretário-Geral da AEDH).

Serão igualmente apresentadas mensagens especiais do Eng. António Guterres (Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados) e de outras personalidades internacionais de relevo no âmbito dos Direitos Humanos.

Certos do V. interesse por esta temática, agradecemos, desde já, a V. inscrição gratuita para presença nesta sessão no seguinte sítio,
pois a lotação do auditório é limitada.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Liga Portuguesa dos Direitos Humanos – CIVITAS

http://ligacivitas.wordpress.com/

https://www.facebook.com/LPDHC?fref=ts

 

 

Plano de combate ao tráfico de pessoas alerta para riscos “quase diários” em escolas e redes sociais

Dezembro 4, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 28 de novembro de 2014.

Nelson Garrido

Ana Dias Cordeiro

Projectos-piloto estão a ser lançados em Odivelas e Odemira, onde uma investigação identificou a presença de vítimas estrangeiras e de perigos potenciais para jovens nacionais e estrangeiros. É um plano de combate local que pretende ser nacional.

À porta da escola, uma senhora aproxima-se de Joana e apresenta-se. Vem de uma agência de moda e está interessada nela para modelo fotográfico. No dia seguinte, Joana dirige-se à agência com a mãe e esta também se deixa iludir: o que é oferecido, a troco do pagamento de 500 euros para a produção de um book de fotografias da adolescente, “é uma porta aberta para o seu futuro”, insiste a agente.

À primeira sessão de fotografias, Joana vai sozinha e é surpreendida: é forçada a despir-se, fotografada nua e mais tarde levada para um apartamento, onde fica obrigada a prostituir-se. Cinco anos passam e a adolescente torna-se mulher. Hoje, sofre de episódios psicóticos todos os dias. 

Filipa, 19 anos, pesquisa na Net ofertas de emprego temporário como muitos estudantes universitários, como ela, que querem juntar dinheiro nas férias. Entusiasma-se com um anúncio no Facebook e confia na mensagem que a aconselha, de forma insistente, a não perder “a oportunidade” da sua vida: um trabalho temporário mas bem remunerado numa multinacional que lhe trata de toda a documentação e lhe paga a viagem de avião e o alojamento. No destino é forçada a trabalhar 14 horas por dia na apanha da framboesa, sem ser paga.

Mário joga futebol e nunca pensou numa carreira internacional. “Mas devia pensar”, garante-lhe um homem que se aproxima do campo onde ele joga com elogios ao talento do jovem. Apresenta-se, de fato cinzento, como uma pessoa com preciosos contactos em Espanha e Holanda “para o colocar lá”. “Ligue-me que eu trato de tudo”, promete. Mário é levado para o estrangeiro e o sonho transforma-se num pesadelo: todos os dias trabalha 16 horas num restaurante, sem conseguir ganhar nada. 

“Estas abordagens à porta da escola são quase diárias. Não são situações abstractas, são reais. Isto resulta de experiências muito concretas de jovens”, diz Miguel Santos Neves, presidente do think tank português, NSIS (Network of Strategic and International Studies), que reúne investigadores do extinto Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais (IEEI). São também reais as situações de vítimas identificadas na Internet, completa a directora do NSIS Cláudia Pedra. “Através das redes sociais, os traficantes investigam o perfil das pessoas e enviam as ofertas de trabalho que para ela são as mais aliciantes.” 

Em meio rural e urbano
O NSIS, um centro de investigação e acção na área dos direitos humanos e das relações internacionais (e que tem como área privilegiada de pesquisa o tráfico de pessoas), reconstituiu em vídeos as situações de Joana, Filipa e Mário (nomes fictícios) para a apresentação do Plano Local de Combate ao Tráfico de Pessoas em duas freguesias do país: Pontinha-Famões, onde o projecto foi apresentado na quarta-feira, e São Teotónio, onde o será nesta sexta-feira. 

Ambas as freguesias são, em Portugal, um local de especial incidência de casos de vítimas, sobretudo estrangeiros. Com uma diferença: se em São Teotónio (concelho de Odemira) foram identificadas vítimas de exploração laboral, na actividade agrícola, na Pontinha-Famões (concelho de Odivelas) foram encontradas sobretudo mulheres exploradas sexualmente, colocadas em apartamentos, longe dos olhos da sociedade, ou em casas de alterne ou na rua. 

 O objectivo, no médio prazo, é estender estes dois projectos-pilotos a outros pontos do país. O plano, explica Cláudia Pedra, tem em conta a forma como o tráfico se processa: “Ele começa e termina numa comunidade.” Ambas – São Teotónio e Pontinha-Famões – podem pois ser local de destino de vítimas estrangeiras ou de origem de vítimas nacionais. 

 O plano, que estará formalmente em marcha entre Janeiro de 2015 e Dezembro de 2017, tem vindo a ser trabalhado no último ano nestas duas freguesias – junto de entidades que nele vão participar, como escolas, centros de saúde, juntas de freguesias e a Polícia de Segurança Pública (PSP).

“Foi possível comprovar nas escolas que o fenómeno está em enorme expansão”, reforçou o responsável. “Os alunos começaram a reportar as situações à escola, e nalguns casos também à PSP e à comissão de protecção [de crianças e jovens].” 

Mensagens virais
Com o lançamento de uma campanha em Outubro, com mensagens virais na Internet e acções públicas e iniciativas locais de sensibilização, “muitas pessoas começaram a identificar situações que antes não relacionavam com o risco de tráfico”, nota Cláudia Pedra. Situações que podem ser actos de aliciamento ou identificação de vítimas que antes passariam mais despercebidas. 

Muitos jovens, exemplifica Cláudia Pedra, expõem com facilidade nas redes sociais o seu perfil, revelando o nome da escola e o seu desporto favorito, a sua carreira de sonho, a relação (por vezes má) com os pais ou o sentimento da incompreensão ou da falta de amigos. “O traficante faz um trabalho de investigação de fundo e essa pessoa torna-se numa potencial vítima”, conclui. A campanha alerta para esses riscos. O objectivo é levar “as pessoas da comunidade a ficarem mais alertas” e a interpretarem os sinais em situações que podem ser suspeitas. Um exemplo: mulheres que se dirigem às Unidades Móveis de Saúde (mesmo quando acompanhadas por alguém da rede) e cuja situação levanta suspeitas aos profissionais de saúde. 

No caso de Joana, Filipa e Mário, como noutros, as vítimas podem conseguir fugir ou ser ajudadas a fugir por profissionais de saúde, organizações não governamentais (ONG), padres, no quadro de uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) ou de uma acção de inspectores do trabalho. 

O plano pretende mais do que isso: prevenir e dar um apoio às vítimas que não está a ser dado, garantem os investigadores do NSIS que se inspiraram em projectos deste tipo realizados noutros países. Está em formação uma equipa interdisciplinar para receber os casos de vítimas que, uma vez identificadas, serão apoiadas e encaminhadas. 

 

 

 

 

Não à mesada, sim à semanada!

Dezembro 4, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Observador de 23 de novembro de 2014.

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Ana Cristina Marques

A partir de que idade se pode dar dinheiro às crianças? Qual a quantia e onde devem gastá-la? O Observador falou com dois especialistas e preparou um guia sobre o mealheiro do seu filho.

Não à mesada, sim à semanada. Tanto a coach parental Cristina Valente como o pediatra Mário Cordeiro concordam nesse ponto. A quantia monetária – que deve ter em conta a capacidade financeira da família e a idade da criança – é mais fácil de gerir num curto espaço do tempo, pelo que os pequenos aprendem com maior rapidez os conceitos de “gestão”, “poupança” e “consumo”.

Numa altura em que o Parlamento debate o Orçamento do Estado, o Observador preparou um guia para pais sobre o orçamento dos filhos — porque é fundamental perceber a partir de que idade se pode dar dinheiro, qual a quantia indicada e onde devem os mais novos gastar a semanada.

Ambos os entrevistados defendem que a criança deve ter a oportunidade de errar, ao gastar mal o dinheiro, e que deve existir um ligeiro controlo da parte do pai ou da mãe. Acima de tudo, a semanada não deve incluir tarefas que, à partida, já fazem parte da rotina diária das crianças — como arrumar o quarto — ou servir de pretexto para quebrar regras instituídas no seio familiar.

O importante é, tanto filho como pai, honrarem os compromissos. Diz Mário Cordeiro que a semanada não é uma brincadeira e que os progenitores são convidados a encarar o assunto com seriedade, como se de um contrato de trabalho se tratasse. E não esquecer: “Tão importante como ensinar a administrar o dinheiro e os bens, é transmitir noções de solidariedade e de partilha. É bom que a semanada (ou parte dela) sirva para coisas que a criança ou o jovem vá oferecer (…) São práticas que ajudam a formar o caráter”, esclarece Mário Cordeiro.

Andreia Reisinho Costa

Quando é que se começa a dar dinheiro aos filhos? Para Cristina Valente, entre os seis e os dez anos de idade não se deve dar qualquer tipo de quantia monetária. A coach parental considera que é a partir dos dez — e mediante a capacidade financeira da família — que a criança pode receber dinheiro e ficar responsável por ele.

Mário Cordeiro, por seu turno, argumenta que a partir dos seis anos a criança começa a entender melhor a grandeza dos números e torna-se uma consumidora ativa, pelo que o ideal é começar a entrar em contacto com o mundo financeiro. É também nesta fase que se estabelece uma “melhor relação entre trabalho e esforço, por um lado, e recompensa, pelo outro”, explica.

Semanada ou mesada? Semanada, sempre, e para todas as idades. A periodicidade em causa permite uma melhor e mais fácil gestão da verba e permite ao adolescente controlar o dinheiro com maior facilidade dado o curto espaço de tempo, alega Cristina Valente. “Caso faça um gasto exagerado, só terá de aguardar sete dias, no máximo, para voltar a ter liquidez”.

O pediatra é da mesma opinião, explicando que a mesada poderá dar à criança uma sensação de ter muito dinheiro e poder gastá-lo mais rapidamente. “Creio que um dos objetivos de receber este dinheiro, que passa por obter os desejos de uma forma calculada e controlada, terá maior êxito com uma semanada”.

Quanto dinheiro de semanada? O pediatra defende que a quantia deve ser “muito pequena”, de forma a evitar que as crianças fiquem demasiado entusiasmadas e porque o valor do dinheiro pode ainda não ser totalmente entendido. Seguindo a mesma lógica, não é conveniente que esta seja reduzida em excesso, correndo o risco de humilhar a criança — a quantia depende dos pais, das famílias, dos hábitos e das tradições. Mário Cordeiro dá o exemplo: “Sugiro 2 euros para o 1º ano, 2,60 no segundo, 3 no terceiro, 4,50 no quinto e por aí fora. A partir de certa idade (9º ou 10º), os gastos começam a ser diferentes porque a autonomia da criança/adolescente já obriga a outro tipo de consumo”.

O essencial é que, independentemente do valor, a semanada não crie a falsa ilusão de que se vive acima de um nível que é o da família. Ou seja, se a família estiver a passar por dificuldades, a semanada deverá ser mais contida. Caso contrário, se gozar de uma certa folga financeira, a quantia poderá ser um pouco mais elevada. E o que as outras crianças ganham não serve de argumento para ajustes financeiros desapropriados.

Pode-se aumentar a semanada com o passar do tempo. O pediatra explica que considera ser saudável que esta obedeça às regras do mercado e que haja aumentos substanciais tendo em conta as fases de transição na vida de uma criança.

Cristina Valente traz outras realidades à equação: “Os pais nunca podem estar dependentes das circunstâncias das outras famílias para decidirem que educação dar aos filhos. O que é comum e popular nem sempre é o melhor”. E quando o assunto resvala para os irmãos? “Os mais velhos, tendo mais responsabilidades e competências, deverão receber mais do que os mais novos”.

Qual é o objetivo da semanada? A semanada não é um orçamento para as necessidades básicas, nas quais se incluem transportes, alimentos, livros ou roupas. Mário Cordeiro defende que o “dinheiro extra” tem um propósito claro — permite ensinar à criança a gastar, poupar e, sobretudo, a gerir o dinheiro. Em última análise, o desafio vai desenvolver a autoestima dos mais pequenos, uma vez que os “obriga” a tomar decisões pela própria cabeça.

“Conheço famílias sem recursos que promovem a educação financeira nos seus filhos e famílias de classe média alta que falham nessa tarefa. O segredo está na forma como os pais ensinam (ou não) a lidar com o dinheiro e não propriamente com a existência abundante dele”, diz Cristina Valente.

Deve-se trocar a semanada pelas obrigações das crianças (tirar boas notas, arrumar o quarto, ajudar em casa…)? O dinheiro nunca deve ser dado em troca de tarefas rotineiras, diz Cristina Valente. “Até porque quando chegam à adolescência, a maior parte dos filhos não vai querer fazer a cama nem arrumar o quarto por nenhum dinheiro do mundo”, acrescenta. A exceção inclui tarefas muito específicas e cuja periodicidade não esteja definida, como a ideia de lavar o carro dos pais. Nesse caso, trata-se de uma recompensa pelo esforço extra. “Ser arrumado e limpo tem que ser uma recompensa interna e nunca tendo em conta a entrega de um valor”.

Mário Cordeiro segue uma linha de pensamento semelhante e diz que ações como fazer a cama e levantar a mesa não devem ser consideradas como “ajudas aos pais”, visto que as crianças estão, ao fazer as respetivas tarefas, a colaborar na gestão do bem comum que é a casa. Acrescenta ainda que a semanada dos pais não deve estar dependente de outras formas de rendimento da criança, como o dinheiro que os avós lhe dão ou as recompensas por alguns trabalhos efetuados.

Em que devem os filhos gastar o dinheiro? Mais do que definir em que bens eles devem gastar o dinheiro, o importante é dar-lhes oportunidade para errarem, visto que só assim podem realmente aprender a lidar com o dinheiro. “Devemos aconselhar em primeiro lugar e, depois, dar liberdade à criança para que ela gaste onde quiser. Só assim aprenderá a diferença entre ‘necessidade’ e ‘desejo’, dois conceitos fundamentais na educação financeira”, diz Cristina Valente.

A que tipo de regras deve estar a semanada associada? Para o pediatra, a criança deve ter a liberdade de gastar logo o dinheiro ou de juntá-lo, isto desde que a semanada não represente uma maneira de quebrar as regras já instituídas no seio familiar. Tais acertos precisam de ser definidos desde o primeiro instante como se de um contrato se tratasse, sendo que avós, tios e primos não deverão imiscuir-se ou estimular a criança (ou o jovem) a ir contra o que foi estabelecido. Ainda assim, é conveniente ter um certo controlo sobre as coisas, sobretudo no que se refere às crianças mais novas.

“É bom ensiná-las a variar o objeto dos seus desejos e orientá-las tanto quanto possível para bens culturais e perenes, por oposição a bens estritamente de consumo e efémeros. Estimular a compra de um livro é um ato de pedagogia e não é a mesma coisa que comprar um chocolate”, conclui Mário Cordeiro.

Quando é que o termo “poupar” começa a ser relevante? A coach parental considera que o verbo “poupar” deve ser introduzido no léxico da criança no 1º ciclo, isto é, entre os seis e os dez anos de idade. Já o pediatra atesta um claro “desde sempre”. E dá um exemplo: se a criança sai do quarto e não apaga a luz, os pais devem insistir que ela o faça; se são os pais a apagar a luz a criança não vai interiorizar a necessidade de poupar/não desperdiçar. Outra coisa que deve ser combatida é a promoção da aquisição de bens desnecessários só porque outras crianças também os têm — “Ter uma coisa só por moda é um atentado à liberdade individual e à autonomia”.

Quais as lições mais importantes sobre gestão financeira? Não é o dinheiro que define a nossa essência, a nossa identidade, diz Cristina Valente, e mais importante do que ter muito é saber como criá-lo. A isso Mário Cordeiro acrescenta que as crianças são consumidoras direta ou indiretamente, “através dos produtos que os pais compram para elas e que chegam a ser mais de um terço do total do orçamento familiar”. Além disso, os mais novos precisam de se familiarizar com os termos “gerir, gastar e poupar” e conhecer as diferenças entre ser “pobre” e “frugal”.

“É bom que os pais, quando vão na rua com o filho e ele pede qualquer coisa, digam: ‘Compra com a tua semanada’. Muitas vezes essa ânsia desaparece e a criança desiste porque aparece o obstáculo de ter de gastar [o dinheiro]”. E caso haja empréstimos à mistura, o pediatra defende que os progenitores devem estimular que as contas se façam assim que possível.

“Tão importante como ensinar a administrar o dinheiro e os bens, é transmitir noções de solidariedade e de partilha. É bom que a semanada (ou parte dela) sirva para coisas que a criança ou o jovem vá oferecer (…) São práticas que ajudam a formar o caráter”, diz ainda Mário Cordeiro.

E se o filho (ou a filha) gastar o dinheiro antes do tempo? A opinião é, neste ponto, unânime. Diz Cristina Valente que o pai não vai precisar de criticá-la uma vez que a criança vai aprender sozinha que o dinheiro é um bem finito. Consequentemente vai ter de esperar até juntar a quantia necessária para poder voltar a comprar o que deseja. Mário Cordeiro sublinha o termo “desperdício”: “É bom fazer ver que há uma correspondência entre o que se compra e o que se produz e se tem”.

Como pode um pai dar dinheiro e, ao mesmo tempo, evitar que o filho se transforme numa pessoa consumista? “Não é fácil, mas é simples”, diz Cristina Valente. O pai deve ser, ele próprio, uma pessoa pouco consumista. “Apesar de todas as influências dos pares, a dos pais continua a ser predominante. Uma atitude firme e sem culpas ou remorsos é essencial”. Mário Cordeiro acresce que é fundamental “mostrar que as pessoas valem sobretudo pelo que são e não pelo que têm”.

Os pais devem valorizar a boa gestão do dinheiro? “Todas as crianças e jovens deveriam ter acesso a um plano de educação financeira para que, em adultos, sejam capazes de gerir bem o seu próprio dinheiro. A literacia financeira é uma competência de que todos precisam para serem membros ativos e responsáveis na sociedade”, conclui a Valente.

“É muito importante que pais e filhos se vejam com respeito nesta ‘mesa de negociações’ que é a semanada. (…) Por isso é que é grave, embora não pareça, os pais esquecerem-se de dar a semanada e minimizarem o facto como se se tratasse de uma brincadeira. Não é. É uma coisa muito séria, mesmo que realizada tranquila e cordialmente”, assegura o pediatra.

 

 

O que as crianças pensam sobre o Facebook – Vídeo

Dezembro 4, 2014 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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vídeo do site http://www.businessinsider.com/  de 19 de novembro de 2014.

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