IV Encontro Internacional Arte Para a Infância e Desenvolvimento Social e Humano

Dezembro 1, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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2014_IV Encontro

Estão abertas as inscrições para o IV Encontro Internacional Arte Para a Infância e Desenvolvimento Social e Humano que terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 12 e 13 de Dezembro. Consulte o programa aqui.

A ficha de inscrição está disponível aqui e deverá ser enviada para educa@musicateatral.com.
O Encontro tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e a inscrição é gratuita.  O número de lugares e limitado e as inscrições serão aceites por ordem de chegada. 

 

 

 

Senado aprova guarda compartilhada obrigatória de filhos

Dezembro 1, 2014 às 6:12 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www12.senado.gov.br  de 26 de novembro de 2014.

Geraldo Magela Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o PLC 117/2013 que determina a guarda compartilhada para a custódia dos filhos de pais divorciados ainda que haja desacordo entre os ex-cônjuges.

Para as duas dezenas de pais e mães divorciados que acompanharam a aprovação no Plenário do Senado, o projeto enviado pela Câmara dos Deputados está sendo visto como um importante sinal de paz em um horizonte tradicionalmente tomado por graves conflitos. A partir da sanção do PLC 117/2013, eles acreditam que um universo de 20 milhões de crianças e adolescentes terá a chance de obter o melhor que puderem de cada um de seus genitores.

— A nova lei vai acabar com as disputas prolongadas e permitir a mães e pais contribuírem para a formação de seus filhos. Temos a convicção de que essas crianças e adolescentes serão pessoas mais felizes — disse o presidente da Associação de Pais e Mães Separados (Apase), Analdino Rodrigues Paulino Neto, ao final da votação.

Ele chegou a afirmar que o projeto poderá ter como consequência a substituição da pensão alimentícia por um mecanismo bem mais avançado: a divisão das despesas dos filhos por meio de uma planilha de gastos a ser bancada pelos pais de maneira proporcional à renda.

— A planilha vai conter todas as despesas, incluindo escola, plano de saúde, alimentação. Dividindo um item para um e um item para outro, cada um vai contribuir na proporção do seu rendimento — explicou Paulino, que sugeriu à presidente da República, Dilma Rousseff, a sanção do projeto ainda antes de 25 de dezembro, como “um presente de natal”.

Divisão equilibrada

O PLC117/2013, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá, determina ao juiz o estabelecimento da guarda compartilhada para a custódia dos filhos de pais e mães divorciados ainda que haja desacordo entre os ex-cônjuges. Atualmente, os juízes ainda têm respaldo legal para reservar a guarda a um dos pais. Ocorre que muitas vezes o responsável pela criança acaba alienando o ex-companheiro ou a ex-companheira da convivência com os filhos, gerando desgaste para a família e prejuízos emocionais, psíquicos e intelectuais para crianças e adolescentes.

O texto determina a divisão equilibrada do tempo de convivência dos filhos com a mãe e o pai e possibilita a supervisão compartilhada dos interesses do filho. Ambos poderão participar, por exemplo, do ato que autoriza a viagem dos filhos para o exterior ou para a mudança permanente de município. Em caso de necessidade de medida cautelar que envolva guarda dos filhos, o texto dá preferência à oitiva das partes perante o juiz. E é rigoroso com estabelecimentos, como escolas, que se negarem a dar informações a qualquer dos genitores sobre os filhos: serão multados.

Depois de ser analisada nas Comissões de Direitos Humanos (CDH), de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Sociais (CAS), a proposta foi aprovada em regime de urgência como veio da Câmara dos Deputados, apenas com emenda de redação que substitui a expressão “tempo de custódia física” por “tempo de convivência”.

Para o autor da proposição, a redação atual do Código Civil vem induzindo os magistrados a decretar a guarda compartilhada apenas nos casos em que os pais mantenham boa relação após o fim do casamento. Com a mudança, a não ser que um dos pais expresse o desejo de não obter a guarda ou que a justiça não considere um dos dois genitores aptos para exercer o poder familiar, a guarda compartilhada será obrigatória.

Menino Bernardo

O relator da matéria na CAS, senador Jayme Campos (DEM-MT), ressaltou que o acordo para a votação do projeto foi motivado pelas crianças, maiores afetadas nos processos de divórcio, sendo frequentemente vítimas de violência e até de morte.  Ele citou os casos dos assassinatos do menino Bernardo no Rio Grande do Sul e de Isabella Nardoni em São Paulo, nos quais o pai e a madrasta são os principais suspeitos.

O senador Paulo Paim (PT-RS) informou que recebeu um pedido da avó do menino Bernardo, e dos advogados dela, que estudaram o projeto, para que a proposta fosse aprovada sem alterações.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, acrescentou que a aprovação do projeto é uma responsabilidade e um compromisso da Casa com a sociedade brasileira.

— O maior mérito é o de fortalecer o instituto da guarda compartilhada que melhor atende aos interesses dos filhos.  Será uma lei que possui o condão de não permitir que crianças e adolescentes tornem-se meios de luta no conflito entre os pais — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

 

 

Cancelada Sessão de Divulgação da Publicação “A Educação para a Cidadania no Século XXI: Trilhos de Intervenção”, 4 de dezembro

Dezembro 1, 2014 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A entrada é gratuita, com inscrição obrigatória.

Confirmação de Presença:

Tel. 300 51 02 72 | E-mail: ISS-CRC@seg-social.pt

1.1 milhões de infecções por VIH em crianças evitadas desde 2005, diz a UNICEF

Dezembro 1, 2014 às 2:14 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 28 de novembro de 2014.

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NOVA IORQUE/LISBOA, 28 de Novembro de 2014 – Um número estimado em 1.1 milhões de infecções por VIH entre crianças menores de 15 anos foi evitado, dada a diminuição de casos novos em mais de 50 por cento, entre 2005 e 2013, segundo dados revelados hoje pela UNICEF, antecipando o Dia Mundial da SIDA.

Este extraordinário progresso é resultado do aumento do acesso de milhões de mulheres grávidas que vivem com o VIH a serviços de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho (prevention of mother to child transmission – PMTCT). Estes incluem o tratamento do VIH durante toda a vida, que reduz significativamente a transmissão do vírus aos bebés e mantém as suas mães vivas e em boas condições.

“Se conseguimos evitar 1.1 milhões de novas infecções por VIH em crianças, podemos proteger todas as crianças do VIH – mas apenas se conseguirmos chegar a todas as crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Temos de acabar com as desigualdades, e fazer mais para chegar a todas as mães, todos os recém-nascidos, todas as crianças e todos os adolescentes com programas de prevenção e tratamento de VIH que podem salvar e melhorar as suas vidas.”

Os declínios mais acentuados ocorreram entre 2009 e 2013 em oito países africanos: Malawi (67%); Etiópia (57%); Zimbabwe (57%); Botswana (57%); Namíbia (57%); Moçambique (57%); África do Sul (52%) e Gana (50%).

Mas o objectivo global de reduzir as novas infecções por VIH em 90 por cento entre 2009 e 2015 continua fora do alcance. Apenas 67 por cento das mulheres grávidas que vivem com VIH em todos os países de baixo e médio rendimento receberam os medicamentos anti-retrovirais mais eficazes de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho em 2013.

As disparidades no acesso a tratamento são um entrave ao progresso. Ente as pessoas que vivem com VIH em países de baixo e médio rendimento, os adultos têm muito maior probabilidade de aceder a terapia anti-retroviral (TAR) do que as crianças. Em 2013, 37 por cento dos adultos maiores de 15 anos receberam tratamento, percentagem que nas crianças (entre os 0 e os 14 anos), foi de apenas 23 por cento, ou seja, menos de 1 em cada 4.

As tendências de mortalidade devida à SIDA nos adolescentes também são motivo de preocupação. Enquanto em todos os outros grupos etários se verificou um declínio de quase 40 por cento das mortes relacionadas com a SIDA entre 2005 e 2013, os adolescentes (10-19 anos) são o único grupo no qual as mortes relacionadas com a SIDA não estão a baixar.

A ‘Actualização Estatística sobre Crianças, Adolescentes e a SIDA’ da UNICEF (Statistical Update on Children, Adolescents and AIDS) é a mais recente análise de dados globais sobre crianças e adolescentes desde o nascimento até aos 19 anos de idade.

Mais informação:  http://childrenandaids.org

 

 

 

Pobreza infantil en España: el drama que no queremos ver

Dezembro 1, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do site http://www.finanzas.com de 16 de novembro de 2014.

Aitor Lara

Aitor Lara

 

Carlos Manuel Sánchez – XL Semanal

Uno de cada tres niños en España vive al borde de la pobreza o la exclusión social. Son tres millones, pero nadie parece verlos. En Europa, apenas Rumanía nos supera en esta trágica estadística. Para preservar su derecho a la imagen, ocultamos sus rostros en este reportaje, pero ¿dónde están sus otros derechos? Vivienda, educación, alimentación… Save the Children ha dado voz a estos niños. Escuchémoslos.

La historia de Hugo

Cuando Hugo abre el frigorífico, sabe lo que va a encontrar: yogures, leche, un cartón de huevos y un blíster de embutido. Y pare usted de contar.

Eso con suerte. Su madre, Paloma, trabajaba como dependienta en un comercio, pero la despidieron con la crisis y ahora se dedica a la venta ambulante. «En los días buenos gano 10 euros; en los malos, nada», cuenta. Con esos 10 euros se tiene que apañar para alimentar a Hugo, de 4 años, y a sus dos hijas mayores (Ana, 16; y Andrea, 11). Viven en una capital de provincia. El padre ni está, ni se lo espera ni aporta nada.«La dieta básica de los niños es el menú escolar para los dos pequeños (ambos tienen beca, costeada en parte por el colegio) y el del comedor social para la mayor». Al comedor social van juntas, madre e hija. A veces también acuden a por alguna bolsa a Cáritas. «En casa, todas las combinaciones son de pan, mortadela, huevos y patatas».

Los profesores saben que, algunas mañanas, Hugo y Andrea llegan a clase con el estómago vacío.La madre acumula recibos sin pagar: varios son de la hipoteca (150 euros) y otros de la comunidad. Lo peor es la luz y el agua. En total acumula unos retrasos de más de 2000 euros. «Lo primero es comer», se justifica Paloma. Y la deuda sigue aumentando… «hasta que corten los contadores y acabe en la calle con los niños o en algún piso de acogida». Paloma pidió ayuda a su Ayuntamiento. «La respuesta que me dio la trabajadora social fue que había mucha gente como yo y no se puede ayudar a todos».Hugo apenas tiene edad para entender, Andrea es la que está más desconcertada. Pero Ana, la mayor, parece haber asumido la responsabilidad. Ayuda a su madre en el puesto ambulante. «Lo ideal sería que mi madre encontrase trabajo. Y que no se matase tanto en buscarse la vida. Lo que peor llevo es que mi madre esté triste y nerviosa por el dinero». ¿El futuro? «Me gustaría ser un montón de cosas, no sé, pero no puedo concentrarme en estudiar con todo esto», reconoce Ana.

La historia de Lara

Lara, de 11 años, ganó un premio en un campeonato escolar: 30 euros en metálico

Se los dio a su madre enseguida. «Toma, mamá, para que pagues la factura del agua», le dijo. Su madre se quedó helada. Lara explica: «Mamá me miró con una cara muy rara cuando se lo di. Se puso a cuchichear con la abuela. Pensaban que yo no me enteraba… Pero necesitamos dinero para pagar las facturas». Lara y su hermano Carlos, de 8 años son buenos estudiantes. Niños responsables. Comen en el colegio becados extraoficialmente por el propio centro. Y los gastos de vestuario, material y actividades extraescolares son sufragados por Save the Children. Cuando se aproximan las vacaciones, profesores y padres del colegio se juntan para hacer una compra grande en el supermercado y que no les falte comida cuando no van a clase.

Llegaron a España con su madre hace 8 años. Lara estaba a punto de cumplir 4 y apenas pesaba 9 kilos; Carlos era un bebé y tenía un tímpano dañado por una infección. Durmieron los tres en la misma cama de 90 centímetros durante años. La madre trabajaba como empleada de hogar, por horas. Casi nunca la dieron de alta en la Seguridad Social. La situación era difícil, pero sostenible, hasta que se quedó sin empleo. Trató de regularizar su situación, pero el tiempo de cotización que acumuló no fue suficiente para lograrlo y hoy se encuentra en situación irregular. «Salgo a buscar trabajo, pero es peligroso. La Policía me ha parado varias veces para pedirme la documentación. Siento miedo todo el tiempo y mis hijos también, de perderme, soy lo único que tienen». Su situación administrativa la excluye del derecho a la asistencia sanitaria que no se deba a una urgencia.

Según datos de Eurostat, España se sitúa en segundo lugar, solo después de Rumanía, como el país europeo con mayor número de niños en riesgo de pobreza o exclusión. Save the children atiende diariamente a 5000. Pero hay casi tres millones. La familia de Lara sufre un doble estigma. El primero: es monoparental; el 45 por ciento de los niños que viven en familias monoparentales sufren exclusión. Y el segundo: al menos uno de los progenitores es extranjero. La pobreza acecha a la mitad de los hijos de inmigrantes.

Ahora, Lara y su familia viven en el extrarradio de una gran ciudad en un piso de alquiler. Les han cortado varias veces la luz. Los servicios sociales les han comunicado que no pueden prestarles ayudas económicas, solo atención psicológica. «Voy y me escuchan… sí, algo me ayuda poder hablar», cuenta la madre. Lara es una niña fuerte, pero a veces estalla y no puede parar de llorar. Ha vuelto a dormir con su madre. «Es que también llora en sueños y así estoy a su lado cuando se despierta».

La historia de Lucas

Lucas tiene un sueño y un plan B. Su sueño es el típico de un niño: ser futbolista.

Juega en el equipo del barrio y sus abuelas le pagan la ficha (150 euros al año) y la equipación. Pero si su sueño no se cumple, Lucas tiene una alternativa. Y no es la típica de un niño. «Bueno, con tal de que haya trabajo, ¡trabajar de lo que sea!». ¿Por qué Lucas ha bajado tanto el listón de sus expectativas a la edad en que los críos sueñan con comerse el mundo? Porque ha interiorizado que es el mundo el que se come crudas las ilusiones, no al revés. Una dolorosa lección de la crisis, que ha golpeado de lleno a su familia. Lucas tiene 11 años y su hermana, Eva, 4. Sus padres, Juan y Carmen, fueron propietarios de tiendas de alimentación. «Hasta 2008 vivíamos bien, muy bien. Incluso nos compramos un apartamento en la playa. Otro crédito hipotecario, sumado al de nuestra vivienda… Fue un error. ¿De verdad que las cosas funcionan así? ¿Nos equivocamos y son nuestros hijos los que pagan por ello?», se pregunta Carmen, la madre.

Cuando las ventas bajaron, cerraron las tiendas y Juan buscó otro trabajo, pero la empresa a la que facturaba como autónomo quebró. No pudieron con las dos hipotecas y con las cuotas a la Agencia Tributaria y la Seguridad Social. «Por esta deuda con la Administración nos deniegan cualquier subvención. Perdimos las becas de comedor, casi cien euros al mes por niño».

Los desahuciaron. «Eva tenía meses y ni se enteró; Lucas sí, tenía 7 años. Procuramos que no se den cuenta de las dificultades, pero no es fácil, sobre todo con Lucas, que ha pasado de tenerlo todo a esto… Ahora es más contestón. Ha repetido curso».Se mudaron cerca para que Lucas no tuviese que cambiar de colegio y no perdiese a sus amigos, pero pronto no pudieron pagar los 650 euros de alquiler. «Mi marido encontró trabajo rápido, pero solo cobra 850 euros y se nos iba casi toda la nómina (embargada en parte), más los recibos de agua, luz, gas… Y hay que dar de comer a dos niños pequeños». Cambiaron de ciudad. «Ahora pagamos 500 y, bueno, con mucho apoyo familiar podemos seguir adelante, aunque a veces nos cortan la luz por falta de pago».

No reciben ningún tipo de ayuda pública porque el sueldo del padre es superior al salario mínimo. «Nos hemos callado esto… por vergüenza. No queremos que nos tengan lástima. Queremos trabajar y salir adelante, como hemos hecho siempre. Pero tenemos una deuda con el banco de 200.000 euros que nunca vamos a poder pagar».

Una década perdida

¿Qué culpa tienen los niños de los errores de sus mayores? Ninguna. Pero ellos son los que están pagando el pato. Los últimos informes de las organizaciones líderes en la protección de la infancia causan sonrojo. Unicef ha presentado Los niños de la recesión: el impacto de la crisis económica en el bienestar infantil en los países ricos, con datos de 41 países de la OCDE desde 2008. Pues bien, 800.000 niños españoles han caído bajo el umbral de la pobreza desde ese año fatídico… Así, España se sitúa como el tercer país rico donde más aumentó el número de niños pobres, solo por detrás de México y los Estados Unidos. Y otro dato estremecedor: en Grecia, los ingresos medios de los hogares con niños se hundieron hasta los niveles de 1998, el equivalente a una pérdida de 14 años de avances en ingresos. España ha perdido una década.Por su parte, Save the Children (con presencia en 120 países) ha publicado Pobreza infantil y exclusión social en Europa, que confirma que alrededor de dos millones y medio de niños españoles son pobres y otros 325.000 corren el riesgo de serlo. «Los niños ya son los más afectados por la crisis, por encima de los ancianos, que eran tradicionalmente los más vulnerables.

La pobreza infantil es una realidad, pero es una realidad poco visible», denuncia Andrés Conde, director de Save the Children. Ojos que no ven… Esa invisibilidad se traduce en recortes en políticas sociales. España es el segundo país europeo que menor capacidad tiene para reducir la pobreza infantil a través de sus ayudas públicas. No es extraño si se tiene en cuenta que nuestro país solo destina 150 euros de media por habitante a estas ayudas, cuando en la UE se dedican unos 300 euros y en Francia se superan los 500 (Eurostat).Unicef, Save the Children y otros piden un pacto de Estado urgente contra la pobreza infantil que se sustancie en los Presupuestos Generales. «Los niños no pueden esperar a la recuperación económica», resume Conde.

La historia de María y Javier

María, de 7 años, va muy bien en el colegio y, de mayor, quiere ser veterinaria o modelo.

Pero de momento se conforma con un deseo más inmediato. «Me gustaría vivir en una casa de ladrillo, como mis amigas». Su hermano, Javier, tiene 10 años. Y va fatal. Tiene problemas en el colegio y en la calle. Viven en una casa prefabricada cedida por el Ayuntamiento de un pueblo. El pasado invierno, la habitación de los niños se incendió por el mal estado de una estufa. Tienen luz eléctrica, pero a menudo no pueden pagarla y se enganchan al alumbrado público. El calor en la casa prefabricada es insoportable en verano y el frío húmedo del invierno ha provocado que ambos niños hayan tenido serios problemas de salud en los últimos años. Javier sufrió una bronconeumonía aguda. María también estuvo ingresada por una enfermedad vírica que, según los médicos, pudo deberse a la suciedad existente en el entorno de la casa.

Los padres trabajan esporádicamente como jornaleros en el campo, pero no les da para vivir. Cobran parte del salario en negro. Vecinos, comerciantes y la parroquia les dan comida: arroz, legumbres y pasta, básicamente. Los niños apenas comen carne, pescado o fruta; solo en el colegio.Los padres están agradecidos a los vecinos por la ayuda que reciben, pero al mismo tiempo también se sienten juzgados e incómodos. Sin embargo, lo que peor llevan es la frustración de tener que contestar sistemáticamente a cualquier petición de los niños con un «a ver si se puede». Reconocen que en alguna ocasión les han pegado para que no les pidieran más cosas. «Mis papás se enfadan con la situación, no con nosotros», los disculpa Javier.

Los padres solo quieren que estudien. «Lo que sea, pero que se saquen algo que les dé una oportunidad en la vida», pide la madre. «Los hemos llevado al campo para que vean lo dura que es una jornada de trabajo, porque últimamente nos decían que para qué iban a estudiar, si con lo que se gana en el campo tendrían suficiente para comprar chuches y algún juguete de vez en cuando». María puntualiza: «Lo que más me gustaría no es comprarme cosas, sino dejar de ver a papá y a mamá tristes y enfadados».

La historia de Miguel

Miguel, de 3 años, es el menor de cuatro hermanos. Presenta los síntomas del trastorno por déficit de atención.

Todavía no le ha podido ser diagnosticado por su corta edad. Su hermano Manuel, de 5 años, también lo padece y ya está diagnosticado. La familia vive en un piso de un barrio obrero de una gran ciudad. Todos dependen de los ingresos de Cosme, el padre (unos 800 euros mensuales, aunque una parte debe destinarlos a la pensión alimenticia de una hija fruto de una relación anterior). Pagan un alquiler de 300 euros.

Celia -la madre- era camarera, pero sufrió un accidente laboral mientras estaba embarazada de Manuel y ya no se reincorporó. Además, tampoco podría por la enorme atención que demandan sus hijos, sobre todo los dos pequeños. No obstante, de vez en cuando hace algún extra, que cobra en negro. Esos días, la abuela paterna se ocupa de los nietos. También sufraga algunos gastos.

«No me gustan las peleas y los gritos de nuestros padres cuando discuten porque no llega el dinero para todo el mes», se queja Luis. Su madre reconoce que la convivencia se ha deteriorado. «Antes, la situación no era tan complicada y los mayores disfrutaron de un montón de cosas que ahora no podemos permitirnos. Los más pequeños solo han vivido lo malo».

La familia recibe ayudas puntuales: de los servicios municipales, de la parroquia… Alimentos y el pago de algún recibo. Eran beneficiarios de becas para libros de texto, pero hace dos años que no se las conceden. También tienen derecho a recibir una ayuda autonómica como familia numerosa, pero solo la cobraron el primer año. Con los recortes, España se ha convertido en el segundo país europeo que menor capacidad tiene para reducir la pobreza infantil a través de las políticas públicas. Mientras que países como Irlanda reducen su tasa de pobreza infantil en casi 32 puntos tras la aplicación de las ayudas sociales, en España la reducción no llega al 7 por ciento.

«El impacto de las carencias en los niños es definitivo. Un adulto puede pasar cierto tiempo sin ingerir proteínas, un niño no puede sin sufrir las secuelas. Se está poniendo en peligro el desarrollo de una generación que no tiene acceso a una educación, una alimentación o un desarrollo emocional adecuados. Y que arrastrarán ese déficit para siempre», alerta Andrés Conde, director de Save the Children.

(Los nombres de los niños de este reportaje son ficticios para preservar su identidad).

Visualizar as fotografias da reportagem no link:

http://www.finanzas.com/xl-semanal/magazine/20141116/pobreza-infantil-espana-drama-7844.HTML

 

 

 

Mercadinho dos Talentos no CCB

Dezembro 1, 2014 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ccb

7 Dez 2014 – 11:00 às 17:00

Jardim das Oliveiras Entrada livre mediante inscrição

No Jardim das Oliveiras, vamos ter um palco para ti, onde o centro das atenções és mesmo tu! Aqui poderás mostrar os teus talentos, os teus projectos, a solo ou partilhados com os teus amigos e colegas. Traz contigo a guitarra, a mala dos truques de magia, o pincel e as tintas, o caderno de poemas, as bolas de malabarismo ou qualquer outra coisa para a qual tenhas um dom especial. Podes também trocar ou vender as traquitanas que já não queres, até 1€.

Palco do mercadinho procura candidatos Fazes parte de uma banda? A tua escola tem um grupo de teatro? Se tu ou a tua escola quiserem subir ao palco, enviem-nos as propostas para fabricadasartes@ccb.pt ou contactem-nos pelo telefone 213 612 899. Os melhores projectos serão seleccionados.

INSCRIÇÕES As inscrições devem ser feitas pelos telefones +351 213 612 899/ 898 ou pelo fax +351 213 612 859. fabricadasartes@ccb.pt Contactos > Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.

 

Aidan, de 9 anos, criou uma mão feita com Lego

Dezembro 1, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do P3 do Público de 19 de novembro de 2014.

Matthew Kramer DR

Criança norte-americana que nasceu sem mão esquerda desenvolveu uma prótese feita com peças de Lego. Modelo de prótese vai estar disponível para quem quiser imprimi-lo em 3D

Texto de Ana Maria Henriques

Com apenas 9 anos, Aidan Robinson já usou várias próteses. Nasceu sem antebraço esquerdo e, por isso, desde bebé que tem vindo a experimentar várias, de diferentes materiais, que lhe possam conferir algumas das capacidades motoras correspondentes à mão esquerda que lhe falta. Uma questão evidente, no entanto, impede-o de ter acesso a próteses avançadas: como criança que é está em crescimento, o que implica a compra de novas e muito caras soluções. Há dois anos que deixou de usar próteses — até que um campo de férias pensado para crianças na mesma situação o ajudou a criar uma mão feita com peças Lego.

A história de Aidan é contada num artigo da revista norte-americana “The Atlantic”, que apelida a criação do menino de “prótese de super-herói”. A nova mão de Aidan permite-lhe pegar em talheres, em comandos de consolas de vídeo e em pistolas de água — algumas das funções que indicou como importantes para o seu dia-a-dia. Em Julho último, Aidan — que “joga no computador, compete na equipa de natação e faz karaté (é cinturão verde)”, enumera a “The Atlantic” — participou no “Superhero Cyborg Camp”, durante uma semana.

Promovido pela KIDmob, uma organização sem fins lucrativos de São Francisco, o campo acolheu 9 crianças com membros superiores em falta e, através de “workshops”, forneceu-lhes ferramentas de resolução de problemas e prototipagem, bem como design. “Parte do nosso propósito era convidá-los a considerar a possibilidade de não estarem limitados ao conjunto de próteses que existe no mercado”, disse Kate Ganim, co-fundadora da KIDmob. “Como utilizadores finais das próteses, se eles tiverem uma ideia que não está no mercado, devem concretizá-las por si mesmos.”

“Utilizando brinquedos antigos e peças doadas por uma loja de ferragens, ele [Aidan] moldou o protótipo de uma prótese feita a partir de uma haste de metal com rosca, que pudesse ser aparafusada em diferentes partes: o seu comando da Wii, um garfo e uma versão em tamanho real das mãos das figuras Lego”, descreve a mesma publicação. Ao contrário da maior parte das crianças — que vai para casa no final do campo com um aparelho “fixe mas, em última instância, decorativo” —, Aidan teve a sorte de conseguir avançar com o projecto e torná-lo realidade. Coby Unger, do programa “Artist in Residence” da empresa de software de design 3D Autodesk, “ofereceu-se para ajudar no desenvolvimento de uma versão funcional do novo braço de Robinson, utilizando os recursos lá disponíveis”, continua a “The Atlantic”.

Prótese acompanha o crescimento

Coby Unger trabalhou, assim, numa versão do protótipo que pode ser adaptada à medida que Robinson cresce, recorrendo a materiais disponíveis em lojas de ferragem e de desporto. A mão de Lego em tamanho real apresentado no campo de férias “foi transformada numa mão de gancho” com o mesmo mecanismo de ligação dos tijolos Lego: assim, o menino pode desenvolver novas ligações a partir dos famosos brinquedos.

O artigo da “The Atlantic”, assinado por Victoria Chao, aponta ainda algumas estatísticas referentes aos Estados Unidos: todos os anos, uma em casa 2000 crianças nasce sem parte das mãos ou dos braços. Um aparelho como o que Aidan Robinson e Coby Unger desenvolveram é visto como “um sinal de que a indústria de próteses está a mudar” — e o seu design vai estar disponível, ainda durante o mês de Novembro, para “download” na plataforma Instructables, para que todos os que tenham uma impressora 3D o possam replicar.

 

 

 


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