Lisboa Games Week

Novembro 4, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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lisbon

mais informações:

http://lisboagamesweek.fil.pt/

texto da ERTE

Entre os dias 6 e 9 de novembro de 2014, decorrerá na FIL, Feira Internacional de Lisboa, o evento Lisboa Games Week, dirigido a toda a família e organizado pela AIP – Feiras, Congressos e Eventos e a E2Tech.
O LGW, que contará com a presença do Centro Internet Segura e do Projeto Seguranet da ERTE/DGE, dará a conhecer ao público presente uma mostra e experimentação dos novos títulos e dispositivos, bem como a oferta educativa e a formação na área de videojogos em Portugal, cobrindo todo o seu universo criativo e de produção, das ciências às artes.

Os alunos, em especial do 9.º ao 12.º ano de escolaridade, poderão encontrar no LGW conteúdos programáticos dinamizados por escolas de tecnologias e criação, principais polos de investigação e inovação ligados às universidades que detêm a oferta educativa de referência em videojogos e/ou áreas próximas e relacionadas,  game developers, estúdios e startups do sector,  plataformas, dispositivos e títulos.

 

Mais de 70% dos jovens portugueses com sinais de dependência da Internet

Novembro 4, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 3 de novembro de 2014.

Filipe Arruda

Samuel Silva

Estudo do ISPA mostra também que 13% dos casos são graves, podendo implicar isolamento e comportamentos violentos.

Este é o retrato de uma geração que vive quase permanentemente ligada. Através dos computadores ou dos dispositivos móveis, os jovens e adolescentes nacionais passam muito do seu tempo na Internet. Um tempo excessivo em muitos casos. Um estudo do ISPA mostra que quase três quartos da população até aos 25 anos apresenta sinais de dependência do mundo digital. Em casos mais extremos, o vício do online pode implicar isolamento, comportamentos violentos e obrigar a tratamento.

“Percebemos que a dependência da Internet é generalizada”, sintetiza a investigadora da Unidade de Intervenção em Psicologia do ISPA – Instituto Universitário, Ivone Patrão, coordenadora deste estudo. Nos últimos dois anos, este trabalho passou por três fases de aplicação de questionários junto de jovens e adolescentes dos 14 aos 25 anos, envolvendo quase 900 inquiridos. Esta é, portanto, uma imagem com grande-angular do que está a acontecer em muitas casas.

Os exemplos recolhidos pelo PÚBLICO corroboram os resultados da investigação. Quase todos os casos partilham também o pedido para que seja mantida a reserva da identidade dos jovens envolvidos. As histórias repetem-se, porém, e soam familiares aos pais. Alguns adolescentes deixam para trás um percurso académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite. Há amizades de infância que são postas de lado em detrimento do contacto online. O isolamento em relação à família, as mudanças de comportamento, os casos de violência inexplicável face ao insucesso num jogo digital ou à proibição de continuar ligado, são outros comportamentos comuns.

Os investigadores do ISPA também elencam alguns componentes-chave para identificar os casos de dependência da Internet numa espécie de retrato-tipo do jovem viciado no mundo online: grau elevado de importância conferido ao computador ou aos dispositivos móveis; sintomas de tolerância face ao uso; sintomas de abstinência face ao não uso (como irritabilidade, dores cabeça, agitação e por vezes agressividade) e, em casos mais extremos, recaída face às tentativas sucessivas para parar.

Os números a que chegou a equipa de Ivone Patrão no ISPA dão uma outra camada de leitura desta realidade. Há quase três quartos (73.3%) dos jovens que apresentam sintomas de viciação na Internet. Destes, 13% apresentam níveis severos de dependência, que se manifestam através dos comportamentos mais extremos descritos pelos pais e elencados pelos investigadores. Os próprios jovens parecem ter noção disto, uma vez que mais de metade (52,1%) dos inquiridos se percepciona como “dependentes da Internet”.

Maioria frequenta o secundário

Os investigadores do ISPA chegaram também a outro retrato-tipo: os jovens dependentes são sobretudo do sexo masculino, não têm relacionamento amoroso e frequentam o ensino secundário. Este foi um dos primeiros resultados a que a equipa da Unidade de Intervenção em Psicologia chegou, em 2012, quando aplicou um primeiro questionário – desenvolvido pela Nottingham Trent University, que é parceira deste trabalho – de modo a validá-lo para a realidade portuguesa. As conclusões iniciais motivaram a continuação da investigação nas duas fases seguintes, que agora são divulgadas publicamente.

Outros estudos recentes confirmam os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia, levando mesmo a situações-limite em que “é posto em causa o bem-estar físico” dos jovens e adolescentes, conta a investigadora da Faculdade de Ciência Sociais da Universidade Nova de Lisboa, Cristina Ponte, que liderou os projectos EU Kids Online e, mais recentemente, Net Children Go Mobile.

Neste último trabalho, cujos resultados nacionais serão discutidos numa conferência no final do mês, 6% dos jovens admitem ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”, por exemplo. “Há uma pressão para estarem sempre ligados”, avalia esta especialista. Na sua investigação recolheu exemplos que atestam esta situação, como a de um menino de 12 anos que contava, por entre risos, que no smatphone e no tablet nunca se fica offline, por causa dos sinais sonoros com os alertas para as actualizações no email ou nas redes sociais. O rapaz dava também conta da forma como os amigos ficavam zangados se ele não respondesse rapidamente a alguma mensagem, por exemplo, mesmo no horário em que devia estar a dormir.

“Os jovens estão a usar demasiado as tecnologias. Quase minuto a minuto”, confirma Rosário Carmona, psicóloga, que tem tratado casos de dependência da Internet no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Cadin), em Cascais. “Quando lhes pergunto se já foram ao email hoje, eles riem-se. Não foram ao email, porque não saíram do email”, ilustra.

Rosário Carmona tem lidado com os casos mais patológicos de dependência do mundo online, aqueles em que “a utilização da Internet se sobrepõe a outras dimensões da vida” e que estão sobretudo associados aos jogos multiplayer. “É um ciclo vicioso”, expõe. O jovem tem dificuldades em fazer amigos e por isso joga muito tempo. Torna-se cada vez melhor no jogo e prefere ficar em casa a jogar, em vez de sair para estar com amigos, a família ou mesmo ir à escola. “Todos procuramos aquelas situações em que somos mais competentes”, explica a psicóloga.

Dependência associada a depressão

Uma das principais conclusões a que chegou a equipa do ISPA no seu estudo sobre os usos da Internet foi a de que os jovens que apresentam sinais de dependência do mundo online têm também sintomas de isolamento e, por vezes, de depressão. Entre os inquiridos do estudo do ISPA que revelam sinais de dependência, quase um quarto (22,1%) apresenta elevados níveis de isolamento social. “Esta dependência está associada ao isolamento social, mas não está associada ao isolamento emocional”, adverte, porém, Ivone Patrão, coordenadora deste trabalho.

Estes são jovens isolados, mas que encontram nas conversas e nos encontros online “um escape”. Esta é, portanto, uma dependência que “traz uma mais-valia”, ainda que do ponto de vista psicológico não seja saudável, expõe a mesma especialista. “O desafio da adolescência é sair do núcleo familiar e passar o foco para o mundo social. Na Internet, tudo isto é mais fácil”, acrescenta Rosário Carmona, da Cadin. Os jovens têm a sensação de satisfazer online as suas necessidades de contacto social. A psicóloga encontra também entre os dependentes do mundo virtual com quem costuma lidar sintomas de isolamento ou depressão.

“Na prática clínica, estamos a perceber que a dependência não é causa, mas consequência”, diz. Quando um adolescente fica deprimido, por força de algum episódio escolar ou familiar, por exemplo, está a conseguir encontrar nas novas tecnologias um refúgio.

Por isso, a especialista não é apologista da solução mais comumente encontrada pelos pais para responder ao uso excessivo do computador pelos filhos e que é fruto de tensões familiares: retirar o computador ou limitar fortemente o acesso a ele. “O uso excessivo da Internet está a suprir uma outra necessidade do jovem. Se lhe tiramos o computador, ele fica no vazio. É preciso fazê-lo ganhar o gosto por actividades alternativas, antes de diminuir o tempo online”, defende a psicóloga que, recentemente, fez um estágio num centro especializado no tratamento de casos de dependência em Seul. Na Coreia do Sul, o problema tomou tal dimensão que o Ministério da Educação já promove a identificação precoce de crianças e jovens em risco e a realização de programas de prevenção.

Intervenção de prevenção

Por cá ainda não há nenhuma iniciativa do género. Esta é “uma área emergente”, classifica Ivone Patrão do ISPA, em que “importa intervir do ponto de vista preventivo”. “Temos cada fez mais pessoas com acesso a computador e na experiência clínica percebo que cada vez mais os adolescentes estão entregues a si próprios no uso do computador. Há uma necessidade de educar os jovens para a forma como podem fazer um uso saudável destes dispositivos”, propõe a investigadora.

A dependência da Internet é considerada uma dependência comportamental, sem substância. “As consultas que existem destinam-se a dependências de substâncias, como o álcool e as drogas”, explica Ivone Patrão, alertando para as limitações destas terapêuticas. O passo seguinte da investigação do ISPA passará, por isso, pelo desenvolvimento de formas de intervenção e terapêuticas para contrariar o vício do online nos jovens em Portugal. Noutros países, estão a ser dados passos na farmacologia, no sentido de desenvolver novas drogas que actuem sobre estes casos específicos.

Esta discussão foi alimentada pela nova edição do Manual de Diagnóstico das Doenças Mentais (DSM-V), lançada pela Associação Americana de Psiquiatria no ano passado, que inclui um anexo em que é recomendado o estudo e a compreensão dos critérios de diagnósticos das dependências comportamentais como as dos jogos e da Internet. Em Portugal, o Plano Nacional dos Comportamentos Aditivos e das Dependências 2013-2020, aprovado na semana passada pelo Conselho de Ministros, prevê o alargamento da área de intervenção do SICAD às dependências sem substância como o jogo ou a Internet.

 

 

O desafio agora é móvel

Novembro 4, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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notícia do Público de 3 de novembro de 2014.

O projecto referido na notícia no link:

http://www.netchildrengomobile.eu/

Gustau Nacarino Reuters

Samuel Silva

Resultados de um projecto sobre a utilização da Internet pelos mais jovens vão ser discutidos numa conferência em Lisboa no fim de Novembro.

A facilidade de acesso à internet proporcionada pelos dispositivos móveis como smartphones ou tablets intensificaram a pressão para “estar sempre ligado”. Dois terços dos adolescentes têm “grande necessidade” de verificar o telemóvel com regularidade e mais de metade já se sentiu aborrecido por não poder usar o aparelho por falta de bateria ou de rede.

Estas conclusões resultam do projecto Net Children Go Mobile, que em Portugal é coordenado pela Faculdade de Ciências Socias da Universidade Nova de Lisboa e que também aponta para uso excessivo das tecnologias por partes dos mais jovens.

O uso intensivo apresenta-se “mais intenso” entre os 13 e os 14 anos, mostra Cristina Ponte, que coordena este projecto. Entre estes, 31% demonstram uma ou outra forma de utilização excessiva do telemóvel ou smartphone. Este valor é inferior entre os colegas entre os 15 e 16 anos: 19%.

O Net Children Go Mobile é uma continuação do projecto EU Kids Online, que tinha traçado um retrato da utilização da Internet pelos mais jovens na Europa. Desta feita, o foco é feito na forma como os adolescentes utilizam os telemóveis, tablets e outros dispositivos móveis. Os resultados nacionais serão discutidos na conferência Crianças e meios digitais móveis em Portugal, que se realiza a 28 e 29 de Novembro, em Lisboa.

A investigação aponta no mesmo sentido dos trabalhos do ISPA: existe uma geração que usa continuamente a Internet e isso começa a causar problemas. O trabalho da Universidade Nova de Lisboa mostra que 6% dos inquiridos já ficaram sem comer ou dormir por causa da Internet, enquanto 15% revelam ter passado menos tempo com amigos, família ou a realizar trabalhos escolares pelo mesmo motivo.

“Há uma tendência para estar ligado o tempo todo, uma tendência que os meios móveis vieram intensificar”, frisa Cristina Ponte. A tecnologia é cada vez mais individual e hoje 80% das crianças e jovens têm telemóvel ou smartphone. Estes dispositivos ocupam um lugar cada vez mais central nas suas vidas. O Net Children Go Mobile dá a esta realidade uma expressão numérica: 59% dos adolescentes sentiram uma grande necessidade de verificar o telemóvel, enquanto 54% destes jovens sentiram-se aborrecidos por não poderem usar o telemóvel por não ter bateria ou rede.

Em matéria de uso excessivo da Internet, os portugueses estão acima da média dos países avaliados neste estudo, contrariamente ao seu comportamento quando a análise se centra nos riscos associados à navegação online: contrariamente aos nórdicos ou aos europeus de Leste, os jovens nacionais têm valores bastante baixos nos chamados comportamentos de risco (sexting, consumo de conteúdos sexuais ou cyberbulling). Cristina Ponte atribui este facto às campanhas que têm sido feitas para alertar para os riscos do mundo virtual. E defende que se faça algo do género no que toca à utilização excessiva e aos perigos de dependência: “Este tem que ser tema de conversa na escola, em família. É preciso chamar a atenção para o lugar que a tecnologia tem do ponto de vista social e da relação com os outros.”

 

Fotógrafo registra salas de aula ao redor do mundo

Novembro 4, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site www.hypeness.com.br

O fotógrafo Julian Germain viajou ao redor do mundo registrando salas de aula e suas atmosferas em cada cidade que visitou. Comparar a realidade da educação de um país de terceiro mundo com a outro de primeiro através de fotos é o que dá profundidade ao projeto Classroom Portraits.

visualizar todas as fotografias no link:

http://www.juliangermain.com/projects/classrooms.php

ou nos links:

http://www.boredpanda.com/classroom-portraits-julian-germain/

http://www.incamera.fr/spip.php?page=mosaic&id_article=81&debut_col1=@339

 

Holland, Drouwenermond, Primary Year 5, 6, 7 & 8, History

7

The Netherlands, Rotterdam, Secondary Group 3, Motor Mechanics

4

Yemen, Sanaa, Secondary Year 2, English

 

Children’s rights in the digital age : A download from children around the world

Novembro 4, 2014 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório aqui

 


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