7 Regras de Ouro para a protecção dos mais pequenos na Web

Outubro 29, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://kids.pplware.sapo.pt de 22 de outubro de 2014.

pplware

Actualmente os mais novos sabem muito mais que grande parte dos adultos sobre estes assuntos dos computadores, da Internet, de telemóveis e de outras coisas ligadas à tecnologia. A verdade é que até os professores têm dificuldades em acompanhar a evolução destas “coisas” e os jovens dominam os termos, conversam entre eles e ganham uma capacidade nata de resolver os enigmas.

Então como podem os encarregados de educação e os docentes ter uma atitude protectora e pro-activa perante os perigos que existem na Internet?

Basicamente devem ter em atenção 7 regras de ouro que aqui deixamos.

São regras simples, regras do dia a dia, são acima de tudo pequenas rotinas que têm de entrar na sua vida. Passam a ser regras essenciais para a segurança on-line de pais e filhos.

Regra número 1

Perceba como funciona o computador do seu filho, ou arranje alguém que o ajude nessa tarefa. Depois não facilite. No computador tenha pulso firme, tenha uma política de utilização, defina uma palavra-chave para o seu computador para evitar o livre acesso ao mesmo e permita que as crianças apenas naveguem na Web durante os momentos em que tiver oportunidade de ir verificando periodicamente (sem ser muito intrometido) as suas actividades online.

Defina regras claras sobre o uso dos computadores, tenha uma conversa sobre o porquê desta sua preocupação.

Regra número 2

Em continuidade com a anterior seja sempre honesto com eles, eles são muito inteligente. Fale com os seus filhos sobre a privacidade na Internet: diga claramente que nunca devem fornecer os dados pessoais e outras informações como a escola onde andam e locais que costumam frequentar, na Web e em que redes sociais.

Vinque bem estes pontos para que saibam o perigo que é fornecer estas informações.

Regra número 3

Tenha cuidado com a webcam: pode ser facilmente ligada à distância por utilizadores mal intencionados (sim é a tal história do malware instalado sem saber no computador lá de casa). Desligue ou desactive este equipamento quando não a estiver a usar. O malware pode aceder à sua webcam, sem o seu conhecimento. Se os filhos querem usar a webcam, certifique-se de que está por perto e que a conversa apenas está a ser mantida com amigos ou conhecidos da família.

Regra número 4

Todos os browsers de Internet armazenam um histórico de navegação que deverá ser analisado de forma periódica pelos pais. Se por algum motivo verificar que o histórico foi apagado é uma boa oportunidade para ter uma conversa com o seu filho, tentando apurar os motivos que o levaram a fazê-lo.

Se não sabe como o fazer, não se fique por aí, peça ajuda a um amigo, é fácil e eles certamente vão ajudar, mais vale dizer que não sabe e aprender, que se manter na ignorância.

Regra número 5

As redes sociais não as deveriam deixar usar enquanto são crianças, isto porque não têm um entendimento dos riscos e das responsabilidades que a utilização errada pode trazer. Contudo, se tem Facebook ou outra rede social, veja se a criança partilhar o mural com ‘Todos’ ou ‘Amigos de Amigos’ pois esse comportamento leva a que se perca o controlo sobre quem tem acesso aos dados do menor. O mesmo acontece com o uso de aplicações duvidosas no Facebook. Estas podem levar a que o seu filho partilhe os dados com o mundo inteiro.

Não permita que publiquem imagens privadas da família ou do menor, seja rigoroso, até porque as crianças podem publicar imagens de terceiros e isso pode trazer problemas ao encarregado de educação.

Regra número 6

As informações que foram colocadas na Internet não desaparecem, na realidade. Não presuma que, quando excluir uma foto, ou até mesmo a conta de utilizador na rede social, os dados são imediatamente apagados. As fotos e informações podem já ter sido guardadas no computador de outras pessoas. Além disso, tudo fica armazenado no servidor.

Repare neste bom exercício para verificar a veracidade desta informação: se eliminar a sua conta, por exemplo, no Facebook, Google Plus e posteriormente a voltar a reactivar, vai encontrar tudo aquilo que pensava ter sido eliminado. As crianças e os pais devem pensar duas vezes sobre as imagens e informações que colocam na Internet.

Regra número 7

Não deixe de ter o seu computador sempre protegido. Os sistemas operativos têm mecanismos de segurança, além disso, escolha uma boa solução antivírus para proteger o computador de “males” que chegam pela PenUSB que o seu educando traz da escola, do que ele descarrega da Internet. Muitas vezes o mal está dentro da máquina e as pessoas nem dão conta.

Não precisa de gastar muito dinheiro, há soluções gratuitas. Veja aqui algumas para poder usar. Se tem dificuldades, voltamos a sugerir o mesmo, peça ajuda.

 

 

Um só diploma vai regular tudo o que tem a ver com adopção de crianças

Outubro 29, 2014 às 1:10 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 27 de outubro de 2014.

Daniel Rocha

Andreia Sanches

O novo regime jurídico deverá regular diferentes intervenções: do Ministério Público, dos tribunais, da Segurança Social, da Agência para a adopção internacional. O PÚBLICO falou com um casal que entregou os papéis em 2011. O filho chegou este ano a casa.

Ângelo e Leonor iam desistir em Agosto. Quando saíssem de Torres Vedras a caminho das férias no Algarve, com a filha de oito anos, passariam por Lisboa. Dariam um salto à Segurança Social para anular a candidatura à adopção. Não aguentavam mais estar sempre na expectativa, à espera de ouvir o telefone tocar. Tinham-se disponibilizado para receber uma criança de qualquer etnia. Tinham colocado duas condições: não ter problemas de saúde e ter até 36 meses. Tinham-se organizado para isso. Já tinham uma filha biológica mas queriam alargar a família. A adopção parecia um bom projecto.

O casal Félix — ele educador social, ela educadora de infância — tomaram a decisão de adoptar há cinco anos. Depois passaram quase dois anos até formalizarem a intenção — “porque a informação está em Lisboa, fora de Lisboa andamos empurrados de um lado para o outro, andei meses a pedir informações”, diz Ângelo. Em 2011 entregaram os papéis. Depois esperaram — “Às vezes telefonávamos ao técnico que nos acompanhava que, para além do nosso, tinha mais 300 processos. ‘Esqueceram-se de nós?’ Eles dizem, e bem, que não andam à procura de uma criança para a família, mas sim de uma família para a criança, é um processo complexo, leva tempo…” Mas tanto tempo assim, levou-o a querer desistir — a criança vem? Não vem? Ângelo falou ao PÚBLICO dias depois de o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, dizer no Parlamento que haverá mudanças no sistema de adopção.

“Como há famílias que aguardam melhor resposta da adopção, permitam-me anunciar o seguinte: iremos melhorar todos os seus mecanismos para que sejam mais lestos, para que não durem, preferencialmente, mais que um ano na instrução do processo”, declarou Mota Soares na quarta-feira. A intenção passará por reunir num único diploma toda a matéria processual relativa à adopção, criar um regime jurídico do processo de adopção que abranja o processo judicial e o processo administrativo e que regule quer a adopção nacional, quer a internacional.

O diploma deverá contemplar as diferentes intervenções: do Ministério Público, dos tribunais, da Segurança Social e da Autoridade Central para a Adopção Internacional. Pretende-se a qualificação do processo e da informação a disponibilizar às pessoas.

O filho chegou em Junho

O PÚBLICO conheceu Ângelo e Leonor em Junho de 2011, numa reportagem sobre o Plano de Formação para a Adopção, promovido pelo Instituto de Segurança Social (ISS), uma obrigação que tinha sido introduzida havia pouco tempo. Estavam a fazer a formação, acharam útil, mas passou esse ano. E outro. E outro. E… já tinham decidido que Agosto deste ano era o limite quando numa quinta-feira do passado mês de Maio o telefone tocou.

Cinco anos depois da decisão e três anos depois da formalização da candidatura foram chamados a ler o processo de Rui (nome fictício), um menino “de etnia negra que tinha sido entregue a uma instituição depois de nascer”, em Dezembro de 2012, conta Ângelo. Leram a sua história, analisaram os exames médicos… a fotografia só lhes foi mostrada depois de dizerem que o aceitavam. “E é tão giro…” O filho “chegou em Junho”. Uma “loucura” — depois de anos de espera, é “parto e gravidez em 15 dias”, costuma dizer Ângelo a rir.

“A família está feliz”, diz. Continua a ser acompanhada pelos técnicos da Segurança Social. E está a correr bem, afirma. Foi duro esperar mas, sobretudo, continua, foi duro terem feito esperar também o filho. “Em Novembro de 2013 um tribunal decretou uma medida de adoptabilidade, só em Maio de 2014 a decisão transitou em julgado”, conta Ângelo.  “Não percebo por que tem que passar tanto tempo, foram mais cinco meses que ele esteve institucionalizado do que acho que seria necessário, o que nesta idade é uma brutalidade”.

Quando o ministro diz que se vai mexer na legislação, o que sugere este pai? Que os tribunais sejam mais rápidos a decretar a situação de adoptabilidade das crianças, quando se entende que o melhor para elas é que sejam adoptadas.

Já Luis Villas-Boas, director do Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, que presidiu o Grupo de Trabalho para a Agenda Criança, defende que não é na demora da Justiça que está o problema. “O problema é que não há intervenção precoce”, que permita detectar o perigo o mais cedo possível e intervir junto das crianças e das suas famílias.

Quanto mais cedo se intervém, mais cedo se percebe se a criança pode ficar com a família biológica ou se a solução é rncminhá-la para a adopção. “Se não há uma intervenção precoce, tecnicamente envolvente, os tribunais não têm hipótese de decretar a adoptabilidade”, diz Villas-Boas — a lei define que uma criança pode ser adoptada até aos 15 anos.

Quantas crianças não permanecem à guarda do Estado apenas porque as instituições não prepararam a tempo os processos tendo em vista a adopção? — questiona-se. Enquanto isso, muitos casais esperam anos a fio por receber em casa uma criança que vive numa instituição — e muitos desistem, como Ângelo e Leonor estiveram prestes a fazer.

O último Relatório de Caracterização das Crianças e Jovens em Situação de Acolhimento é de 2013. Contabilizava 8445 crianças e jovens em instituições (na sua maioria do sector social, que recebem um financiamento por cada criança que guardam). Boa parte dos acolhimentos diz respeito a adolescentes e jovens, entre os 12 e os 20 anos — 67,4%. E são cada vez mais os que só são retirados às famílias aos 10, 12 anos ou mais, diz Villas-Boas.

Quanto tempo dura um processo?

Desde o início do mês que o PÚBLICO pede ao ISS vários dados sobre adopção em Portugal. Desde logo, qual é, actualmente, a duração média de um processo de adopção — uma informação que não foi disponibilizada.

O relatório de 2013 diz que 491 crianças com uma medida de adoptabilidade decretada pelo tribunal estavam à espera de serem adoptadas. Para outras 389 foi encontrada uma “família adoptante” — em 2012 tinham sido 443, em 2011, 379…

É sabido que os candidatos querem sobretudo crianças pequenas, bebés de preferência, caucasianas e sem problemas de saúde. As crianças que estão no sistema não são, muitas vezes, assim. Das 491 que aguardavam por uma família cerca de metade tinham mais de nove anos e 35% tinha problemas de saúde e/ou de comportamento.

O ISS não disse qual é hoje o número de candidatos a pais inscritos no sistema. Sabe-se que a tendência nos últimos anos foi para uma diminuição — 2012, por exemplo, foram formalizadas 552 candidaturas e seleccionadas 467.

“O ‘dossiê Criança’ está doente”

Foi em 2012 que o Governo nomeou o Grupo de Trabalho para a Agenda Criança, que tinha como missão apresentar um relatório com recomendações — “para que as problemáticas que envolvam as crianças não sejam observadas parcelarmente”, argumentou-se na altura. O grupo liderado por Luís Villas-Boas apresentou o relatório no fim desse ano. Sublinhava a importância de um Sistema Nacional de Emergência Infantil e da intervenção precoce junto das crianças em perigo, a necessidade de reforço dos mecanismos da adopção internacional, a eventual necessidade de criar um Conselho de Ética para a Adopção, entre outros.

Depois disso, o Governo aprovou uma resolução onde dizia que face às fragilidades detectadas no sistema de  protecção iria nomear novas comissões. Estabelecia um prazo de 15 dias. Mas só a 24 de Janeiro deste ano as comissões foram criadas. Uma tem como missão centrar-se na adopção e é presidida pela procuradora-geral adjunta Lucília Gago.

Aguardam-se resultados, mas Villas-Boas vai dizendo que “o dossiê Criança está doente, tem excesso de diagnósticos e falta de cuidadores”. Faltam técnicos à Segurança Social para “supervisionar os processos das crianças que estão em instituições” e persiste uma “tendência depositária”.

 

A pobreza infantil no mundo desenvolvido aumentou em 2,6 milhões desde a grande recessão em 2008

Outubro 29, 2014 às 12:13 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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poverty

mais informações no link:

http://blogs.unicef.org/2014/10/28/children-of-the-recession-the-great-leap-backward/

Children of the Recession: The impact of the economic crisis on child well-being in rich countries – novo relatório da Unicef

Outubro 29, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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children

descarregar o relatório aqui

As the data in this new edition of the Innocenti Report Card series show, in the past five years, rising numbers of children and their families have experienced difficulty in satisfying their most basic material and educational needs. Most importantly, the Great Recession is about to trap a generation of educated and capable youth in a limbo of unmet expectations and lasting vulnerability. League Tables, the flagship tool of the Innocenti Report Card series, rank the change, since the onset of the crisis, in the poverty levels of children and the impact of the recession on youth. The Report also explores the effects of the recession on youth seeking to enter or remain in the labour force in the middle of a recession.

VII Conferência “Cuidar de Nós, Cuidar o Nosso Bebé”

Outubro 29, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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bebe

mais informações:

https://www.facebook.com/cuidardenoscuidaronossobebe/timeline


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