Guía de Género Identidades & Cuidados : unidades para trabajar con niñas, niños y adolescentes el derecho a la igualdad de género

Outubro 13, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Guía Metodológica dirigida especialmente para trabajar con niñas, niños y adolescentes el enfoque de género desde una perspectiva constructiva, ayudando a comprender que si no prestamos mucha atención a cómo está organizada la sociedad en la que vivimos, ellos y ellas podrán ser y hacer lo que deseen, sin estar obligados a comportarse de una manera u otra por ser hombres o mujeres.

 

Filhos tiranos, pais mártires – crónica de Daniel Sampaio

Outubro 13, 2014 às 5:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica de Daniel Sampaio publicado no Público de 12 de outubro de 2014.

Este é o título de parte da habitual crónica de João Garcia, publicada no Expresso de 4 de Outubro. Repito a qualificação, porque me parece muito oportuna.

João Garcia refere-se a um estudo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, onde se revela que há cada vez mais filhos com menos de 25 anos que agridem os pais, surgindo um novo caso de três em três dias.

Não conheço a metodologia da investigação citada nem, sobretudo, o contexto familiar em causa. No entanto, a minha percepção clínica é a de que a situação ocorre com alguma frequência, o que torna essencial reflectir sobre este tema.

Garcia acrescenta: “Pelo que se assiste nas ruas, nos centros comerciais e nos restaurantes, estes números só podem piorar. E muito.”

É provável que tenha razão. Os pais dos jovens de hoje têm um claro défice de autoridade. Compreende-se porquê. Os seus pais (avós dos jovens actuais) foram a geração que se rebelou contra o poder instituído. Em Portugal, muitos desses homens e mulheres tentaram ser diferentes: as mulheres foram todas para o trabalho e os homens recusaram o autoritarismo de que tinham sido vítimas.

Os pais das crianças de hoje foram educados em famílias democráticas, em que a sua voz foi ouvida e respeitada. De uma época em que as crianças cedo eram mandadas para a cama e ninguém se esforçava para saber o que pensavam, caminhou-se para o oposto, em que o menino-rei desde muito cedo quer impor a sua lei. É frequente crianças acompanharem o serão dos pais, irem ao restaurante com a família para uma refeição tardia, ou passarem horas em centros comerciais, a disputarem presentes que depressa abandonarão. Nas inevitáveis zangas familiares, os pais são indulgentes e tudo aceitam, ou então tentam castigos que não conseguem fazer cumprir, porque o passado relacional entre aquele progenitor e o seu filho não criou a distância mínima necessária ao cumprimento de uma ordem.

Nos anos 1980 começou a moda da “negociação”, em que pais e filhos gastavam horas antes de ser tomada uma decisão sobre uma saída nocturna ou um fim-de-semana em casa de amigos. Se o diálogo e a escuta activa dos mais novos é uma das grandes conquistas do século XX, é bom saber que as questões de saúde e segurança dos mais novos não admitem negociação. Se o pai ou a mãe sabem que um adolescente vai para uma festa onde o álcool e as drogas circulam livremente, a decisão só pode ser uma: o adolescente não pode ir, seja qual for o seu protesto e ameaça.

Na maior parte dos casos, os filhos que agridem os pais pertencem a duas categorias: ou têm perturbações mentais e devem ser encaminhados para uma consulta de Psiquiatria; ou ganharam demasiado poder na família e querem, a todo o custo, impor a sua lei. Neste último caso, houve um momento crítico no passado familiar: aquele em que o filho “cresceu” para o pai e este fez de conta que nada se estava a passar. Nesse instante decisivo, os pais em causa devem fazer cessar imediatamente esse comportamento da criança ou do adolescente, de outra forma haverá repetição e o ciclo de violência nunca mais parará, sendo particularmente grave nos adolescentes mais velhos, que ameaçam com o seu maior poder físico.

A única solução passa pela esfera relacional, em que pais e filhos constroem uma relação de respeito mútuo, mas onde a palavra final terá de pertencer sempre aos progenitores    

 

 

III Encontro da CPCJ de Ílhavo – Comunidade e Escola: novos desafios para a Inclusão

Outubro 13, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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programa e ficha de inscrição:

http://www.cm-ilhavo.pt/frontoffice/pages/5?news_id=1453

CPCJ de Ílhavo

Edifício Municipal

Av. 25 de abril, 3830-044 Ílhavo

Tel.: 234 329 632

Fax: 234 329 601

e-mail: cpcj@cm-ilhavo.pt

As inscrições podem ser efetuadas no Atendimento Social Integrado de Ílhavo pelo n.º de telefone 234 329 632 ou pelo e-mail cpcj@cm-ilhavo.pt

Kailash Satyarthi: O activista que tirou 80 mil crianças do trabalho forçado

Outubro 13, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Público de 10 de outubro de 2014.

 

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Satyarthi tem praticamente um roteiro sobre o que se deve fazer pelo menos na Índia AFP CHANDAN KHANNA

FRANCISCA GORJÃO HENRIQUES

Pode ter metade da fama de Malala Yousafzai, com quem dividiu o Nobel da Paz. Mas há 30 anos que a associação que Kailash Satyarthi criou tenta levar as crianças para a escola.

O relato foi feito há pouco mais de uma semana: “Eu queria comer aquele gelado encarnado que se vendia à frente da minha fábrica mas em dois meses nunca consegui as 10 rupias [12 cêntimos]. A minha mãe está à minha espera na aldeia, mas acho que não há maneira de eu ir ter com ela”. Manish é um rapaz de 12 anos. Fala enquanto arranja uma bicicleta. Tal como ele, outras oito crianças, entre os 10 e os 14 anos, foram traficadas dos estados do Bihar e Uttar Pradesh para trabalho forçado em oficinas de carros de Deli.

Eram obrigadas a trabalhar mais de 14 horas por dia, com o mínimo de roupas, debaixo de um calor agressivo, a respirar gases que os deixavam de olhos a chorar e mãos a arder. Como foram ali parar? Alguns pelas mãos dos próprios pais. A Bachpan Bachao Andolan (BBA, Movimento para Salvar a Infância) ajudou a resgatá-las. Quatro dias antes, outras 13 crianças tinham também sido salvas de trabalho escravo em oficinas da capital.

Histórias destas podem multiplicar-se. São a rotina de associações como a BBA. E é para acabar com elas que o seu fundador, Kailash Satyarthi, tem lutado. Activista praticamente desde a infância contra o trabalho infantil – aos 11 anos andava a recolher livros escolares usados para os distribuir por crianças que não tinham dinheiro para ir à escola –, foi escolhido para partilhar o prémio Nobel da Paz com a jovem paquistanesa Malala Yousafzai.

Kailash Satyarthi, de 60 anos, nasceu e cresceu em Vidisha, no estado de Madhya Pradesh (no centro do país), numa família que, como o próprio descreveu várias vezes, “não era rica nem era pobre”. Tirou o curso de engenharia electrotécnica, como o pai queria. “Mas percebi que a engenharia não era para mim e segui esta causa”.

Satyarthi estava há alguns anos na lista do Comité Norueguês do Nobel e já ganhou vários prémios internacionais relacionados com os direitos humanos. Ainda assim, a sua fama não se aproxima da de Malala. E isto no seu próprio país: um editor do Times of India confessava num blogue daquele jornal que até surgir a notícia do Nobel nunca tinha ouvido falar dele, e o mesmo se passava com vários amigos seus. Mas há mais de 30 anos que a BBA está no terreno, com cera de 80 mil voluntários espalhados pelo mundo, tentando investigar as áreas onde a acção é mais urgente. “É uma vergonha para qualquer ser humano se uma criança estiver a fazer trabalho escravo em qualquer parte do mundo”, afirmou ontem o laureado numa conferência de imprensa em Nova Deli. “Sinto-me muito orgulhoso por ser indiano, por ter conseguido travar esta luta na Índia ao longo de mais de 30 anos”.

Segundo a BBA, praticamente 80 mil crianças já foram resgatadas, vítimas de maus tratos, tráfico ou exploração laboral – a maioria eram de facto escravas, usadas para pagar as dívidas dos pais (uma prática proibida por uma lei de 1975, que dificilmente é aplicada por falta de vigilância). O número é respeitável, mas ainda há muito por fazer. Segundo as estimativas de algumas organizações humanitárias, 135 mil crianças indianas desapareceram só no ano passado; os dados oficiais apontam para um número muitíssimo inferior: 26 mil.

Numa entrevista que deu ao PÚBLICO em Setembro de 2005, o activista referia que na Índia havia então “60 milhões de crianças a trabalhar a tempo inteiro. Destas, 10 milhões fazem trabalho escravo. E o tráfico interno é generalizado. Há crianças em todas as cidades traficadas para trabalho doméstico, restaurantes, pequena indústria, prostituição”.

Está longe de ser um problema exclusivo do país, alertava Satyarthi, que é também o líder mundial da Marcha Global Contra o Trabalho Infantil e da Campanha Global pela Educação: “A África, a Ásia e a América Latina têm um problema sério de trabalho infantil”, que existe igualmente em vários países europeus. Na altura apontou Portugal e Espanha como portas de entrada para o tráfico de crianças. Segundo os dados avançados pelo Comité, haverá 168 milhões de crianças trabalhadoras no mundo inteiro.

Satyarthi tem praticamente um roteiro sobre o que se deve fazer, pelo menos na Índia. Uma das respostas, que deixou numa entrevista ao Times of India, em Junho, não está nas mãos do Governo, nem das autoridades locais, nem da polícia (apesar de defender fortemente que são precisas melhores leis e mais atenção por parte das autoridades). Está em quem entra numa loja ou restaurante e deve boicotar produtos ou serviços que de alguma forma sejam resultado de trabalho infantil.

Esta luta está de mãos dadas com a educação. Estima-se que sete milhões de crianças indianas abaixo dos 14 anos não possam ir à escola e que cerca de 50% a abandone antes do fim da escolaridade obrigatória (até aos 14 anos). O problema é mais grave com as raparigas. De acordo com a UNICEF, há 90 milhões de mulheres iletradas.

A antropóloga portuguesa Rosa Maria Perez conhece bem a realidade indiana. No ano passado desenvolveu um projecto em bairros de lata de Bangalore (a terceira cidade do país e considerada o seu Silicon Valey) e Ahmedabad, a maior cidade do Gujarat, um dos maiores centros industriais da Índia. Não estava à espera do que encontrou: “Uma iliteracia absoluta em jovens de 11, 12 anos”. “Os pais não podem prescindir da mão-de-obra infantil, sobretudo entre as castas de baixo estatuto, devido a grandes carências económicas. E as raparigas são mais atingidas do que os rapazes”. A escolaridade pode ser obrigatória, mas “não há vigilância administrativa ou política” para garantir que é cumprida.

Este Nobel vem chamar a atenção para a importância da educação. E esse era já um tema central para Mahatma Gandhi, o líder da independência indiana (que nunca recebeu o prémio). “Todo o seu projecto de reestruturação social, e mesmo económico, estava centrado na educação”, refere Rosa Maria Perez. Gandhi acreditava que esta seria a ferramenta com a qual se corrigiria as desigualdades da sociedade indiana.

Sessenta anos depois, não se pode dizer que a realidade do país seja a mesma, mas ainda há muitas razões para manter os activistas ocupados. Têm agora uma “ferramenta poderosa”, dizia Satyarthi na entrevista ao Times. As redes sociais. “Com um clique podemos fazer imenso barulho, que é uma forma diferente de levantar a voz. Podemos não ir para a rua gritar palavras de ordem, mas podemos criar ainda mais impacto usando os nossos aparelhos”.

Por levantar a sua voz, Satyarthi já sofreu consequências físicas. “Faz parte da vida. Estamos a trabalhar com famílias destruídas e pessoas destruídas que perderam toda a esperança e não têm quem as ajude… Um dos meus colegas foi baleado, outro foi espancado até à morte. Eu já tive ferimentos no ombro, perna, costas, cabeça. Todos os meus activistas passaram por isto. Estamos a trabalhar contra um mal social. Se o mal não reage nem retalia significa que não o estamos a ameaçar”.

 

Ending Violence Against Children: Six Strategies for Action – Novo relatório da Unicef

Outubro 13, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Ending Violence Against Children: Six Strategies for Action provides evidence of effective programmes to address violence against children drawn from UNICEF’s decades of experience, and informed by key partners. Case studies from around the globe illustrate how well-crafted prevention and response strategies can reduce the prevalence and impact of violence against children. The report is released as part of the #ENDviolence global initiative calling for an end to all forms of violence against children. It is directed at government leaders, civil society representatives, the private sector and the international development community.

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Serious Games: O ensino está em jogo

Outubro 13, 2014 às 6:01 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da Euronews de 3 de outubro de 2014.

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“Serious Games”: jogar ao sério

Será que os “Serious Games” ou “Jogos Sérios” podem mudar a forma como aprendemos? Serão as aulas mais envolventes desta forma? Será que um ensino baseado na brincadeira pode ser aplicado a todas as disciplinas. A escola de negócios de Grenoble, GEM, é uma instituição francesa de prestígio, pioneira nos jogos sérios ou “Serious Games”. Em apenas dois anos e meio, a escola tornou-se uma referência internacional em “brincadeiras sérias”. Até mesmo os especialistas do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts quiseram ver de perto os resultados desta iniciativa.

“Sim Democracy”: crianças democráticas

Na Tailândia, questões relacionadas com a democracia têm chegado às manchetes ultimamente, mas este sempre foi um assunto complicado. Um projeto tem como objetivo ajudar os alunos a perceber a governação. As mudanças políticas provocaram dúvidas sobre o significado da democracia. Mas existem esforços para mudar a situação. Em Nonthaburi, perto de Bangkok na escola Pittayakom, um jogo de tabuleiro chamado “Sim Democracy” tem o ambicioso objetivo de ensinar as crianças a governar uma sociedade democrática.

“Graphogames” na Zâmbia

No ranking oficial, a Zâmbia tem tido maus resultados relacionados com a alfabetização. As razões são salas de aula sobrelotadas e a falta de atenção individual. Mas agora, um jogo de vídeo-piloto desenvolvido na Finlândia, oferece uma nova forma de melhorar os resultados. Na escola primária Vera Chiluba em Lusaka, as crianças passam 20 minutos da aula absorvidas em letras, sílabas e palavras, com um professor digital particular. Seguem as instruções ouvidas através dos auriculares e ganham pontos pelas respostas corretas acumuladas durante o curso. Os graphogames são um complemento aos métodos convencionais de ensino, mas são uma forma de aprendizagem intensiva em apenas 20 minutos por dia.

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