A Serpente Papa-Léguas – Jogo da Mobilidade

Outubro 7, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

papa

A Serpente Papa-Léguas – Jogo da Mobilidade é uma campanha criada para incentivar as viagens a pé ou de bicicleta nas idas para a escola, e que tem as crianças e os seus pais como o principal público-alvo. A campanha consiste num jogo de fácil implementação e, além de participar no jogo, cada escola aderente é encorajada a organizar outras actividades e a proporcionar acções educativas sobre segurança rodoviária e mobilidade, questões ambientais e de saúde.

Começando como um projecto relativamente pequeno na Flandres (Bélgica), a Serpente Papa-Léguas evoluiu para uma campanha de âmbito europeu ao longo dos anos, com cada vez mais escolas e países a aderir ao jogo. Evidências mostraram que a campanha aumenta com sucesso a utilização de modos de transporte sustentáveis e reduz a emissão de CO2. Veja este vídeo sobre como a campanha funciona.

Para disseminar esta boa experiência por toda a Europa, foi estabelecida uma rede europeia da Serpente Papa-Léguas, que actualmente consiste em pontos focais nacionais (PFN) em dezoito países europeus. O seu objectivo principal é implementar a campanha, estender o seu impacto e partilhar resultados e experiências entre os membros da rede.

mais informações:

http://www.trafficsnakegame.eu/portugal/

 

 

 

Conferência: “Direito da família e direito dos menores: que direitos no século XXI?” com a participação de Dulce Rocha do IAC

Outubro 7, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

A Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, irá participar na conferência com a comunicação “Os 25 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança: algumas considerações” pelas 10.00 h.

mais informações sobre a conferência aqui

interna

Mais adolescentes vítimas das drogas e do álcool

Outubro 7, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

texto do site http://crescer.sapo.pt

crescer sapo

O que os pais devem fazer para ajudar e proteger os filhos deste flagelo

O consumo de drogas e de álcool está a aumentar entre a população adolescente, atingindo um crescente número de crianças. Só em 2013, chegaram aos centros de tratamento de toxicodependentes 8.844 novos casos.

Este foi o valor mais elevado desde 2000, o que eleva o número de novos casos de dependência para um aumento de 70% na última década. O diálogo preventivo é, para Rui Martins, coordenador da Dianova Portugal, a melhor maneira dos pais lidarem com o problema numa primeira abordagem.

Em entrevista à Saber Viver, o responsável por esta instituição particular de solidariedade social, que é também uma associação de utilidade de pública especializada na prevenção, tratamento e reinserção ao nível das toxicodependências, alerta para os efeitos nefastos da dependência de álcool e drogas no âmbito familiar, profissional, escolar e pessoal, apontando estratégias que poderão ajudar progenitores e educadores a travar o flagelo.

 O que é que as famílias podem fazer para prevenir o consumo de álcool e drogas, que não para de aumentar?

 

De acordo com o Relatório ESPAD 2011, realizado em meio escolar, os consumos de drogas ilícitas entre os jovens aumentou com prevalências de 16% para a cannabis, 8% para outras drogas, 7% para os ansiolíticos e 6% para as inalantes. Surgindo o consumo de drogas pelos jovens como objeto socializador e auxiliador do processo de autonomia face à família, de compensação de expetativas precocemente frustradas e até mesmo recusa de responsabilidades, não basta confrontar o jovem a parar o consumo de forma imediata, dado o conjunto de desequilíbrios que se encontram enraizados no consumidor.

Deve-se tratar a dependência, diminuindo as consequências negativas deste comportamento para o jovem, para a sua família e para as suas amizades. Da nossa experiência em programas de prevenção em meio escolar e comunitário, não há nada mais saudável como um diálogo preventivo, sensato, franco e objetivo acerca das drogas, evitando-se desta forma sofrimentos desnecessários a médio e longo prazo.

Quais as primeiras medidas ou ações que devem ser imediatamente tomadas pelos pais quando se apercebem de que um filho está a ficar dependente do consumo de álcool e/ou de drogas?

 

Uma família unida e que dá atenção aos seus filhos, por exemplo, já pode estar a fazer frente contra as drogas. A educação dos jovens é um desafio difícil. Há que trabalhar os delicados equilíbrios de liberdade e controlo, o aspeto e as normas. Há que por limites mas com amor e responsabilidade.

É fundamental que os pais estejam atentos aos primeiros sinais, tais como a descoberta de cannabis em casa ou o aumentar de situações de nervosismo. E, quando o caso se tornar mais complexo, devem procurar ajuda especializada num serviço público ou privado de tratamento das toxicodependências que o ajudarão não só a lidar com a problemática nesse dado momento, mas sobretudo a tratar o seu filho.

Quais são as consequências na aprendizagem e formação da personalidade para uma criança ou um jovem que viva com pais toxicodependentes e/ou alcoólicos?

 

Comportamentos violentos e anti-sociais, pouca resistência à pressão de grupo, baixa autoestima, problemas de atenção, fracas capacidades de leitura, redução da capacidade de memória a curto prazo, insucesso escolar e abandono precoce da escolar são alguns aspetos a ter em atenção nos mais jovens que vivem com uma realidade familiar no qual existe uma dependência do álcool e drogas. Uma família desagregada pode ainda constituir um fator de risco ao consumo de drogas até mesmo por parte desses mesmos jovens.

O aumento significativo da toxicodependência em Portugal que refere traduz-se em que números? Quais são as faixas etárias mais afetadas?

 

O segundo inquérito nacional de Portugal sobre toxicodependência revela um aumento da prevalência do consumo de drogas de 7,8% para 12% entre a população entre os 15 e os 64 anos de idade. O Relatório ESPAD realizado em meio escolar regista também um aumento dos consumos de drogas entre os jovens estudantes.

Na cannabis, esse foi de 16% (versus 13% em 2007), nas outras drogas foi de 8% (versus 6%), nos ansiolíticos foi de 7% (versus 6%), nos inalantes foi de 6% (versus 4%), registando-se apenas uma diminuição no consumo de álcool 52% (versus 79%). O aumento do total de toxicodependentes em tratamento em Portugal em 2012 apontava para 38.900 pessoas, mais 10.000 que em 2003.

Este aumento está associado à crise económica ou deve-se mais a uma crise de valores?

 

A crise de valores, a frenética aposta no desenvolvimento de carreira, a falta de redes de suporte familiar na educação ou as mensagens publicitárias contraditórias por parte de bebidas alcoólicas em estádios de futebol acabam por ser fatores de risco potenciados pela atual conjuntura económica. Na Dianova, preocupa-nos que, à semelhança do sucedido na Grécia, os consumos de drogas e, a sua associação à prostituição e potenciais co-morbilidades como HIV, levem a um aumento da prevalência da toxicodependência.

Tal sucede como forma de escape (ilusório e temporário) das pessoas, sobretudo as mais vulneráveis e desfavorecidas, em fazer face às suas angústias e receios, perda de emprego, redução do poder de compra e de receitas mensais para despesas (familiares, educação e saúde, entre outras), incapacidade de encontrar novo trabalho e desestruturação familiar.

 

Que valores devemos privilegiar e incutir às crianças e jovens para que se protejam e aprendam a defender-se deste flagelo?

A fórmula dos 3 R que a Dianova utiliza (Respeito, Responsabilidade e Resiliência) é um excelente início para que entre pais e filhos se desenvolva uma relação e comunicação construtiva e que funcione como um fator e ambiente protetor face ao consumo de drogas. Precoce e preventivamente, recomendamos aos pais que respeitem os seus filhos e os considerem como pessoas importantes.

Que os ensinem a exprimirem-se com segurança, sinceridade e alegria pois os jovens que recebem expressões de afeto são mais comunicativos e seguros. Que sejam um amigo para os seus filhos, demonstrando-lhes confiança e disponibilidade para ouvir as suas confidências, compreendê-los e orientá-los, doseando a autoridade. Que os apoiem para que estes aprendam a aceitar as suas responsabilidades e evitem os maus exemplos.

Que lhes prestem atenção e demonstrem interesse pelas suas ideias, inquietudes e preocupações. Que os brindem com a possibilidade de se explicarem, criticando-os de forma construtiva e sem os ridicularizar, desqualificar ou comparar a outros. Que os valorizem, reconhecendo o que fazem e quem são, que lhes digam abertamente o que gostam neles, enfatizando o positivo e o negativo. Que os respeitem, tendo em conta as opiniões e gostos e que sejam consistentes com as normas e limites que impõem.

 

Que tipo de efeitos traz o abuso de drogas e álcool no contexto escolar, profissional e familiar? Quais são as consequências mais marcantes?

Para o próprio consumidor em geral, os efeitos das drogas produzem-se a nível neurológico, fisiológico e comportamental.

Nos mais jovens e, em idade escolar, surge uma redução da atenção, do rendimento escolar.

Surge também um aumento da agressividade potencialmente ligada a questões como o bullying e, até, um absentismo escolar. Para a família, existem encargos emocionais e financeiros associados que se podem converter em absentismo laboral, baixa de produtividade e acidentes no trabalho. E, naturalmente, não nos esquecendo da sociedade com os custos diretos e indiretos a nível de saúde e sociais a médio e longo prazo suportados pelos cidadãos e pelos contribuintes.

É neste contexto que a campanha de sensibilização social REAGE procura alertar as pessoas, famílias e organizações, nos três ambientes em que centra o seu enfoque escolar e amizades, profissional e familiar, para os efeitos e consequências da toxicodependência.

 

Qual é a droga mais consumida em Portugal? Na sua opinião, quais as razões para essa escolha?

As principais drogas consumidas em Portugal são as lícitas. Em primeiro lugar, o álcool e, em segundo, os ansiolíticos. O consumo de álcool acontece devido à nossa cultura permissiva que aceita e induz ao seu consumo desde tenra idade. No que respeita aos ansiolíticos, continua a verificar-se uma elevada tendência para a automedicação ou facilidade em conseguir esta classe de antidepressivos ou de ansiedade. E é igualmente neste sentido que importa reagir, inspirar para dar a volta à situação de forma resiliente e preparar o caminho para uma vida de potenciais sucessos.

Para alguém que não tenha conhecimentos suficientes sobre drogas, a que tipo de sintomas deve um pai estar atento caso suspeite que um filho, um familiar ou um amigo está dependente de estupefacientes?

Dependendo do tipo de substância, os seus efeitos no organismo produzem quatro tipos diferentes de estados: estimulantes (cocaína ou anfetaminas), depressivas (álcool), alucinogénias (ácidos) e narcóticas (heroína). Estados esses que provocam sensação de sonolência passiva. Isto significa que para cada tipo de droga haverá efeitos e consequências a nível neurológico, fisiológico e comportamental, que podem indiciar o seu uso ou abuso.

A Dianova recomenda que os pais estejam atentos a eventuais descobertas destas substâncias nas mochilas ou quartos dos seus filhos, ao desaparecimento de dinheiro em casa, a estados súbitos e inexplicáveis de euforia ou depressão, à diminuição do rendimento escolar e a faltas consecutivos no trabalho.

Texto: Filipa Basílio da Silva com Luis Batista Gonçalves

 

Relatório ESPAD

http://www.emcdda.europa.eu/publications/joint-publications/2012-espad-impact-survey

http://www.espad.org/en/Reports–Documents/ESPAD-Reports/

 

SICAD

http://www.sicad.pt/PT/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos/Paginas/default.aspx

 

 

 

 

 

Dicas para lidar com a ansiedade do regresso à escola

Outubro 7, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

texto da Pais & Filhos de 22 de setembro de 2014.

pais & filhos

O regresso às aulas pode gerar ansiedade. Perceber este sentimento é olhar para o modo como a criança lida com o mundo. Aproveite para refletir e ajude o seu filho a sentir-se confiante.

 Se tem uma criança pequena

 

– Primeiro, lembre-se que tem de se adequar à linguagem e à maturidade do seu filho.

– Faça uso e abuso da sua imaginação e da sua capacidade de empatizar e de se colocar ao nível da criança. Pode, por exemplo, dizer que: “Os pais têm aqui uma boneca/boneco a quem podes contar todas as tuas preocupações e medos ao longo do dia. Quando tocas nela/e, os medos vão para ela/e e deixam de estar contigo. Lembra-te que os pais gostam muito de ti e acreditam que tu vais conseguir superar esses medos e arranjar amigos com quem possas brincar. Só tens de ter calma e ires ao teu ritmo. Faz primeiro qualquer coisa de que gostes e que te faça sentir bem, como brincares com as tuas coisas favoritas. Pode ser que elas também sejam apreciadas por outros meninos… e podes deixá-los entrar na tua brincadeira. Depois, quando te viermos buscar, contas aos pais como foi o teu dia e vamos pensar em modos de dar a volta a esses medos. Se for preciso, levas o T-Rex, que é amigo dos pais e te protege ao longo de todo o dia. Ficar nervoso é natural, mas passa”.

– Quando forem buscar o vosso filho, entrem na sala de aula e tenham curiosidade de ver o que ele esteve a fazer e qual o seu mundo na escola. Mostrem claramente o vosso orgulho e apreço pelos trabalhos realizados pelo vosso filho e interessem-se pelo que vai aprender nos dias seguintes. Quem sabe, é algo que vocês sabem e podem ensinar-lhe umas coisas que o faça sentir-se especial e conhecedor… e que até possa partilhar com a turma, sentindo que ganha novo estatuto entre os colegas.

– Convivam/brinquem com os outros meninos e com os outros pais, seja na escola, seja fora dela, de modo a que a criança sinta que não são “estranhos” e que veja através da vossa maneira de agir como ela própria pode fazer. 

– Em casa, escolham um momento para “conversarem” sobre o dia. Para tal, é preciso tempo para brincar. As crianças projetam muito do seu dia nas brincadeiras e transmitem aí muita da sua emoção e modo de ver a realidade. Entre na brincadeira do seu filho e crie estratégias para resolver as dificuldades que os “bonecos” apresentam.

 Criança mais crescida

 
– O enfoque necessariamente é na linguagem, mesmo que o vosso filho não queira falar – ele ouve tudo o que vocês dizem e regista-o. 

– Aborde sem grande alarido ou crítica as suas dificuldades. O contrário só vai agravar o seu sentimento de culpa e de incompetência. 

– Acarinhe-o e transmita-lhe a sua confiança genuína nas suas capacidades de dar a volta à ansiedade. É uma fase. É o modo como ele, ainda, gere as mudanças e os desafios. Recorde-o que ele está a crescer e a amadurecer e que o nervosismo passa à medida que se vai sentindo mais à-vontade com os colegas e, sobretudo, mais confiante na sua capacidade de ser interessante para os outros. E implique-o na reflexão e na procura de soluções: o que é que ele acha que ajudaria a sentir-se mais confiante? 

– Se sentir que a sua personalidade não o ajuda a ter uma abordagem confiante e que bloqueia a sua criatividade, não se culpabilize nem feche os olhos a essa realidade. Não tem de ser o pai/mãe perfeito. Existem outras soluções: por exemplo, a relação com amigos seus ou algum professor ou o psicólogo. Ou seja, outras pessoas com quem o seu filho tenha uma relação especial. Estes podem ajudá-lo a ver outras perspetivas. Também a prática de aulas de defesa pessoal costumam ter bom resultado na construção da autoestima. Ou colocá-lo em algo que seja realmente bom.

– É, também, importante que, se gostaram da escola, se confiam na equipa técnica e se se identificam com o método de ensino, confiem que ele será capaz de ultrapassar as suas dificuldades e não o mudem de escola com frequência. A continuidade gera confiança. E dá mais oportunidades para resolver situações com as pessoas que já se conhece.

– E lembrem-se que pelos nossos filhos somos capazes de nos ultrapassarmos a nós próprios e às nossas limitações… desde que disponíveis emocionalmente para identificar e pensar nas nossas dificuldades e nas deles.

 

 

 


Entries e comentários feeds.