Centenas de crianças assassinadas por combatentes islamistas

Setembro 9, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do observador de 9 de setembro de 2014.

ler a declaração de Leila Zerrougui no link http://childrenandarmedconflict.un.org/statement/open-debate-sc-statement-080914/

Mohamed Messara EPA

Combatentes islamitas assassinaram centenas de crianças no Iraque e estão a utilizar outras como bombistas-suicida, alertou hoje uma perita das Nações Unidas perante o Conselho de Segurança.

“Perto de 700 crianças foram mortas e mutiladas no Iraque desde o início deste ano, incluindo em execuções sumárias”, contabilizou Leila Zerrougui, representante especial das Nações Unidas para as crianças e os conflitos armados.

Perante o Conselho de Segurança, que hoje se reuniu para discutir o problema das crianças-soldado, Leila Zerrougui disse ainda que os fundamentalistas do grupo Estado Islâmico, que tem semeado o terror no norte do Iraque, estão a recrutar meninos de 13 anos para carregarem armas, montarem guarda a pontos estratégicos e prenderem civis. “Outras crianças foram usadas como bombistas-suicida”, acrescentou.

A comunidade internacional tem repetidamente acusado o Estado Islâmico de crimes de guerra e contra a humanidade, desde que em junho o grupo armado fundamentalista começou a controlar vastas zonas do Iraque e da Síria. Mas o Estado Islâmico não é o único responsável pelo envolvimento de crianças, já que as milícias aliadas do governo iraquiano também as estão a usar para combater os fundamentalistas, frisou a responsável, realçando que, em julho, desapareceram “numerosas crianças” detidas pelas forças regulares, depois de as milícias terem invadido as prisões.

Na reunião de hoje, o Conselho de Segurança analisou também os casos de Líbia, Afeganistão, Mali, Sudão do Sul e República Centro-Africana, onde as crianças são recrutadas como soldados. Só na República Centro-Africana, cerca de oito mil crianças estão alistadas em vários grupos armados, referiu ao Conselho de Segurança o chefe das missões de paz da ONU, Herve Ladsous.

Presente na mesma reunião, o ator Forest Whitaker, embaixador da boa vontade para a paz e a reconciliação da UNESCO (agência da ONU para educação, ciência e cultura), fez um apelo à reintegração das crianças-soldado. “Essas crianças devem sentir-se tão sozinhas quando regressam dos campos de batalha para um mundo que não as reconhece”, lamentou. “A não ser que as esperemos de braços abertos, casas abertas, escolas abertas, as suas guerras nunca terão fim. Nem as nossas”, frisou.

No início do ano, as Nações Unidas lançaram a campanha “Crianças, não soldados”, com o objetivo de garantir, até final de 2016, que nenhum exército ou outra força regular dos Estados-membros esteja a utilizar crianças.

 

 

 

Bullying em Portugal acima da média

Setembro 9, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 5 de setembro de 2014.

descarregar o relatório Hidden in Plain Sight: A statistical analysis of violence against children mencionado na notícia

getty images

 

Média nacional de adolescentes que praticam bullying está 6% acima da europeia.

 A Unicef revela que 37% dos adolescentes portugueses dizem ter praticado bullying, nos últimos seis meses. Este número está acima da média europeia e norte-americana, que se situa nos 31%, segundo o relatório “Escondido à vista de todos”.

Já quanto à participação em lutas, 27% dos adolescentes afirmam que o fizeram pelo menos uma vez nos últimos 12 meses. Na maioria dos países as respostas situam-se entre os 30% e os 40%. Esta situação é mais comum nos rapazes do que nas raparigas.

A falta de dados, tanto a nível nacional como internacional, não permite melhores comparações. No caso das agressões físicas e sexuais, homicídios e castigos corporais, Portugal está omisso. Ainda assim, há dados que “são inquietantes, que nenhum governo, pai ou mãe gostaria de ver”, afirma o diretor executivo da Unicef, Anthony Lakeerca.

Cerca de metade das raparigas entre os 15 e os 19 anos considera normal um marido bater na mulher, sob determinadas circunstâncias. Estes dados referem-se à escala mundial, sendo menos de 30% se analisada a Europa em concreto e mais de 80% em países como o Afeganistão, Guiné e Timor.

Já quanto a relações sexuais forçadas, cerca de 120 milhões de raparigas com menos de 20 anos foram obrigadas a fazê-lo.

O relatório mostra ainda que seis em cada 10 crianças são vítimas de punições corporais, embora apenas 17%, em 58 países experiencie as práticas mais severas (agressão na cara ou repetida).

“Os dados contidos neste relatório obrigam-nos a agir no interesse de cada uma destas crianças e pelo reforço da estabilidade futura das sociedades em todo mundo”, concluiu Anthony Lake.

 

 

 

Ensinar os filhos a dizer não aos abusos sexuais – Entrevista a Manuel Coutinho do IAC

Setembro 9, 2014 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 7 de setembro de 2014.

A notícia contém uma entrevista do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

clicar na imagem

jn-coutinho

descarregar o livro no link:

http://www.underwearrule.org/book_pt.asp

 

Gala Solidária “Um Lugar Para o Joãozinho”

Setembro 9, 2014 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Joãozinho

mais informações:

http://www.joaozinho.pt/

http://ticketline.sapo.pt/evento/gala-solidaria-um-lugar-para-o-joaozinho9254

 

 

9 contribuições da neurociência para a Educação de seu filho

Setembro 9, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br de 22 de julho de 2014.

Nana Sievers

Especialistas dão dicas de como pais podem ajudar a desenvolver plenamente o potencial do cérebro de seu filho

Texto Iana Chan

Não há receita para educar os filhos, mas a Ciência tem apontado caminhos para a difícil tarefa de fazer com que os pequenos tenham uma vida plena, saudável e bem-sucedida. Nas últimas décadas, o estudo do cérebro trouxe várias contribuições para o trabalho de pais e de professores. Conhecer como funciona o cérebro não é pouca coisa. Esse órgão de 1,5 kg comanda nosso desenvolvimento físico, social, emocional, linguístico e cognitivo. Personalidade, emoção, linguagem, memória, pensamento… Está tudo lá. E a chamada neurociência já descobriu alguns mecanismos que contribuem para o desenvolvimento saudável do cérebro. “Ao revelar essa coreografia cerebral, a neurociência nos mostra a melhor forma de interferir”, diz Elvira Souza Lima, pós-doutorada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e pesquisadora em desenvolvimento humano, com formação em Neurociência, Psicologia, Antropologia e Música. Um desenvolvimento cerebral saudável, dizem os especialistas, precisa de estímulo e proteção. “As experiências no começo da vida formam a base para todo o desenvolvimento posterior”, explica diretor do Centro para o Desenvolvimento Infantil de Harvard, nos Estados Unidos, Jack Shonkoff, que defende a importância da interação das crianças com a família e a proteção contra o chamado estresse tóxico. “Precisamos assegurar ambientes acolhedores, estáveis e estimulantes para as crianças”, afirma . Nota: as falas de Elvira Souza Lima foram coletadas durante o XVII Seminário de Educação Infantil, organizado pelo Centro de Estudos do Colégio Santa Maria, em São Paulo, enquanto as de Jack Shonkoff foram proferidas durante o Seminário Interativo pela Primeira Infância, na Câmara Municipal de São Paulo.

Veja algumas contribuições que a neurociência trouxe para a Educação:

1. Seu filho não nasce com uma quantidade fixa de inteligência

Diferente do que se costumava pensar, o cérebro nunca para de se desenvolver. Ele é um órgão que se reorganiza e forma conexões entre neurônios ao longo da vida inteira. É o que os neurocientistas chamam de plasticidade cerebral: a capacidade que o cérebro tem de criar novas conexões e de se adaptar a partir das necessidades. “O desenvolvimento humano não depende de raça ou de condição socioeconômica. Todos podem aprender muito, mas só se tiverem oportunidade de serem ensinados e de praticar”, diz a pesquisadora Elvira Souza Lima. Isso quer dizer que seu filho não nasce inteligente ou burro. Ele nasce com capacidade de aprender como qualquer outra criança. E seu estímulo desde os primeiros dias de vida é fundamental neste processo.

2. Os primeiros anos são determinantes na vida de seu filho

O cérebro nunca deixa de se desenvolver, mas com o passar do tempo fica cada vez mais difícil aprender coisas novas. “Quanto mais velho for o indivíduo, mais custoso será mudá-lo, pois a energia necessária para que o cérebro se ajuste, se adapte ou aprenda novos comportamentos será muito maior”, diz o diretor do Centro para o Desenvolvimento Infantil de Harvard, nos Estados Unidos, Jack Shonkoff. Está provado que no início do desenvolvimento cerebral, nos primeiros anos de vida, as possibilidades são bem maiores. “Por isso, aprender uma língua estrangeira ou a tocar um instrumento musical é tão mais fácil para crianças pequenas”, explica a pesquisadora em desenvolvimento humano, Elvira Souza Lima. Com o passar do tempo, as redes neuronais utilizadas tornam-se cada vez mais fortes e mais difíceis de serem alteradas, enquanto as não utilizadas acabam sendo “podadas” pelo cérebro. Para a sociedade, não investir em Educação nos primeiros anos de vida também é ruim. Jack Shonkoff diz que a sociedade paga um preço mais caro por não ter investido na formação de seus cidadãos nos primeiros anos de vida. “Promover mudanças sempre é possível, mas é mais fácil e mais efetivo investir em uma boa base na primeira infância do que pagar os custos de reparo mais tarde”, diz. Essa é a razão pela qual Shonkoff defende que os gestores públicos foquem na primeira infância. “O desenvolvimento saudável nos primeiros anos de vida cria uma base para todas as necessidades de uma sociedade saudável, não só na área da Educação, mas também da Economia, da Saúde, da Segurança, da Cidadania…”, diz.

Ler o resto do texto aqui

 


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