O que fazer quando seu filho anda em má companhia? + Teste : Seu filho anda em má companhia?

Agosto 28, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br de 22 de Novembro de 2012.

bruno lanza

No livro Camila Fala Palavrão, de Aline de Pétigny (Editora Larousse), a personagem-título aprende expressões feias na escola e não consegue mais parar de usá-las. Na vida real, é mais ou menos assim: são necessários poucos dias de convivência para que a criança adquira novos hábitos – bons ou ruins. Um coleguinha com atitudes violentas ou adepto da chamada “boca suja” pode inspirar seu filho de maneira inesperada, fazendo-o se comportar de modo diferente do usual, ou até chocante, de uma hora para outra. Não é motivo para desespero, porém. Ser influenciado faz parte da vida em grupo, e a boa notícia é que os pais, em contrapartida, também influenciam – e muito – seus filhos.

“Diante de uma atitude fora dos padrões familiares, os pais têm de mostrar que não concordam com aquele comportamento. Mesmo que a influência externa exista, a criança terá uma referência do que é considerado certo e errado em sua casa”, pontua a pedagoga e educadora Lucy Casolari, da Vercrescer Assessoria Educacional. “Tudo começa na família”, concorda a psicopedagoga clínica e educacional Noêmia A. Lourenço, acrescentando: “Os pais têm de ficar atentos, percebendo as variações de comportamento da criança e procurando entendê-las”.

Ninguém tem o poder de controlar todas as influências que o filho sofre, e isso nem seria saudável. Mas existem formas de prevenir que más companhias tenham um papel além do desejado na vida da criança. Veja, a seguir, os conselhos das especialistas.

Acompanhe assiduamente a vida escolar de seu filho

Não tem mágica. A melhor forma de saber o que se passa é indo atrás: frequentando a escola e conversando com professores, com outros pais e, principalmente, com quem mais interessa – seu filho. Cultive a curiosidade sobre seus interesses na sala de aula, seus amigos, suas brincadeiras. “Hoje, os pais parecem ter medo de falar com os filhos”, alerta a psicopedagoga Noêmia A. Lourenço. “Mas tem de haver disponibilidade para participar. A tarefa paterna é árdua.”

 Discorde da atitude, não da criança

Na hora do jantar, seu filho conta: “Hoje meu colega mostrou a língua para a professora”. Mesmo que tenha o impulso de responder de prontidão “Que mal-educado!”, policie-se e critique apenas as atitudes, nunca o autor, como recomenda a pedagoga Lucy Casolari. É uma maneira de ensinar que o comportamento não define a pessoa, e que hábitos podem ser mudados. Se seu filho responder de forma malcriada à professora uma vez, não significa que ele sempre fará isso. Além disso, famílias possuem culturas diferentes, portanto o padrão do que é considerado aceitável ou não pode variar.

Não radicalize, mas também não estimule

Seu filho quer trazer logo aquele colega-problema para estudar em casa. Que tal usar o truque do “Você acha mesmo que é uma boa ideia, filho?”? Se ele insistir que sim, não impeça. Proibir, segundo especialistas, não é o caminho: assim você acaba incentivando o interesse que seu filho sente por ele, ou transmite sem querer a ideia de que seu filho não sabe escolher com quem anda. “Em vez de proibir, use a palavra ‘evite’, por exemplo, ‘evite fazer como esse amigo’”, sugere a psicopedagoga Noêmia A. Lourenço.

Confie no seu exemplo

Confiar na educação que você dá inclui aceitar as escolhas de seu filho. Ele pode ter razões para ficar amigo de uma criança que você não considere bem educada, e não necessariamente vai imitar qualquer coisa que vier dessa companhia. Os comportamentos que a família considera adequados – como não gritar e respeitar os mais velhos, por exemplo – devem ser reforçados em casa e no cotidiano como um todo, em passeios, viagens etc. “Aproveite o dia a dia para dar o exemplo. A escola e a família são responsáveis por essa aprendizagem para a vida”, aconselha a psicopedagoga Noêmia A. Lourenço. Aos poucos, a criança aprende a distinguir as atitudes dos amigos com as quais ela não concorda e, portanto, não vai repetir.

Atitudes têm consequências

O problema do mau comportamento não é ser feio ou socialmente condenável. O problema é que ele tem consequências: palavrões podem magoar os outros e dar à criança a fama de mal-educada; a cola em provas pode se tornar, mais tarde, faltas de ética maiores e mais graves; a falta de respeito com o professor refletirá na falta de respeito com adultos em geral. É preciso transmitir a criança, assim, a noção de causa e consequência. “Se o comportamento não é corrigido, ele pode ser internalizado e se intensificar com o tempo”, ressalta a psicopedagoga Noêmia A. Lourenço.

Tirando a má companhia da berlinda

A psicopedagoga Noêmia A. Lourenço esclarece que um dos grandes problemas na sala de aula é que as crianças com comportamento mais reprovável são justamente as que costumam mais chamar a atenção, já que o professor perde tempo pedindo a elas silêncio, disciplina etc. Vale conversar com professores ou com a coordenadoria da escola caso você note que isso está acontecendo na classe de seu filho. Uma solução, segundo Noêmia, seria punir o mau comportamento não com holofotes, mas de maneira mais discreta, sem causar alvoroço entre os outros alunos – e sem dar ao infrator o que ele em geral mais quer, isto é, atenção constante.

Teste : Seu filho anda em má companhia?

 

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