Aos quatro anos, mais de 90% das crianças já consome sal a mais

Julho 22, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 18 de julho de 2014.

publico

Alexandra Campos

18/07/2014 – 07:27

Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto apresenta livro que ensina pais a alimentarem crianças de forma saudável.

Aos quatro anos, mais de 90% das crianças ultrapassa já “os valores toleráveis de sal” para a sua idade, com a sopa e o pão a destacarem-se como os alimentos que mais contribuem para este consumo elevado. Este é o resultado mais alarmante de uma investigação baseada em dados do projecto Geração XXI, que acompanha uma extensa amostra de crianças desde o seu nascimento, e que esta quarta-feira foi apresentado no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP). “O sal é um problema em Portugal”, sublinhou Carla Lopes, do ISPUP, para quem a legislação existente (e que estabelece limites para o sal no pão ) talvez já “não chegue”.

De uma forma muito sintética,  a avaliação aos quatro anos de uma amostra da coorte (grupo de pessoas que nasceram na mesma altura) do projecto Geração XXI (que avalia quase 8700 crianças desde 2005)  permitiu perceber  que o consumo de alimentos de elevada densidade energética é elevado desde idades precoces e influencia mais tarde um padrão alimentar mais desequilibrado. Num olhar menos aprofundado, até parece que tudo estará bem, porque estas crianças ingerem em média 1600 calorias por dia, com uma componente adequada de proteínas, hidratos de carbono e gordura, além da maior parte dos micronutrientes, como se conclui da análise de uma subamostra dos diários alimentares de mais de 2500 crianças.

Os problemas começam quando se aprofunda a análise. Percebe-se, por exemplo, que apenas quatro em dez crianças nesta idade atingem as recomendações diárias de cinco porções de fruta e hortícolas diárias recomendadas pelas Organização Mundial de Saúde (OMS).  De resto, o relatório sobre o consumo alimentar e nutricional em crianças em idade pré-escolar que resultou deste trabalho do ISPUP prova também que nesta idade o consumo da carne é já muito superior ao de peixe (42% consome carne diariamente e 9%, pescado), ainda que o consumo de carnes brancas suplante o de carnes vermelhas, excluindo charcutaria.

Preocupante é também o facto de  mais de metade destas crianças (52%) consumirem refrigerantes e néctares diariamente e 65% comerem  bolos e doces pelo menos uma vez por dia. A agravar, quase três quartos ingere snacks salgados (pizza, hambúrguer, batatas fritas e outros snacks de pacote) entre uma a quatro vezes por semana.  O refrigerante mais consumido é o ice-tea, com um quinto das crianças nesta idade a consumir esta bebida  todos os dias. “Os pais pensam que estão a dar chá aos filhos”, lamenta Carla Lopes.

“São dados que nos devem fazer pensar”, defende o presidente do ISUPUP e coordenador científico do projecto Geração XXI, Henrique Barros, que adiantou que outras avaliações entretanto feitas a esta coorte permitiram já perceber que é elevada a proporção de crianças com uma pressão arterial demasiado alta.

Na educação para uma alimentação saudável, a família tem um papel crucial, mas também o jardim de infância tem um papel relevante, destacaram a propósito os especialistas, que notam que “ padrões sociais mais desfavoráveis se relacionam com um consumo alimentar mais desadequado”.

A boa notícia é a de que este relatório acabou por dar o mote para um livro. Os pais e cuidadores de crianças em idade pré-escolar  passam agora a ter uma nova ferramenta ao seu dispor, o e-book  “Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais!”, um guia prático que pode ser descarregado em www.ispup.up.pt. A elaboração deste obra foi possível graças ao projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e contou ainda com o apoio da Direcção-Geral da Saúde (DGS). 

 Louvando a iniciativa, o  pediatra António Guerra lembrou que aprendizagem de uma alimentação correcta é muito importante “neste período-janela tão sensível” e aconselhou as pessoas “a serem pedagógicas e criativas”, a diversificarem,  “sem pressionarem”. Também Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS,  elogiou o livro e adiantou ser sua intenção promover a sua divulgação. “Estes dados são  relativamente comuns ao que se passa noutros países do Sul da Europa, a diferença está no sal, temos que ganhar a luta contra o sal”,  destacou o responsável.

 

 

65% das crianças comem doces todos os dias

Julho 22, 2014 às 1:40 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do Jornal de Notícias de 17 de julho de 2014.

clicar na imagem

jn-1

 

 

Girl Summit 2014 – Mutilação Genital Feminina e Casamento Forçado de Crianças – Transmissão direta online

Julho 22, 2014 às 1:05 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

girl_summit 2014_0

texto do site http://srsg.violenceagainstchildren.org  de 22 de julho de 2014.

London, 22 July 2014 – SRSG Santos Pais participates in the Girl Summit held in London, UK. The Girl Summit rallies a global movement to end child, early and forced marriage and FGM for all girls within a generation. Doing this will help preserve girls’ childhoods, promote their education, reduce their exposure to violence and abuse, and allow them to fulfil their potential in life. The event will be webcast here.

Everyone has a part to play in achieving rights for girls and women around the world. Take a stand against FGM and child marriage today – pledge your support through Twitter and Facebook in the pink box. Your voices will be heard at the#GirlSummit.

The first Girl Summit, aims at mobilising domestic and international efforts to end female genital mutilation (FGM) and child, early and forced marriage (CEFM) within a generation. UNICEF will co-host the event.

Girls and women have the right to live free from violence and discrimination and achieve their potential, but millions are being prevented from doing so by harmful practices such as FGM and CEFM, which are illegal in the UK.

The good news is that things are changing. In the heart of communities and families in the UK and across Africa, South Asia, the Middle East and Europe, more and more people are saying no to these practices. Our role is to get behind, support and accelerate their efforts to end them.

More information:

Girl Summit Commitments

http://www.girlsummitpledge.com/

https://www.gov.uk/government/topical-events/girl-summit-2014

 

 

 

Como ensinar seu filho a lidar com a frustração?

Julho 22, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

texto do site http://educarparacrescer.abril.com.br de 26 de abril de 2013.

nana sievers

 

Aprender a superar as decepções é um exercício para que as crianças se tornem adultos com mais maturidade e menos medos

Texto Adriana Carvalho

Perder no jogo, tirar notas baixas na escola, não ter o brinquedo que quer. Sentir-se frustrado não é exclusividade dos adultos: a decepção faz parte da vida das crianças e tem papel importante no desenvolvimento delas. Embora nenhum pai queira ver seu filho triste ou sofrendo, é preciso ter em mente que ele vai passar por essas situações em diversos momentos da vida e que elas serão importantes para que a criança amadureça e se torne mais forte.

Aos pais, caberá estar ao lado dos filhos nessas horas, para prestar consolo e dar orientação. “Quem aprende a superar as frustrações na infância se torna um adulto que enfrenta desafios com menos receios e medos”, diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi

1. Quando as crianças começam a ter frustrações?

A resposta é: desde o nascimento. Nos primeiros meses de vida, o bebê vive uma fase conhecida como fase egocêntrica, que se caracteriza por desejar que todas as suas vontades sejam atendidas imediatamente. “Quando a mãe não dá o seio imediatamente após o choro (seu desejo), ela já o está frustrando”, explica Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice.

2. Qual a importância de aprender a superar as frustrações?

As frustrações, por menores que sejam e, independentemente da idade da criança, constituem situações onde ela constrói parâmetros internos para lidar com situações de conflito, negação e perdas, conforme ressalta Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi: “Faz parte do desenvolvimento infantil e do crescer. Nessas situações a criança aprende a ter condições emocionais de se equilibrar diante de um desconforto”. Além disso, aprender a superar as decepções é um grande exercício de criatividade. “A cada situação de frustração a criança consegue encontrar algo que a traga novamente ao equilíbrio. Ela encontra uma saída para lidar com o desconforto. Todo este movimento tem a ver com a criatividade”, completa.

3. Quando posso ajudar meu filho a evitar as decepções e quando não devo fazer isso?

Sigamos o seguinte raciocínio: se seu filho não estudar e não se preparar bem, provavelmente terá resultados decepcionantes na escola, certo? Nesse sentido, você pode ajudar, orientando para que ele se empenhe nos estudos e evite a situação da frustração. Mas há outros casos em que você não deve interferir como quando, por exemplo, vocês jogam uma partida de algum jogo. Não é porque ele é pequeno que você deve deixá-lo ganhar para que não fique triste. Também não deve dar tudo que ele quer na hora que ele quer: saber esperar é um aprendizado importante. Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice, lembra que os pais não devem ceder às manipulações dos filhos. “As crianças têm uma enorme capacidade de manipular os adultos e usam o que mais percebem que os incomoda: choro, recusa de alimentação, perda do fôlego, bater a cabeça, etc”.

4. O que acontece com as crianças que não aprendem a superar as frustrações?

Os pais poderão atender ao desejo do filho sempre que quiserem, mas não poderão fazer isso para sempre. “Quando essa criança crescer e for inserida no contexto social, ela vai vivenciar situações de frustração que poderão gerar dificuldades emocionais”, diz Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice. E mais: crianças que não sabem lidar com suas decepções se tornam adultos que não conseguem perceber o outro. “Ela cresce pensando que o que vale é o que ela pensa e o que quer. Tem também dificuldade de se planejar e de desenhar projetos na vida pessoal ou profissional: como quer tudo do seu jeito e imediatamente, não consegue se organizar, ter metas e objetivos. Além disso, seus relacionamentos ficam mais restritos, pois não sabe como levar em conta o que as outras pessoas pensam e querem”, diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.

 5. Por que não devo facilitar e deixar meu filho ganhar quando jogo com ele?

Quando jogar com seu filho, jogue de verdade. “Facilitar, deixar ganhar só para que a criança não se frustre, mostra a ela que sempre irá ganhar seja qual for a situação. Quando a criança perder, é preciso deixar claro que você está ali para ajudá-la a suportar a frustração de perder. Mas que, de fato, não é sempre que ganhamos. Ganhar depende de vários fatores como sorte ou boas estratégias de jogo”, diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi. Segundo ela, o importante é que a criança perceba que num primeiro momento a derrota dá uma sensação ruim, frustrante, mas que passa logo. E mais: sempre há a oportunidade de jogar novamente. Para Maria Rocha, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Ápice, os jogos também oferecem outros ensinamentos para a criança como esperar sua vez de jogar, jogar apenas uma vez mesmo se errar, contar os pontos. “A criança que tem dificuldade de perder tende a manipular tanto os adultos como outras crianças, desrespeitando as regras a fim de levar vantagem. É importante que em situações de jogo com os adultos esses não permitam que a criança mude as regras”, diz Maria Rocha.

 6. Se é importante ensinar a perder, é também importante ensinar a ganhar?

Sim, tão importante quando ensinar a perder é mostrar ao seu filho como ele deve se comportar quando ganha. “Ao ganhar, o importante é mostrar para a criança que se colocar acima do adversário e zombar são posturas que deixam o outro em situações constrangedoras e que o “perder” para o adversário toma uma proporção muito maior. Sentir-se bem, feliz e satisfeito faz parte de uma situação de ganhar, mas ela não deve desvalorizar o outro”, diz Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi

 7. Como os pais devem lidar com frustrações dos filhos como quando ele tira notas baixas?

A escola e os pais devem ajudar as crianças a lidar com as frustrações provocada pelas notas baixas. Um dos caminhos, segundo a psicopedagoga Itamara Teixeira Barra é que as escolas compartilhem com os alunos os critérios de avaliações que a escola utiliza. Dessa forma, a criança pode fazer uma autoavaliação sobre seu desempenho. “Já os pais devem sempre valorizar o que os filhos já conseguiram e deixar claro que confiam nela, para melhorar e avançar em seu processo de aprendizagem”, afirma Itamara. A psicóloga Maria Rocha ressalta que os pais também podem ajudar as crianças a rever sua rotina de estudos.

 

 

Infâncias de vitrine

Julho 22, 2014 às 10:35 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Reportagem do Público de 20 de julho de 2014.

vitrine2

 

Catarina Gomes (Texto), Daniel Rocha (Fotografia) e Vera Moutinho (Vídeo)

Durante um quarto de século, existiu no centro de Portugal uma “ridente aldeia” para onde era levado à força quem tinha lepra. Nesse sítio, onde as flores tapavam o arame farpado, os filhos dos doentes eram retirados às mães no exacto momento em que nasciam, para não lhes poderem tocar.

Quem atentasse naquelas crianças, nos dias em que eram levadas na carrinha cinzenta de capot arredondado, veria meninas de saia de pregas cinzenta, camisa branca de gola com casaco de malha, soquetes e sapatinhos de fivela, laçarote na cabeça, os meninos de calção, camisa e casaco de malha, meia e sapatinho de atacadores, muito aprumados. Sem nada saber sobre a história daquelas crianças perceberia, só de olhar, que aquela devia ser uma ocasião especial. E era.

Antes de chegarem já estavam cheios os bancos de madeira de um lado e de outro, ocupados por quem os queria ver, como se estivessem à espera de um espectáculo, de uma entrada em cena. Abria-se a porta e os meninos bem vestidos entravam naquele rectângulo central com paredes de vidros transparentes dos dois lados, como se fosse uma montra, numa espécie de aquário onde os colocavam com periodicidades variáveis, alguns uma vez por semana, outros uma vez por mês, duas vezes por ano, uma vez por ano, uma vez na vida. Nunca.

Lá dentro, as vigilantes que traziam os meninos indicavam aos pais, sentados naquela espécie de plateia familiar do outro lado do vidro, quem eram os seus filhos; aos meninos apontavam-lhes quem eram os seus pais. Alguns pais manifestavam vontade de lhes fazer festas, de os beijar. As funcionárias faziam-lhes a vontade: aos mais pequeninos pegavam ao colo e aproximavam-lhes os rostos do vidro, à altura dos pais, para que eles os beijassem, a alguns espalmavam-lhes as mãozinhas no vidro para que os pais pusessem as suas no mesmo sítio mas do outro lado da superfície. 

Aos mais velhinhos os pais já faziam perguntas, que lhes chegavam abafadas através dos pequenos orifícios perfurados no vidro, até parecia que lhes estavam a falar de longe e não dali: então estás bem? Tens comido bem? Tens-te portado bem? Tratam-te bem? As perguntas clássicas. E eles, bem comportados, respondiam que “sim” a todas as perguntas. E os pais ficavam consolados. No final do visionamento, alguns pais mostravam aos filhos as prendas que tinham para levarem com eles e, com aqueles mimos, se lembrarem deles longe da vista. Duas camisolas tricotadas à mão, uma amarela, outra rosa, amêndoas pela Páscoa, rebuçados, uma caneta preta de tinta permanente. E estava terminada a visita às pessoas que lhes diziam que eram os seus pais.

Os meninos eram então retirados do rectângulo envidraçado, a porta fechava-se e voltavam a entrar na carrinha Peugeot cinzenta, a fazer o percurso inverso e a regressarem ao sítio que ficava ali muito perto, a dois quilómetros, mas que parecia tão longe. Era onde viviam todos juntos, no meio da floresta.

ler o resto da reportagem e visualizar fotografias e vídeos aqui

Expertos aconsejan negociar con los niños el uso de móviles y tabletas para evitar “atracones”

Julho 22, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Artigo do site http://www.20minutos.es de 28 de junho de 2014.

GTRES

 

 

  • Casi un tercio de los niños de 10 años y un 83% de los de 14 tienen ya móvil.
  • La Comunidad de Madrid incluso ha puesto en marcha una campaña para combatir a los ‘phonbies’, los zombis del móvil.
  • Alertan también de los peligros que supone la exposición al acoso.

EFE

Los viajes al pueblo lejos de los padres, los campamentos o las dificultades para conciliar de muchas familias provocan cada verano que miles de niños se ‘estrenen’ en el uso del teléfono móvil, un cambio ante el que los expertos aconsejan “autorregulación” familiar para evitar perjuicios a la vida cotidiana.

El empleo de móviles para comunicarse, entretenerse o divertirse es positivo para todas las edades, pero el excesivo consumo de estos dispositivos puede llegar a crear dependencia, hasta el punto de que en comunidades como Madrid una campaña combatirá este verano a los ‘phonbies’, los zombis del móvil.

Y quedarse ‘enganchado’ a los aparatos o perjudicar las relaciones personales no es el único peligro al que se enfrentan los primerizos, puesto que un incorrecto uso puede abrir la puerta a situaciones de ‘ciberacoso’ o exponer la intimidad y privacidad de los menores —según el INE, casi un tercio de los niños de 10 años y un 83% de los de 14 tiene móvil—.

Por ello, el presidente de la asociación Protégeles, Guillermo Cánovas, aconseja que en el arranque de las vacaciones padres y menores negocien tiempos y modos de uso y tengan en cuenta una serie de principios en el momento en el que a muchos niños se les da su primer ‘smartphone’.

En verano, las familias tienen la necesidad de mantener el contacto con los menores y por ello se animan a comprar por primera vez o a prestar el aparato de uno de los padres a sus hijos, momento en el que se debe establecer la negociación de la “autorregulación”, en la que los menores deben participar.

En primer lugar, el presidente de Protégeles aboga por acordar los tiempos de uso de los móviles o tabletas en función de los periodos en los que la familia considere que la vida en común debe estar “libre de tecnología”.

Porque el objetivo no es establecer tiempos máximos de uso de los aparatos, sino normas para proteger la vida en común y el tiempo “con los demás”, explica Cánovas, que no aboga por limitar las horas de uso, sino horarios para apagar el móvil antes de acostarse y por algún tipo de restricción para alejarlo en las comidas y cenas.

En estos momentos, por ejemplo, los miembros de la familia pueden optar por dejar sus teléfonos en el mismo lugar y recogerlos al levantarse de la mesa.

La dependencia la marca el uso

El portavoz de Protégeles remarca que, tanto en menores como en adultos, la dependencia de los aparatos no la marca el tiempo al aparato, sino qué uso se le da y si influye en las situaciones de la vida cotidiana: si impide realizar tareas educativas, el trabajo, tener ocio y afecta a las relaciones personales.

A este respecto, el doctor en Psicología y Ciencias de la Salud y exdefensor del menor de la Comunidad de Madrid Javier Urra diferencia entre dependencia y adicción: uno depende del móvil si está perdido en la sierra y necesita que lo rescaten; pero si está todo el día retransmitiendo banalidades de su vida cotidiana a sus amigos a través del teléfono sufre una adicción.

Urra pide a los mayores que, además de advertir a los niños sobre el buen uso de los móviles, no pequen de “ansiosos” y de exceso de celo en el control a distancia del menor.

Y aconseja, por ejemplo, enseñar a los menores, además de cuestiones de uso, de seguridad o económicas —el mal uso del aparato puede costar mucho dinero—, que no deben exponer de forma excesiva su vida a través de las nuevas tecnologías.

“Estar siempre conectado y decir que tienes 1.300 amigos es una tontería”, argumenta Urra, que está en contra del móvil en el campamento, donde debe haber un teléfono para que los padres puedan informarse, pero en el que los niños “no pueden estar llamando a su madre” puesto que perdería su razón de ser.

Fotos y seguridad

Cánovas aconseja que el acuerdo familiar excluya el uso del móvil con cámara en habitaciones cerradas —donde el menor puede hacerse fotos a sí mismo lejos del control de los adultos— y tapar las cámaras web de los aparatos porque se puede activar sin querer o por la instalación de programas que, sin saberlo, permiten a terceros ponerlas en marcha.

“Nos estamos encontrando en internet con fotos de menores fotografiados sin saberlo; no son muchos casos, pero nos llegan”, advierte antes de apuntar que la línea de denuncias sobre pornografía infantil y acoso escolar y sexual a menores de Protégeles alcanza unas 3.000 denuncias al mes.

Otro consejo es desconectar la localización vía satélite, en especial en el caso de fotos y vídeos —que las incorporan en los metadatos—, así como en el domicilio propio —porque da información sobre la ubicación de su domicilio—.

Los adultos deben conocer las herramientas tecnológicas para no dejar de ser referencia del menor en este campo, además de explicar a los niños que siempre hay peligros y en ocasiones pueden encontrarse con problemas: la clave es saber adónde deben dirigirse para solucionarlos a tiempo.

 


Entries e comentários feeds.