O Choque Linguístico – A Dislexia : Um Pacote de Formação Multimédia para alunos, pais e professores

Julho 14, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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À medida que mais famílias vão circulando dentro da União Europeia, há também mais crianças com dificuldades específicas de aprendizagem/dislexia que precisam de apoio educativo para realizarem o seu potencial. Os pais nem sempre se podem permitir pagar escolas privadas, mais caras, as barreiras linguísticas podem impossibilitar a integração em escolas locais, e os sistemas de ensino nacionais deixam de as poder servir a partir do momento em que deixam de residir nos seus países de origem. A D·I·T·T tem como objectivo promover, no âmbito dos sistemas educativos de todos os Estados-Membros e para além destes, o pleno conhecimento sobre os problemas associados às dificuldades específicas de aprendizagem/dislexia, e melhorar a ajuda a dar mediante uma avaliação eficaz e uma formação disponível para todos. A primeira publicação deste Pacote de Formação Multimédia – guia, vídeo BBC e sítio Web – foi da responsabilidade de European Children in Crisis (ECIC), em 1998. Os membros da ECIC que idealizaram o projecto, criaram agora a D·I·T·T, organização autónoma, cuja função é lidar com tudo o que diz respeito a este Pacote. O Pacote de Formação Multimédia foi inicialmente concebido para elevar o nível de consciência sobre os problemas das crianças com dislexia/dificuldades específicas de aprendizagem, cujas famílias podem ter de se deslocar de um país para outro confrontando-se assim com o desafio de aprender uma nova língua. O seu objectivo é ajudar professores, pais e todas as partes envolvidas no processo educativo a trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade da educação destas crianças bem como as suas oportunidades.

mais recursos:

http://www.dyslexia-international.org/ORIG/Tools.htm#

 

 

Modelo norte-americano de diagnóstico precoce do autismo chega a Portugal

Julho 14, 2014 às 7:46 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://saude.sapo.pt de 10 de julho de 2014.

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Em 2012, a Revista Time elegeu este programa como um dos 10 principais progressos da Medicina

A cooperativa Focus anunciou hoje a introdução em Portugal do Modelo Denver de Intervenção Precoce, que há vários anos é utilizado nos Estados Unidos para diagnóstico das patologias do espectro do autismo em crianças dos 12 aos 48 meses.

A implementação nacional do referido programa era um dos objetivos da instituição de solidariedade social fundada em 2012 em Vale de Cambra e concretizar-se-á em setembro com três medidas: a realização de dois workshops para profissionais, a edição portuguesa do livro das autoras do modelo e a criação das primeiras equipas de prevenção precoce com essa metodologia, em Aveiro, Braga, Lisboa e Porto.

“Em 2012, a Revista Time elegeu este programa como um dos 10 principais progressos da Medicina”, declarou à Lusa o presidente da Focus, Fernando Barbosa. “Vai ser apresentado pela primeira vez em Portugal e a sua característica distintiva é que abrange todas as áreas de desenvolvimento da criança, o que permite diagnosticar mais cedo eventuais formas de autismo, logo a partir dos 12 meses”, acrescenta.

O primeiro Modelo Denver foi desenvolvido nos anos 80 por Sally Rogers, investigadora da Universidade da Califórnia, e Geraldine Dawson, sua colega na Universidade de Duke. É o upgrade desse programa que agora chega a Portugal, após estudos controlados terem demonstrado que a sua componente específica de intervenção precoce tem vantagens no desenvolvimento geral do indivíduo autista e repercussões substanciais na sua idade adulta.

“Em Portugal temos o problema de se detetar muito tarde as formas de autismo, porque os pediatras e mesmo as escolas têm alguma dificuldade no diagnóstico”, admite Fernando Barbosa. “Mas os Estados Unidos estão 40 anos à nossa frente e [em 2013] fizeram um estudo que demonstrou que a despesa anual do Estado com indivíduos autistas foi de 137 mil milhões de dólares, 90% dos quais relativos a situações de desemprego e necessidades residenciais”, revela esse responsável.

O que vários outros estudos demonstraram, garante o presidente da Focus, é que o que o Modelo Denver de Intervenção Precoce pode diminuir essa fatura: “Uma intervenção intensa na fase inicial do desenvolvimento da criança, quando a plasticidade do seu cérebro ainda é moldável, pode permitir a redução desses custos futuros em 2/3 e conduzir essas pessoas a uma participação ativa na sociedade”.

As Perturbações do Espectro do Autismo provocam um conjunto de alterações no desenvolvimento humano que se manifestam sobretudo ao nível da interação social, da comunicação e da imaginação.

Segundo dados da Focus, essa é a perturbação de desenvolvimento que regista maior taxa de crescimento atualmente, sendo que nos Estados Unidos, por exemplo, uma em cada 68 crianças sofre dessa condição, enquanto na Coreia do Sul, por sua vez, a prevalência aumenta para um em cada 38 indivíduos.

Fernando Barbosa afirma que “em Portugal não existem estatísticas” sobre a matéria, mas, a avaliar pelos dados internacionais, indica que serão cerca de 65.000 os cidadãos com perturbações autistas.

“Mas muitas pessoas ainda não foram diagnosticadas nem receberam um tratamento adequado”, avisa.

Por Lusa

mais informações sobre o Modelo de Denver de Intervenção Precoce (ESDM) no link:

https://sites.google.com/site/esdmportugal/

 

Inauguração do evento “Direito de ser Criança ” no Neya Lisboa Hotel (na Estefânia, em Lisboa) com a exposição produzida pelo IAC-CEDI “Crianças no Mundo com Direitos”

Julho 14, 2014 às 4:03 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inauguração do evento “Direito de ser Criança ” no Neya Lisboa Hotel (na Estefânia, em Lisboa) com a exposição produzida pelo IAC-CEDI “Crianças no Mundo com Direitos” que se encontra patente ao público todos os dias, entre as 12.00 e as 19.00 horas, no 1.º piso do hotel até ao final de julho. Neste espaço está, igualmente, disponível para aquisição o livro infanto-juvenil “Histórias com Direitos” (IAC/Plátano Editora).

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As crianças e o futuro Crónica de Dulce Rocha na Visão Solidária

Julho 14, 2014 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica mensal da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, na Visão Solidária de 11 de Julho de 2014.

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No mês de junho tivemos mais notícias sobre a baixíssima natalidade do nosso País, que nos dizem ser a maior da União Europeia, ao mesmo tempo que inúmeras iniciativas celebravam a criança e os seus direitos.

Temos vindo a ser alertados para este drama inquietante há vários anos e nenhuma medida se revelou eficaz para a combater.

Nos últimos anos, com a elevada taxa de desemprego, sobretudo entre os mais jovens, e com a asfixia da classe média, que se viu privada de um nível de vida que conquistara, era muito previsível que a situação se agravasse. As licenciaturas e os mestrados deixaram de ser garantia de emprego e foram muitos os que tiveram de deixar o País, depois de verem destroçados os sonhos. Os pais, que tinham conseguido adquirir casa com empréstimos e viajar no verão, deixaram de poder ajudar e alguns vêem agora as suas pequenas empresas sem laborar e em riscos de falência. São aos milhares os pedidos de insolvência, sem conseguirem pagar a prestação da casa, ou sequer as despesas de educação. Os jovens que conseguem emprego trabalham horas sem fim, sem horário de trabalho e sentem que a insegurança lhes rouba o sonho da descendência.

A Pordata vem publicando dados preocupantes sobre o envelhecimento progressivo da população, e indubitavelmente todos intuímos que nos últimos anos a situação se agravou com a seriíssima crise económica e financeira que assolou o País. 

Mas as notícias de verdadeiras tragédias vêm de África, do Médio Oriente, do Paquistão. Sabemos que milhares de crianças desacompanhadas chegam à Europa, vindas de África. Fogem da fome, dos conflitos armados, do trabalho escravo.

São de África as crianças vendidas para a pesca no Lago Volta, ou para o trabalho duro nas minas de coltan, no Ruanda, Uganda ou na República Democrática do Congo. Crianças martirizadas, desconsideradas, vítimas de tráfico e da mais cruel exploração.

No Lago Volta, no Gana, trabalham crianças desde os três ou quatro anos, durante mais de doze horas por dia, e muitas delas acabam por morrer, pois são obrigadas a mergulhar para soltar redes, que ficam enredadas no fundo das águas sujas do lago, onde há crocodilos,  sendo certo que  alguns nem nadar sabem. Também nas minas, quase sempre situadas em zonas de conflitos armados, muitas crianças morrem, devido à perigosidade dos locais, à ausência de segurança e à toxicidade dos minérios.

Li recentemente um artigo no “Expresso” que referia que muitas crianças, na maioria oriundas da Eritreia, Somália, Etiópia, Sudão, Egipto e agora também da Síria, e que chegam à Europa pretendendo livrar-se da quase certa miséria nos seus países, fogem depois dos “Campos” construídos no Sul da Europa e acabam por cair noutras teias igualmente tenebrosas do crime organizado ou das redes pedófilas e até, como suspeita o Comissário de Estado para as pessoas desaparecidas Vittorio Piscitelli, da “abominável prática do tráfico de órgãos”. São relatórios de entidades oficiais ou de organizações credíveis como a “Save the Children” que nos dizem que só em 2013 e até Maio deste ano chegaram à Europa mais de dez mil crianças, metade das quais viajaram sozinhas, e quase sempre sem documentos.

Estima-se que, por ano, fujam dos campos cerca de três mil crianças, que ficam sujeitas a todo o tipo de tráfico, engrossando os números dos mais vulneráveis desaparecidos na Europa.

Todas as pessoas verdadeiramente preocupadas e que sentem empatia por estas crianças, dizem que medidas eficazes teriam de dirigir-se a combater a pobreza nos Países de origem e que as medidas repressivas não resultam. Por isso, costumo dizer que a Convenção sobre os Direitos da Criança foi importante, mas que há regiões do mundo onde ela não vigora, não obstante a sua ratificação, quase universal.

Todos nos lembramos das crianças de Timor, que durante a ocupação não podiam gozar os seus direitos, apesar de a Indonésia a ter ratificado.

E que dizer das crianças curdas, sem terem sequer direito à sua nacionalidade? Privadas de frequentar a escola, proibidas de ler na sua própria língua, como mostra Bahman Ghobadi no seu magnífico filme documental “Um tempo para cavalos bêbados”, que por este filme foi agraciado com a Câmara de Ouro no festival de Cannes, no ano 2000.

Premiado foi também um filme muito comovente da cineasta francesa Laura delle Piane, que  mostra como vivem os 13000 refugiados palestinianos do Campo Deisheh na Cisjordânia  cujo protagonista, Tamer, um rapaz de onze anos, gostava de ser cientista e todos os dias sonha poder ir ver o mar Mediterrâneo, que apesar de estar a apenas 40 km, não lhe é permitido vislumbrar…

A nossa imaginação não consegue antecipar os horrores por que passam algumas crianças e creio mesmo que corremos o risco do conformismo, se não fizermos um compromisso com a defesa dos Direitos Humanos. Hannah Arendt falava do perigo da “banalização do mal”, que afrouxa as consciências.

Tem passado nas redes sociais um vídeo chocante em que milionários do petróleo, munidos dos seus binóculos, fazem apostas de corridas de camelos. Os jokeys são crianças subalimentadas com três e quatro anos, que vivem em barracões imundos, sujeitos a temperaturas elevadíssimas e que haviam sido comprados por poucos dólares em regiões pobres do Paquistão e do Bangladesh.

A indiferença dos que sabem é sempre a arma dos que torturam, seviciam, sequestram e matam. Daí que tenha de recordar mais uma vez as meninas da Nigéria. Não deve haver dia em que não nos lembremos das cerca de trezentas crianças e jovens raptadas por um grupo armado que lhes nega o Direito a uma existência digna. Primeiro atacam o Direito à Educação, depois roubam-lhes a liberdade.       

É por isso que as comemorações de Junho, que queremos seja o mês da Criança, no nosso País, são ensombradas pelos flagelos do tráfico de crianças, dos raptos, das crianças desaparecidas noutros lugares, alguns bem perto de nós.

Contradições de enormes proporções no nosso mundo, em que a prioridade dos poderosos não é a justiça, definitivamente. Claro que nos Países onde há Estados de Direito, as desigualdades, embora aumentem nos períodos de crise, não são tão devastadoras como nos regimes ditatoriais, em que há um completo desprezo pelos miseráveis, que são descartáveis, sem valor algum. Mas sabemos que a desigualdade crescente na Europa não favorece a justiça e não podemos ficar indiferentes.

Por isso, creio que a Recomendação da União Europeia de Fevereiro de 2013 sobre a necessidade de “Investir nas Crianças para quebrar o ciclo da desigualdade” tem encontrado muitas dificuldades de concretização precisamente porque embora se reconheça a importância de garantir bem-estar às crianças, elas continuam a não representar prioridade nas políticas.

Onde há democracia, há mais desenvolvimento e por isso existe maior preocupação com a repartição da riqueza, mas porque as políticas são sectoriais e não assumem carácter global e integrado, não surtem o efeito desejado. Daí que as medidas sejam inconsequentes e haja cada vez menos crianças, o que é dramático.

As vozes mais pessimistas dizem mesmo que sem medidas específicas dirigidas ao combate do desemprego jovem, sem ajudas e incentivos à sua permanência em boas condições no nosso País, será o próprio futuro de toda a sociedade que ficará em risco, ou seja, não serão apenas prejudicadas as crianças, mas toda a nação, incapaz de projetar-se no porvir. Lembro nos dez anos da sua morte, Maria de Lourdes Pintasilgo que tanto insistia que deveríamos “Cuidar o futuro”. Temos de ser capazes de inverter esta tendência! Denunciando, exigindo, usando o pensamento e a palavra para ajudar as causas justas!

 

Introdução à entrevista motivacional – Workshop

Julho 14, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações :

http://www.ispa.pt/eventos/introducao-entrevista-motivacional

Graphogame chega a Portugal para ajudar crianças com dislexia

Julho 14, 2014 às 10:25 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do observador de 5 de julho de 2014.

observador

A versão portuguesa do jogo de vídeo finlandês foi desenvolvida pela Universidade do Minho e pelo Politécnico do Porto. O teste piloto vai decorrer no próximo ano letivo, em escolas da Invicta.

Ana Pimentel

O Graphogame chega este sábado a Portugal para ajudar as crianças com dislexia. O jogo de vídeo que nasceu na Finlândia foi adaptado para a realidade portuguesa pela Universidade do Minho e pelo Instituto Politécnico do Porto e vai ser testado em algumas escolas do distrito do Porto no ano-lectivo 2014/2015.

“É um treino divertido, intensivo, não cansa e não permite a frustração, pois adapta-se ao ritmo de cada um, como um tutor. A criança passa de nível pela rapidez e ao atingir pelo menos 80% de acertos”, explica Ana Sucena Santos, professora no Instituto Politécnico do Porto e membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho.

O objetivo do Graphogame é que a criança associe o som e respetivas letras a objectos que caem do céu, de forma gradual, até conseguir relacioná-lo a sílabas ou palavras, sem se aperceber. O jogo, que foi desenvolvido num ano, vai decorrendo em cenários que envolvem piratas, desertos ou oceanos. Se os resultados forem positivos, as investigadoras ponderam levar o Graphogame ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.

Para Ana Sucena Santos, o jogo de vídeo permite uma aprendizagem mais rápida e um maior envolvimento dos pais e docentes.

O teste piloto vai incluir crianças com e sem dificuldades de leitura, mas Ana Sucena Santos recomenda que o software seja utilizado de forma contínua e regular, idealmente entre a casa e a escola. “Este projeto está concebido como um jogo e isso motiva a criança, permitindo menos tensão, uma aprendizagem mais rápida e um maior envolvimento dos pais e docentes”, afirmou a responsável.

O Graphome já ajudou mais de 300 mil pessoas com dificuldades de leitura em idiomas como inglês, sueco, holandês e estoniano. Para Ana Sucena Santos, a correspondência entre letras e som é o processo fundamental da descodificação, habilidade de leitura e capacidade de consciência fonológica.

A versão portuguesa foi gravada nos estúdios da Rádio Renascença. Na Finlândia, o jogo que foi criado na Universidade de Jyväskylä, com a parceria do Instituto Niilo Mäki, foi adoptado nos currículos do Ministério da Educação do país.

 

Porquê as crianças menores de 12 anos aprendem mais rápido

Julho 14, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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reportagem vídeo do site http://www.swissinfo.ch de 12 de junho de 2014.

swiss

ver o a reportagem aqui

Em vários cantões de língua alemã há campanhas para parar o ensino de duas línguas estrangeiras no ensino fundamental.

O argumento é que ele é muito exigente para as crianças e que seria melhor ensinar uma segunda língua estrangeira só no ensino médio. O professor Martin Meyer do Departamento de Psicologia da Universidade de Zurique, especialista em mapear os mecanismos neuronais da percepção e da produção da fala, insiste que as crianças mais novas têm mais facilidade em aprender novos idiomas. Segundo Meyer, o cérebro seria menos hábil a aprender novas línguas entre as idades de 12 e 20 anos, por isso seria um erro atrasar o ensino de uma segunda língua até o ensino médio. Na maioria dos cantões de língua alemã, as crianças aprendem inglês a partir do terceiro ano fundamental e francês a partir do quinto. A decisão de introduzir o inglês antes do francês é mal vista pelos cantões de língua francesa, que consideram isso uma ameaça à unidade nacional. Nos cantões de língua francesa, as crianças começam a aprender o alemão antes do inglês.

 

 


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