Professores portugueses querem mais formação em educação especial

Junho 30, 2014 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 25 de junho de 2014.

Reuters

A educação especial é a área de ensino na qual  os professores portugueses mais sentem falta de formação, com 26,5% dos  inquiridos num estudo da OCDE a revelar um “elevado nível” de necessidade  de desenvolver competências nesta matéria. 

 No inquérito TALIS 2013 (Teaching and Learning International Survey)  da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), hoje  divulgado, a organização internacional, que inquiriu professores do 3º ciclo de mais de 30 países para este relatório, revela que o número de docentes  portugueses que sentem falhas na formação em educação especial e que admitem  precisar de desenvolver mais competências é superior à média do conjunto  dos países inquiridos, que se fixa nos 22,3%. 

Recentemente, uma recomendação do Conselho Nacional de Educação relativa  a políticas públicas de educação especial denunciou a falta de qualidade  da formação de professores de educação especial, um ponto de vista partilhado  pelo grupo de trabalho criado pelo Governo para rever a legislação da educação  especial e que apresentou as conclusões do seu trabalho a 11 de junho. 

O inquérito da OCDE vem agora sublinhar que mais de um quarto dos professores  portugueses admite ter fragilidades de formação nesta área. 

Gestão e administração escolar (14,1%) e ensinar em contextos multiculturais  e multilingues (16,8%) são as outras duas áreas mais referidas pelos professores  como aquelas em que gostariam de adquirir mais competências, e também nestes  casos Portugal fica acima da média do conjunto de países inquiridos. 

O TALIS 2013 revela ainda que apenas 35,5% dos professores portugueses  afirmou ter tido acesso a um programa de formação inicial formal no seu  primeiro ano a lecionar, abaixo da média de 48,6% da OCDE.  

Quanto à formação contínua, 88,5% dos docentes portugueses indicou ter  desenvolvido atividades nesse sentido nos últimos 12 meses. 

A figura de professor-mentor tem pouca expressividade entre a classe  docente em Portugal: apenas 4,3% dos professores têm um colega como mentor,  contra uma média da OCDE de 12,8%. 

No que diz respeito aos efeitos da avaliação na atividade dos professores,  38,5% admitem que o retorno que recebem relativamente ao seu trabalho aumentou  o número de horas de formação que frequentam (45,8% média da OCDE) e quase  metade dos inquiridos em Portugal (48,9%) referiu que ser avaliado melhorou  a sua prática profissional (62% média da OCDE). 

Lusa

 

 

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