Como saber se uma criança tem autismo?

Junho 25, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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imagem retirada daqui

Apresentação do livro “Autismo e Atraso de Desenvolvimento – Um estudo de caso” na BM de Castelo de Paiva

Junho 25, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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paiva

Biblioteca Municipal de Castelo de Paiva

Rua Emídio Navarro – Sobrado

4550 126 Castelo de Paiva

Telf.255 698 502

Email: biblioteca.municipal@cm-castelo-paiva.pt

mais informações sobre o autor e o livro na notícia Castelo de Paiva: Biblioteca Municipal promove apresentação do livro “Autismo e atraso de desenvolvimento”

O livro foi editado pela Fundação A Lord  http://fundacaoalord.pt/

Rua da Cooperativa, 27 * 4580-809 Lordelo Paredes

224 447 357 | 932 131 955

Fax 224 447 358

geral@fundacaoalord.pt

 

 

 

Banco de Portugal diz que chumbar nos primeiros anos de escola tem efeitos negativos

Junho 25, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 21 de junho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte.

Retenção escolar no ensino básico em Portugal: determinantes e impacto no desempenho dos estudantes  pág. 63-87

Enric Vives Rubio

Lusa e PÚBLICO

Ser filho de pais com níveis de educação mais elevados faz reduzir mais de dois pontos percentuais as hipóteses de chumbar de ano.

Os dados do Programa para a Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), um grande estudo que analisa as competências dos alunos de 15 anos nos países da OCDE, e que é feito de três em três anos, já tinham mostrado como Portugal estava entre os países com maiores taxas de chumbo. Um grupo de investigadores do Banco de Portugal (BdP) aprofundou agora os resultados dessa análise. E conclui que chumbar nos primeiros anos não faz bem.

“Os efeitos de longo prazo da repetência no ISCED 1 [equivalente ao 1.º e 2.º ciclo do ensino básico] no desempenho dos estudantes em Portugal são negativos”, dizem.

Mais: isto sugere “que haverá vantagem em substituir, pelo menos parcialmente”, a prática da retenção “por métodos alternativos de apoio aos alunos que revelem dificuldades na aprendizagem nas etapas iniciais da vida escolar”, lê-se no artigo Retenção escolar no ensino básico em Portugal: determinantes e impacto no desempenho dos estudantes, publicado no último Boletim Económico.

Em Portugal, cerca de 30% dos alunos repetem pelo menos uma vez no 1.º ou 2.º ciclos. A média de 25 países da Europa é 18%. Só Espanha, Luxemburgo e França têm taxas de chumbo mais altas.

Prós e contras

Os investigadores do Departamento de Estudos Económicos, do BdP, Manuel Coutinho Pereira e Hugo Reis, começam por recordar argumentos pró e contra os chumbos. Como estes: “A repetência é defendida por aqueles que advogam que esta torna o sistema de ensino mais eficiente ao criar grupos de colegas mais homogéneos, e garante uma maior responsabilização das escolas. No entanto, a existência de alunos que repetem o ano implica custos, incluindo a despesa de fornecer um ano adicional de educação, bem como o custo para a sociedade em atrasar a entrada do aluno no mercado de trabalho. Além disso, os opositores da repetência enfatizam os efeitos psicológicos desta política. Em particular, destacam a redução da auto-estima, a deterioração da relação com os colegas, o afastamento da escola e, consequentemente, a maior probabilidade de um abandono escolar.”

Recordam ainda os autores que “alguns países europeus, como é o caso da Noruega e Islândia, optaram por instituir uma progressão automática ao longo de toda a escolaridade obrigatória, e proporcionam outras medidas de apoio educativo aos alunos em dificuldades”. E por cá?

Na análise que fazem dos dados, concluem o seguinte: “Estima-se que retenção escolar durante o ISCED 1 produza efeitos negativos sobre o desempenho dos estudantes no longo prazo (…). Numa perspectiva de política educativa, parece existir assim margem de intervenção no sentido de substituir, pelo menos parcialmente, esta prática por outros procedimentos de apoio aos alunos, os quais poderão ainda revelar-se menos dispendiosos do ponto de vista da utilização de recursos.”

Já os efeitos de curto prazo da repetência no 3.º ciclo para Portugal “são positivos, embora de pequena dimensão”. “Assim, apesar da incerteza quanto aos efeitos de longo prazo, os nossos resultados não põem em causa a prática da repetência em níveis mais avançados do percurso escolar.”

O peso da família

Usando os dados do PISA, cujos últimos resultados foram divulgados em Dezembro, os autores concluem ainda que as características individuais e familiares têm mais influência no sucesso escolar dos alunos portugueses do que nos estudantes dos outros países europeus.

Os alunos mais novos da turma e os que têm menos livros em casa estão entre os que têm mais probabilidades de chumbar. Pertencer a uma família monoparental e ser rapaz também fazem aumentar as probabilidades de ficar retido no ensino básico.

“Em Portugal, os alunos com menos maturidade e com piores condições socioeconómicas têm uma maior probabilidade de repetir. Para além dos aspectos socioeconómicos, as características da escola e as diferenças ao nível regional e do país (por exemplo, factores de carácter institucional) também ajudam a explicar o fenómeno”, descrevem.

Assim, no que toca à idade com que entram para o 1.º ano, o estudo sublinha que em Portugal a probabilidade de um aluno repetir o ano no 1.º ou no 2.º ciclo “diminui em cerca de 3,5 pontos percentuais com um aumento de um desvio-padrão na maturidade. A mesma probabilidade diminui numa magnitude semelhante, se o aluno for do sexo feminino”.

Também a influência da família é mais forte em Portugal: ser filho de pais com níveis de educação mais elevados faz reduzir mais de 2 p.p. as hipóteses de chumbar de ano, enquanto os alunos de famílias monoparentais correm mais riscos de reprovar (mais 3.3 p.p.).

A probabilidade de um aluno ficar retido antes de chegar ao 7.º ano “diminui cerca de 4,5 pontos percentuais para os alunos que têm mais livros em casa”, enquanto o valor médio europeu é de 1,1 p.p.

 

Teatro “O Pássaro da Alma” – promoção da inclusão das pessoas com deficiência

Junho 25, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Os valores da inclusão das pessoas com deficiência vão subir a palco. No próximo dia 5 de julho o AgitArte, grupo artístico do Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência, e o “Musicalidades”, composto por alunos do Agrupamento de Escolas Leal da Câmara, sobem ao palco do Centro Cultural Olga Cadaval para apresentar uma adaptação da peça “Pássaro da alma”, de Michal Snunit, num projeto inclusivo que junta clientes desta Organização com estudantes e professores do ensino regular, fruto do Prémio BPI Capacitar 2013. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais (Centro Cultural Olga Cadaval, CTT, Fnac e Ticketline) e têm um custo de 2,5 euros (dos 3 aos 18 anos e mais de 65 anos), 5 euros (bilhete individual) e 12 euros (bilhete familiar para 2 adultos e 2 crianças).

Um grupo de músicos, alunos do Agrupamento de Escolas Leal da Câmara, e de atores e dançarinos do C.E.C.D. Mira Sintra reuniram-se e o resultado é uma simbiose transformativa que à hora do chá o transportará à mais pura dimensão de NÓS: a escuta do nosso PÁSSARO!

Contamos com a sua presença para encher este magnífico espaço para uma tarde inesquecível.
Reserve já o seu bilhete e ajude-nos a mostrar a força do C.E.C.D. Mira Sintra!

Quando uma criança não fala bem…

Junho 25, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Rita Lopes da Silva publicado no Público de 19 de junho de 2014.

As preocupações em relação ao desenvolvimento da fala e da linguagem, são frequentemente referidas por pais, outros familiares e educadores de crianças na idade pré-escolar. Esta perturbação do desenvolvimento surge em cerca de 10% das crianças até aos 5 anos de idade, sendo considerada grave em 1% das crianças.

A fala pode ser definida como o acto motor da expressão verbal, apresentando como características a articulação dos sons, o timbre da voz ou o ritmo do discurso. A linguagem é uma função cerebral muito complexa que utiliza um conjunto de símbolos para expressar ideias e pensamentos. No seu conjunto, a fala e a linguagem são fundamentais para a comunicação verbal e facilitadoras da integração social.

Ainda durante a gravidez, o feto é capaz de distinguir sons da língua materna e a voz da mãe e logo nos primeiros meses após o nascimento começa a emitir sons, mais tarde a palrar e a produzir palavras e depois frases. A estrutura do discurso e a capacidade de adequação do mesmo ao contexto social sofrem modificações ao longo dos anos, sendo também influenciadas pelas capacidades cognitivas da criança. O nosso vocabulário é expandido durante toda a vida, pelo que se pode afirmar que o desenvolvimento da linguagem nunca termina.

O desenvolvimento da linguagem surge em todas as culturas e línguas, porém com diferenças no modo de aquisição dos sons produzidos ou da estrutura gramatical das frases. Existem igualmente variações, consideradas normais, no número de palavras, construção das frases ou inteligibilidade do discurso em crianças da mesma idade. Enquanto algumas crianças dizem desde muito cedo várias palavras inteligíveis, que mais tarde juntam e constroem frases progressivamente mais complexas, outras produzem inicialmente um discurso com frases longas, porém difíceis de entender mesmo para os familiares próximos.

São considerados sinais de alarme a criança não palrar consoantes ou vogais aos 8 meses, não apontar aos 12 meses, não dizer nenhuma palavra aos 16 meses, não fazer expressões de duas palavras aos 2 anos, não construir frases aos 3 anos, usar uma linguagem incompreensí­vel para os pais aos 2 anos e para estranhos aos 3 anos, não contar uma história aos 3 anos, ter erros na articulação das palavras aos 6 anos, ou existir uma suspeita de regressão da linguagem em qualquer idade.

O desenvolvimento da linguagem ocorre espontaneamente numa criança saudável, sendo para tal necessário que tenha um nível cognitivo adequado, audição mantida, aparelho fonatório (estruturas envolvidas na fala) íntegro, seja convenientemente estimulada e tenha vontade de comunicar. Assim, perante uma criança que não fala bem, devemos questionar se poderá ter uma surdez, atraso global do desenvolvimento, perturbação do espectro do autismo ou se a estimulação está a ser insuficiente.

Utiliza-se o termo Atraso Isolado de Linguagem quando a aquisição se faz de forma típica, embora mais tarde do que a idade habitual para cada etapa. Apresenta erros característicos na construção de palavras ou frases, por exemplo omitindo alguns sons ou produzindo erros gramaticais como “este carro é minho” ou “ouvam todos”. Esta perturbação tem geralmente uma boa evolução e entre os 4 e 5 anos de idade está recuperada.

Na Perturbação Específica do Desenvolvimento da Linguagem (PEDL) a aquisição é qualitativamente anómala e a criança comete erros diferentes dos referidos anteriormente no Atraso Isolado de Linguagem. Apesar de parecer que tem apenas dificuldade em se expressar verbalmente, compreendendo tudo o que lhe é dito, tal facto não se confirma quando é feita uma avaliação formal da linguagem.

Nem sempre é fácil distinguir entre uma variação normal e uma perturbação do desenvolvimento da fala ou linguagem. Sempre que existir alguma dúvida ou preocupação deverá ser partilhada com o médico assistente (médico família ou pediatra), que poderá referenciar para uma consulta especializada de Desenvolvimento ou Neuropediatria e se necessário pedir uma avaliação por um terapeuta da fala.

Quando se coloca a hipótese de perturbação da linguagem deve ser realizada uma avaliação da audição, nível cognitivo, desenvolvimento da linguagem e motor, integração social e comunicação. Raramente é necessário efectuar exames de diagnóstico como TAC, ressonância magnética ou EEG, excepto se há história de epilepsia, regressão da linguagem ou alterações no exame físico/neurológico.

A intervenção deve ser multidisciplinar e adaptada às necessidades específicas de cada criança, visando reforçar a interacção social e a intenção comunicativa. Consiste na reeducação e treino em terapia da fala e num enquadramento escolar adequado, não existindo medicamentos que estejam indicados para esta situação clínica. É fundamental prevenir e tratar os problemas emocionais, comportamentais e o isolamento associados a este tipo de perturbações.

O prognóstico das perturbações de desenvolvimento da linguagem é variável. Quando o diagnóstico é feito na idade pré-escolar, um terço das crianças recupera antes dos 6 anos. Porém, estas perturbações associam-se por vezes a dificuldades de aprendizagem, nomeadamente da leitura e escrita, perturbações emocionais e do comportamento e, mais tarde, dificuldades de inserção social e profissional.

Neuropediatra do CADin

 

 


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